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Trabalho de Filosofia Da Ciência Dos Alunos Mariana Guerreiro e Miguel Rodrigues 11º d

Trabalho de Filosofia Da Ciência Dos Alunos Mariana Guerreiro e Miguel Rodrigues 11º d

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04/14/2015

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 Agrupamento de escolas Pinheiro e Rosa
ANO LETIVO 2013/2014 Disciplina: Filosofia 1
TRABALHO DE FILOSOFIA DA CIÊNCIA: GUIÃO
1.
 
Descreva as principais ideias defendidas pela teoria do geocentrismo. Como se explica que estas tenham perdurado durante tantos séculos?
Segundo os vídeos apresentados na bibliografia, o geocentrismo é uma teoria acerca do sistema cosmológico, foi desenvolvida inicialmente pelos babilónios e, posteriormente, pelos gregos. Por volta de 350 a.C., Aristóteles, um filósofo grego, baseando-se em observações científicas e na dedução lógica, desenvolveu a ideia de que a Terra era o centro do Universo, um enorme círculo finito, e 9 esferas giravam em seu redor. Apesar disso, pode dizer-se que foi Cláudio Ptolomeu, geógrafo e matemático, quem foi reconhecido como o maior representante do geocentrismo. Este, no século II d.C., reforçou o pensamento de Aristóteles e elaborou a teoria do geocentrismo, também chamada de sistema ptolomaico. Deste modo, na sua obra
“  
 Almagesto
” 
 descreveu o conhecimento astronómico da época, confirmando que a Terra estava parada no centro do Universo sendo que esta era orbitada pelo pela Lua, Mercúrio, Vénus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno, respetivamente, através das esferas. Na esfera mais distante estavam as estrelas fixas. Cada planeta girava ao longo do seu próprio epiciclo, círculo pequeno. Todavia, Ptolomeu não conseguiu explicar certas irregularidades nos movimentos planetários. A teoria de Ptolomeu foi aceite durante 2000 anos, aproximadamente, pela maioria dos intelectuais e pela Igreja Católica, visto que era confirmada por certas passagens bíblicas. Para além disso, a explicação do cosmos, apesar de ser errada, resistiu porque o facto do homem estar no centro do Universo, mostrava que este ocupava um lugar privilegiado na criação divina. Acresce que as ideias alternativas à teoria geocêntrica eram contrárias ao senso comum (simplista e intuitivo).
2.
 
Descreva as principais ideias defendidas pela teoria do heliocentrismo. Como se explica a resistência, por parte de muitas pessoas, em aceitá-las?
O heliocentrismo foi, inicialmente, debatido por astrólogos gregos, indianos e árabes. Foi proposto pela primeira vez pelo astrónomo grego Aristarco de Samos, mas só se tornou uma explicação sustentada, do ponto de vista científico, com Nicolau Copérnico e, sobretudo, Galileu Galilei. É uma teoria científica acerca do cosmos que contraria a teoria geocêntrica, afirmando que a Terra e os restantes planetas giram em torno do Sol. Segundo os vídeos apresentados na bibliografia, pode dizer-se que a ideia de Aristarco não foi aceite, pois exigia muita imaginação. Contudo, foi através dele e de cálculos matemáticos que Copérnico, considerado o fundador da astronomia moderna e o pai do heliocentrismo, elaborou três teses: a Terra gira sobre o seu próprio eixo a cada 24 horas, explicando os dias e as noites e os movimentos do Sol e das estrelas; o Sol está no centro do Universo e a Terra gira em torno dele; a Terra é apenas mais um planeta entre outros e não ocupa uma posição especial no Universo. Para além disso, provou, que os planetas também se moviam segundo o heliocentrismo.
 
 Agrupamento de escolas Pinheiro e Rosa
ANO LETIVO 2013/2014 Disciplina: Filosofia 2 Por volta de 1542, Copérnico publicou as suas teses, compiladas na sua obra
Das revoluções das esferas celestes
” 
.
Porém, embora esta tenha sido dedicada ao Papa, foi colocada no Index (a lista de livros proibidos pela Igreja Católica), visto que as ideias nela defendidas eram demasiado complexas para conseguir contrariar os pensamentos da antiguidade e os textos bíblicos. No século XVII (Renascimento), o italiano Galileu Galilei construiu o telescópio, instrumento que o fez descobrir novas provas a favor da teoria heliocêntrica. Galileu defendia que a ciência podia descobrir verdades sobre a Natureza através dos seus métodos de investigação. Porém, foi considerado perigoso pela Igreja Católica, a qual controlava a produção cultural e científica e defendia a teoria do geocentrismo. Foi julgado pela Inquisição mas não foi queimado vivo visto que preferiu negar a sua teoria. Apenas passados 50 anos, com Isaac Newton e da sua teoria da gravidade, foram apresentadas mais provas a favor do heliocentrismo. Contudo, esta ainda demorou algum tempo até ser aceite pelo Papa e pela Igreja Católica. Só em 1822, o livro de Copérnico
Das revoluções das esferas celestes
” 
 deixou de ser proibido.
3.
 
