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A Clínica Psicodramática Dos Sonhos Um Estudo de Caso

A Clínica Psicodramática Dos Sonhos Um Estudo de Caso

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06/22/2014

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 Listhiane Pereira Ribeiro
A CLÍNICA PSICODRAMÁTICA DOS SONHOS: UM ESTUDO DE CASO Resumo:
Este artigo visa apresentar o método criado por Jacob Levy Moreno de intervenção com os sonhos na clínica Psicodramática: a Técnica Psicodramática de epresentação de !onhos" mais tarde nomeada como #nirodrama$ %oi reali&ado o est'do de 'm caso clínico" a (im de veri(icar a aplicabilidade do todo" apontado como 'm acelerador e abreviador do tempo de 'ma  psicoterapia$ Espera)se *'e este artigo incentive 'm melhor aproveitamento da ri*'e&a *'e o material onírico pode propiciar aos tratamentos psicoterápicos$
Abstrat:
This article presents the method created +y Jacob Levy Moreno (or intervention ,ith dreams in clinical Psychodramatic: the Psychodramatic-s Technical epresentative o( .reams" later named #nirodrama$ /as per(ormed the st'dy o( a clinical case in order to veri(y the applicability o( the method" sho,n as an accelerator and a shortened d'ration o( psychotherapy$ 0t is hoped that this  paper ,ill enco'rage a better 'se o( the material ,ealth that dream can bring (or psychotherape'tic treatments$
Pa!a"ras#ha"e:
 !onhos1 Psicodrama1 Matri& de identidade1 #nirodrama$
$e%&or's:
 .reams1 Psychodrama1 matri2 o( identi(y 1 #nirodrama34$$$5 todo terape'ta é 'm sonhador$ Todo cliente é também 'm sonhador o' 'm aprendi& de sonhador$ Toda psicoterapia é 'm sonhar 6'nto" repetindo" é 'm co)sonhar" acordado$7 Lima 4899: ;5
Intro'u()o
 
