Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
11Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR

COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR

Ratings:

5.0

(1)
|Views: 4,291 |Likes:
Published by steagall

More info:

Published by: steagall on Mar 15, 2008
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

01/10/2013

pdf

text

original

 
COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR
PADRONIZAÇÃO DA CONDUTA FRENTE AOS
CONTACTANTES DE VARICELA
 
Última revisão: julho 2005No Instituto de Infectologia “Emílio Ribas” são internados pacientes comdiferentes patologias infecciosas, alguns que podem ser propagados por viaaérea, outros por contato com material biológico que contenha o agenteagressor.Um dos principais agentes de transmissão respiratória em nosso hospitalé o vírus da varicela. De janeiro de 1990 a junho de 1999, foram notificados 42casos de varicela ou zoster hospitalar, sendo 14 casos em adultos (na maioriados casos, por reativação de processo endógeno) e 28 em crianças (na maioriados casos, adquiridos no IIER por o adão das recomendões deisolamento de CCIH). Desde 1999, verificamos 03 casos de varicela entreresidentes e estagiários de nosso hospital. Considera-se que grande parte doscasos é evitável.No intuito de minimizar os casos adquiridos no IIER, a CCIH recomendaque todo caso de Varicela/Zoster disseminado seja colocado sob
isolamentotipo 3N95
até o desaparecimento completo de todas as vesículas. Algunscasos de zoster localizado em pacientes imunocompetentes poderão ser colocados sob isolamento tipo 2 após discussão com a equipe da CCIH.Em relação aos contactantes recomendamos:1)
 
Todos os contactantes suscetíveis (sem antecedentes de varicela) farãoisolamento respiratório entre o
10
o
e o 21
o
dia
após contato com o pacientecom varicela ou zoster. Os pacientes contactantes deverão ter a sua altaagilizada quando possível. Os casos que evoluírem para varicela seguem asnormas anteriores.
2)
Pacientes contactantes suscetíveis que receberam transfusão ou imunoglobulina terão seu período de observação e isolamento prorrogados até 28 dias.
 
3)
 
<![endif]>
VZIG
(imunoglobulina antivaricela/zoster) deve ser administradonos contactantes imunodeprimidos suscetíveis, nas primeiras 96 horas após aexposição. O uso de IVIG (imunoglobulina comum), apesar de poder atenuar oquadro, não substitui VZIG.4)
 
Aciclovir 
- pode ser usado na dose de 800 mg (20 mg/Kg), 4x por dia, paraos pacientes imunodeprimidos e, a critério médico, para os demais pacientes;deve-se iniciar a droga entre o 7
o
e 9
o
dias após o contato e a droga deve ser administrada por sete dias. 
Referências:
1-
Haiduven
, D.J.; Hench, C.P.& Stevens, D.A. - “Postexposure VaricellaManagement of Nonimmune Personnel: An Alternative Approach”. Infect.ControlHosp.Epidemiol., 1994, 15: 329-34.2-
Arvin
, A.M.- “Progress in the Treatment and Prevention of Varicella”.Curr.Opinion Infect.Dis., 1993, 6: 553-7.3-
Asano
, Y.; Yoshikawa, T.; Suga, S.; Kobayashi, I.; Nakashima, T.; Yazaki, T.;Ozaki, T.; Yamada, A. & Imanishi, J. - “Postexposure Prophylaxis of Varicella inFamily Contact by Oral Acyclovir”. Pediatrics, 1993, 92(2): 219-22.
Comissão de Controle de Infecção Hospitalar- IIER - Abril/2001Atualizado em Julho/2005
 
PROPOSTA DE TERAPÊUTICA EMPÍRICA INICIAL PARA PNEUMONIAS COMUNITÁRIAS EM PACIENTES HIV -POSITIVOS NO IIER 
 Elaboração: Najara Andrade (R3 – 2002) e Núcleo Executivo da CCIH do IIER.
 Última revisão: julho de 2005
 
