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Personagens em O Pequeno Príncipe

Personagens em O Pequeno Príncipe

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12/05/2012

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Narrador/Antoine de Saint-Exupéry A história é narrada pelo próprio autor que constantementefaz reflexões sobre os acontecimentos em que há um contraste com o pensamento adulto e opensamento de uma criança. Ele conta que deixou uma possível carreira de pintor pelasopiniões adultas e assim se tornou piloto e voou pelo mundo todo, sempre convivendo compessoas grandes. Quando seu avião cai no meio do deserto do Saara, ele adormece e éacordado pelo Pequeno Príncipe. Ao longo da história ele cita vários aspectos da vida adulta,como o fato de adultos gostarem tanto de números, de julgarem a inteligência ou o caráter dealguém pelo assunto de uma mera conversa ou por sua aparência, etc. Se diz um pouco comoas pessoas grandes apesar de ter também semelhanças com o príncipe, por isso compra lápise tintas para exercitar sua veia artística, anos atrás ignorada. Ao ser perturbado peloprincipezinho com pensamentos sobre os carneiros e os espinhos das flores, responde semmuita importância e diz que 'é um homem sério', o que logo depois admite ter sido um erro aoter agido como uma pessoa grande, querendo atingi-lo, nesse ponto já se inicia a amizade. Oprincipezinho então o conta sobre quando conheceu um homem de negócios que se dizia umhomem muito ocupado, e assim inicia um relato sobre os adultos que já conhecera, além deflores e amigos que fez por suas viagens. Ao meio da história, Saint-Ex vê que ainda nãoconseguiu consertar seu avião e agora só lhe restava morrer de sede, em que o príncipe dizpara que procurem um poço. A idéia de procurar um poço no deserto parece um poucoabsurda mas mesmo assim os dois saem, até o entardecer, os dois cansam e se sentam aobservar o deserto. O príncipe adormece e Saint-Ex continua a caminhar, tendo ele em seusbraços, até que encontra o poço ao raiar do sol. Ele assim, tira água do poço e entrega aopríncipe, que bebe de olhos fechados; para ele, essa água era mais que um alimento, assimcomo sua flor valia mais que todas as cinco mil flores juntas, pois a água valia toda acaminhada que deram e toda a força que Saint-Ex pusera ao girar a roldana do poço. Apósisso, mostra ao príncipe suas tentativas de desenho, que o fazem rir, e assim ele pede quevolte a consertar seu aparelho e volte na tarde seguinte. Ao voltar, encontra ele a conversar com a serpente, os dois se entristecem pois sabem que logo um deles havia de partir. Opríncipe não queria que estivesse lá pois ele pareceria morto e seria horrível para Saint-Exassistir, mas que depois tudo valeria a pena pois as estrelas agora não seriam estrelascomuns. Através delas, o piloto escutaria seu riso, e isso seria bonito para que Saint-Exlembrasse sempre do amigo e como fora bom ter o conhecido. Com um clarão e umapermanência imóvel num pequeno instante, em silêncio, o príncipe se foi. Encerra esta história- ao lembrar de não ter juntado a correia na mordaça que desenhou para o carneiro - com apergunta ainda sem resposta e cuja importância não deve existir para os adultos: terá ou nãoterá o carneiro comido a flor?O Pequeno PríncipeUm garoto com cabelos de ouro que tinha apenas a aparência de um menino perdido nodeserto. Surpreende Saint-Exupéry no primeiro momento por saber distinguir seus desenhoscom detalhes e por ter vindo de outro planeta; este pouco maior que uma casa, onde ele sededica a retirar as sementes de baobás pois estas, se crescerem, destruirão o planeta aoperfurá-lo com suas raízes. Pauta da qual Saint-Exupéry considera de imensa importância e,portanto, faz o desenho do baobá de forma mais incrementada que o resto, diz ter sido feitocom urgência pois queria advertir aos outros da importância de retirar as raízes de baobá logoque começarem a se desenvolver. Diversas vezes o autor cita que o príncipe tinha necessidadede um amigo, por vezes essa frase se encontra implícita, como quando o príncipe cita quequando se está triste se gosta do pôr-do-sol, se deduz que sua tristeza tenha relação com afalta de um amigo, apesar de não ser certeza. Gosta bastante do pôr-do-sol e em seu planetapode assistir a hora que quiser pois é tão pequeno que basta recuar sua cadeira alguns passose logo poderá assistir a um novo pôr-do-sol. Em meio ao conserto do avião de Saint-Ex, serefere à única flor que conhece que vive no seu planeta e se indigna com o fato dele não dar importância à sua reflexão sobre os carneiros e as flores, pois se um carneiro comesse sua flor,seria como se todas as estrelas se apagassem. Então diz que quando conheceu sua flor era jovem demais para saber amar, e que deveria ter julgado-a por seus atos e não por suaspalavras. O erro havia o enchido de tristeza. Ao se despedir da flor, ela tosse e pede perdão, oque o surpreende na complexidade de sua doçura. Ao viajar e parar em planetas e asteróidespelo caminho, conclui que os adultos são estranhamente bizarros, de forma incompreensível,ao mesmo tempo em que sente cada vez mais falta de seu planeta, de sua flor, e de seu pôr-do-sol. Ao visitar o sexto planeta, pede uma sugestão de lugar para onde deve seguir, e assimsegue para o planeta Terra, um planeta grandioso onde, porém, era grandioso em pessoas
 
