• Embed Doc
  • Readcast
  • Collections
  • CommentGo Back
Download
 
UFPR/SCHLA/DECISO
PROGRAMA DE DISCIPLINADisciplina:
Política IV
Código:
HC 194
Professor
: Sérgio Braga
Horário
:
Carga Horária:
T: 60 + P: - = Total: 60
Natureza:
semestral ( x )
Pré-requisito:
cf. grade do curso.
Co-requisito:
não tem
Validade:
2semestre
ANO
2009
EMENTA:
O arranjo político-institucional das sociedades contemporâneas: regimes políticos; partidos políticos e sistemaspartidários; sistemas eleitorais. O Estado.
OBJETIVOS:
O objetivo do curso é apresentar aos estudantes os conceitos básicos para o estudo das instituições políticas nossistemas políticos modernos, bem como ilustrar a aplicação desses conceitos na análise comparada da dinâmica defuncionamento de tais sistemas, especialmente os sistemas políticos democráticos. Para tanto, o curso serádividido nas seguintes partes: 1) Uma primeira parte, onde serão apresentados e discutidos os conceitos eelementos teóricos básicos para o estudo das instituições políticas [unidades 1 e 2]; 2) Uma segunda parte, ondeserá vista a aplicação desses conceitos e abordagens na análise comparada das instituições políticas, utilizandocomo fio condutor o estudo de Arendt Lipjhart sobre as 36 democracias capitalistas mais estáveis do mundomoderno; 3) Por fim, buscaremos, com base nas questões analisadas em sala de aula, introduzir os estudantes emdois temas subsidiários mais altamente correlacionados com o tema do curso: (i) uma exame das característicasdas instituições políticas brasileiras
vis-à-vis
os demais arranjos institucionais vigentes nas democraciascontemporâneas; (ii) como se coloca, nas democracias contemporâneas, a questão da participação política e daeventual possibilidade de superação das democracias parlamentares ditas “representativas” por democracias“participativas”.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASUNIDADE 1: Introdução ao estudo das instituições políticas
1.1) Instituições políticas: uma introdução ao estudo do tema.1.2) Uma “instituição” sui gêneris: o Estado.1.3) Estrutura e instituições: o conceito de estrutura jurídico-política capitalista e o estudo das instituições políticasmodernas.1.4) O problemas das “formas de governo” (formas de Estado e regimes políticos)
Bibliografia básica:
1.
 TOMIO, F. R. L.
Comentários sobre a abordagem neoinstitucionalista.
   
 
Blumenau/SC: Digitado, 2007. Artigodigitado sobre o tema.
2.
HALL, P. A.; TAYLOR, R. C. R. As três versões do neo-institucionalismo.
Lua Nova
3.
 THÉRET, B. As instituições entre a estrutura e as ações.
Lua Nova
4.
LENIN, V. I. Sobre o Estado; Conferência na Universidade Sverdlov em 11 de julho de 1919. In: _____ 
ObrasEscolhidas em Três Volumes, vol. 3.
São Paulo: Alfa-Ômega, 1980. p. 176-189. [xerox] Disponível em:http://www.marxists.org/portugues/lenin/1919/07/11-g-est.htm
5.
WEBER, M.
Parlamento e governo numa Alemanha reconstruída; uma contribuição à crítica política dofuncionalismo e da política partidária.
São Paulo: Editora Nova Cultural, 1997. 21-95 p. (Os economistas.).[xerox] [320.943 W375 PAR;]
6.
DUVERGER, M. Introducción In: _____ 
Instituciones políticas y derecho constitucional.
5 ed. Barcelona/Espanha:Ariel, 1970. p. 25-63. [xerox]
7.
SAES, D. O conceito de Estado Burguês. In: _____ 
Estado e Democracia: ensaios teóricos.
2 ed. Campinas: IFCH-Unicamp, 1998. Cap. 1. p. 15-50. [xerox. Texto obrigatório]
8.
CODATO, A. N.; PERISSINOTTO, R. M. O Estado como instituição. Uma leitura das 'obras históricas' de Marx.
Crítica Marxista
, São Paulo, n. 13, p. 9-28, out. 2001. [xerox] Disponível em:http://www.unicamp.br/cemarx/criticamarxista/01renato.pdf 
9.
KELSEN, H.
Teoria geral do Direito e do Estado.
São Paulo: Martins Fontes, 1998, Segunda Parte, “O Estado”,Cap. 4. “Formas de governo: democracia e autocracia”, p. 405-432; Cap. 3 “A separação de poderes”, p. 385-404. [No xerox. Texto obrigatório]
10.
LINZ, J. J. Um regime autoritário: Espanha.
In
: CARDOSO, Fernando Henrique & MARTINS, Carlos Estevam(orgs.).
Política e sociedade
. Vol. 1, São Paulo : Ed. Nacional, 1979, p. 318-334 (texto condensado de: AnAuthoritarian Regime: the Case of Spain.
In
: ALLARD, E. & ROKKAN, Stein (eds.).
Mass Politics: Studies inPolitical Sociology 
. New York : The Free Press, 1970; 1a. ed. 1964).
11.
BOBBIO, N. (1997).
Estado, governo e sociedade; para uma teoria geral da política.
6 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra. Cap. 4, “Democracia e ditadura”, pp. 135-173.1
 
