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Cultura e Diversidade Cultural

Cultura e Diversidade Cultural

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06/19/2013

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IntroduçãoA palavra cultura tem um conceito bastante complexo em uma visão antropológica , podemosdefinir como a rede de significado que dão sentido ao mundo que cerca um individuo , ou seja osociedade . Uma rede que engloba um conjunto de diversos aspectos como crenças , valores ,costumes, leis, moral , língua etc. .Já a diversidade cultural engloba as diferenças culturais que existe entre as pessoas , comlinguagem , dança , vestimentas e tradições bem a sociedade como a forma como a sociedadeorganizam –se conforme sua concepção de moral e religião a forma como eles interagem comoambiente etc. .Diversidade é um tremo que diz respeito a variedade e convivência de ideais característica ouelementos diferentes entre si ,em determinado assunto ou ambiente , cultura ( do latim cultura ,cultura , cultivar solo , cuidar ), é um termo com rias acepções em diferentes veis deprofundidades e diferentes especificidade.São práticas e ações sócias que seguem em padrãodeterminado no espaço/tempo . Se refere a crença , comportamento valores , instituições e regras ,morais que permeiam e preenchem a sociedade explica e da sentido a cosmologia social é aidentidade própria de um grupo humano em um determinado período .Diversidade CulturalNo campo das antropologias não-biológicas (etnologia; antropologia social e cultural), há umadiversidade de abordagens. A noção de cultura é básica para se compreender os movimentos pelosquais passou esta disciplina, inicialmente parte da Antropologia (geral, sem distinções) do início doséculo XIX, e que pretendia abordar todos os aspectos das questões acerca da diversidade humana.O mesmo debate que, na Antropologia Física (biológica) substitui o conceito de Raça pelo dePopulação, desde meados do culo XIX até meados do culo XX, ocorreram no âmbito daAntropologia de cunho mais social, em que a diversidade humana transitou pelos conceitos de Raça;Etnia e Cultura. E se confunde com a própria história da disciplina.Para uma visão mais abrangente, resumirei antes de entrar no assunto específico do conceitode cultura e o debate entre este conceito e o de raça, enfocarei outra questão importante, que dizrespeito à história da antropologia.Por influência do darwinismo, no início da antropologia social, o projeto de dar conta da diversidadecultural levou naturalistas e historiadores a debruçarem-se sobre os relatos de viajantes; exploradorese administradores coloniais que falavam sobre “as exoticidadesdas sociedades “inferiores”;incivilizadas; simples, em relação a uma visão industrial da técnica; e, finalmente, primitivas, por serem mais remanescentes de formas antigas, primeiras, da evolução das sociedades humanas. Orelativo isolamento geográfico destas sociedades e povos contribuiu para esta visão. Assim, aAntropologia Social , partindo de questões evolucionistas importantes para os estudiosos do séculoXIX, ficou vista como “ciência das sociedades primitivas”. Mas com a persistência destas sociedadesem resistirem até a atualidade de forma bastante diferente da tradição européia, colocou um problemacrucial para esta visão evolucionista e etnocêntrica da diversidade humana. Este fato motivouvariações ao longo da história da disciplina e de seus conceitos. Os antropólogos voltaram-se, a partir dos próprios resultados das pesquisas nestes povos com “culturas diferenciadas”, para sub-gruposou sub-culturas no interior das sociedades “complexas”: os estudos de “comunidades camponesas”de Redford; os estudos voltados para grupos marginalizados nas regiões urbanas até, finalmente,estudos voltados para grupos pertencentes às classes populares e altas da sociedade moderna,culminaram por desembocar em uma análise crítica da visão de mundo ocidental moderna e daglobalização, inclusive a da própria cultura científica nas áreas médicas e da saúde pública (cf. Verani,1990 e 1994; Duarte, et al., 1998; Lupton, 1999; Petersen e Bunton, 2002).Voltando ao conceito de cultura, algumas das principais correntes teóricas que influenciaramvariações do mesmo são: o evolucionismo e suas influências no difusionismo e na sociologiafrancesa de Durkheim e Mauss; o marxismo e a sociologia de Marx Weber; e o estruturalismo de Lévi-Strauss. O funcionalismo inglês e as vertentes culturalistas americanas também se inserem nestecampo.Tylor e Boas foram os que mais enfatizaram o adjetivo cultural ligado à antropologia, em ummovimento iniciado na Inglaterra, em início do século XIX, e nos Estados Unidos. Mas na França, coma Sociologia de Comte bem solidificada enquanto disciplina independente das demais Ciências
 