 
1.
INTRODUÇÃO
 Sabe-se que mais de 70% dos pacientes desenvolvem alguma complicação pulmonar durante a evolução dainfecção pelo HIV, sendo o pulmão o órgão mais freqüentemente acometido na AIDS. As manifestações pulmonaresvariam desde infecções oportunistas (pneumocistose, tuberculose, citomegalovirose, sarcoma de Kaposi, etc) atéinfecções bacterianas e virais e a sua incidência tem mudado enormemente após introdução da terapia anti-retroviralde alta potência (HAART) (Benito et al., 2001).Desde o início da epidemia da AIDS, a incidência de pneumonias bacterianas entre pacientes infectados peloHIV tem sido maior que na população em geral, variando de 1,93 a 19,2 por 100 pacientes/ano e está relacionada comelevada morbidade e aumento nos custos de tratamento (Park et al). De acordo com os critérios do CDC, a pneumoniarecorrente é, desde 1992, uma doença definidora de AIDS. Convém considerar que o uso do HAART, além de prevenir aocorrência de todas as demais infecções oportunistas do paciente HIV+, alterou também a incidência de pneumoniacomunitária (de 10,7 para 7,7 pessoas/ano – p=0,01) e hospitalar (de 2,4 a 0,8 pessoas/ano – p=0,003) (de GaetanoDonati et al., 2000).Alguns fatores de risco têm sido associados à ocorrência de pneumonia em pacientes HIV positivos.Tumbarello et al (1998), em um estudo caso controle retrospectivo, avaliou 350 episódios de pneumonia em 285pacientes HIV + e definiu como fatores de risco, na análise multivariada, uso de drogas EV (p<0,001); tabagismo(p<0,001); cirrose hepática (p=0,04); pneumonia anterior (p=0,04) e CD4 < 100 (p<0,05). Neste estudo, a taxa decaso-fatalidade foi 27%; CD4<100 (p=0,02), neutropenia (p=0,04); PaO2<70 (p=0,01) e Karnofsky<50 (p=0,04)foram indicadores independentes para mortalidade. Navin et al (2000), em um estudo prospectivo avaliando 288pacientes HIV+ com pneumonia identificou, na análise multivariada, os seguintes fatores de risco associados:hospitalização nos últimos 6 meses (OR=6,37); contato com irritantes químicos (OR=3,55); uso de drogas inalatórias(OR=2,12). Neste mesmo estudo o uso profilático de sulfametoxazol-trimetoprim e fluconazol e o uso de HAARTmostraram-se fatores protetores para a ocorrência de pneumonia (OR=0,24, 0,28 e 0,50 respectivamente).Apesar de todas as evidências no que diz respeito à incidência e gravidade das pneumonias em pacientesHIV+, os guias atuais para tratamento de pneumonia não abordam pacientes imunocomprometidos. Desta forma, nãohá nenhuma referência recente que discuta a melhor abordagem terapêutica neste grupo de pacientes, o que faz comque as condutas sejam individualizadas e não padronizadas. No entanto, cada vez mais esta padronização se faznecessária à medida que novos conhecimentos sobre incidência, fatores de risco, gravidade, morbi-mortalidade eetiologia são divulgados em publicações científicas, o que pode contribuir para a melhoria da qualidade da assistência.
 
GENTES ETIOLÓGICOS MAIS COMUNS 
Não são muitos os estudos que avaliam os agentes etiológicos mais comunscausadores de pneumonia em pacientes soropositivos. (Tumbarello et al.,1998; Baril e Green, 2000; Afessa, et al; Park et al; Cordero et al., 2002;Rimland et al., 2002). Em todos estes estudos, o diagnóstico etiológico não foiconhecido em cerca de 50% dos casos. Nas situações em que se pôde definir o agente bacteriano causador do quadro broncopneumônico observou-se que o
Streptococcus pneumoniae
foi o agente mais prevalente com incinciavariando de 13 a 46%. Outros principais agentes descritos em ordem defreqüência são o
Haemophilus influenzae
(4 a 18,2%) e a
Pseudomonasaeruginosa
(6,2 a 28%). Outros agentes como
Staphylococcus aureus
, outrasbactérias Gram negativas, enterobactérias e rus ocorrem com menofreqüência e a sua participação como agente causador de pneumonia dependeda população estudada. Um dado relevante destes estudos é que a ocorrênciadas bactérias ditas “apicas” (
Chlamydia, Mycoplasma
e
Legionella
) naetiologia das pneumonias em pacientes HIV positivos não tem se mostradosignificativa (aproximadamente 3%), o que não justifica a cobertura destesagentes na terapêutica antimicrobiana empírica inicial destes pacientes.No que diz respeito à gravidade relacionada ao agente etiológico sabe-se que o pneumococo é o agente mais comumente relacionado à bacteremia

Activity (11)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Glaucia Barroso liked this
Lais Pisetta liked this
Ronaldo Campos liked this
Lucas Barreto liked this
iury farias liked this
curiao liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->