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Construção de Navio

Construção de Navio

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Definição da estrutura analítica de produto de um navio SUEZMAX em função dos ativosdisponíveis no estaleiro
Bruno StupelloEscola Politécnica da Universidade de São PauloValdir Lopes AndersonEscola Politécnica da Universidade de São PauloMarcos Mendes de Oliveira PintoEscola Politécnica da Universidade de São Paulo
1. Resumo
Este trabalho foi motivado pela falta deconhecimento de uma metodologia paradefinição da estrutura de produto de um navioque fosse suficientemente aprofundada ousuficientemente genérica para permitir suareprodução.Para o seu desenvolvimento, foram revistos osprincipais processos produtivos que compõema construção de um navio, os equipamentos erecursos necessários aos estaleiros e ascaracterísticas do projeto de um naviopetroleiro e da matéria prima disponível.Como resultado, obteve-se uma estrutura deproduto que, se não é ótima, buscou minimizar a quantidade de trabalho envolvida naprodução das diversas partes do casco.Espera-se que a metodologia aquiapresentada possa trazer contribuições para aatividade na prática dos estaleiros brasileiros.
2. Abstract
This paper was developed because it was notfound a methodology for the definition of theproduct structure for a ship that was deep or generic enough to be employed in anacademic use.To develop this, a review of the mainprocesses of ship building was necessary. Theresources needed for this were studied, as wellas the ship and material characteristics.The result is a product structure that is not thebest one possible, but that was constructedwith the care of minimizing the work necessaryin block assembly. We hope that thismethodology will be useful for Brazilianshipyards.
3. Introdução
O escopo deste trabalho contempla odesenvolvimento do
Product Work BreakdownStructure
(Estrutura Analítica de Produto) deum navio, que constitui o primeiro esforço dodepartamento de planejamento de umestaleiro para programar a produção do navio.Pesquisou-se sobre este assunto na literaturae junto a especialistas, mas não se encontrounenhum trabalho que formalizasse umametodologia suficientemente detalhada decomo realizar essa atividade, nem umasuficientemente generalista que pudesse ser aplicada a todos os navios. Em entrevistas nosprincipais estaleiros brasileiros, observou-seque esse processo depende exclusivamenteda longa experiência dos engenheirosresponsáveis e de metodologias importadasem alguns casos, o que oferece poucaflexibilidade ao usuário. Por isso optou-se por desenvolver a sistemática detalhada nestetrabalho.Era essencial definir premissas quepermitissem obter uma divisão do navio empartes, num nível de detalhamento que fosseadequado para mostrar a dificuldade daprogramação da produção e não se tornasseinviável de se realizar em tempo hábil.
 
A Figura 1 ilustra os três principais parâmetrosque impõem as restrições na definição daestrutura de produto.
PWBS
Estruturade Produto
Matéria primaCaract. NavioCaract. Estaleiro
 Figura 1: Definição da estrutura de produto
Foram definidas premissas simplificadorasnesses três parâmetros, tomando-se o cuidadode não afastar a solução encontrada darealidade da construção naval brasileira.Para simplificar a diversidade da matéria-prima, considerou-se que todas as chapaseram de aço naval
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e suas dimensõesmáximas eram 12 metros de comprimento por 3 metros de largura. Esses valores sãoobservados no Brasil porque o transporte entrea siderúrgica e o estaleiro é feitoessencialmente por via rodoviária.Quanto às características do navio, o trabalhobaseou-se na cópia obtida do projeto estruturalda seção mestra de um navio petroleiroSuezmax, que será mais bem descrita emtópico específico.As premissas mais trabalhosas concentraram-se nas considerações sobre o estaleiro.Buscou-se considerar os principais ativosdisponíveis num estaleiro típico brasileiro. Eraindispensável, entretanto, estudar o estado daarte dos processos mais relevantes e osequipamentos disponíveis atualmente em nívelmundial a fim de evitar limitar esta análise aativos obsoletos. Este problema foi abordadoatravés de nova pesquisa bibliográfica,entrevistas com fabricantes de equipamentose profissionais de estaleiros visitados.
4. Estrutura de produto
Os grandes navios são construídosobrigatoriamente em blocos, seções ou anéis,pois o espaço disponível para a montagem daembarcação próximo ao mar é limitado e caro.Essas partes são construídas em terra, nasoficinas do estaleiros, e depois são unidas nolocal da edificação do casco. Quanto maioresforem essas partes, menor será a quantidadede trabalho a ser feita na área de montagem,menor o tempo de entrega de um navio e
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Características de aço de alta resistência edensidade de 7.800 Kg/m
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 maior a produtividade do estaleiro, pois asvantagens das instalações de uma oficina emcomparação ao dique ou carreira imprimemmaior velocidade na manufatura.Segundo Pinto (2007), apenas a construçãoda estrutura de um navio petroleiro de 250metros de comprimento gera mais de 18.000itens a serem controlados. Incluindo-se osequipamentos que vão a bordo, sistemasauxiliares e itens de acabamento este númeroé facilmente multiplicado. A gestão desseprojeto de construção é um grande problemaque começa pela definição do que, onde,quando e com quais recursos produzir.Storch (2005) afirma que essa abordagem naindústria naval segue dois caminhos: a divisãodo navio segundo seus sistemas (
SystemWork Breakdown Structure - SWBS 
) ousegundo a construção do produto (
Product Oriented Work Breakdown Structure - PWBS 
).A diferença básica entre os dois é que oprimeiro baseia-se nos sistemas do navio –propulsão, habitação, sistema elétrico –enquanto o segundo foca os processosconstrutivos, sendo feita a divisão num blocoque já contenha a parte estrutural do casco, osdutos, fiação e tubulação que passarão por aquele local.Na produção dessas partes é usado o conceitode Grupos de Tecnologia, no qual seqüênciasde trabalhos num lote de peças são realizadasem oficinas, com máquinas e pessoalespecífico, ao invés de se utilizar uma linha deprodução. Como o processo é intermitente, alinha de produção acabaria tendo umavelocidade muito reduzida.No caso de navios militares, costuma ser empregado o SWBS dada a grandecomplexidade dos sistemas envolvidos(SNAME, 2003), como os sistemas dearmamentos, comunicação, sensores e outros,geralmente em redundância. Portanto, énecessário que cada sistema seja instaladopor uma equipe especializada. Já no caso denavios mercantes, o PWBS traz maioresganhos de produtividade e é o mais utilizado.Feita a divisão em blocos, a produção deveser encaminhada para as oficinas de modoque os processos sejam feitos em tempo hábilpara a edificação otimizada (que não permitaociosidade no dique) e que os recursos sejamadequadamente nivelados, com as oficinastrabalhando do modo mais contínuo possível eevitando alternar entre picos de utilização eperíodos de ociosidade.
 
