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Trânsito ruim exige planode mobilidade para capital
Segundo especialistas, obras viárias não resolvem problema
    F   o    t   o   :    C   o   r    b    i   s .   c   o   m
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Q
UATRO
Universidade Federal de Santa CatarinaCurso de JornalismoJornal Laboratório da disciplina Redação IVDistribuição gratuitaSupervisão: Rogério Christofoletti
Florianópolis, novembro de 2009
Turismo religioso é responsávelpor boa parte dos deslocamentosrealizados dentro do país e mo-vimenta a economia das regiõesonde se encontram santuários etemplos. No Brasil, muitos são
os destinos dos éis, com des
-taque para Aparecida, onde estáo Santuário de Nossa SenhoraAparecida; Juazeiro do Norte,terra de Padre Cícero, e NovaTrento, onde está localizado oSantuário Santa Paulina.
Quase 2 milhõesde pessoasviajam pela fé
Tecnologia
Internet monitorada ca entre com
-bate aos cibercrimes e a invasão deprivacidade dos dados. Técnicos esistemas acompanham o tráfego deinformações e preservam a seguran-ça das redes. Monitoramento desa-grada alguns usuários.
Policiamento daweb preservae viola direitos
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Comportamento
Pessoas que experimentam umasaída do corpo entendem melhor avida. O fenômeno não tem relaçãocom nenhuma religião, mas a maio-ria das histórias descreve momentosde paz intensa, e o resultado é positi-vo. O fenômeno intriga a medicina,que estuda a atividade cerebral paratentar explicá-lo.
A técnica dedesligar a almado corpo físico
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Política e Economia
Posto do Correio Aéreo Nacionalseleciona quem deseja viajar até ci-dades destino durante missões. Mi-litares têm preferência de embarque,e todos os interessados devem estarde malas prontas, já que são avisa-dos horas antes do voo.
FAB cadastrapassageiros paracaronas aéreas
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Meio Ambiente
Dois emissários submarinos devemlançar no oceano os dejetos produ-zidos pela população. As obras emandamento são apontadas pela com-panhia de saneamento como a me-lhor saída. Proposta é contestada porambientalistas.
Casan tem projetopolêmico paraesgoto da Ilha
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Saúde
Programa do governo do estado ain-
da não conseguiu normalizar o u
-xo entre doadores e pacientes. Parao coordenador da SC Transplantes,Joel de Andrade, para o Fila Zerofuncionar, é preciso organizar mode-los de gestão do projeto. De janeiroa setembro deste ano, foram feitos,em Santa Catarina, 614 transplantesde órgãos e tecidos, a maioria emBlumenau. No estado, são quinzehospitais e ambulatórios credencia-dos para a captação, distribuição etransplante.
 Fila Zero
nãoreduz esperapor córneas
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Cultura
 
Difícil de sair, difícil de chegar.Caos urbano é resultadode dois veículos para cadatrês habitantes, proporçãosemelhante a de grandescentros, como São Paulo.Investimento no transportepúblico seria solução.
Centrais
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   E  r   i  c   h   C  a  s  a  g  r  a  n   d  e   P  e  r   i   C  a  r  v  a   l   h  o
 
DA REDAÇÃO
Quatro
2
Florianópolis, novembro de 2009
O 
 jornalismo é umaatividade essen-cialmente coletiva.Por isso, uma dascondições parase fazer um bom jornal é contar
com uma equipe anada, dedicada
e competente. Esta edição do
QUATRO
só foi possível graças àsoma dessas qualidades. O time de jovens jornalistas discutiu, brigoue encontrou soluções para os muitos
desaos que se apresentaram.