12.
POULANTZAS, Nicos. (1980).
Poder político e classes sociais.
São Paulo: Martins Fontes.
 
Cap. 2 “O EstadoCapitalista”, item 2 “Tipologia e tipo de Estado Capitalista” (138-152); Parte IV “A unidade do poder e aautonomia relativa do Estado capitalista”, item 5 “O problema das formas de Estado e das formas de regime: oExecutivo e o Legislativo” (p. 305-318).
UNIDADE 2) Conceitos básicos para o estudo das instituições políticas.
2.1) As instituições básicas do governo representativo (Manin)2.2) Partidos, sistemas eleitorais e sistemas partidários: as “leis de Duverger” (Duverger/Sartori).2.3) Presidencialismos x parlamentarismos: os debates em torno do desempenho destes sistemas de governo.2.4) O conceito de “veto player” e sua importância para a análise dos processos decisórios (Tsebelis)2.5) O conceito de “democracia delegativa” e seus críticos (O’Donnel)
Bibliografia básica:
13.
MANIN, B. (1995). As metamorfoses do governo representativo.
RBCS/Revista Brasileira de CiênciasSociais,
São Paulo, v. 44, n. 29, p. 5-24, jun. [xerox. Texto obrigatório]
14.
Manin Bernard, Przeworski Adam, e Susan Stokes (2006), “Eleições e representação”, Lua Nova, vol.67,pp. 105-138. Link: http://www.scielo.br/pdf/ln/n67/a05n67.pdf [opcional]
15.
MIGUEL, L. F. Representação potica em 3-D: elementos para uma teoria ampliada darepresentação política. Rev. bras. Ci. Soc., São Paulo, v. 18, n. 51, Feb. 2003. Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69092003000100009&lng=en&nrm=iso > .access on30 Aug. 2009. doi: 10.1590/S0102-69092003000100009 [obrigatória]
16.
DUVERGER, M. Introdução a uma sociologia dos partidos políticos. In: GURVITCH, G. (Org.).
Tratado de Sociologia, vol. 2.
São Paulo: Martins Fontes, 19??. p. 11-35. [Xerox]
17.
SARTORI, G.
Engenharia constitucional; como mudam as Constituições.
Brasília: UnB, 1996. 230p., Primeira Parte: “Sistemas Eleitorais”, pp. 13-94.
18.
BRAGA, M. S.
Sistema eleitoral e sistemas partidários em perspectiva comparada: especificidadese similaridades.
   
 
Rio de Janeiro: ABCP/Associação Brasileira de Ciência Política, 2004. 33 p. Trabalhoapresentado na 4º Encontro Nacional da ABCP realizado entre 21 e 24 de julho de 2004 na PUC/RJ.http://www.cienciapolitica.org.br/arquivos/programa_2004.pdf 
19.
COLOMER, J. M.
Son los partidos los que eligen los sistemas electorales (o las leyes de Duverger cabeza abajo).
Rio de Janeiro, 2004. 30 f.
Paper 
apresentado em evento do IUPERJ. Seminário de CiênciaPolítica, IUPERJ. [cópia em Word com o professor]
20.
LINZ, J. Presidencialismo ou parlamentarismo. Faz alguma diferença? In: LAMOUNIER, B. (Org.).
 Aopção parlamentarista.
São Paulo: Sumaré, 1991. p. 61-120. [Xerox e biblioteca]
21.
MAINWARING, S.; SHUGART, M. Juan Linz, presidencialismo e democracia: uma avaliação crítica.
Novos Estudos Cebrap
, São Paulo, n. 37, p. ??, nov. 1993.http://www.cebrap.org.br/imagens/Arquivos/juan_linz_presidencialismo.pdf [acesso somente paraassinantes do UOL. Cópia em pdf. com o professor]
22.
SAES, D. A Esquerda e a questão dos sistemas de governo no Estado Democrático-Burguês. In: _____ 
Estado e Democracia: ensaios teóricos.
2 ed. Campinas: IFCH-Unicamp, 1998. Cap. 5. p. 135-144.[xerox]
23.
 TSEBELIS, G. Processo decisório em sistemas políticos: veto players no presidencialismo,parlamentarismo, multicameralismo e pluripartidarismo.
RBCS/Revista Brasileira de Ciências Sociais
, SãoPaulo, v. 12, n. 34, p. 89-117, jun. 1997.http://www.anpocs.org.br/portal/publicacoes/rbcs_00_34/rbcs34_06.htm 
24.
O'DONNEL, G. Democracia delegativa?
Novos Estudos Cebrap
25.
SILVA, R. Democracia delegativa ou vicissitudes da transição?
Revista de Sociologia e Política
, Curitiba, n.4/5, p. 175-188, jan./dez. 1995 [xerox]
UNIDADE 3) As instituições fundamentais das “poliarquias”: os modelos consensual e majoritário dedemocracia.
3.1) Um marco histórico-conceitual para o estudo comparado das instituições políticas democráticas.3.2) A dimensão Executivo-Partidos.a) Os sistemas eleitorais e partidários.b) Os gabinetes: concentração X partilha do Poder Executivoc) Relação entre o Executivo e o Legislativo: formas de predomínio e equilíbrio de poderd) Os grupos de interesse.3.3) A dimensão federal-unitária.a) Divisão de poder: os contrastes federal-unitário e centralizado-descentralizado.b) Parlamentos e Congressos: Concentração X divisão do Poder Legislativo2
 
