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Espero Que a Cruz Seja o Principio para se levantarem muitas outras

Espero Que a Cruz Seja o Principio para se levantarem muitas outras

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Das Cartas de São Roque González, presbítero
(Litt. Annuae P. Rochi González pro anno 1615 [s. d.] datae ad P. Provincialem Petrum Oñate. Ed. [in lingua hispanica] in: Documentos para la Historia Argentina, vol. 20, Buenos Aires 1920, pp. 24-25)
(Séc. XVII)
Espero que esta cruz seja o princípio
para se levantarem muitas outras
Voltando pouco depois para lá encontrei um local onde podia ficar: uma pequena choupana perto do rio; e, passado algum tempo, ofereceram-me uma palhoça maior. Dois meses mais tarde, o Padre Reitor enviou o Padre Diogo de Boroa. Este chegou finalmente na segunda-feira de Pentecostes. Com muita consolação considerávamos como o amor de Deus nos juntava naquelas terras tão longínquas. Dividimos entre nós o limitado espaço da nossa morada, com um tabique feito de canas. Ao lado tínhamos uma capela, pouco maior que o próprio altar em que celebrávamos a Missa. Por eficácia deste supremo e divino sacrifício, em que Cristo se ofereceu ao Pai na Cruz, começou ele a triunfar ali, pois os demônios que antes costumavam aparecer a estes índios não se atreveram a aparecer mais, como testemunhou algum deles. Resolvemos continuar na mesma palhoça, embora tudo nos faltasse. O frio era tanto que nos custava adormecer. O alimento também não era melhor: milho ou farinha de mandioca, que é a comida dos índios; e porque começamos a buscar pelos bosques umas ervas de que se alimentam os papagaios, com este apelido nos chamavam.
Das Cartas de São Roque González, presbítero
(Litt. Annuae P. Rochi González pro anno 1615 [s. d.] datae ad P. Provincialem Petrum Oñate. Ed. [in lingua hispanica] in: Documentos para la Historia Argentina, vol. 20, Buenos Aires 1920, pp. 24-25)
(Séc. XVII)
Espero que esta cruz seja o princípio
para se levantarem muitas outras
Voltando pouco depois para lá encontrei um local onde podia ficar: uma pequena choupana perto do rio; e, passado algum tempo, ofereceram-me uma palhoça maior. Dois meses mais tarde, o Padre Reitor enviou o Padre Diogo de Boroa. Este chegou finalmente na segunda-feira de Pentecostes. Com muita consolação considerávamos como o amor de Deus nos juntava naquelas terras tão longínquas. Dividimos entre nós o limitado espaço da nossa morada, com um tabique feito de canas. Ao lado tínhamos uma capela, pouco maior que o próprio altar em que celebrávamos a Missa. Por eficácia deste supremo e divino sacrifício, em que Cristo se ofereceu ao Pai na Cruz, começou ele a triunfar ali, pois os demônios que antes costumavam aparecer a estes índios não se atreveram a aparecer mais, como testemunhou algum deles. Resolvemos continuar na mesma palhoça, embora tudo nos faltasse. O frio era tanto que nos custava adormecer. O alimento também não era melhor: milho ou farinha de mandioca, que é a comida dos índios; e porque começamos a buscar pelos bosques umas ervas de que se alimentam os papagaios, com este apelido nos chamavam.

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Próprio dos Santos - 19 de novembro
SÃO ROQUE GONZÁLEZ,SANTO AFONSO RODRÍGUEZE SÃO JOÃO DEL CASTILLO, PRESBÍTEROS E MÁRTIRESMemóriaRoque González de Santa Cruz nasceu em 1576 na cidade de Assunção (Paraguai).Era já sacerdote quando entrou na Companhia de Jesus em 1609, e durante quasevinte anos procurou civilizar os índios que habitavam nas florestas daquelas regiões,agrupando-os nas “Reduções” e instruindo-os na fé e nos costumes cristãos. Foimorto traiçoeiramente pela fé, a 15 de novembro de 1628, juntamente com AfonsoRodríguez, espanhol. Dois dias mais tarde, em outra “Redução”, sofreu cruelmartírio João del Castillo, também espanhol, que tinha sido ardente defensor dosíndios contra os seus opressores. Estes três sacerdotes jesuítas, martirizados naregião que hoje é diocese de Santo Ângelo, foram canonizados pelo Papa João PauloII em 1988.
Segunda leitura
Das Cartas de São Roque González, presbítero
(Litt. Annuae P. Rochi González pro anno 1615 [s. d.] datae ad P.Provincialem Petrum Oñate. Ed. [in lingua hispanica] in: Documentos parala Historia Argentina, vol. 20, Buenos Aires 1920, pp. 24-25)
(Séc. XVII)
 Espero que esta cruz seja o princípio para se levantarem muitas outras
Voltando pouco depois para lá encontrei um local onde podia ficar: uma pequena choupana perto do rio; e, passadoalgum tempo, ofereceram-me uma palhoça maior. Dois mesesmais tarde, o Padre Reitor enviou o Padre Diogo de Boroa.Este chegou finalmente na segunda-feira de Pentecostes. Commuita consolação considerávamos como o amor de Deus nos juntava naquelas terras tão longínquas. Dividimos entre nós olimitado espaço da nossa morada, com um tabique feito decanas. Ao lado tínhamos uma capela, pouco maior que o próprio altar em que celebrávamos a Missa. Por eficácia destesupremo e divino sacrifício, em que Cristo se ofereceu ao Paina Cruz, começou ele a triunfar ali, pois os demônios que antescostumavam aparecer a estes índios não se atreveram aaparecer mais, como testemunhou algum deles. Resolvemos
 
Próprio dos Santos - 19 de novembrocontinuar na mesma palhoça, embora tudo nos faltasse. O frioera tanto que nos custava adormecer. O alimento também nãoera melhor: milho ou farinha de mandioca, que é a comida dosíndios; e porque começamos a buscar pelos bosques umaservas de que se alimentam os papagaios, com este apelido noschamavam.Prosseguindo as coisas deste modo, e temendo os demôniosque, se a Companhia de Jesus entrasse nestas regiões, eles perderiam em breve o que por tanto tempo tinham possuído,começaram a espalhar por todo o Paraná que nós éramosespiões e falsos sacerdotes, e que trazíamos a morte em nossoslivros e imagens. Divulgou-se isto a tal ponto que, estando oPadre Boroa a explicar aos índios os mistérios da nossa fé, elestemiam aproximar-se das sagradas imagens, com receio dealgum contágio mortífero. Mas estas ideias foram-sedesfazendo pouco a pouco, sobretudo quando viram com os próprios olhos que os nossos eram para eles como verdadeiros pais, dando-lhes de bom grado quanto tinham em casa eassistindo-os nos seus trabalhos e enfermidades, de dia e denoite, auxiliando-os não só em proveito das suas almas, o que écertamente mais importante, mas também dos seus corpos.E assim, quando vimos consolidar-se o amor dos índios paraconosco, pensamos em construir uma igreja, que, embora pequena e modesta e coberta com palha, apareceu a esta gentemisevel como um pacio real, e ficam atônitos quandolevantam os olhos para o teto. Ambos tivemos de trabalhar com barro para fazer o reboco e para ensinar os indígenas a fazer tijolos. Deste modo conseguimos ter a igreja pronta para o diade Santo Inácio do ano passado de 1615. Neste dia celebramoslá a primeira missa e renovamos os nossos votos. Houve aindaoutros ritos festivos, quanto era possível segundo a pobreza dolugar. Também quisemos organizar umas danças, mas estesrapazes o o rudes que o conseguiram aprendê-las.

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