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Utilizacao de Medicamentos Revisao.leite.vieira.veber

Utilizacao de Medicamentos Revisao.leite.vieira.veber

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Estudos de utilização de medicamentos:uma síntese de artigos publicados no Brasil e América Latina
Drug utilization studies: a synthesis of articles publishedin Brazil and Latin America
Silvana Nair Leite
1
Mônica Vieira
2
Ana Paula Veber
2
1
Mestrado em Saúde eGestão do Trabalho, Cursode Farmácia, UNIVALI. RuaUruguai 458, Caixa Postal360, Bloco 27, Centro.88316-300 Itajaí SC.snleite@univali.br
2
Centro de Informaçõessobre Medicamentos deSanta Catarina, UNIVALI.
793
R VI   S Ã  OR VI   W
Abstract
With the advancements in pharmaco-therapy, medicaments turned into important ele-ments and powerful tools in the recovery and main-tenance of health and quality of life. However, thereare risks associated with their use that can be min-imized by investing in drug utilization studies.The objective of this study is to analyze publica-tions in the field of drug utilization with regard tothe kinds of results obtained and their contribu-tion to therapeutic interventions. Twenty sevenstudies on drug utilization selected from the Scieloand Lilacs bases were analyzed as refers to their objectives, kind of study, selected population and sample, methods used and most relevant results.The results of the analyzed papers were discussed according to their analytic categories, prevalenceof medicine consumption, factors related to theuse of medicines, self-medication, the organiza-tion of the health services, perception of the medi-cament and adherence to therapy. In most cases,the suggestions of the authors were limited to theneed of informing the patient. It is concluded that the information constructed by the drug utiliza-tion studies could be the beginning of the desired change in the professional practices.
Key words
 
 Drug utilization studies, Pharmacoep-idemiology, Rational use of drugs
Resumo
O medicamento tem se convertido emelemento importante na recuperação e garantiada qualidade de vida; no entanto, há riscos evitá-veis associados a seu uso. Neste contexto, o objeti-vo deste trabalho foi analisar as publicações deestudos de utilização de medicamentos quanto aostipos de resultados obtidos e suas contribuições para as intervenções terapêuticas. Foram anali-sados 27 artigos sobre estudos de utilização de me-dicamentos selecionados nas bases de dados Scieloe Lilacs em relação a objetivos, tipo de estudo, população e amostra selecionada, métodos de es-tudo e resultados mais relevantes. Os resultadosdos artigos analisados foram discutidos a partir das categorias analíticas, criadas através da sele-ção dos temas emergentes da análise, prevalênciado consumo de medicamentos, fatores relaciona-dos ao uso de medicamentos, automedicação, or-ganização dos serviços de saúde, percepção domedicamento e adesão à terapia. De forma geral,as sugestões dos autores restringiram-se à neces-sidade de prestar informação ao paciente. Con-clui-se que as informações construídas pelos estu-dos de utilização de medicamentos podem ser ocaminho inicial para a mudança tão almejadanas práticas profissionais.
Palavras-chave
 
 Estudos de utilização de medi-camentos, Farmacoepidemiologia, Uso racionalde medicamentos
 
