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QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA
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a
Quinzena de Novembro de 2009Ano XXX - No. 1075 Modesto, California$1.50 / $40.00 Anual
TELEVISÃO
Hilmar-aúltimafesta
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15 de Novembro de 2009
SEGUNDA PÁGINA
Year XXX, Number 1075, Nov 15, 2009
 Lbrdds...
EDITORIAL
H
á mesmo alguma dife-rença entre um açorianoresidente na sua terranatal e aquele residenteno estrangeiro quando se vêm aoespelho? Os genes são identicos. Astradições são identicas. As ambiçõessão semelhantes. Maso ambiente é mesmodiferente.Enquanto um açorianoresidente nas nossasilhas está reduzido aoseu ambiente empresa-rial, cultural e social,o açoriano das nossascomunidades não vivereduzido à sua comu-nidade açoriana.Quando quer ouvir rádio, não está redu-zido às poucas rádiosem língua portuguesa.Tem acesso a dezenasou mesmo centenas de estações.Quando quer ver TV, não está redu-zido à RTP Internacional, SIC Inter-nacional, ou SIC Notícias. Tem aces-so a centenas de estações.Quando quer ir ao teatro, não está re-duzido ao pouco teatro comunitárioou ao nosso maior teatro popular – as Danças de Carnaval. Tem acessoa dezenas dos melhores teatros.Quando quer ir a um museu, nãoestá reduzido ao Museu HistóricoPortuguês de San José. Tem acessoa alguns dos melhores museus na-cionais.Quando quer ir a um espectáculo,não está reduzido às noites de fado, bailes de música pimba, exibições defolclore, ou à pouca música alternati-va. Tem acesso a centenas de espec-táculos.Quando quer ler um jornal, não estáreduzido a ler a Tribuna Portuguesa.Tem acesso a centenas de jornais erevistas.Quando quer ir jantar fora, não estáreduzido aos poucos restaurantes portugueses – Sousa em San José,LaSalette em Sonoma entre outros.Tem acesso a milhares de restauran-tes das mais variadíssimas gastrono-mias.Quando quer criar uma empresa, nãoestá reduzido a ter como clientes osseus conterrâneos açorianos ou luso-descendentes. Tem acesso a milhõesde potenciais clientes.Só mesmo em termos de compa-ração, a cidadede San José daCalifornia temuma área (462km²) superior àda ilha Tercei-ra (402 km²). Asua população,1.006.892, é qua-tro vezes maior que a da RegiãoAutónoma dosAçores. Quandoincluimos a zonametropolitana deSan José (Conda-do de Santa Cla-ra), a área aumenta para 3.377 km²(maior que o Distrito de Lisboa) e a população para mais de 1,8 milhõesde habitantes (semelhante à popula-ção do Distrito do Porto).A comunidade açoriana da Califór-nia está mesmo quase totalmente in-serida na sociedade americana. Nãoestá reduzida a um ghetto social, cul-tural e empresarial. As escolhas e asoportunidades são mesmo muitas.Sempre tivemos por objectivo que este jornal seria umaamostra daquilo que somos - tradicionalistas, religiosos,agnósticos, de diferentes facções políticas, como é naturalnuma sociedade democrática como a nossa. Não podemos é aceitar rótulos, como aqueles que o nossoex-assinante na sua carta de desistência (página 13) nosquer impingir. Este jornal sempre esteve aberto a todas ascorrentes de opinião, por isso não aceitamos aquilo que onosso amigo e ex-assinante escreveu. Não tem razão e nemsequer é justo para a nossa comunidade. Não acreditamos que todos os congressistas tenham lidoas 2000 páginas do novo programa da reforma da saude.
 No entanto, cámos imensamente satisfeitos por ter sido a
 primeira vez na
história
 deste País que tal tentativa de lei passou no Capitólio. Concerteza que haverá erros na lei,até talvez injustiças, más interpretações, mas este primei-ro passo mostra bem que podemos mudar as coisas paramelhor. Não nos podemos esquecer que esta reforma équase exclusivamente dedicada aos 40 milhões de pessoasque não têm seguro de saude. A quem os tem e que gostado que tem, esta reforma não os abala minimamente.O Partido Republicano votou contra, porqueHISTÓRI-CAMENTEsempre votou contra este tipo de reformas. Não nos devemos admirar disso. Sempre foi assim. Se per-guntarem a muitos congressistas porquê, eles não saberãoresponder. Ainda em 2009 continuamos a ser comandadosmuitas vezes pela partidarite aguda, que vai destruindo omelhor que nós temos. Aqui e em toda a parte. Não somos ingénuos ao ponto de não perceber que a guer-ra da saude não está ganha. O Senado tem muitos amigosnas indústrias que estão contra esta lei. Vai ser interessan-te saber como muitos deles votarão. Por convicção, por interesses, por partidarismo? Sabe-se lá. O homem, quan-do quer, é um desmancha-prazeres, mesmo contra a sua própria vontade. jose avila
Ver-se ao espelho 
Ideiax
MiguelValleÁvila
miguelvalleavila@tribunaportuguesa.com
 
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COLABORAÇÃO
SantoseSantasnasIlhas
Tribuna da Saudade
FerreiraMoreno
A
01 de Novembro ocorreu afesta litúrgica de Todos-os-Santos. Decidi aventurar-menuma imaginária excursão pe-
las Ilhas dos Açores a m de visitar locali
-dades ostentando nome de santos e santas.Evidentemente que a origem de alguns to- pónimos derivou da invocação atribuída à
construção de recintos religiosos e forti
-cações costeiras. Porém, não é esse o meu propósito.Tenciono concentrar-me tão somente emvilas e freguesias, bem como em lugares, povoados ou não. Presentemente, haverá a possibilidade de esbarrar com nomes jáobscurecidos, e outros mais recentes masfora do meu alcance. Nesta digressão evocativa seguem dois ca-tegorizados cicerones: Carreiro da Costa(1913-1981), com dezenas de nomes ano-tados na série “Tradições, Costumes &Turismo” (Março 1968) e José RodriguesRibeiro (1919-2001), com múltiplas refe-rências contidas no “Dicionário Topográ-
co dos Açores” (Edição 1979).
