• Embed Doc
  • Readcast
  • Collections
  • CommentGo Back
Download
 
 
 J A N E I R O / F E V E R E I R O DE 2 0 0 8
www.esec-se-guarda.rcts.pt
 
e-mail: jornalolhar@gmail.com
ANO 1 Nº7
EDITORIAL
Começámos um novo ano e com ele umanova edição do nosso jornal escolar.Nesta edição dedicada à tecnologia, encon-tramos vários textos relacionados com otema, bem como vários trabalhos realizadosna disciplina de Área de Projecto. Divulga-mos também algumas visitas de estudo nesteâmbito, que muito agradam aos nossos alu-nos .Verificamos um crescente interesse porparte de toda a comunidade escolar na parti-cipação do jornal, o que é revelador deempenho por parte de todos neste projecto.É de salientar, que o nosso jornal tambémtem expressão fora da comunidade escolar.Agradecemos o artigo publicado no jornalescolar
Expressão
da Escola Secundária Afonsode Albuquerque.É sempre bom lembrar que todo este pro- jecto partiu da iniciativa da Professora LuísaLourenço.Professora Carla Tavares
Fomos a Constância
No dia 8 de Janeiro os alunos do 9ºano tiveram a oportunidade defazer uma visita de estudo ao Centro de Ciência Viva de Constânciae à Central Termo Eléctrica do Pego.Mais uma visita enriquecedora e que trouxe novos conhecimentosna área da Astronomia e na produção de energia.
“ Deixemos o sexo em Paz ”
No âmbito do Programa de Promoção e Educação para a Saú-de, no dia 10 de Janeiro pais, professores e alunos tiveram aoportunidade de assistir ao interessante espectáculo protagoniza-do pela actriz Maria Paulos no Auditório da Câmara Municipal
.
O que nos traz a Tecnologia...
Nesta edição vários textos reflectem sobre otema da tecnologia e as suas consequências nomundo contemporâneo.
 
Para além das janelas Tecnologia
Quando uma porta se fecha, abre-seuma janela
”. É esse ganho e perdade possibilidades que caracteriza atecnologia, que evoluiu juntamentecom a ciência, como duas faces damesma moeda.Por vezes, uma destas janelasabertas está demasiado longe, per-dida nas alturas. Felizmente, Ícaro,Leonardo da Vinci, Bartolomeu deGusmão, os irmãos Wright, maisuma mão cheia de inventores desonhos e uns quantos pilotos cora- josos conseguiram pôr-nos no ar.Gente mais inteligente ainda,inventou o “ escadote ” para estasdistâncias.Continuando a seguir o provér-bio: e se quisermos falar da nossa janela para as dos outros? Há muitoque não precisamos duma boa vozpara chegar aos ouvidos dos maislongínquos vizinhos. Quem não sequer maçar com cartas tem bomremédio! Século XVIII: o telégra-fo. Século XIX: o telégrafo eléctri-co e o telefone. Século XX: o com-putador. 1970: a Internet!Mas antes de sair desta casa fictí-cia, repleta de janelas e ADSL, háque comer alguma coisa. Nunca sesabe se lá fora receberemos algomais. É o risco que os livres pensa-dores têm de correr. Contudo,alguém não dogmático, mas caute-loso, pode usufruir das geleirasrecheadas com blocos de gelo doséculo XIX ou, se preferir, de umfrigorífico dos nossos tempos. Lá,poderá estar guardada uma sanduí-che que, aliás, alguém teve deinventar.Nenhuma janela se abre. E se nãobastar a porta convencional, tenta-doramente aberta? E se este livrepensador, carente de diferentespossibilidades, quiser sair por essa janela fechada? Bem, excluindo aopção da dinamite (mistura feitapela primeira vez por Nobel), émelhor encher a nossa casa, que étambém a nossa vida, com objectosde conforto, decoração, e entrete-nimento... Não esquecer uma PSP:a janela pode demorar muito tem-po a abrir.No entanto, estes preparoslevam-nos a uma condição passiva.Porque não abrir a janela com asnossas próprias mãos? Afinal,melhor criar um milagre do queesperar um milagre. Mas aconteceque, esta janela de que falo, é
a
  janela de um provérbio. E esse tipode janelas não se abrem à força.Elas sabem quando devem abrir,para oferecer outra hipótese aomorador.Por isso, aqueles que tentam pas-sar por uma janela fechada têmcomplicações sérias, as suas almasferidas com gravidade. Para issoservem as investigações de muitosmédicos que, ao longo dos tempos,desenvolveram a medicina até oque é hoje. Muito se cura graças aPasteur, Fleming, e William Har-vey. Quem cura os corações despe-daçados destas almas feridas? Umcardiologista.Quem pediria menos do queestas facilidades?Então ouvimos um sonoro“clique!”. A porta fechou-se, a nos-sa janela abre-se! Está na hora defugir das limitações que nos sur-gem dentro de casa. Agora a tecno-logia do futuro será inventada…Por nós.
Ana Isabel Varelas ,nº3,10ºC
2EM DEBATE
 