Humanas, Durkheim; Mauss e Lévi-Strauss são autores importantes que vinculam a AntropologiaSocial à Sociologia, como uma sub-disciplina desta última.A noção de cultura é o cerne de uma antropologia que separava o determinismo biológico“racial” das manifestações de comportamento aprendidas pelos indivíduos de uma sociedade após onascimento. Estes aspectos eram considerados então como de ordem “ambiental” no debate dasrelações entre Raça e Cultura. Para uma revisão dos diversos conceitos de cultura e de antropologia,até à metade do século XX, com suas teorias subjacentes, conferir a coletânea de Shapiro, 1956; Mair,1965; Copans, 1971; Laraia, 1986. Mas para efeitos didáticos, cito aqui a definição de cultura de Tylor (1871, apud Mair, op.cit.:15-16): Cultura é (...) “conhecimentos; crenças; artes; moral; leis; costume equaisquer outras capacidades e hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade.”Como comenta Mair, esta é mais uma lista de itens do que uma definição ou uma teoria quedescreva e explique a diversidade humana.Boas, na América, interessou-se pelas “artes e técnicas”.Na prática, o estudo da cultura refere-se a costumes; maneiras e técnicas tradicionais específicas deuma sociedade. Esta vertente culturalista da Antropologia considerava-se mais próxima daAntropologia Física; da Lingüística; e da Arqueologia. Sua ênfase maior era em descrever e entender adiversidade humana.Já a outra vertente citada, incluindo o funcionalismo institucional de Malinowiski e o funcionalismo-estrutural de Radcliffe-Brown, considerando-se mais próximo das Ciências Sociais, detiveram-se mais,através do método comparativo, no desenvolvimento teórico de generalizações sobre todos os tiposde sociedades humanas.Malinowiski, também considerado o “pai do trabalho de campo”, o método privilegiado deestudos etnológicos, enfatizava que os estudiosos deveriam descrever todos os aspectos vinculadosnuma dada sociedade ao complexo, por exemplo, da função alimentar : técnicas agrícolas; formas dedistribuição dos alimentos entre grupos e indivíduos; instituições de trocas (comércio ou circulaçãode bens); etc. Malinowiski via a sociedade através de uma metáfora anatômica em que na morfologiadas sociedades, as instituições cumpriam as mesmas funções que os órgãos e sistemas do corpohumano. A metáfora mecânica de estrutura e funcionamento também influenciou as teorias sobre associedades humanas, como no funcionalismo, em que, porém, a metáfora fisiológica predominava. Anoção de sistema dinâmico é parte desta influência.É necessário, não obstante, as diferenças atribuídas ao conceito de “estrutura”. Apesar deutilizado por Malinowiski; Radcliffe-Brown; Evans-Pritchard; e outros, foi com Lévi-Strauss que esteconceito, influenciado pelas teorias da lingüística, tornaram-se mais abstratos e ligados a questõesmais sociais que a metáforas tomadas de disciplinas como a biologia e a mecânica. Lévi-Strauss,critica e sintetiza a definição de cultura mais utilizada: “hábitos; atitudes; comportamentos; maneiraspróprias de agir sentir e pensar de um povo” e enfatiza a “estrutura sub-consciente de pensamento”.Para o estruturalismo de Lévi-Strauss, a diversidade humana não é importante, e sim a similaridadehumana de pensamento. Nesta teoria, o conceito de cultura ganha um sentido residual. “Residual,pom irreduvel”, como coloca Carneiro da Cunha (1986), em que a identidade de grupo éfundamental na construção da Pessoa Humana.Para o a antropologia atual, cultura é um sistema simbólico (Geertz, 1973), característicafundamental e comum da humanidade de atribuir, de forma sistemática; racional e estruturada,significados e sentidos “às coisas do mundo”. Observar; separar; pensar e classificar; atribuindo umaordem totalizadora ao mundo, é fundamental para se compreender o conceito de cultura atualmentedefinido como “sistema simbólico”, e sua diversidade nas sociedades humanas, mesmo neste períodoatual de modernidade tardia.Valores e diversidade CulturalOs valores são caracterizados por ideais, entidades abstratas que definem personalidades,autênticos guias de ação orientadores de escolhas e ações. Pertencendo ao domínio do ideal, são,portanto possíveis e preferíveis, pois agir humanamente é agir em função de valores.Vivemos numa sociedade diversificada, onde estão inseridas diversas culturas. Essassociedades que deram origem, cada uma a sua maneira, a formação de valores nos indivíduos que acompunham.
 
