Para além das janelas há Tecnologia
“
Quando uma porta se fecha, abre-seuma janela
”. É esse ganho e perdade possibilidades que caracteriza atecnologia, que evoluiu juntamentecom a ciência, como duas faces damesma moeda.Por vezes, uma destas janelasabertas está demasiado longe, per-dida nas alturas. Felizmente, Ícaro,Leonardo da Vinci, Bartolomeu deGusmão, os irmãos Wright, maisuma mão cheia de inventores desonhos e uns quantos pilotos cora- josos conseguiram pôr-nos no ar.Gente mais inteligente ainda,inventou o “ escadote ” para estasdistâncias.Continuando a seguir o provér-bio: e se quisermos falar da nossa janela para as dos outros? Há muitoque não precisamos duma boa vozpara chegar aos ouvidos dos maislongínquos vizinhos. Quem não sequer maçar com cartas tem bomremédio! Século XVIII: o telégra-fo. Século XIX: o telégrafo eléctri-co e o telefone. Século XX: o com-putador. 1970: a Internet!Mas antes de sair desta casa fictí-cia, repleta de janelas e ADSL, háque comer alguma coisa. Nunca sesabe se lá fora receberemos algomais. É o risco que os livres pensa-dores têm de correr. Contudo,alguém não dogmático, mas caute-loso, pode usufruir das geleirasrecheadas com blocos de gelo doséculo XIX ou, se preferir, de umfrigorífico dos nossos tempos. Lá,poderá estar guardada uma sanduí-che que, aliás, alguém teve deinventar.Nenhuma janela se abre. E se nãobastar a porta convencional, tenta-doramente aberta? E se este livrepensador, carente de diferentespossibilidades, quiser sair por essa janela fechada? Bem, excluindo aopção da dinamite (mistura feitapela primeira vez por Nobel), émelhor encher a nossa casa, que étambém a nossa vida, com objectosde conforto, decoração, e entrete-nimento... Não esquecer uma PSP:a janela pode demorar muito tem-po a abrir.No entanto, estes preparoslevam-nos a uma condição passiva.Porque não abrir a janela com asnossas próprias mãos? Afinal,melhor criar um milagre do queesperar um milagre. Mas aconteceque, esta janela de que falo, é
a
janela de um provérbio. E esse tipode janelas não se abrem à força.Elas sabem quando devem abrir,para oferecer outra hipótese aomorador.Por isso, aqueles que tentam pas-sar por uma janela fechada têmcomplicações sérias, as suas almasferidas com gravidade. Para issoservem as investigações de muitosmédicos que, ao longo dos tempos,desenvolveram a medicina até oque é hoje. Muito se cura graças aPasteur, Fleming, e William Har-vey. Quem cura os corações despe-daçados destas almas feridas? Umcardiologista.Quem pediria menos do queestas facilidades?Então ouvimos um sonoro“clique!”. A porta fechou-se, a nos-sa janela abre-se! Está na hora defugir das limitações que nos sur-gem dentro de casa. Agora a tecno-logia do futuro será inventada…Por nós.
Ana Isabel Varelas ,nº3,10ºC
2EM DEBATE
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