Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Look up keyword
Like this
112Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Cultura e Diversidade Cultural

Cultura e Diversidade Cultural

Ratings: (0)|Views: 28,893|Likes:
Published by Tuco Anderson

More info:

Published by: Tuco Anderson on Nov 13, 2009
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

06/19/2013

pdf

text

original

 
IntroduçãoA palavra cultura tem um conceito bastante complexo em uma visão antropológica , podemosdefinir como a rede de significado que dão sentido ao mundo que cerca um individuo , ou seja osociedade . Uma rede que engloba um conjunto de diversos aspectos como crenças , valores ,costumes, leis, moral , língua etc. .Já a diversidade cultural engloba as diferenças culturais que existe entre as pessoas , comlinguagem , dança , vestimentas e tradições bem a sociedade como a forma como a sociedadeorganizam –se conforme sua concepção de moral e religião a forma como eles interagem comoambiente etc. .Diversidade é um tremo que diz respeito a variedade e convivência de ideais característica ouelementos diferentes entre si ,em determinado assunto ou ambiente , cultura ( do latim cultura ,cultura , cultivar solo , cuidar ), é um termo com rias acepções em diferentes veis deprofundidades e diferentes especificidade.São práticas e ações sócias que seguem em padrãodeterminado no espaço/tempo . Se refere a crença , comportamento valores , instituições e regras ,morais que permeiam e preenchem a sociedade explica e da sentido a cosmologia social é aidentidade própria de um grupo humano em um determinado período .Diversidade CulturalNo campo das antropologias não-biológicas (etnologia; antropologia social e cultural), há umadiversidade de abordagens. A noção de cultura é básica para se compreender os movimentos pelosquais passou esta disciplina, inicialmente parte da Antropologia (geral, sem distinções) do início doséculo XIX, e que pretendia abordar todos os aspectos das questões acerca da diversidade humana.O mesmo debate que, na Antropologia Física (biológica) substitui o conceito de Raça pelo dePopulação, desde meados do culo XIX até meados do culo XX, ocorreram no âmbito daAntropologia de cunho mais social, em que a diversidade humana transitou pelos conceitos de Raça;Etnia e Cultura. E se confunde com a própria história da disciplina.Para uma visão mais abrangente, resumirei antes de entrar no assunto específico do conceitode cultura e o debate entre este conceito e o de raça, enfocarei outra questão importante, que dizrespeito à história da antropologia.Por influência do darwinismo, no início da antropologia social, o projeto de dar conta da diversidadecultural levou naturalistas e historiadores a debruçarem-se sobre os relatos de viajantes; exploradorese administradores coloniais que falavam sobre “as exoticidadesdas sociedades “inferiores”;incivilizadas; simples, em relação a uma visão industrial da técnica; e, finalmente, primitivas, por serem mais remanescentes de formas antigas, primeiras, da evolução das sociedades humanas. Orelativo isolamento geográfico destas sociedades e povos contribuiu para esta visão. Assim, aAntropologia Social , partindo de questões evolucionistas importantes para os estudiosos do séculoXIX, ficou vista como “ciência das sociedades primitivas”. Mas com a persistência destas sociedadesem resistirem até a atualidade de forma bastante diferente da tradição européia, colocou um problemacrucial para esta visão evolucionista e etnocêntrica da diversidade humana. Este fato motivouvariações ao longo da história da disciplina e de seus conceitos. Os antropólogos voltaram-se, a partir dos próprios resultados das pesquisas nestes povos com “culturas diferenciadas”, para sub-gruposou sub-culturas no interior das sociedades “complexas”: os estudos de “comunidades camponesas”de Redford; os estudos voltados para grupos marginalizados nas regiões urbanas até, finalmente,estudos voltados para grupos pertencentes às classes populares e altas da sociedade moderna,culminaram por desembocar em uma análise crítica da visão de mundo ocidental moderna e daglobalização, inclusive a da própria cultura científica nas áreas médicas e da saúde pública (cf. Verani,1990 e 1994; Duarte, et al., 1998; Lupton, 1999; Petersen e Bunton, 2002).Voltando ao conceito de cultura, algumas das principais correntes teóricas que influenciaramvariações do mesmo são: o evolucionismo e suas influências no difusionismo e na sociologiafrancesa de Durkheim e Mauss; o marxismo e a sociologia de Marx Weber; e o estruturalismo de Lévi-Strauss. O funcionalismo inglês e as vertentes culturalistas americanas também se inserem nestecampo.Tylor e Boas foram os que mais enfatizaram o adjetivo cultural ligado à antropologia, em ummovimento iniciado na Inglaterra, em início do século XIX, e nos Estados Unidos. Mas na França, coma Sociologia de Comte bem solidificada enquanto disciplina independente das demais Ciências
 
