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Pactos e Política. O modelo lockeano e a ocultação do conflito.

Pactos e Política. O modelo lockeano e a ocultação do conflito.

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Morresi, Sergio.
Pactos e Política. O modelo lockeano e a ocultação do conflito
.
En publicacion:Filosofia política moderna. De Hobbes a Marx 
Boron, Atilio A. CLACSO, Consejo Latinoamericano deCiencias Sociales; DCP-FFLCH, Departamento de Ciencias Politicas, Faculdade de Filosofia Letras eCiencias Humanas, USP, Universidade de Sao Paulo. 2006. ISBN: 978-987-1183-47-0
Disponible en la World Wide Web
:
http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/secret/filopolmpt/17_morresi.pdf 
www.clacso.org
RED DE BIBLIOTECAS VIRTUALES DE CIENCIAS SOCIALES DE AMERICA LATINA Y EL CARIBE, DE LA REDDE CENTROS MIEMBROS DE CLACSO
http://www.clacso.org.ar/bibliotecabiblioteca@clacso.edu.ar 
 
 
373
 Não é raro encontrar ladrões que predicam contra o roubo só paranão ter concorrênciaMiguel de Unamuno
A HISTÓRIA ARGENTINA é pródiga em exemplos de convênios so-ciais, desde os pactos de
San Nicolás de los Arroyos
e do
Cuadrilátero
 até o malogrado
Gran Acuerdo Nacional
, desde o
Tratado de Pilar 
até océlebre abraço entre Perón e Balbín. No entanto, na Argentina atual, fa-lar em ‘pacto’ costuma retrotrair o leitor –de modo quase inevitável– aodocumento subscrito nos anos noventa por Menem e Alfonsín.Antes da assinatura do
Pacto de Olivos
(1993), a política era ‘temade discussão’: a reeleição ou não reeleição de Menem, o modelo sim ouo modelo não, por exemplo, eram questões candentes que importavama todos e que, contra a corrente, recolocavam no centro da cena debatesque haviam estado cuidadosamente arquivados. Após o acordo, a polí-tica sobreviveu apenas alguns meses. Assim, o de Olivos, como tantos
Sergio Morresi*
Pactos e PolíticaO modelo lockeanoe a ocultação do conflito
* Licenciado em Ciência Política (UBA) e doutorando na mesma especialidade (USP).
 
Filosofia Política Moderna374
outros pactos, não supôs o ponto culminante do político, mas sim, pelocontrário, o final do conflito, o fechamento oclusivo da política.
1. P
OR
 
QUE
 
VOLTAR
 
AO
 
JUSNATURALISMO
?
Não são poucas as aproximações analíticas que colocam o pacto comouma instituição privilegiada do campo político. Porém, dentre todos asque poderiam ser trazidas à colação, parece-nos interessante resgataro corpus teórico de Locke. Por que Locke e não, melhor, Hobbes? Ateoria hobbesiana traz aparelhadas inovações que podem ser conside-radas como o ponto de ruptura com o ‘modelo aristotélico’ e, assim, a verdadeira pedra fundamental do contratualismo moderno. Entre essasnovidades encontra-se o
 pactum unionis
, aquele que resume numa sóintervenção a associação dos indivíduos isolados e a sua sujeição a umterceiro (Bobbio, 1986: 95). A partir dessa tese seria possível traçar umalinha divisória não apenas entre Hobbes e os pensadores do contratua-lismo clássico, mas também entre Hobbes e os que, como John Locke,parecem sustentar que há dois pactos, um que conforma a comunidade,e outro que a põe sob um governo civil
1
.A idéia que acabamos de apresentar tem um corolário de grandesignificância: se o segundo pacto (o da sujeição) não é necessário, massim opcional, cabe a possibilidade de não o realizar ou, dado o caso,de desfazê-lo quando se achar oportuno. Essa pareceria ser a visão de,por exemplo, Hannah Arendt, quem contrapõe o modelo ‘vertical’ deHobbes ao ‘horizontal’ de Locke, distinguindo-se este por sua intro-dução de “uma aliança entre todos os membros individuais, que con-tratam para se governarem após terem se vinculado entre si” (Arendt,1999: 94). Desse modo, a decisão de se submeter a um governo aparececomo um ato empreendido livre e racionalmente. Contrária a essa pos-tura, a hipótese que gostaríamos de defender aqui é a de que não há, nateoria lockeana, lugar para dois pactos independentes.Apesar de que a discussão sobre se Locke nos propõe um ou doispactos possa parecer uma questão banal, que interessa apenas aos estu-diosos do jusnaturalismo ou aos neocontratualistas (ambas as espéciesem franco retrocesso), a problemática é axial. A que é que se deve essacentralidade? Para começar, o corpus teórico de Locke é o que serviráde substrato para a doutrina liberal do século dezenove; elucidar se esseembasamento contempla uma comunidade que se auto-organiza, oumelhor, que se auto-sujeita
2
pode ser essencial. Além disso, ainda queem certos âmbitos acadêmicos (Rinesi, 1996: 18; Negri, 1994: cap. V)
1 Embora aqui consideremos Locke dentro da tradição do contratualismo moderno, nãoexiste um acordo completo sobre esse ponto (ver Habermas, 1993).2 A auto-organização implica que o poder reside nos sujeitos pactuantes tanto na origem

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