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A Supervisão na Escola -coordenadores

A Supervisão na Escola -coordenadores

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A Supervisão na Escola – o papel do gestor intermédio
Ana Margarida PenhaProfessora do 3º cicloMestranda em Supervisão e Coordenação da Educação
Resumo
: o interesse pela supervisão surge entre nós numa fase relativamente recente e, ainda assim, bastante limitado, sobretudo inicialmente, ao acompanhamento de estágios de formação inicial de professores. No entanto, alterações recentes na legislação que regula o Estatuto da Carreira Docente, aAvaliação de Desempenho do Pessoal Docente e as propostas de alteração ao Regime de Autonomia eGestão das Escolas vêm colocar em relevo as funções supervisivas, nomeadamente ao nível das estruturasde gestão intermédia, funções essas que não faziam parte do quotidiano das escolas e não têm sidoobjecto de estudos aprofundados entre nós.
Palavras-chave
: supervisão; gestão intermédia; escola reflexiva; desenvolvimento profissional
“ Os supervisores do ensino terão que ir ao baile e conduzir a dança”
Harris (2002, p.197)
Introdução:
Embora tradicionalmente a noção de supervisão educativa em Portugal tenhaestado ligada quer à formação inicial de professores, quer à função de carácter inspectivorealizada por elementos exteriores à escola, alterações recente ao Estatuto da CarreiraDocente, à Avaliação de Desempenho dos Professores Auto-avaliação e AvaliaçãoExterna das escolas e até a proposta de alteração ao regime de gestão dosestabelecimentos de ensino e sua autonomia, vieram colocar em relevo as funções deliderança ou gestão intermédia. Este nível intermédio de gestão, no que respeita àsupervisão educativa engloba funções que, embora já contempladas em normativosanteriores, o estavam presentes nas práticas quotidianas das escolas nemtradicionalmente documentadas em estudos efectuados entre nós. Neste sentido, é nosso propósito proceder a uma curta análise da literaturarelativa à supervisão a nível da escola, em especial no que concerne às funções a nívelda referida gestão intermédia. Assim, procuraremos numa primeira fase estabelecer aevolução do conceito de supervisão entre nós, para posteriormente analisarmos astendências emergentes e suas potencialidades para o desenvolvimento dos professores,das organizações escolares e da qualidade do ensino.
A evolução do conceito de supervisão
3
 
O interesse pela supervisão surge, entre nós, numa fase que podemos considerar recente, sobretudo se comparada com países como os Estados Unidos da América e aAustrália. Com efeito Alarcão e Tavares referem que a primeira edição, datada de 1987,da obra
Supervisão da Prática Pedagógica. Uma Perspectiva de Desenvolvimento e Aprendizagem
, não suscitou aparentemente grande interesse junto do público num primeiro momento, tendo no entanto, e posteriormente, vindo a ser progressivamente procurado de tal forma que se tornou necessária uma 2ª edição. As explicações que osautores apontam para o facto revelam-nos bastante sobre a evolução que o conceito temtido entre s. Referem que, num primeiro momento, o termo supervisão teria provocado algumas reacções adversas quer pela sua utilização na esfera educativa, quer  por desconhecimento do conceptualismo que encerra. Na sua opinião a designaçãocomportava conotações de poder e de formas de relacionamento sócio-profissionais a eleligadas pelo que, a sua aceitação relacionada com a formação de professores ou“orientação da prática pedagógica”, foi um processo gradual e lento e ainda nãocompleto. Ainda no âmbito da história da supervisão entre nós os autores atribuem aalteração de interesse e procura pela obra ao facto de os contextos supervisivos, à data da1ª edição da obra, estarem limitados ao acompanhamento dos estágios de formaçãoinicial, e de não existir formação em supervisão, situação que se alterou profundamentenos anos 90 com a criação de cursos de mestrado, de formação especializada, pós-graduada, de doutoramentos e mesmo a publicação de livros e artigos científicos,considerando que os portugueses distinguem hoje os dois sentidos do termo: a
unção de fiscalização e superintendência,
e a ideia de acompanhamento do processo formativo.Os investigadores portugueses contribuíram para desenvolver quadros de referência próprios, apesar de influenciados pelos contextos do mundo anglo-saxónico, mascontextualizando-os à realidade portuguesa. A conceptualização sobre supervisão e a sua prática estendeu-se então a outras áreas profissionais, com destaque para a formação emenfermagem, e o tema conheceu um grande desenvolvimento que acompanhou asabordagens de formação de professores, e ganhou também relevância no que respeita aos processos de desenvolvimento profissional, adquirindo uma dimensão reflexiva e auto-formativa e de investigação das próprias práticas de cada um. Assim, para os autores, eneste prefácio à segunda edição da obra, “a supervisão é uma actividade que visa odesenvolvimento e a aprendizagem dos profissionais”(Alarcão e Tavares, 2003, pp. 3-6).Por outro lado, as mudanças ocorridas na sociedade no sentido de uma maior complexidade e heterogeneidade tiveram reflexos na escola e nas actuações dos seus4
 
 profissionais – professores e outros agentes. À semelhança do que sucede actualmenteem várias outras profissões, a actuação do professor tem de ser realizado em equipa, e oseu saber profissional deverá emergir do diálogo com os outros e através da adopção deobjectivos comuns. Assim, o individualismo que tem caracterizado a profissão deveráser abandonado, e a aprendizagem e desenvolvimento profissional deveseestabelecido com base na partilha, no confronto com os outros, e no contexto profissional.Ora, como refere Alarcão (2001, p.18): “A supervisão em Portugal tem sido pensada, sobretudo, por referência ao professor (em formação inicial) e a sua interacção pedagógica em sala de aula.” No entanto defende que a actual conjuntura implica que asupervisão adquira também a dimensão colectiva no sentido da melhoria da qualidadenão só na sala de aula, mas em toda a escola. Assim sendo, a autora procede ao quedenomina de uma
reconceptualização
da supervisão, cujo objectivo passa a considerar ser “o desenvolvimento qualitativo da organização escola e dos que nela realizam o seutrabalho de estudar, ensinar ou apoiar a função educativa através de acções individuais ecolectivas, incluindo a formação de novos agentes” (ibidem). Por sua vez, considera queo supervisor, fruto desta reconceptualização, surge como um “líder ou facilitador” (idem, p.19) de uma uma escola enquanto comunidade que aprende. A acção deste supervisor, poderá estender-se desde o nível de integração de novos professores na profissão,incluindo estagiários, até ao nível do departamento curricular, ou de qualquer outracomunidade que se constitua com objectivos de desenvolvimento profissional. Dado quelhe compete “facilitar, liderar ou dinamizar (consoante os casos), comunidadesaprendentes no interior da escola”, (Alarcão, 2002, p.232) e para que possam manter emequilíbrio a tensão entre as forças opostas – liberdade individual dos profissionais eorganização sistémica – a autora defende que os supervisores terão necessariamente deconhecer bem o “pensamento institucional estratégico e saber estabelecer as relaçõesentre reflexão, planificação, acção, avaliação e monitorização. (ibidem)Quanto às funções de supervisão no contexto actual, e dado que os supervisoresfazem parte de uma equipa na qual colaboram mas cujo responsável último é o gestor, aautora desdobra aquela que considera a
 função macroscópica
– fomentar ou apoiar contextos de formação que se traduzam numa melhoria da escola com reflexos nodesenvolvimento profissional dos agentes educativos e na aprendizagem dos alunos – nas seguintes: a) colaborar no projecto de desenvolvimento da escola; b) colaborar no processo de auto-avaliação institucional e analisar as suas implicações; c) criar ou apoiar 5

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