794
   L  e   i   t  e ,   S .   N .
  e   t  a   l .
Introdução
Os progressos da terapêutica medicamentosatêm sido notáveis, desde o aparecimento dos pri-meiros antiinfecciosos na década de 1930 e 1940,tendo a terapêutica farmacológica influenciadofortemente a redução de morbidade e mortali-dade ao longo do século XX. Neste período tam-bém, o medicamento deixou de ser somente uminstrumento de intervenção terapêutica para con-verter-se em um elemento complexo – técnico esimbólico – na sociedade ocidental
1
.Os medicamentos têm-se convertido em ele-mentos de primeira ordem que constituem emferramentas poderosas para mitigar o sofrimentohumano. Produzem curas, prolongam a vida eretardam o surgimento de complicações associ-adas a doenças, facilitando o convívio entre oindivíduo e sua enfermidade. Além disso, é pos-sível considerar o uso apropriado e inteligentedos medicamentos como tecnologia altamentecusto-efetiva, uma vez que pode influenciar, demodo substantivo, a utilização do restante docuidado médico. Por outro lado, podem aumen-tar os custos da atenção à saúde se utilizadosinadequadamente e ou levar à ocorrência de rea-ções adversas a medicamentos
2
. De acordo comdados da OMS, os hospitais gastam de 15% a20% de seus orçamentos para lidar com as com-plicações causadas pelo mau uso de medicamen-tos
3
. Os riscos associados à terapêutica podemser minimizados pelo investimento na qualidadeda prescrição e dispensação de medicamentos; jáque esta simboliza importante dimensão do pro-cesso terapêutico, a integração entre prescritorese dispensadores permite, através da combinaçãode conhecimentos especializados e complemen-tares, o alcance de resultados eficientes, benefician-do o paciente
2
.Pesquisadores brasileiros vêm dedicando-secada vez mais a estudos de utilização de medica-mentos (EUM), incorporando aos mesmos as-pectos relevantes no contexto da saúde pública;isto é, os estudos nascem de preocupações sani-tárias que procuram gerar informações que pos-sam ser usadas para transformar positivamentea realidade observada
4
. Na área farmacêutica, édada mais ênfase aos estudos farmacoepidemio-lógicos que utilizam métodos quantitativos, po-rém reconhecendo que a utilização de medica-mentos é um fenômeno complexo, resultado deabordagem qualitativa que pode colaborar nacompreensão do fenômeno “utilização de medi-camentos”, possibilitando a geração de práticasprofissionais, como prescrição e atenção farma-cêutica, culturalmente mais apropriadas. Pode-mos considerar um marco, neste contexto, a re-cente publicação do novo guia de investigação deuso de medicamentos da Organização Mundialda Saúde, que recomenda a utilização de méto-dos de pesquisa qualitativos, além da já estabele-cida farmacoepidemiologia
5
.Neste contexto, o objetivo deste trabalho éanalisar as publicações de estudos de utilizaçãode medicamentos publicados no Brasil e na Amé-rica Lática quanto aos tipos de metodologia uti-lizados, os objetivos a que se destinam, os resul-tados obtidos e suas possíveis contribuições paraa prática profissional.
Metodologia
Foram selecionados todos os artigos publicadosnas bases de dados Scielo e Lilacs até dia 17 denovembro de 2004, indexados pelos seguintesdescritores: na base Scielo, o descritor utilizadofoi “uso de medicamentos”, encontrando-se 53artigos; na base Lilacs, utilizou-se o descritor “far-macoepidemiologia”, localizando-se 47 artigos.Foram excluídos, por não se enquadrarem noscritérios do estudo proposto, os artigos de revi-são/debate, interação medicamentosa, sistema deinformação de medicamentos e avaliação de te-ses. Assim, foram obtidos 35 artigos diferentes;após a seleção foi realizada uma análise mais de-talhada dos mesmos, na qual alguns artigos nãoforam considerados para o estudo, pois não tra-ziam informações primárias sobre Estudos deUtilização de Medicamentos, somando um totalde 27 artigos.Dos artigos, foram extraídas informações emrelação a: tipo de estudo, população e amostra,métodos de estudo empregados, resumo dos re-sultados, relação com a prática de profissionalde saúde, relação com a prática farmacêutica eações sugeridas pelo autor para intervenção. Es-tas informações foram organizadas em quadrose analisadas em categorias analíticas. Esta novacategorização dos estudos baseou-se nos resul-tados mais relevantes dos estudos e sua discus-são para a compreensão de temas importantesna utilização de medicamentos, independente-mente dos objetivos iniciais descritos no estudo.Tais categorias direcionaram a discussão do cor-po de conhecimentos já produzidos sobre utili-zação de medicamentos e publicados no Brasil eAmérica Latina e a relação deste conhecimentocom a prática profissional da saúde, especialmen-te nas ações relacionadas à terapêutica.
 
795
 C i   ê n c i   a  & S  a  ú  d  e  C  ol   e  t  i   v a  , 3  (   S  u p )   :  7  9  3 - 8  0  , 0  0  8 
Resultados e discussão
A utilização de medicamentos é resultado de umprocesso em que diversos atores e atividades es-tão envolvidos, o que justifica a necessidade deestudos de diferentes tipos e objetivos para quepossa ser compreendido. Através da metodolo-gia utilizada para esta revisão, pode-se observarque há variedade de tipos de estudos desenvolvi-dos no Brasil e indexados nas bases pesquisadas,sobre o tema. O Quadro 1 descreve, de formasucinta, os estudos encontrados:Seguindo a metodologia preconizada para osestudos de utilização de medicamentos, inseri-dos no contexto das preocupações da farmacoe-pidemiologia, a maioria dos estudos tem abor-dagem quantitativa. Apenas dois estudos empre-gam somente metodologias de abordagem qua-litativa, como etnografia e entrevistas semi-es-truturadas, e outros quatro estudos apresentamas duas abordagens. O início da aplicação deabordagens qualitativas ao estudo da utilizaçãode medicamentos, ainda que tímido, revela a pre-ocupação do setor saúde com o uso irracional demedicamentos e suas motivações. Estes são ob- jetos de pesquisa adequados a metodologiascompreensivas, que privilegiam a perspectiva dosatores sociais – suas ansiedades, expectativas,crenças, relação com a saúde e o tratamento –informações vitais para o desenvolvimento depolíticas e práticas de saúde eficientes
5,6
.A maior parte dos estudos focaliza a utiliza-ção de medicamentos em um estrato específicoda população, como gestantes, crianças, idososou usuários de um serviço de saúde especifica-mente. O perfil da utilização de medicamentosou seu padrão é o objetivo mais comum entre osestudos analisados.O estudo mais detalhado dos resultados ediscussões dos estudos permitiu a construção de
Quadro 1.
Descrição das características gerais dos estudos analisados.
Característicasdos estudos analisados
Objetivo principaldo estudoPopulação estudadaMetodologia empregada
Descrição
- Perspectiva do usuário sobre a utilização de medicamentos- Prevalência de consumo- Adesão à terapia medicamentosa- Perfil/padrão de utilização de medicamentos- Automedicação- Caracterização da prescrição/indicação- Gestantes- Crianças/adolescentes- Usuários de serviços de saúde/hospitais- Mulheres- Profissionais de saúde- População geral- Idosos- Qualitativa- Qualitativa/quantitativa- Quantitativa (entrevistas e análise de documentos)
Número(porcentagem)
04 (14,8)06 (22,2)01 (3,7)13 (48,1)01 (3,7)02 (7,4)04 (14,8)04 (14,8)05 (18,5)03 (11,1)02 (7,4)06 (22,2)03 (11,1)02 (7,4)03 (11,1)22 (81,4)
Fonte: As autoras.

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