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segmento pela Colômbia, Quênia e pa-íses da América Central, como a CostaRica, Guatemala e El Salvador”, lamen-ta Fazuoli. O que poucos sabem é que asvariedades do IAC também são da baseda caeicultura de importantes produ-tores mundiais. Colômbia e Costa Ri-ca, por exemplo, utilizam as variedades
caturra
e
catuaí,
que apresentam altaprodutividade e resistência à errugem.“A Colômbia tinha problema gravecom a errugem e, como predominamterrenos de montanha, é mais diícilazer pulverizações com tratores, daí anecessidade de variedades resistentes àdoença”, explica Paulo Mazzaera, pes-quisador da Universidade Estadual deCampinas (Unicamp). Outra caracte-rística do nosso vizinho latinoameri-cano são os altos índices de insolaçãoque avorece o crescimento da plantado caé. Isso exige variedades de portemais baixo, caso da cultivar
catuaí
.De posse de bons cultivares, a Colôm-bia passou a investir em campanhasde publicidade. O personagem JuanValdez, camponês tradicional que estásempre acompanhado da mula Con-chita, carregada com sacas de grão, é amarca do caé colombiano reconhecidaem todo o mundo pela qualidade e sa-bor típico. Um dos resultados mais re-centes da agressiva estratégia comercialdos colombianos é a instalação de ca-eterias sofsticadas, com a marca JuanValdez, nos Estados Unidos, México,Costa Rica, Panamá, Equador, Chile eEspanha, entre outros países.
ResistênCia à feRRugem
Fundamen-tais para o sucesso do caé colombiano,as variedades resistentes à errugem o-ram um marco nas pesquisas na áreade melhoramento de caé no Brasil. Alcides Carvalho começou a estudar adoença em 1959, dez anos antes de elachegar eetivamente ao Brasil. Causa-da por um ungo que az surgir man-chas amareladas nas olhas do caeei-ro, a errugem chega a provocar perdasde 50% na produção de um caezal.Carvalho ez o cruzamento entre duasespécies de caé:
Coffea arabica
coma
Coffea canephora
. “O objetivo eratranserir a resistência à errugem da
canephora
para a
arabica
”, conta PauloMazzaera, da Unicamp. As pesquisas do IAC são responsáveispor levar a cultura do caé para muitoalém das amosas terras roxas paulistas.Ensaios eitos nos laboratórios do insti-tuto, em solos de cerrado, permitiram aexpansão da cultura para todo país. A caeicultura baseia-se no plantio des-sas duas espécies:
Coffea arabica
, queornece o tipo de caé arábica, e
Coffeacanephora
, que ornece o caé robus-ta, com sabor menos atraente, porém,como o nome diz, mais resistente adoenças. A primeira espécie é reconhe-cida por produzir bebida de boa qua-lidade ou o caé de coador. A segundaé matéria-prima para o caé solúvel. Opioneirismo do instituto e a persistên-cia de seus pesquisadores para obtençãode novas variedades fzeram com que oIAC criasse um dos maiores acervos decaé do mundo. Mais de 90% do mate-rial que se cultiva no Brasil saiu de lá. Além da
catuaí
, outras variedades sãoa
bourbon, caturra, mundo acaiá
e
ica-tu
. Entre as mais recentes estão a
obatã,tupi
e
ouro verde
.
natuRalmente sem Cafeína
Esseimportante acervo ainda promete im-portantes descobertas. Exemplo dissoocorreu em 2003, com a identifcaçãode uma planta que produz um rutonaturalmente descaeinado. A planta,que possui vinte vezes menos caeína,oi descoberta por Paulo Mazzaera,Luiz Carlos Fazuoli e Maria Bernadete
Alcides Carvalho dedicou 50 anos aodesenvolvimento de variedades de café
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