As “novas tecnologias” são verda-deiramente novas… para os maisvelhos! Para os mais jovens fazemnaturalmente parte da sua vida;vêem o seu lado prático e não con-cebem a vida sem estes objectos deestimação.Tal como as outras construçõeshumanas que fascinam, estimulam oimaginário: voltamos a navegar, aenfrentar aventuras e tempestades.Até deparamos com piratas! Ouvestimos-lhe a pele sem o saber! A“substância de que se fazem ossonhos” é que é diferente.A associação com os navegadoresterá algum fundamento? Onde estáa valentia? E o arrojo?É um facto que as navegaçõesestão associadas a perigosos vírus,bem como a antídotos; os frutos,fontes de vitamina C, foram substi-tuídos por software sofisticado,variado e sempre inovador. Apesardas dimensões serem muito distin-tas, é claro para alguns que houveum avanço em termos de mentali-dade: não se impõem ideais ou seevangeliza à força, a solidariedadeem rede é uma realidade onde aespada é substituída pela últimaanedota, PowerPoint, medicina deponta ou conferência entre mentesbem pensantes…Contudo, o avanço mais visível eprofundo é a nível da postura! Hápouco mais de uma década umapessoa a falar sozinha na rua erapercepcionada como uma candidataa entrar num hospital de loucos.Actualmente, é um indivíduo comestilo: só material sofisticado, lin-do, último grito em design. Emsuma, digno de culto ou de inveja.A verdadeira paixão pelo saber eo amor ao Outro passa, por vezes,de forma suave por nós, deparamoscom pessoas que laboram todos osdias nesta área das Novas Tecnolo-gias de Informação (N.T.I.), crian-do programas informáticos e meiosque tentam lutar contra as imper-feições e fragilidades humanas.Assemelham-se a deuses disfarçadosque visitam as escolas, tornam-sefamiliares em hospitais e outroscontextos para mostrar que algunsdesfavorecidos “pela sorte e pelafortuna” podem aumentar um pou-co o seu grau de liberdade e de qua-lidade de vida. E os que continuama espantar-se, maravilham-se com apossibilidade, por exemplo, de umapessoa com paralisia cerebral ouquase moribunda poder só com adeslocação da retina comunicarcom os outros e interagir com omundo que os rodeia com umamaior autonomia.O rumo dos avanços revelou-seimprevisível. O florescimento daInternet soltou sonhos e medos.Alguns críticos apocalípticos fala-ram, por exemplo, do fim doslivros. Aconteceu precisamente oinverso. Actualmente, publicam-selivros sobre tudo, desde “As Últi-mas Novidades sobre o ADN” a“Como Conviver Com os Seus Chi-nelos de Quarto”. A dificuldade dealgumas pessoas é distinguir “o tri-go do joio”. Num tempo em que seatacam os vícios, constato que aInternet me conduz ao meu víciomaior: devorar livros! Curiosamen-te alguns consideram-no uma virtu-de!Devaneio? Não sei.Uma certeza: não passo sem omeu telemóvel última geração e oportátil comprado a prestaçõessegundo a última moda!Sonho com um quadro interacti-vo em todas as salas de aula. Esperoque me iluminem! Não fiquemestarrecidos, pois sou do tempo dosquadros e dos ponteiros de ardó-sia...
Professora Ana Pinho
Sofisticados ou Primitivos?
3EM DEBATE
of 00

Leave a Comment

You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...
You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...