À luz dos conhecimentos científicos atuais, qual é o lugar da Terra e do Homem no Universo? Porquê?
Hoje em dia, a ciência considera que é necessário confiar nas provas, pois é apenas através da sua aceitação que chegamos a compreender não só o universo como também o nosso lugar dentro dele. Graças ao conhecimento científico e aos instrumentos que são construídos pelo Homem (como o telescópio espacial Hubble), hoje pode considerar-se a Terra,
conhecida como “planeta azul”, um planeta da Via Láctea
- uma das muitas galáxias existentes no Universo infinito e em expansão. Mais especificamente, dentro da Via Láctea, a Terra localiza-se no Sistema Solar, composto por oito planetas - Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno. O terceiro planeta mais próximo do Sol é, segundo os estudos científicos, o único planeta (ainda conhecido) com condições propícias à existência de vida devido à atmosfera. Para além disso, e como já fora defendido na teoria heliocêntrica, a Terra realiza os movimentos de translação, movimento em torno do Sol, durando 365 dias (um ano); e o movimento de rotação, movimento em torno de seu próprio eixo, que dura cerca de um dia (24 horas). À luz dos conhecimentos científicos atuais, o Homem participa ativamente na descoberta de novas explicações científicas para os fenómenos através de investigações e de estudos metódicos, sistemáticos e rigorosos. Pode afirmar-se que o conhecimento científico surgiu da necessidade de querer saber como funciona o mundo natural, em vez de apenas o aceitar sem questionar. Porém, o conhecimento científico tem um caráter preditivo, pois permite prever e manipular os fenómenos. O poder que a ciência confere ao homem, pode ser muito útil, se for bem utilizado ou, pelo contrário, problemático, caso seja mal utilizado. Também pode concluir-se, olhando a evolução do conhecimento científico ao longo da História, que atualmente o Homem possui uma mentalidade mais crítica e aberta, o que há uns séculos atrás era impensável. Cada vez mais, a investigação científica visa resolver um problema que levanta incertezas ou desenvolver tecnologias, permitindo a aquisição de novos conhecimentos e a criação de instrumentos que permitem agir e manipular a realidade.
 
 Agrupamento de escolas Pinheiro e Rosa
ANO LETIVO 2013/2014 Disciplina: Filosofia 3
4.
 
Escolha uma das experiências interativas que realizou no Museu da Electricidade e responda às seguintes questões: 4.1 Identifique o problema em causa.
De entre todas as experiências que pudemos realizar no Museu da Eletricidade, a que escolhemos foi a bola (ou lâmpada) de plasma.
4.2 Descreva o modo como a Física o explica.
Esta experiência é constituída por uma esfera de vidro, onde existe um ar rarefeito. No centro, encontramos um oscilador a alta voltagem. Por baixo, existe uma parte eletrónica. Esta prende-se ao oscilador que produz potenciais elétricos elevados capazes de, conforme o campo elétrico produzido, ionizar o gás rarefeito aprisionado no globo. Os raios de plasma observados dentro da esfera são, portanto, determinados pela natureza do sinal elétrico utilizado. Em Física, plasma é um fluído condutor, constituído por uma mistura de átomos, iões (átomos com mais ou menos eletrões) e eletrões (partículas de carga negativa). Ao globo é-lhe, inicialmente, retirado todo o ar, repondo-se, posteriormente, um gás inerte (gás que não reage quimicamente com outras substâncias em condições normais de temperatura e pressão) - normalmente o néon ou árgon. Sob o efeito do intenso campo eléctrico que cerca o eléctrodo central do globo, ocorre a ionização do gás rarefeito e observam-se vários raios entre esse eléctrodo central e o globo de vidro que tem, efectivamente, o potencial eléctrico do solo. Os raios não numa direção fixa, uma vez que o eléctrodo central (pequeno globo de vidro preenchido com aparas de grafite) está à mesma distância de qualquer parte do globo de vidro. Descargas eléctricas provocam a excitação e a ionização de alguns átomos do gás. Os átomos excitados, ao voltarem ao estado inicial, emitem radiação, isto é: luz
.
 Quando algum corpo, como é o caso da mão, se aproxima do globo, o campo
eléctrico fica mais intenso entre o eléctrodo central e o “solo”, e nesse caso, as
descargas ocorrerão preferencialmente nessa região do globo, formando feixes elétricos mais intensos do que os fluxos anteriormente observados. Quando alguém aproxima a mão do globo haverá faísca entre este e as pontas dos dedos (pois o corpo humano é um bom condutor de energia elétrica). Se outra pessoa aproxima a sua mão da mão dessa primeira haverá também uma faísca entre os dedos dessa segunda pessoa e a pele da mão da primeira. Ambas as pessoas sentirão as pequenas picadas.
4.3. Imagine como seria explicado esse fenómeno apenas a partir do senso comum (ou conhecimento vulgar).
A experiência consiste numa bola de vidro enorme com um género de bola muito mais pequena e equidistante da primeira. Desta última, saem raios roxos, os quais serão produzidos de forma semelhante à dos relâmpagos, visto que são praticamente iguais aos que costumamos ver nas tempestades. Portanto, deverão de existir, na bola de tamanho de mais reduzido, duas placas (de metal, talvez) que eclodem uma com a outra e produzem os raios. Por sua vez, a nossa mão parece que tem algum efeito de atração, como o íman, pois quando colocamos a mão por cima do globo podemos ver que os feixes de luz dirigem-se uniformemente para o local onde a nossa mão se encontra. Outro facto a relatar é o choque que se sente quando o alguém que está a tocar na

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