SANTO AMARO vem ao nosso encon-tro em duas freguesias (Pico e S. Jorge),e quatro lugares (Graciosa, Faial e S. Mi-guel). SANTA ANA, ou Santana, aparece-nos em lugares distribuídos por S. Miguel,Santa Maria, Terceira, Pico e Graciosa.SANTO ANDRÉ tem vistoso Largo naRibeira Grande, em S. Miguel. SANTOANTÃO preside a uma freguesia jorgensee um lugar mariense. SANTO ANTÓNIO,além de duas freguesias (Pico e S. Miguel),marca presença em lugares dispersos por S. Miguel, Santa Maria, Terceira, Gracio-sa e S. Jorge.SANTA BÁRBARA abençoa freguesiasem Santa Maria, S. Miguel e Terceira; lu-gares no Faial e Pico, e ainda uma pontamicaelense e uma serreta terceirense.SÃO BARTOLOMEU está instaladonuma freguesia terceirense e dois lugares jorgenses. SÃO BENTO dá o nome a umafreguesia terceirense. SÃO BRÁS, alémduma freguesia micaelense e outra tercei-rense, tem o seu nome anexo a uma lagoa,um pico e uma ponta em S. Miguel.SÃO CAETANO acolhe-se numa fregue-sia picoense e num bairro micaelense.SÃO CARLOS empresta o seu nome a um pitoresco povoado terceirense. SANTACATARINA domina num alto e num largoem S. Miguel, e em pontas na Terceira,Graciosa e Pico. SANTA CLARA é bas-tante conhecida e venerada numa fregue-sia micaelense.SÃO GONÇALO tem o seu nome inscritonuma zona micaelense. SANTA IRIAevidencia-se numa ponta, miradouro e porto em S. Miguel. SÃO JOÃO encontra-se numa freguesia, num mistério de lava enuma ponta no Pico, e ainda numa fajã e ponta em S. Jorge. SÃO JOÃO de DEUS patrocina um lugar terceirense. SÃO JO-AQUIM é o nome dum lugar e dum cemi-tério em S. Miguel.SÃO JORGE é o conhecido nome atribuí-do a uma ilha açoriana. SÃO JOSÉ surgenuma importante freguesia micaelense edois lugares (Terceira e S. Miguel).SÃO JUDAS, lugar micaelense, é o únicotopónimo assim designado nos Açores.SÃO LÁZARO concentra-se numa fre-guesia e num lugar em S. Miguel. SÃOLOURENÇO, além dum lugar faialense,convida-nos p’ra uma visita à região doseu nome, com aprazível povoação, ilhéucom maravilhosa furna e baía de lindosrecortes em Santa Maria.SÃO LUÍS é o nome dum lugar terceiren-
se. SANTA LUZIA gura em duas fre
-guesias (Terceira e Pico) e dois lugares(S. Miguel e Terceira). SANTA MARIAMADALENA, ou simplesmente Madale-na, preside a uma vila picoense e um lugar micaelense, a que se ajuntam os ilhéus pi-coenses da Madalena, vulgarmente cha-mados Ilhéu Deitado e Ilhéu Em-Pé. SAN-TA MARGARIDA oferece um ar de graçaa lugares na Terceira e no Pico.SÃO MATEUS assenta arraial em duasfreguesias (Terceira e Pico) e num lugar graciosense. SÃO MIGUEL é o angélico patrono duma ilha açoriana de parceriacom uma freguesia em Vila Franca (S.Miguel). No Pico deparamos com os so- brenomes de S. Miguel Anjo (lugar) e S.Miguel Arcanjo (povoação). SÃO PEDROestende as suas redes de pescador numafreguesia mariense, noutra terceirense equatro micaelenses, mais seis lugares po-voados em diferentes ilhas, e ainda duas pontas em S. Miguel, uma enseada nasFlores, e duas ribeiras (Faial e S. Jorge).SÃO PEDRO GONÇALVES, ao abrigo daexpressão popular de Corpo Santo, estáreferido em dois lugares micaelenses e umterceirense. SÃO RAFAEL espera-nosnum lugar terceirense e noutro micaelense.SANTA IRIA pertence a uma povoaçãoe lugar micaelenses, juntamente com uma povoação terceirense. SÃO ROQUE temà sua conta uma freguesia em S. Miguel euma vila no Pico. SANTA ROSA estáregistada num lugar micaelense e outro jor-gense. SÃO SEBASTIÃO está vinculado aduas freguesias (S. Miguel e Terceira).SANTA TERESA é lembrada num lugar micaelense. SÃO TIAGO ergue-se numaserra terceirense, e abençoa uma lagoa elugar em S. Miguel. SÃO TOMÉ continua
a ponticar em S. Jorge e SÃO VICENTE,
além dum lugar picoense, reside numafreguesia micaelense.

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