grandes e suas personalidades extraordinárias. Lá encontra primeiro uma serpente, depoisuma flor, e depois escala uma grande montanha onde só encontra agulhas de pedra pontudase um eco que o faz pensar em como na Terra tudo se repete, ao contrário de seu planeta, ondesua flor falava primeiro. Depois de algum tempo, seguiu por uma estrada onde conversou comrosas de um jardim, o que o fez pensar em como sua flor dizia ser a única de sua espécie, oque não era verdade pois em sua frente via uma boa quantidade de exemplares de sua flor. Elese sente como um mero príncipe sem importância enquanto chora sobre a relva, até queaparece uma raposa. Os dois refletem sobre como podem cativar um ao outro, sobre os laçosque o príncipe tinha com sua flor, sobre homens que caçam, e sobre homens que criamgalinhas. Por fim, o príncipe cativa a raposa, que fica triste quando ele precisa partir, masassim o explica que foi o tempo que perdera com sua rosa que fez da rosa tão importante edessa forma a raposa lembrará dele sempre que olhar para o trigo por causa de sua cor e dacor dos cabelos do príncipe. Ao andar sobre a Terra, vai conhecendo outras pessoas e suasfunções, onde ele conclui que apenas as crianças sabem o que querem, e que se tivessecinqüenta e três minutos para gastar - como os homens apuraram através dos cálculos - iriacaminhar, mãos no bolso, na direção de uma fonte. Ao relatar suas lembranças ao pilotoAntoine, surge que ele ainda não havia consertado seu avião e logo não haveria mais nadapara beber, só lhe restaria morrer de sede. Os dois saem para procurar um poço, o príncipeadormece e é carregado pelo amigo. Encontram um poço diferente dos demais poços dodeserto, aquele parecia um poço de aldeia; faz girar a roldana e diz estar acordando o poço. Osdois bebem a água, e o príncipe revela, um pouco envergonhado, estar naquela região por ser aniversário de quando chegou à Terra. No dia seguinte, conversa no alto de um muro próximoao poço com a serpente, que se encolhe em meio a pedras com a chegada de Saint-Ex. Opríncipe lhe diz estar feliz que tenha encontrado o conserto para sua aeronave, que era justamente o que o aviador iria lhe noticiar. Os dois ficam tristes com a despedida, onde opequeno explica que seu encontro não foi de completa inutilidade e tristeza, de forma quesempre que olhar para as estrelas, o aviador poderá se lembrar do amigo, e elas não serãomais estrelas comuns, e quando estiver consolado, ficará feliz de terem se conhecido. E assim,num momento não tão repentino, o príncipe parte.A flor Diferente das outras flores do planeta do príncipe, esta havia sido trazida de algum lugar, nãose sabe onde. O príncipe assistiu à sua preparação por todos os dias até que se abriu emostrou sua beleza. Era vaidosa e por assim dizer, corajosa, ao conversar com ele ao passar dos dias, apenas tinha horror às correntes de ar. Para isso, o príncipe logo providenciou umpára-vento. Logo depois o príncipe revela que a flor da qual tanto amava havia lhe deixadotriste com palavras ditas ao acaso, preferia nunca ter ouvido ela. Era uma flor muito orgulhosae não quis exibir sua tristeza quando o príncipe partiu, apenas lhe disse que o amava e queeste deveria ser feliz.O reiAo partir, o príncipe visitou um número de planetas e asteróides a fim de conhecer a região.Numa dessas, estava o rei sentado num trono simples. Ele se irrita e constrange ao príncipe aopedir que não bocejes e logo em seguida bocejes se ele não consegue fazê-lo; os reis nãogostam que não os obedeçam. Ao ser pedido por ele que ordene o sol a se pôr, ele diz quesuas ordens são leves e dessa forma o sol só poderia se pôr naquele dia horas mais tarde.Quando o príncipe se despede, ele insiste que fique e que poderá ser ministro da justiça ouembaixador, mas mesmo assim ele parte.O vaidosoEncontrava-se no segundo planeta visitado pelo príncipe. O vaidoso mal o vira e já sepreparava para ser admirado pois para ele, os outros homens eram sempre admiradores e estenão ouvia a outros questionamentos a não ser os elogios. Diz-se ser o ser mais belo, mais rico,mais bem-vestido e mais inteligente de todo o seu planeta, no qual só ele habita, e mesmoassim sente necessidade de ser contemplado e admirado.O bêbadoProvavelmente o habitante que mais pôs reflexão ao principezinho. O bêbado resumia a vidaadulta, como os adultos bebem para se esquecerem da suposta seriedade que carregam eapenas para isso. Após algumas perguntas, o príncipe parte, um pouco abismado.
 
