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0-trabalho biossegurança-o uso de epi

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05/13/2013

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O Uso de EPI’s
O uso de EPI é uma exigência da legislação trabalhista brasileira através de suas NormasRegulamentadoras o não cumprimento da lei acarreta ações de responsabilidade cível epenal, além de multas aos infratores.De qualquer forma, o uso do EPI deve ser limitado,procurando-se, primeiro, eliminar ou diminuir o risco, com medidas de proteção geral. Quandoseu uso for inevitável, faz-se necessário tomar certas medidas quanto à sua seleção eindicação, pois o uso e fornecimento dos EPI é disciplinado pela NR-6. O EPI tem a função deproteger individualmente cada trabalhador de lesões quando da ocorrência de acidentes detrabalho e doenças ocupacionais.Portanto, o EPI não evita os acidentes em si, mas protege o trabalhador quando o riscoestá ligado à função/cargo do trabalhador e exposição ao agente. O uso de equipamento deproteção individual é realizado sempre que as medidas de proteção coletiva (EPC) nãooferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes no trabalho ou de doençasprofissionais,: enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas equando a atividade do trabalhador apresenta risco ocupacional em função do tipo de agente(químico, físico ou biológico), quantidade e tempo de exposição do trabalhador ao agente,sensibilidade individual do trabalhador e toxicidade do agente.O EPI deve ser usado quando de fato for necessário , a generalização contribuiimensamente para banalização dos equipamentos que acabam virando quase que partes dosuniformes das empresas. A seleção deve ser feita por pessoal competente, conhecedor nãosó do equipamento como, também, das condições em que o trabalho é executado. É precisoconhecer as características, qualidades técnicas e, principalmente, os graus de proteção queo equipamento deverá proporcionar.O Ministério do Trabalho atesta a qualidade de um EPI através da emissão do certificadode aprovação (C.A.),portanto, o C.A. é obrigatório para o EPI. Outro certificado emitido peloMinistério do Trabalho visando cadastrar os fabricantes de EPI é o Certificado de Registro deFabricante (C.R.F.).O Ministério do Trabalho ainda emite a importação de EPI, para os EPI’s deoutros países que são comercializados no Brasil, através do Certificado de Registro deImportação (C.R.I.).Toda empresa deve cobrar estes certificados como forma de garantia dequalidade do EPI adquirido e seriedade do fabricante.Caso o trabalhador se omitir ou recusar, sem justificativa, a usar o EPI fornecido, estaráprevisto punição estabelecida em lei. Muitos trabalhadores se valem de mitos para justificar anão-utilização de EPI, prática que deve ser desencorajada em qualquer ambiente de trabalho:O EPI é desconfortável, atualmente as empresas que fabricam EPI têm a preocupação deconfeccioná-lo com materiais leves e confortáveis ; a sensação de desconforto pode estarassociada a falta de treinamento e uso incorreto do EPI.O EPI é caro, de um modo geral o investimento com EPI é pouco em relação aos outrosinvestimentos no ambiente de trabalho e bem inferiores aos gastos com primeiros socorros,licenças por acidente de trabalho por falta de EPI ou redução da produtividade do trabalho eda produção da empresa por lesão no trabalhador ou afastamento deste.O Aplicador Profissional não usa EPI,o trabalhador que exige o EPI deve ter consciência dorisco no ambiente de trabalho e da importância de proteger sua saúde, sendo um exemplopara a equipe. O processo de educação do trabalhador é uma atividade constante.
 
