Terceira Igreja Batista do Plano Piloto // EBD: Visão certa, mundo incerto // 22 novembro 2009
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A abordagem pós-modernista também arma que cada grupo é o mais qualicado para escrever sua história. Assim,é melhor que mulheres escrevam sobre sua história, por exemplo. No entanto, poucos estão dispostos a aceitar que aigreja seja responsável principal pela escrita de sua história, o que explica muitas injustiças cometidas ao se lidar coma história dos cristãos.Outro problema que surge do pós-modernismo é o revisionismo radical que muitos adeptos abraçam. Para eles,nenhum ato pode ser conável. Daí surgem absurdos como aqueles que tentam negar o Holocausto ou historiadoresque não relatam os horrores da antiga União Soviética.Muitos acreditam até hoje no mito da neutralidade da história, como se os proessores dessa disciplina ossem aquelescapazes de desmascarar a realidade em que vivemos.Porém, nem tudo aconteceu como os modernistas gostariam. O otimismo em relação à humanidade oi abalado pelas duasgrandes guerras e outros desastres. O século XX é considerado um dos mais violentos e amorais da história, demonstrandoque não estávamos tão próximos da iluminação quanto pensávamos. Além disso, o pensamento cienticista muitas vezesse mostrou alho, e requentemente incapaz de chegar à certeza.Com isso, levanta-se
o pensamento pós-modernista
, negando a possibilidade de o homem ter absoluta certeza sobre arealidade. Enquanto os modernistas tentaram matar Deus, os pós-modernistas declaram a morte do homem e da razão.Não existe certeza na história, o que tínhamos era apenas a visão de grupos opressores.Assim, os historiadores passam a desconar de toda e qualquer teoria histórica proposta por aqueles grupos que sãoconsiderados “maioria”: homens, brancos, heterossexuais, cristãos, capitalistas, etc. A partir de agora, cada classe oprimidadeve elaborar sua própria visão da história, levando em consideração seu grupo: mulheres, negros, índios, gays, etc. Adisciplina da história se torna um conjunto de “micro-histórias”, e as maiorias tornam-se os vilões delas.Em parte, essa abordagem pode nos ajudar a entender melhor a história, pois realmente a desvalorização das minoriasacaba ocorrendo, por descuido ou mesmo intencionalmente. No entanto, é preciso tomar cuidado para não exagerar. Opensamento pós-moderno tenta deender a diversidade dessas abordagens, pois nenhuma procura ser a dona da “verdadereal”. Todas são válidas. Porém, muitos se negam a aceitar qualquer oposição a essas minorias. Assim, vemos a valorização,por exemplo, da cultura aricana, mas o desprezo pela cultura europeia, como se uma osse mais respeitável que a outra.É como se o movimento anti-opressão passasse a oprimir aqueles que não se conormam a eles. A disciplina da história vira pretexto para panfetagem.
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Em deesa da tolerância para todos os grupos sociais, criando suas próprias e equivalentes “verdades” válidas, subjetivas sobre a história e de acordo com as perspectivas de cada grupo, ironicamente, os pós-modernistas abriram a porta para que as pessoas escrevam qualquer coisa que promova umacausa, até mesmo aquelas sem nenhum undamento válido.
(Clyde P. Greer Jr)
Como o cristianismo entende a história da humanidade? Com isso, não estamos tratando da disciplina cientíca, masrealmente da História em si. Que pressupostos abraçamos?
Linearidade:
Dierente do que pensam muitos historiadores seculares e lósoos gregos, não vivemos em um ciclo de eventos.Marx via a história como a luta de classes, que se repetiria até que alguém abraçasse suas doutrinas. Para o cristianismo, ahistória tem um início e caminha para um nal. Não vivemos dentro de uma máquina que mexe suas engrenagens eternamente.Como Paulo, podemos entender a história como o algo que não se repete.
Pressupostos cristãos
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