CURSOS ON-LINE – ECONOMIA 2 – PROF. MOZART FOSCHETEwww.pontodosconcursos.com.br
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ii) Efeitos sobre pagamentos de débitos e de impostos
Ganham com a inflação todos aqueles que têm dívida de longoprazo, mesmo que haja previsão de correção monetária – o quedificulta o fornecimento de crédito para investimentos, crédito estegeralmente de longo prazo. A concessão de empréstimos, limitadaao curto prazo, impossibilita os investimentos produtivos que, pornatureza, são de longo prazo. Da mesma forma, com a inflaçãoperde o governo na arrecadação de impostos – dada a defasagemtemporal entre o momento do fato gerador do imposto e seurecolhimento aos cofres do governo.
iii) Efeitos sobre o mercado financeiro e de capitais
A inflação provoca um desestímulo à aplicação de recursos nomercado primário de ações, dada a perda acentuada do valor damoeda. Também desestimula a poupança, estimulando, isto sim, aaplicação em imóveis, fazendas, lotes, etc., de natureza não-produtiva.O instituto da correção monetária, ao mesmo tempo em queprocurou reduzir estes efeitos desestimulantes sobre a poupança,acabou por criar outros problemas, como a chamada “inérciainflacionária”, transferindo para hoje a inflação de ontem. Este foium mecanismo utilizado pelo Brasil desde a segunda metade dosanos 60 até meados da década passada, mas que, agora, com oPlano Real, parece felizmente ter se tornado coisa do passado.
iv) Efeitos sobre o balanço de pagamentos
O aumento continuado dos preços domésticos acaba pordesestimular as exportações do País – pois compensa mais aoexportador vender seus produtos internamente do que no exterior.Da mesma forma, o aumento dos preços internos termina porestimular um aumento das importações.A solução, no caso, é uma correção permanente da taxa decâmbio, com desvalorização da moeda doméstica. Tal como nocaso da correção monetária, a desvalorização cambial, se resolve o
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