Repórteres e editores avançaram nasmadrugadas trabalhando em seustextos, enquanto que diagramadores,tratadores de imagem, ilustradorese revisores ignoraram sábados edomingos para fechar suas páginas.A qualidade do produto, bem, essapode ser conferida ao longo de todaa edição.Das pautas à impressão, foramcinco semanas de envolvimentoda enxuta equipe. Apenas quinzealunos do quarto período deJornalismo se ocuparam de todasas etapas de elaboração do jornal.Não é pouca coisa se lembrarmosque essa era a primeira vez que
assumiam integralmente um desao
desse porte.No fechamento, a pressão foimaior porque o professor não deumoleza. Os alunos se queixaram,suaram, mas venceram. Sinal deque responderam bem. Daqui apouco, as lembranças serão menostraumáticas. Os jovens jornalistasvão olhar pra trás e se recordar comorgulho de sua primeira edição.
Como fizemos esta edição
Rogério Christofoletti
Transitar é o nosso verbo
O 
QUATRO
che-ga mais uma vezaos seus leitorescom novidades.O jornal-labora-tório semestral alcança a suaquarta edição e se consolidacomo uma iniciativa do cursode Jornalismo da UniversidadeFederal de Santa Catarina.A consolidação não se dá apenasporque vem sendo produzidoininterruptamente desde o iníciode 2008, mas porque o jornal foibem recebido por seu público ese converteu numa proveitosaexperiência pedagógica dadisciplina de Redação IV. Desde oseu surgimento, o
QUATRO
teveequipes diferentes, professoresresponsáveis distintos, mas ummesmo compromisso: servir àexperimentação no jornalismo,lançando mão de reportagens comtemáticas originais e textos bemescritos.A consolidação do jornal se dáainda pela institucionalização dealguns procedimentos internos.Neste semestre, os jovens jorna-listas não só assumiram a produ-ção da edição,mas tambémdiscutiram edecidiram umconjunto dedocumentosde suporte àpublicação. Apartir de ago-ra, o
QUATRO
 tem linha edi-torial bem definida, manualde redação, guia de diagramaçãoe plano de distribuição. Esses do-cumentos são resultados da inteli-gência e sensibilidade dos alunos,e ajudam a formatar um ProjetoEditorial para o
QUATRO
.As próximas equipes do jornaldevem seguir as linhas estabele-cidas, fazendo ajustes conjuntu-rais quando necessários. Mas a
denição do que o jornal cobre,
como se posiciona, que formatoassume, e como chega aos seusleitores é uma etapa que extra-pola o purismo ou a burocracia.Esses documentos sinalizamuma maturidade precoce para apublicação. Boa notícia não sópara quem faz o
QUATRO
, maspara quem o lê. Por falar em notí-cia, um dos principais problemasdas grandes cidades é o trânsito.Ruas entupidas de veículos, trans-
porte coletivo ineciente, barulho,
poluição, falta de planejamento einchaço populacional. Os proble-mas no trânsito afetam a todos,pois todas as pessoas se deslo-cam de uma maneira ou outra.O ser humano não para. Viaja,emigra, transita, erra. Ir e vir éum dos direitos mais conheci-dos, e a problemática do trânsitoé um tema que rende muito parao jornalismo. Pensando nisso, aequipe do
QUATRO
escolheu o“trânsito” como ponto de partidadesta edição. Na verdade, radica-lizamos o conceito, estendendo oentendimento para além do tráfe-go urbano. Assim, repórteres eeditores produziram pautas quecercassem os muitos sentidos de“trânsito”: direção, movimento,deslocamento, viagens, trajetó-rias.Nossa reportagem conferiu oscaminhos percorridos pelo esgoto,pelo lixo reciclado e pelo sangueapós a doação; entrevistou perso-nagens que vivem nas ruas e queperambulam embusca de atendi-mento médico;conferiu comose dá o tráfegode dados na in-ternet, como fun-cionam os GPSs,como aconte-cem as viagensastrais. A equipedo
QUATRO
descobriu comose pode pegar caronas aéreas,quais os caminhos que um proje-to percorre antes de se tornar lei.Nossos repórteres contam aindaas aventuras de uma banda derock na estrada, mostram os per-calços de cadeirantes nas ruasbrasileiras, e os problemas viá-rios que tornam Florianópolis asegunda pior cidade em mobili-dade no mundo.Nas páginas a seguir, os leito-res têm acesso às reportagens e atrechos dos bastidores de cadamatéria, que estão na íntegraem nosso blog (http://blogdo4.wordpress.com). Tudo para quevocê se mexa, se movimente,faça do trânsito que apresenta-mos aqui a sua melhor viagem.