5. Construção do navio
Entre os trabalhos que compõem a construçãodo navio, a montagem da estrutura do navio(casco) e a pintura representam grande partedo trabalho total do estaleiro. A Tabela 1mostra a quantidade de trabalho necessáriapor cada item da construção de um navio,medida em Homem-hora (Hh).
Tabela 1: Quantidade de trabalho paraconstruir um navio petroleiro de 350m
 
Atividade Quantidade Hh % do total
Estrutura 1.215.000 49%Tubulação 500.000 20%Pintura 240.000 10%Acessórios 170.000 7%Máquinas 125.000 5%Apoio 115.000 5%Elétrica einstrumentação105.000 4%Acabamento 31.000 1%Total 2.500.000 100%
 A confecção de tubos e dutos que serãoinstalados no navio é objeto de trabalho deoficinas especializadas no estaleiro, quando aatividade não é terceirizada, e deve ser tratadaem separado. O processo de instalação detubulação, dutos, fiação e equipamentosdiversos é chamado “
outfitting 
” e é realizado,em geral, no cais após o lançamento daembarcação. Uma ressalva é feita no texto nocaso de acabamento avançado (
advanced outfitting 
), pois segundo Ferraz (2006b) édesejável um adiantamento dessas atividadesque, feita nas oficinas, ocorre comprodutividade muito superior.Apresentam-se a seguir os principaisprocessos realizados nas oficinas de umestaleiro, analisando os equipamentosnecessários a cada etapa e tecnologiasdisponíveis, acompanhados de uma estimativade custos quando possível.
5.1. A montagem do casco
O local da montagem do casco, seja dique,carreira ou dique flutuante, é um dos ativosmais importantes do estaleiro. O dique trazvantagens incontestáveis, como a posição deconstrução plana horizontal, ao invés deinclinada como ocorre na carreira, além depermitir a realização de serviços de reparos nocasco, que exigem a retirada do navio da água(docagem). Este fato abre um grande nicho aser explorado pelo estaleiro e deve ser vistocom atenção.Como a construção de um dique é muito cara,muitos estaleiros optam pela carreira, pagandopor essa escolha com a dificuldade adicionalde se construir o navio com certa inclinação.Nos casos em que há também restrição deespaço, emprega-se carreira para lançamentolateral, que dificulta a construção ao permitir livre acesso apenas a um bordo do naviodurante a edificação.A outra opção é utilizar o dique flutuante.Neste caso, pode-se construir o navio sobre odique, com a desvantagem de ocupá-lodurante todo o período de edificação, ouconstruir o navio em terra, sobre trilhos, edepois que o casco estiver pronto transportá-lopara o dique flutuante (operação conhecidacomo “
load out 
”).As mesmas questões de custo e produtividadesão transferidas para as oficinas e influenciamno seu dimensionamento. Ferraz (2006a)aponta que é vantajoso do ponto de vista daprodutividade e do prazo fazer a maior quantidade de trabalho possível fora do diqueou carreira. Ou seja, blocos maiores, querequeiram menor tempo de edificação e quecontenham o maior nível de acabamentoavançado trazem vantagens como otimizaçãodo uso do dique e diminuição do retrabalho.Para construir blocos maiores, porém, osequipamentos das oficinas têm que ser todosadaptados.
5.2. Processos e equipamentos envolvidosna construção de blocos
Os processos realizados sobre o materialestrutural no estaleiro, basicamente o aço, sãoos seguintes:
Desempeno e estreitamento;
Marcação e corte;
Conformação;
Soldagem;
Proteção.Há processos auxiliares como transporte,usinagem, vedação e outros. O transporte dematerial e peças de sub-montagem permeiatodos os processos do estaleiro e tem umgrande impacto sobre o tamanho dos blocosque o estaleiro é capaz de produzir.
5.2.1. Desempeno e estreitamento
Antes de inserir chapas e perfis no processoprodutivo é preciso corrigir as distorções emsua geometria causados pelo transporte earmazenagem, usando para issoequipamentos como prensas, calandras e

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Jonatan Pereira added this note|
Quero igualmente estender os meus agradecimentos,a todos ai por que usei seu trablho para aprimorar o meu no curso que estou fazendo de técnico em segurança do trabalho Um Abraço Para Todos fiquem com Deus.

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