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CURSOS ON-LINE – ECONOMIA 2 – PROF. MOZART FOSCHETEwww.pontodosconcursos.com.br
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A arte de ensinar Economia de uma maneira simples,sem mistérios”. De Maria Eulália, uma ex-aluna.
AULA 1: INTRODUÇÃO ÀS TEORIAS DAINFLAÇÃO
Um observação importante 
: Este Curso online deEconomia II é praticamente uma continuação de nosso cursoonline anterior de Economia I. Seu conteúdo se constituiráde tópicos de Macroeconomia não abordados naquele cursoe que constam do Edital do concurso da AFRF. Por isso, paraum melhor aproveitamento, é importante que o alunoinscrito neste curso tenha feito o Curso online de EconomiaI.Esta nossa Aula n° 1 versará sobre inflação, suascausas e modelos explicativos do processo inflacionário. Paraum melhor entendimento deste tópico, principalmentequando estivermos tratando dos modelos analíticos dainflação, é importante que você dê uma revisada na Aula 10de nosso curso online de Economia I – sobre A Oferta e aDemanda Agregadas, ok?
 
Então, vamos lá, já que o tempo de vocês é curto,aliás curtíssimo!
1 . Introdução: o conceito de inflação
Ocorre
inflação quando há um aumento continuado,permanente, do nível geral de preços -
o que, em conseqüência,provoca uma perda do poder aquisitivo da moeda.Pela definição acima, vê-se que inflação é um processo deaumento contínuo dos preços ao longo de um certo período.Tecnicamente, se houver um aumento súbito do nível de preços, –que tenha sido provocado, por exemplo, por uma medidagovernamental que objetivasse a correção de alguns preços “queestavam atrasados” – mas que não tenha continuidade no tempo,
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tal fenômeno não seria considerado inflação e, sim, um fenômenoisolado e temporário que se esgota em si mesmo.Da mesma forma, há que se distinguir num processoinflacionário os aumentos de preços por efeito de, digamos,quebras de safras ou de aumento exagerado da demanda, deaumentos de preços de um determinado produto, frutos demelhoria tecnológica ou de qualidade do produto. É claro que, umnovo modelo de automóvel, com novas tecnologias (vidro elétrico,ar condicionado, etc.) deve ter seu preço elevado em relação a ummodelo anterior, porém mais simples. Este aumento de preço “pormelhoria tecnológica ou por melhor qualidade” não pode serconsiderado inflação.
2 Principais Distorções Provocadas pela Inflação
Muito embora a inflação, em qualquer grau e circunstância, sejavista, nos países mais desenvolvidos, como um mal a ser evitadopor todos os meios, muitos economistas são de opinião que, naseconomias em desenvolvimento, uma inflação moderada, suave,digamos de 10% ao ano, pode até ser benéfica à atividadeeconômica na medida em que pode servir de estímulo a aumentosda produção e do emprego.No entanto, é ponto pacífico que um processo inflacionárioagudo e crônico provoca distorções e desarranjos de toda ordemno sistema econômico, podendo ser citados os seguintes principaisefeitos perversos:
i) Efeitos sobre a distribuição de renda
Este talvez seja a pior distorção provocada por um processoinflacionário acelerado ao reduzir drasticamente o poder aquisitivode todos os indivíduos que vivem de rendas fixas – como ‚ é o casodos assalariados, pensionistas, aposentados, ou daqueles quevivem de aluguéis. O mesmo não se pode dizer daqueles que têmrenda variável, com possibilidades de reajustes periódicos (preços)ou de aplicação financeira com proteção contra a corrosãoinflacionária.
 
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ii) Efeitos sobre pagamentos de débitos e de impostos
Ganham com a inflação todos aqueles que têm dívida de longoprazo, mesmo que haja previsão de correção monetária – o quedificulta o fornecimento de crédito para investimentos, crédito estegeralmente de longo prazo. A concessão de empréstimos, limitadaao curto prazo, impossibilita os investimentos produtivos que, pornatureza, são de longo prazo. Da mesma forma, com a inflaçãoperde o governo na arrecadação de impostos – dada a defasagemtemporal entre o momento do fato gerador do imposto e seurecolhimento aos cofres do governo.
iii) Efeitos sobre o mercado financeiro e de capitais
A inflação provoca um desestímulo à aplicação de recursos nomercado primário de ações, dada a perda acentuada do valor damoeda. Também desestimula a poupança, estimulando, isto sim, aaplicação em imóveis, fazendas, lotes, etc., de natureza não-produtiva.O instituto da correção monetária, ao mesmo tempo em queprocurou reduzir estes efeitos desestimulantes sobre a poupança,acabou por criar outros problemas, como a chamada “inérciainflacionária”, transferindo para hoje a inflação de ontem. Este foium mecanismo utilizado pelo Brasil desde a segunda metade dosanos 60 até meados da década passada, mas que, agora, com oPlano Real, parece felizmente ter se tornado coisa do passado.
iv) Efeitos sobre o balanço de pagamentos
O aumento continuado dos preços domésticos acaba pordesestimular as exportações do País – pois compensa mais aoexportador vender seus produtos internamente do que no exterior.Da mesma forma, o aumento dos preços internos termina porestimular um aumento das importações.A solução, no caso, é uma correção permanente da taxa decâmbio, com desvalorização da moeda doméstica. Tal como nocaso da correção monetária, a desvalorização cambial, se resolve o
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