Pautas comvários sentidos detrânsito: direção,movimento,viagens, caminhos
Equipe do
Quatro
suando a camisa para cumprir 
dead line
, diagramadores e editores em destaque
Ano II – Nº 4 – Novembro/2009Jornal-laboratório da disciplina Redação IVCurso de Jornalismo - UFSCUniversidade Federal de Santa CatarinaCampus Universitário - TrindadeFlorianópolis – SCCEP: 88040-900Telefone: (48) 3721-9215
Revisão
: Berenice dos Santos, Claudia Xavier e DanielaBidone.
Diagramação
: Alex Sobral, Diego Cardoso, João Schmitz,Nayara D’Alama, Rosielle Machado e Suélen Ramos.
Fotograa, Infográcos e Ilustrações
: Alex Sobral, DiegoCardoso, Erich Casagrande, Ketryn Suzanny Alves e TomásPetersen.
Circulação:
Claudia Mebs, Diego Vieira e João Schmitz.
Fotolito e Impressão
: Diário Catarinense
Tiragem
: 1.500 exemplares
4
Expediente
Blog: http://blogdo4.wordpress.com
 
Editor-chefe e professor responsável
: Rogério Christofoletti,Mtb 25041 (SP)
Monitora
: Marina Ferraz
Editores:
Berenice dos Santos, Daniela Bidone, João Schmitz,Nayara D’Alama e Rosielle Machado.
Repórteres
: Alex Sobral, Berenice dos Santos, Claudia Mebs,Claudia Xavier, Daniela Bidone, Diego Cardoso, DiegoVieira, Erich Casagrande, João Schmitz, Nayara D’Alama,Roberta Perini, Rosielle Machado, Suélen Ramos, ThiagoVerney e Tomás Petersen.
   F  o   t  o  s  :   E  r   i  c   h   C  a  s  a  g  r  a  n   d  e
EDITORIAL
E-mail: jornalquatro@gmail.com
 
MEIO AMBIENTE
Você sabe aonde vai o seu esgoto?
Emissários submarinos levam para longe dejetos produzidos nas cidades. Mas solução é contestada
Quatro
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Florianópolis, novembro de 2009
Alex Sobral
Quando prontas,tubulações devemdespejar até 330litros por segundode dejetos no mar
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 A Casan dicultou ao má
-
 ximo a comunicação coma única pessoa que tinhaos dados do projeto deconstrução do emissário, o geren
-
te de construções.
Bastidores em http://migre.me/bg9s
E
m Santa Catarina,apenas 9,95% dapopulação possuitratamento de esgo-to, segundo a Asso-ciação de Engenharia Sanitária eAmbiental (Abes). A situação é tãograve que o estado apresenta o se-gundo pior índice em cobertura desaneamento do país, à frente ape-nas do Piauí. Em Florianópolis,segundo a Companhia Catarinensede Águas e Saneamento (Casan),só 58% da população recebe aten-dimento do sistema de coleta e tra-tamento de esgoto. O restante dosdejetos vai parar nos mananciais ediretamente no mar, sem nenhumtratamento. Para resolver esta si-tuação, a Casan pretende construirdois emissários submarinos, um nonorte da Ilha, na praia dos Ingle-ses, e outro na porção sul, entre aspraias do Campeche e Joaquina.Emissários são sistemas de tu-bulações construídos para levaraté o fundo do mar o esgoto de-pois de passar por uma estaçãode tratamento. No Brasil, existemcerca de 20 emissários, dos quaisdois estão em Florianópolis. Oprimeiro, localizado na cabeceirada Ponte Pedro Ivo, foi constru-ído em 1997, tem 600 metros deextensão e despeja 230 litros deesgoto por segundo na Baía Sul.O segundo emissário submarino,inaugurado há dois anos no bair-ro do Saco Grande, tem 800 me-tros de comprimento e descarregacem litros por segundo de esgotona Baía Norte. Ambos emissáriosdão tratamento primário aos de- jetos, que é a retirada apenas doscomponentes só-lidos. A propostade construção des-ses sistemas temcausado polêmicaentre associaçõesde moradores eambientalistas, e já sofreu algu-
mas modicações