O homem de negóciosSe define como um homem ocupado, e assim é, tão ocupado que mal encontra tempo pararesponder às perguntas do principezinho. Também não tem tempo para reacender seu cigarro,para se preocupar com ninharias, para passeio, ou para divagações. Diz ao príncipe possuir asestrelas e os dois entram numa discussão sobre a possibilidade de se possuir estrelas, que nãoé como possuir uma flor em seu planeta. Suas idéias não pareciam fazer muito sentido, ao queo príncipe logo o associo ao bêbado.O acendedor de lampiõesFoi encontrado no quinto planeta ao percurso da viagem do príncipe, onde mal havia espaçopara ele e seu lampião. Ele diz executar uma tarefa terrível por ter que acender e apagar olampião a cada minuto, que é a duração da rotação de seu planeta. Ganha certa admiração dovisitante pois este considera sua ocupação útil e bonita, que o lembra da sua afeição pelo pôr-do-sol, assim decide ajudá-lo em sua tarefa. O príncipe o aconselha a caminhar lentamentedando voltas em seu planeta, dessa forma o dia durará quanto quiser; o acendedor respondeque não há solução pois o que mais gosta de fazer é dormir. O pequeno príncipe continua suaviagem com o pensamento de que o acendedor será desprezado por todos, mas ao menos forao único que não lhe parecera ridículo perante os nativos prévios.O velhoO velho se apresenta como um geógrafo e vive num planeta dez vezes maior que o anterior,sua ocupação é escrever livros. Ao ser questionado pelo principezinho sobre a geografia local,ele diz não saber, ao que replica que é um geógrafo, porém não é um explorador, e seu planetatem carência de exploradores. Após explicar a relação entre o explorador e o geógrafo, o velhoaponta seu lápis e pede que o príncipe descreva seu planeta, até que diz que as flores sãoefêmeras. A próxima dúvida do príncipe seria saber o que significa a palavra 'efêmera', cujanunca havia ouvido antes, e o velho a define como "ameaçada de próxima desaparição", quefaz o príncipe lembrar de sua flor e de como a abandonou em seu planeta antes de partir emsua viagem. Com um pouco de remorso, ele volta ao seu equilíbrio e o velho o aconselhavisitar o planeta Terra.A serpenteDefinida pelo príncipe no primeiro momento como um bichinho engraçado por ser fina como umdedo, foi a primeira criatura que encontrou no planeta Terra, mais precisamente na África, eainda mais precisamente num deserto. Os dois conversam um pouco, a serpente usandoenigmas ao se comunicar, até o príncipe partir deserto adentro. Mais tarde, quando o prínciperetorna ao lugar onde chegou, os dois conversam de novo, até a chegada de Saint-Ex, quandoa serpente se recolhe entre as pedras.A flor do desertoUma flor de três pétalas que troca poucas palavras com o príncipe. Diz que nunca se podesaber onde os homens se encontram pois, como não têm raízes, o vento os leva.As rosasMilhares de rosas que o principezinho encontra num jardim após andar por uma estrada. Ele sesente extremamente infeliz ao perceber que sua flor havia mentido tendo dito ser a única desua espécie no mundo todo.A raposaEmbaixo da macieira, a raposa conversa com o triste principezinho. Ela diz não poder brincar com ele por não ter sido cativada, explica que homens caçam e criam galinhas, e proclama amonotonia que é sua vida. Logo passa a pedir-lhe que a cative pois assim mudará sua vida eeles poderão ser amigos. O príncipe a cativa mas a deixa infeliz quando precisam se despedir,a raposa apenas responde que vai lembrar dele por causa da cor do trigo, antes sem utilidadeem sua vida.O guarda-chavesAo conversar com o pequeno príncipe, fala um pouco sobre os adultos nas locomotivas, quecorrem rápidas e iluminadas, vão e voltam, e nada fazem além de dormir ou bocejar em seus

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