Os valores apenas nos permitirão romper com a indiferença se forem universalmentepartilhados. O que geralmente acontece é que de tão empenhados em negar as coisas comuns entreculturas e de tão enraizados em preconceitos e idéias pré concebidas, ignoramos e esquecemos ofato de a diversidade cultural, independentemente dos valores em que assenta, permite ao homemmudar sua maneira de pensar, aumentar o conhecimento, sua cultura geral, viajar, fazeintercâmbios...Existem também sociedades que, elevam os seus valores, e se colocam no direito dedefinirem uma sociedade como atrasada. Isso é errado porque cada cultura pratica tradições,rituais,tudo conforme os seus valores, onde o fato de possuírem valores diferentes, não significaque seja uma sociedade atrasada. Antes de criticar essas diferentes culturas, é preciso primeiroentender que todos os valores têm direito à existência.Uma grande dificuldade, é reconhecê-los como tradutores de diferenças e que nos têm feitorejeitar outras culturas e cidadãos. Na verdade, somos todos diferentes porque estamos inseridosnum determinado meio social onde nos foram onde adquirimos certos valores, por outro lado, todostemos direitos iguais de dignidade, igualdade e liberdade humana, que nos permitem defender aquilo em que acreditamos.Para acabar com a indiferença, seria necessário criar valores que fossem partilhados por outras culturas. Mas isto é muito difícil, porque existem mesmo culturas tradicionalistas que nãoaceitam reger-se por outro tipo de “normas”, nem lhes estarem sujeitos.Deparamo-nos com diversas atitudes que colidem com a maneira de tentar criar uma atitudede recepção e integração de novas raças, fazendo mesmo uma aculturação, ou seja, um grupo deindivíduos duma cultura definida entra em contacto com uma cultura diferente afim de reduzir ainferiorização.Por exemplo, o etnocentrismo é uma prática de visionar outras culturas a partir da sua,considerando a sua etnia o centro e todas as outras inferiores. Isso é grave porque leva à falta decompreensão e aceitação de que outras culturas possam ter padrões semelhantes e promove umaharmonia exagerada em torno da sua própria etnia, desprezando as outras e não fazendo prevalecer o mínimo de consciência ética. Então, é importante frisar que esta atitude leva aos indivíduoscorrerem diversos riscos, como o racismo. Um exemplo foi Alemanha Nazista, onde a xenofobia erapredominante além de um patriotismo exagerado.Isso nos permite afirmar que o conceito de raça é imensamente baseado em convençõessociais, do que propriamente em políticas, uma vez que no mundo, é esquecido que existe apenasuma raça: a raça humana.Tentando combater algumas divergências, a melhor forma de elevar a importância dosvalores é demonstrando-os perante outras culturas e não adquirindo posições como o relativismocultural.Este tipo de atitude aceita que o mundo esteja construído sobre uma pluralidade de etniasque se comportam de acordo com os seus próprios valores, mas não permite a interação com outrasculturas, fechando-se cada uma em si. Dessa forma, seria impossível que os valores rompessemcom as indiferenças porque não promove o diálogo entre as culturas, leva ao isolamento e à suaestagnação, tornando-se cada cultura tradicionalista, conformista e não aberta à inovação. A partir desse contexto, todas as nossas ações seriam fruto das idéias dominantes da sociedade.Assim sendo, o melhor meio de acabar com as divergências será tomar parte da perspectivado futuro, embora ainda seja muito remota: o multiculturalismo.Ao adotarmos a posição de multiculturalistas, estamos promovendo um sentimento de uniãopara a criação de objetivos universalmente partilhados, aceitando a pluralidade de culturas e asdifereas existentes e, integrando mesmo essa diversidade como um fator de riqueza ecomplexidade de que o mundo é formado.A partir do multiculturalismo é possível promover diálogos inter culturais, protegendo osdireitos humanos e colaborando na procura de respostas a problemas mundiais, de ordem social ecultural. A idéia de os valores universais adquirirem um papel dominante sobre a diversidadecultural faz acreditar na possibilidade de as minorias étnicas se verem reconhecidas.Felizmente, importa considerar que já existem pessoas e projetos que se dedicam a estes tipos deações, e que acreditam firmemente na unidade e respeito entre os povos, como Tratados de Paz,ações humanitárias e voluntariado.

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Paula Lima added this note
sob o ponto de vista do reconhecimento da diversidade cultural avançamos em muitos aspectos e retrocedemos em outros.nesse sentido ,a antropologia pode nos ajudar e identificar essas novas demandas étnicas,de genero,sexais,religiosas,comportamentais.o que podemos aprender com o reconhecimento destas diversidades culturais?
Sônia Gama added this note
Muito bom o texto, fácil de compreender, gostei.
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Delvia Correa added this note
o texto é muito objetivo resumido facil de se entender e compreender facilita muito o meu estudo pois consigo expressar muito bem em meus trabalhos o que eu aprende
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