desde agosto des-te ano, quando os planos foramanunciados pelo presidente da Ca-san, Walmor de Luca.O projeto inicial era construir12 pequenos emissários submari-nos em toda a Ilha de Santa Catari-na, que teriam tratamento primárioe despejariam os dejetos tratadosno mar. No sul da Ilha, a propos-ta previa que a Estação de Trata-mento de Esgoto (ETE), que estásendo construída no Campeche,despejasse o resultado do proces-samento no Rio Tavares, que desá-gua na Baía Sul. Essa ideia revol-tou os moradores, maricultores elideranças comunitárias, que viamo projeto como prejudicial ao meioambiente e à produção econômicade mariscos e frutos do mar. Algu-mas comunidades da região, comoRibeirão da Ilha e Pântano do Sul,que preservam os típicos costumesaçorianos, têmsuas economiasbaseadas napesca e no arte-sanato.Após muitapressão e os re-sultados de es-tudos ambien-tais feitos pelaUniversidadedo Vale do Itajaí (Univali), o pro- jeto foi alterado. Pesquisas reve-laram que o mar tem maior poderde autodepuração que as baías, ecom um número menor de emis-sários o controle ambiental teria
mais eciência, com maior sca
-
lização sobre a disposição nal do
esgoto. Além de um custo menor.Agora, serão construídos apenasdois emissários submarinos, cadaum deles ligados a um sistema deesgoto.Conforme os planos, o primei-ro sistema começará em SantoAntonio de Lisboa, passará pelosbairros João Paulo, Saco Grande,Centro, Ribeirão da Ilha e levará omaterial bruto até a Estação de Tra-tamento de Esgoto do Campeche, àsmargens da rodovia SC 405. Antesde ser despejado pelo emissário a 4quilômetros e meio da praia, o es-goto receberá tratamento secundá-rio, que extrairá maior quantidadede coliformes fecais da água atravésde um reator anaeróbico, seguido
de um ltro biológico e desinfecção
por ultravioleta. Com esse novotratamento, o custo total aumentoupara R$40,7 milhões, recursos vin-dos do Programa de Aceleração doCrescimento (PAC).Em julho deste ano, mais sur-presas na obra do Campeche. Aprocuradora da República, AnaLúcia Hartmann, mandou parali-sar a construção alegando que aestação está apenas a 500 metrosda Reserva Extrativista Marinhado Pirajubaé, área de preservaçãopermanente. A Casan recorreu àJustiça Federal, que decidiu a seufavor: a construção estaria apenasno entorno da reserva. Hoje, a obraestá 30% concluída e a Casan pre-para o Relatório de Impacto Am-biental (Rima) para apresentar àFundação do Meio Ambiente deSanta Catarina (FATMA).O emissário de esgoto donorte da Ilha deve sair de Ju-rerê, passando por Canasviei-ras até o bairro dos Ingleses,onde está a estação de trata-mento, já construída desdemarço de 2008. Após rece-ber tratamento secundário, oesgoto será lançado então atrês quilômetros e meio dapraia, através da tubulação.Hoje, os dejetos são despe- jados no que ainda resta doRio Capivari, e o emissário
beneciará, inicialmente,
90 mil pessoas, evitando queesse esgoto chegue ao rio.Para que o projeto saiado papel é necessário que aCasan consiga os recursos.Atualmente, só está garantidaa verba para a construção dosistema no sul da Ilha, e a es-timativa é de que sejam gastosR$5 milhões. Falta ainda quea FATMA aprove o relatóriode impacto ambiental que, noinício de novembro, foi apre-sentado pela segunda vez paraanálise dos técnicos do órgão.Discute-se também se osemissários são a melhor solu-ção para Florianópolis, já quedespejarão até 330 litros deesgoto por segundo no mar.Especialistas temem pelosdanos ambientais causadospelo tratamento dado aos dejetos.“O esgoto já causou problemas emvários lugares do mundo. É cíni-co defender o tratamento primário