c) Constituições: processos de emendas e revisão judiciald) Bancos Centrais.3.4) Conclusões: comparando o desempenho das democracias avançadas.
Bibliografia básica:
26.
SANTOS, W. G. Poliarquia em 3D.
Dados
27.
 TAVARES, J. A. G.
Reforma política e retrocesso democrático: agenda para reformas pontuais nosistema eleitoral e partidário brasileiro
Porto Alegre: Mercado Aberto, 1998, caps. 1 e 2. [xerox.]
28.
LIJPHART, A.
Modelos de democracia: desempenho e padrões de governo em 36 países.
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. Caps 1 a 4, pp. 9-81.; Cap. 8: “Sistemas eleitorais: métodos de maioriaabsoluta e de maioria simples
versus
representação proporcional(p. 167-194); Cap. 5: “Sistemaspartidários: padrões bipartidários e multipartidários”; Cap. 6: Gabinetes: concentração
versus
partilha dopoder Executivo”. [xerox. Texto fundamental para avaliação]
29.
SANTOS, W. G. dos.
Votos e partidos: almanaque de dados eleitorais; Brasil e outros países.
Riode Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2002. 379 p. [texto de apoio]
UNIDADE 4) Instituições e comportamento político no Brasil: uma abordagem introdutória.
4.1) As relações entre o Executivo e o Legislativo nos dois períodos da democracia presidencialista pluripartidáriabrasileira e o conceito de “presidencialismo de coalizão” (1946-1964; 1988-...)4.2) As caraterísticas do sistema eleitoral brasileiro e seus efeitos macro-políticos.4.3) O Brasil pós-1988: um modelo “majoritário” ou “consensual” de democracia?4.4) Propostas de reforma política.
Bibliografia:
28.
ABRANCHES, S. AMORIN NETO, O. O presidencialismo brasileiro de coalizão. In: TAVARES, J. A. G.(Org.).
O sistema partidário na consolidação da democracia brasileira.
Brasília: Instituto Teotônio Vilela,2003. Parte I. p. 07-98. [texto em pdf. com o professor. Xerox]
29.
MAINWARING, S. (1993). Democracia presidencialista multipartidária: o caso do Brasil.
Lua Nova -Revista de Cultura Política,
São Paulo, n. 28/29, p. 21-74, mai.. [xerox]
30.
FIGUEIREDO, A.; LIMONGI, F. (1999).
Executivo e Legislativo na nova ordem constitucional.
Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas.
31.
MAINWARING, S. Partidos políticos e sistemas eleitorais; o Brasil numa perspectiva comparativa.
Novos Estudos Cebrap
32.
NICOLAU, J. M. (1992). A representação política e a questão das desproporcionalidades no Brasil.
Novos Estudos Cebrap,
São Paulo, v. 33, p. 222-235, jul.
33.
SAMUELS, D. (1997). Determinantes do voto partidário em sistemas eleitorais centrados nocandidato: evidências para o caso do Brasil.
   
Dados - Revista de Ciências Sociais,
34.
PALERMO, V. Como se governa o Brasil? O debate sobre instituições políticas e gestão de governo.
Dados - Revista de Ciências Sociais
, Rio de Janeiro, v. 43, n. 3, p. 521-558, 2000.
35.
OLIVEIRA, L. H. H. . Rumos da Democratização Brasileira: um modelo majoritário de democracia?.Revista de Sociologia e Potica, Universidade Federal do Para, v. 15, p. 11-29, 2000.http://www.scielo.br/pdf/rsocp/n15/a02n15.pdf 
36.
MORAES, F.; HERMANNS, K. (2003).
Reforma política no Brasil - Realizações e Perspectivas.
Fortaleza: Fundação Konrad Adenauer.
37.
SOARES, G. A.; RENNÓ, L. R. (2006).
Reforma política; lições da história recente.
Rio de Janeiro:FGV.
38.
ANASTASIA, F.; AVTRIZER, L. (2006).
Reforma política no Brasil.
   
 
UNIDADE 5) As instituições políticas socialistas: a possibilidade de superação da democracia burguesanas sociedades capitalistas avançadas.
5.1) ¿ É possível uma democracia política participativa nos quadros do capitalismo?5.2) ¿ Quais as relações entre democracia e socialismo?5.3) ¿ Qual a importância do conceito de capital social para o entendimento das instituições poticascontemporâneas?5.4)¿ As sociedades do Leste europeu no século XX foram de fato socialistas?3
of 00

Leave a Comment

You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...
You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...