O Uso de EPI’s na Enfermagem
A exposição ocupacional a material biológico é uma das questões mais proeminentes naárea da Saúde, pois coloca o profissional de saúde em risco de adquirir infecçõestransmitidas por via sanguínea. Dentre essas infecções, as mais preocupantes são a AIDS,a hepatite B e a hepatite C.A complexidade dos procedimentos realizados durante o atendimento pré-hospitalar aousuário têm se tornado cada vez mais freqüentes, tais como realização de entubação,aspiração de conteúdo traqueal, ráfia de vasos por amputação traumática, contenção dehemorragias por outras lesões, acesso central e periférico, massagem cardíaca a céuaberto, dentre outras. Tais procedimentos tornam o profissional do atendimento pré-hospitalar tão susceptível aos riscos ocupacionais e acidentes de trabalho quanto qualqueroutro que preste assistência à saúde. Esses riscos de contaminação aumentam de acordocom a função do profissional na equipe, na proporção direta em que este contato é maiore mais direto com o paciente .Dessa forma, para reduzir o risco de transmissão, principalmente de hepatite B e HIV, ede acidentes ocupacionais por exposição a material biológico e possíveis infecções sãonecessárias medidas preventivas . Para isso, em 1996, o CDC (Centers for Disease Controland Prevention, Estados Unidos) editou recomendações a serem adotadas no atendimentode todo e qualquer paciente independente de seu diagnóstico, denominado precauçõespadrão . Tais medidas incluem a higienização das mãos, o uso de equipamento deproteção individual (EPI), a vacinação contra a hepatite B e o descarte adequado demateriais pérfurocortantes . No Brasil, em 1998, o Ministério da Saúde emitiu a Portaria nº.2.616 que contempla as diretrizes e normas para a prevenção e o controle das infecçõeshospitalares, além das ações mínimas necessárias a serem desenvolvidas com vistas àredução máxima possível da incidência e gravidade das infecções hospitalares, compondoo Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH). Em seus anexos, a Portaria tratada organização dos PCIH, conceitos e critérios diagnósticos das infecções hospitalares,vigilância epidemiológica e indicadores epidemiológicos das infecções hospitalares, sendoque, no anexo IV trata exclusivamente da padronização da lavagem de mãos, e por fim asconsiderações gerais.Acidentes durante a realização de cirurgias, por exemplo, ocorrem geralmente pelautilização dos dedos para segurar os tecidos e realizar a sutura e pela palpação da pontada agulha de sutura com o dedo indicador da mão não dominante. Nesse sentido, luvascirúrgicas com reforço na área dos dedos mais freqüentemente expostos têm sidodesenvolvidas para prevenir a exposição percutânea com agulhas de sutura.A determinação das características dos acidentes associados à realização dedeterminado procedimento, obtida a partir da vigilância das exposições ocupacionais amaterial biológico, tem permitido o desenvolvimento de novos equipamentos de proteção.Outras intervenções têm sido enfatizadas para prevenir o contato com sangue e outrosmateriais biológicos. Entre elas: a implementação de ações administrativas; as medidas decontroles de engenharia para melhorar a segurança das agulhas para os profissionais desaúde; as mudanças nas práticas de trabalho visando à implementação e aodesenvolvimento de uma política específica da revisão de procedimentos e treinamentodos profissionais; e a adequação dos equipamentos de proteção individual.
 
Alguns dos equipamentos mais usados no estabelecimento de saúde:
Máscaras
Luvas
Avental, pró-pé e gorros descartáveis
Dosimetros
Óculos de proteção
Protetor auricular
 Treinamento e conscientização
O foco do treinamento passa ser a educação para a consciência e seu objetivo, odesenvolvimento de competências cognitivas, psicomotoras e com atitude para vencer osobstáculos para seguir as precauções padrão. As atitudes positivas em relação áSegurança vão muito além do comportamento no local de trabalho. A gerência e asupervisão querem ver mudanças que reflitam também em mudanças na percepção daspessoas. Por exemplo, cooperação, envolvimento em reuniões receptividade aos assuntosde Segurança. Um sistema de valores que dá importância à Segurança vai se manifestarnesses tipos de comportamento e em conseqüência em funcionários que valorizem cadavez mais a sua Segurança.Além disso, espera que os funcionários comecem a discutir assuntos de Segurança e atrazer suas preocupações antes que o supervisor o faça. Um comportamento pró-ativocomo esse só acontece quando os funcionários estão sintonizados nos esforçospreventivos.Os empregados devem receber orientações sobre a operação de equipamentos,instruções padrões mínimos de Segurança . Essa orientação, mais focada para as técnicaspreventivas e equipamentos adequados, é baseada no comportamento, os funcionáriosassim aprendem quais são os mecanismos de Segurança mais indicados e como elesdevem realizar as suas atividades da maneira mais segura possível.O documento intitulado “Acidentes com agulhas: afiando sua consciência”,desenvolvido por membros executivos e consultores de Serviços de Saúde na Escócia,preconiza que estas instituições estabeleçam maneiras educativas inovadoras paraaumentar a conscientização dos profissionais de saúde sobre os riscos relacionados àmanipulação e descarte de agulhas. Sendo as precauções-padrão uma medida deprevenção primária da exposição ocupacional a material biológico é indiscutível anecessidade de buscar estratégias de intervenção capazes de modificar o comportamentodos profissionais de saúde a favor da segurança.
Mau uso dos EPI’s: Acidentes
Particularmente para os profissionais de saúde, o uso de barreiras de proteção deve serconduta priorizada.Nos casos dos agentes químicos e físicos, os EPIs devem ser adotadostanto quanto todas as outras possibilidades (equipamentos de proteção coletiva, controleda fonte). No caso dos agentes biológicos, como em grande parte das situações éimpossível ou inviável o controle da fonte ou do ambiente como um todo, as barreiras deproteção, representadas nesse caso pelos EPIs, devem estar presentes em todas assituações que ofereçam risco, mesmo que potencial.

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