Modelo de auto-avaliação da biblioteca escolar Rede Bibliotecas Escolares 2009
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Introdução1.
A avaliação da biblioteca escolar: pressupostos
O Programa Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), iniciado em 1996 com a publicação do relatório
Lançar a rede de bibliotecas escolares
, conta no momento presente com cerca de 2200 escolasintegradas. É reconhecido o investimento que tem suportado o crescimento desta rede
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investimento anível central, das autarquias e das próprias escolas
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e é necessário assegurar que esse investimentocontinuará a ser feito, sobretudo através da consolidação de um conceito central: o de que abiblioteca escolar (BE) constitui um contributo essencial para o sucesso educativo, sendo um recursofundamental para o ensino e para a aprendizagem.Para que este papel se efective é importante que determinadas condições se concretizem no ambienteescolar. Vários estudos internacionais têm identificado os factores que se podem considerar decisivospara o sucesso da missão que tanto o Manifesto da Unesco/ IFLA como a declaração da IASLapontam há muito para a BE: entre esses factores destacam-se os níveis de colaboração entre oprofessor bibliotecário e os restantes docentes na identificação de recursos e no desenvolvimento deactividades conjuntas orientadas para o sucesso do aluno; a acessibilidade e a qualidade dos serviçosprestados; a adequação da colecção e dos recursos tecnológicos. Esses estudos mostram ainda, deforma inequívoca, que as bibliotecas escolares podem contribuir positivamente para o ensino e aaprendizagem, podendo-se estabelecer uma relação entre a qualidade do trabalho da e com a BE eos resultados escolares dos alunos.É neste contexto que surge o presente modelo para a auto-avaliação das bibliotecas escolaresintegradas na RBE. Torna-se de facto relevante objectivar a forma como se está a concretizar otrabalho das bibliotecas escolares, tendo como pano de fundo essencial o seu contributo para asaprendizagens, para o sucesso educativo e para a promoção da aprendizagem ao longo da vida.Neste sentido, é importante que cada escola conheça o impacto que as actividades realizadas pela ecom a BE vão tendo no processo de ensino e na aprendizagem, bem como o grau de eficiência e deeficácia dos serviços prestados e de satisfação dos utilizadores da BE. Esta análise, sendo igualmenteum princípio de boa gestão e um instrumento indispensável num plano de desenvolvimento, permitecontribuir para a afirmação e reconhecimento do papel da BE, permite determinar até que ponto amissão e os objectivos estabelecidos para a BE estão ou não a ser alcançados, permite identificar práticas que têm sucesso e que deverão continuar e permite identificar pontos fracos que importamelhorar. A auto-avaliação da biblioteca deve ainda ser incorporada no processo de auto-avaliaçãoda própria escola, dada a sua relação estreita com sua missão e objectivos.
2.
O modelo de auto-avaliação
O
modelo de auto-avaliação
construído resultou de uma análise efectuada sobre outros modelos jáexistentes e sobre a realidade da escola portuguesa. Sendo útil registar e confrontar as práticas que jáse vêm realizando noutros sistemas de ensino, procurou-se encontrar, para o nosso caso, umaformulação que cumprisse os
objectivos essenciais
que se pretendem alcançar: desenvolver umaabordagem essencialmente qualitativa, orientada para uma análise dos processos e dos resultados
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