Humanas, Durkheim; Mauss e Lévi-Strauss são autores importantes que vinculam a AntropologiaSocial à Sociologia, como uma sub-disciplina desta última.A noção de cultura é o cerne de uma antropologia que separava o determinismo biológico“racial” das manifestações de comportamento aprendidas pelos indivíduos de uma sociedade após onascimento. Estes aspectos eram considerados então como de ordem “ambiental” no debate dasrelações entre Raça e Cultura. Para uma revisão dos diversos conceitos de cultura e de antropologia,até à metade do século XX, com suas teorias subjacentes, conferir a coletânea de Shapiro, 1956; Mair,1965; Copans, 1971; Laraia, 1986. Mas para efeitos didáticos, cito aqui a definição de cultura de Tylor (1871, apud Mair, op.cit.:15-16): Cultura é (...) “conhecimentos; crenças; artes; moral; leis; costume equaisquer outras capacidades e hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade.”Como comenta Mair, esta é mais uma lista de itens do que uma definição ou uma teoria quedescreva e explique a diversidade humana.Boas, na América, interessou-se pelas “artes e técnicas”.Na prática, o estudo da cultura refere-se a costumes; maneiras e técnicas tradicionais específicas deuma sociedade. Esta vertente culturalista da Antropologia considerava-se mais próxima daAntropologia Física; da Lingüística; e da Arqueologia. Sua ênfase maior era em descrever e entender adiversidade humana.Já a outra vertente citada, incluindo o funcionalismo institucional de Malinowiski e o funcionalismo-estrutural de Radcliffe-Brown, considerando-se mais próximo das Ciências Sociais, detiveram-se mais,através do método comparativo, no desenvolvimento teórico de generalizações sobre todos os tiposde sociedades humanas.Malinowiski, também considerado o “pai do trabalho de campo”, o método privilegiado deestudos etnológicos, enfatizava que os estudiosos deveriam descrever todos os aspectos vinculadosnuma dada sociedade ao complexo, por exemplo, da função alimentar : técnicas agrícolas; formas dedistribuição dos alimentos entre grupos e indivíduos; instituições de trocas (comércio ou circulaçãode bens); etc. Malinowiski via a sociedade através de uma metáfora anatômica em que na morfologiadas sociedades, as instituições cumpriam as mesmas funções que os órgãos e sistemas do corpohumano. A metáfora mecânica de estrutura e funcionamento também influenciou as teorias sobre associedades humanas, como no funcionalismo, em que, porém, a metáfora fisiológica predominava. Anoção de sistema dinâmico é parte desta influência.É necessário, não obstante, as diferenças atribuídas ao conceito de “estrutura”. Apesar deutilizado por Malinowiski; Radcliffe-Brown; Evans-Pritchard; e outros, foi com Lévi-Strauss que esteconceito, influenciado pelas teorias da lingüística, tornaram-se mais abstratos e ligados a questõesmais sociais que a metáforas tomadas de disciplinas como a biologia e a mecânica. Lévi-Strauss,critica e sintetiza a definição de cultura mais utilizada: “hábitos; atitudes; comportamentos; maneiraspróprias de agir sentir e pensar de um povo” e enfatiza a “estrutura sub-consciente de pensamento”.Para o estruturalismo de Lévi-Strauss, a diversidade humana não é importante, e sim a similaridadehumana de pensamento. Nesta teoria, o conceito de cultura ganha um sentido residual. “Residual,pom irreduvel”, como coloca Carneiro da Cunha (1986), em que a identidade de grupo éfundamental na construção da Pessoa Humana.Para o a antropologia atual, cultura é um sistema simbólico (Geertz, 1973), característicafundamental e comum da humanidade de atribuir, de forma sistemática; racional e estruturada,significados e sentidos “às coisas do mundo”. Observar; separar; pensar e classificar; atribuindo umaordem totalizadora ao mundo, é fundamental para se compreender o conceito de cultura atualmentedefinido como “sistema simbólico”, e sua diversidade nas sociedades humanas, mesmo neste períodoatual de modernidade tardia.Valores e diversidade CulturalOs valores são caracterizados por ideais, entidades abstratas que definem personalidades,autênticos guias de ação orientadores de escolhas e ações. Pertencendo ao domínio do ideal, são,portanto possíveis e preferíveis, pois agir humanamente é agir em função de valores.Vivemos numa sociedade diversificada, onde estão inseridas diversas culturas. Essassociedades que deram origem, cada uma a sua maneira, a formação de valores nos indivíduos que acompunham.
 