para um emissário”, arma o jorna
-lista norte-americano, Jeffrey Hoff,que reside na capital e faz parte doMovimento Urbano de Saneamen-to Básico. O presidente da Casan,Walmor de Luca, chegou a defen-der o tratamento primário para oesgoto, mas a Fundação do MeioAmbiente exigiu que fosse feitatambém a segunda etapa do pro-cessamento.O melhor exemplo de trata-mento, segundo Hoff, vem da ci-dade de Los Angeles, nos EstadosUnidos, onde o esgoto recebe tra-
tamento terciário tão eciente que,
em vez de ir para o mar é jogadodiretamente no lençol freático paraque volte a ser consumido. Para abiogeoquímica marinha, Alessan-dra Larissa Fonseca, o tratamentoprimário causa alterações quími-cas, biológicas e físicas onde édespejado, causando a chamada“zona morta”. “Na Baixada San-tista, coletamos amostra da águade mais de 200 quilômetros dacosta do estado de São Paulo, eencontramos uma diferença muitogrande no número de vida marinhaem relação a áreas sem emissário.Algumas espécies são diretamenteafetadas pela mudança no habitat,as tainhas já não entram na baía”.Além do questionamento so-bre os impactos ambientais, hádiscussão sobre a necessidade doemissário. O jornalista JeffreyHoff acha que a Casan está indona contramão da história ao inves-tir em emissários submarinos. “AFlórida, nos Estados Unidos, apro-vou lei que desativa os emissários,Nova Iorque também. A questão éque temos opções técnicas que nãoestão sendo usadas”. O gerente deconstruções da Casan, Fábio Krie-
ger, arma que os emissários fo
-ram a única saída. “O lançamentodo esgoto na baía seria a outra op-
ção, mas na Ilha os euentes não
podem ser lançados nos rios”.O tratamento que envolve o esgoto de um emissário submarinoé longo e quando é despejado no mar já perdeu mais de 90% dasujeira. Na Estação ocorre a primeira etapa: o esgoto passa porgrades que retêm garrafas, pedaços de madeira e objetos grandes.
Depois, um conjunto de peneiras remove resíduos nos e só pas
-sam coisas menores que 1,5 milímetro. Por último, caixas de areia
ltram substâncias como óleos e graxas.
O material em tratamento ainda recebe aplicações de cloro, queeliminam até 99% dos coliformes fecais, altamente prejudiciais àsaúde humana.Através da tubulação do emissário submarino, o esgoto tratado
segue por baixo da terra até chegar à praia. Os tubos são xados
no fundo do oceano e se estendem por quilômetros em direção aoalto mar. Alguns emissários são parcialmente aterrados e servemcomo área de lazer. Os emissários têm comprimentos variados. NaFlórida, por exemplo, ele segue por sete quilômetros mar adentro,
enquanto o emissário que ca ao lado da Ponte Pedro Ivo, na Baía
Sul, tem apenas 600 metros.
Do banheiro ao mar aberto
   A  r   t  e   Q  u  a   t  r  o
Extensão: 3,5 Km
Custo: Indenido
População atendida: 90 milSituação: Em março de 2008,foram concluídos a ETE e4 Km do emissário.Foi entregue em outubro oestudo de impacto ambientalcom as alterações exigidaspela FATMA. Está marcadauma audiência pública para 18de dezembro. Falta licitação,conseguir os recursos de obrae obter aprovação do relatóriode impacto ambientalExtensão: 4,8 KmCusto: R$40,7 milhõesPopulação atendida: 25 milSituação: Embora os recursospara a contrução do sistema já estejam garantidos atravésdo PAC, ainda falta a Casanentregar o relatório de impactoambiental para ser analisadopelo FATMA. Já começou aconstrução da ETE do Cam-peche, depois de paralisadaem julho por falta de licençaambiental.
Norte da ilhaSul da ilha
Novos sistemas de esgoto
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