Os valores apenas nos permitirão romper com a indiferença se forem universalmentepartilhados. O que geralmente acontece é que de tão empenhados em negar as coisas comuns entreculturas e de tão enraizados em preconceitos e idéias pré concebidas, ignoramos e esquecemos ofato de a diversidade cultural, independentemente dos valores em que assenta, permite ao homemmudar sua maneira de pensar, aumentar o conhecimento, sua cultura geral, viajar, fazeintercâmbios...Existem também sociedades que, elevam os seus valores, e se colocam no direito dedefinirem uma sociedade como atrasada. Isso é errado porque cada cultura pratica tradições,rituais,tudo conforme os seus valores, onde o fato de possuírem valores diferentes, não significaque seja uma sociedade atrasada. Antes de criticar essas diferentes culturas, é preciso primeiroentender que todos os valores têm direito à existência.Uma grande dificuldade, é reconhecê-los como tradutores de diferenças e que nos têm feitorejeitar outras culturas e cidadãos. Na verdade, somos todos diferentes porque estamos inseridosnum determinado meio social onde nos foram onde adquirimos certos valores, por outro lado, todostemos direitos iguais de dignidade, igualdade e liberdade humana, que nos permitem defender aquilo em que acreditamos.Para acabar com a indiferença, seria necessário criar valores que fossem partilhados por outras culturas. Mas isto é muito difícil, porque existem mesmo culturas tradicionalistas que nãoaceitam reger-se por outro tipo de “normas”, nem lhes estarem sujeitos.Deparamo-nos com diversas atitudes que colidem com a maneira de tentar criar uma atitudede recepção e integração de novas raças, fazendo mesmo uma aculturação, ou seja, um grupo deindivíduos duma cultura definida entra em contacto com uma cultura diferente afim de reduzir ainferiorização.Por exemplo, o etnocentrismo é uma prática de visionar outras culturas a partir da sua,considerando a sua etnia o centro e todas as outras inferiores. Isso é grave porque leva à falta decompreensão e aceitação de que outras culturas possam ter padrões semelhantes e promove umaharmonia exagerada em torno da sua própria etnia, desprezando as outras e não fazendo prevalecer o mínimo de consciência ética. Então, é importante frisar que esta atitude leva aos indivíduoscorrerem diversos riscos, como o racismo. Um exemplo foi Alemanha Nazista, onde a xenofobia erapredominante além de um patriotismo exagerado.Isso nos permite afirmar que o conceito de raça é imensamente baseado em convençõessociais, do que propriamente em políticas, uma vez que no mundo, é esquecido que existe apenasuma raça: a raça humana.Tentando combater algumas divergências, a melhor forma de elevar a importância dosvalores é demonstrando-os perante outras culturas e não adquirindo posições como o relativismocultural.Este tipo de atitude aceita que o mundo esteja construído sobre uma pluralidade de etniasque se comportam de acordo com os seus próprios valores, mas não permite a interação com outrasculturas, fechando-se cada uma em si. Dessa forma, seria impossível que os valores rompessemcom as indiferenças porque não promove o diálogo entre as culturas, leva ao isolamento e à suaestagnação, tornando-se cada cultura tradicionalista, conformista e não aberta à inovação. A partir desse contexto, todas as nossas ações seriam fruto das idéias dominantes da sociedade.Assim sendo, o melhor meio de acabar com as divergências será tomar parte da perspectivado futuro, embora ainda seja muito remota: o multiculturalismo.Ao adotarmos a posição de multiculturalistas, estamos promovendo um sentimento de uniãopara a criação de objetivos universalmente partilhados, aceitando a pluralidade de culturas e asdifereas existentes e, integrando mesmo essa diversidade como um fator de riqueza ecomplexidade de que o mundo é formado.A partir do multiculturalismo é possível promover diálogos inter culturais, protegendo osdireitos humanos e colaborando na procura de respostas a problemas mundiais, de ordem social ecultural. A idéia de os valores universais adquirirem um papel dominante sobre a diversidadecultural faz acreditar na possibilidade de as minorias étnicas se verem reconhecidas.Felizmente, importa considerar que já existem pessoas e projetos que se dedicam a estes tipos deações, e que acreditam firmemente na unidade e respeito entre os povos, como Tratados de Paz,ações humanitárias e voluntariado.

Activity (112)

You've already reviewed this. Edit your review.
Paula Lima added this note
sob o ponto de vista do reconhecimento da diversidade cultural avançamos em muitos aspectos e retrocedemos em outros.nesse sentido ,a antropologia pode nos ajudar e identificar essas novas demandas étnicas,de genero,sexais,religiosas,comportamentais.o que podemos aprender com o reconhecimento destas diversidades culturais?
Sônia Gama added this note
Muito bom o texto, fácil de compreender, gostei.
1 thousand reads
1 hundred reads
Delvia Correa added this note
o texto é muito objetivo resumido facil de se entender e compreender facilita muito o meu estudo pois consigo expressar muito bem em meus trabalhos o que eu aprende
Carmozino Rosa added this note
eu gostei mt
Marc Os Alves liked this
Nathália Aguiar added this note
muito interessante me ajuda nos estudos
Carla Souza liked this

You're Reading a Free Preview

Download
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->