#s sonhos são cercados de in*'ietaç<es *'anto aos se's sentidos e possíveis signi(icados$ Podem ser considerados como conte=dos a serem deci(rados" representaç<es de encontros espirit'ais o' até mesmo (r'to da imaginação do pr>prio sonhador$ .iante de tantas espec'laç<es" do s'posto 4e  pol?mico5 encontro entre %re'd e Moreno" além da necessidade de melhor 'tili&ar o material onírico na clínica1 é *'e a a'tora se prop@s a pes*'isar *'al é a proposta de Moreno na abordagem dos sonhos$ A seg'ir" é apresentado o est'do de 'm caso clínico" (r'to da aplicação da Técnica Psicodramática de epresentação de !onhos" desenvolvida por Moreno$Bomo pai do Psicodrama" Jacob Levy Moreno tem l'gar de desta*'e neste artigo$ .epois dele" seg'em)se as contrib'iç<es de CerDa Toeman Moreno e José oberto /ol(($ !abe)se *'e além deles o psicodramatista brasileiro ictor oberto Biacco da !ilva .ias crio' novas possibilidades  para o 'so do material onírico na clínica$ Partindo dos press'postos da Teoria do F=cleo do E' de o6as)+erm'de&" .ias desenvolve' a Análise Psicodramática dos !onhos$ Entretanto" como se trata de o'tro re(erencial te>rico" não será e2plicado a*'i" 6á *'e e2trapola o ob6etivo deste artigo
G
$
Desen"o!"imento
Artemidoro de H(eso 4adivinho romano5 vive' no séc'lo 00 e (oi 'm dos primeiros est'diosos a sistemati&ar o trabalho com sonhos$ Para Artemidoro" o sonho era 'ma mensagem *'e tra&ia in(orm<es =teis e instr'tivas ao sonhador" sendo proveniente de de'ses e deveriam ser interpretadas por adivinhos e sensitivos 4orác'lo5$ Babia ao orác'lo decodi(icar a mensagem divina contida nos sonhos e trans(ormá)la em ling'agem acessível ao sonhador$ Era 'ma interpretação  baseada nos valores c'lt'rais" na pr>pria viv?ncia do orác'lo e na hist>ria de vida do sonhador 4.0A!" 89985$!eg'ndo a mitologia grega"
 Hypnos
 era o de's do sono e pai de
 Morfeus
" o de's do sonho$ # nome
 Morfeu
 *'er di&er Ia (ormaI e representa o dom desse de's: via6ar ao redor da Terra para ass'mir (eiç<es h'manas e" dessa maneira" se apresentar aos adormecidos d'rante os se's sonhos$ !eg'ndo o mito"
 Morfeus
 'sava 'ma papo'la para acariciar *'em dormia" a (im de lhe propiciar sonhos$  a  partir dessa alegoria é *'e pop'larmente cost'ma)se di&er *'e *'em cai nos braços de
 Morfeu
 tem 'm sono tran*Kilo e revigorante$ Fesse ponto" há 'ma converg?ncia entre a mitologia e a at'al ne'roci?ncia" *'e e2plica *'e o sonho s> está presente em 'm sono pro('ndo" conhecido como estágio EM
(Rapid Eyes Moviment 
5" caracteri&ado pelos movimentos oc'lares rápidos$ Assim" o sono teria (ases" *'e evol'iriam da mais s'per(icial 4estado de sonol?ncia5 ao mais pro('ndo" e capa& de descansar a*'ele *'e dorme: o estágio EM$ 4.ALALA#F.#" 89995$  Fo *'e se re(ere aos est'dos clínicos 4cientí(icos5 sobre os sonhos" !igm'nd %re'd 4G;)GNON5 (oi 'm pioneiro$ Para ele os sonhos poss'em dois conte=dos" a saber: o conte=do mani(esto" *'e é t'do o *'e é lembrado do sonho1 e o conte=do latente" *'e é 'm material oc'lto o' inconsciente do sonho$ A elaboração onírica reali&aria" portanto" o trabalho de trans(ormar os pensamentos latentes em conte=do mani(esto" impondo)lhes 'ma distorção *'e os torna inacessíveis  consci?ncia" *'e a Psicanálise pretende atingir com a interpretação$ #s sonhos seriam" portanto" 'm instr'mento no tratamento Psicanalítico" e possível gerador de respostas inconscientes de 'm s'6eito 4%EQ." GN5$Rá a*'eles *'e se bene(iciem dos sonhos em criaç<es cientí(icas e artísticas$ Alg'ns e2emplos disso são: .mitri Mendeleev" *'ímico r'sso" sonho' em G;N com 'm diagrama em *'e todos os
G
 Para os interessados ao ass'nto" (ica a s'gestão de livros: .0A!" ictor oberto Biacco da !ilva$
Psio'rama
: Teoria e Prática$ 8 ed$ !ão Pa'lo: Agora" GNS$ .0A!" ictor oberto Biacco da !ilva$
An*!ise Psio'ram*tia
: Teoria da Programação Benestésica$ !ão Pa'lo: Agora" GNN$ .0A!" ictor oberto Biacco da !ilva$
Sonhos e Psio'rama Interno na An*!ise Psio'ram*tia+
 !ão Pa'lo: Agora" GNN;$ .0A!" ictor oberto Biacco da !ilva$
Sonhos e s,mbo!os na An*!ise Psio'ram*tia
: lossário de símbolos$ !ão Pa'lo: Agora" 8998$
 
elementos *'ímicos se encai2avam" e (oi esse sonho *'e o a6'do' a criar a tabela peri>dica1 %riedrich UeD'lé" *'ímico alemão" em G; sonho' com a estr't'ra he2agonal da moléc'la de  ben&eno1 Pa'l MacBartney" m=sico ingl?s" comp@s
Yesterday
 ap>s 'm sonho1 !alvador .ali" pintor espanhol" 'so' se's sonhos como inspiração para todas as s'as obras 4#!!01 T0A+#!BR0" 899N5$As diversas concepç<es sobre os sonhos" o *'e é também (r'to das di(erenças hist>ricas e c'lt'rais dos povos" mostram o *'anto os sonhos despertaram 4e ainda despertam5 o interesse de religiosos" (il>so(os" cientistas" leigos$ B'riosos de todas as épocas *'e se avent'ram a desbravar este tema *'e ainda contém lac'nas$ # motivo pela *'al as pessoas sonham" por e2emplo" é 'ma d=vida *'e  permanece$ Mas o *'e (a&er com o conte=do onírico" em compensação" é 'ma escolha *'e cabe a cada sonhador decidir$
A Teoria 'a Matri- 'e I'enti'a'e
Moreno 489985 e2plica *'e da gestação até o nascimento" mãe e (ilho compartilham o mesmo
locus
4ambos habitam o mesmo corpo5 e o beb? se alimenta da placenta 4matri& materna5$ Logo ao nascer" inicia o desenvolvimento da matri& de identidade da*'ele beb?$ 0nicialmente" o corpo e o e' não e2istem ainda para o beb?$ Fão e2iste o e' nem 'ma pessoa distinta da criança$ Rá 'ma identidade do beb? com a mãe$ Festa primeira (ase" a criança não reali&a distinç<es entre ela e os o'tros" é como se todos (ossem e2tensão dela mesma$ Em 'm seg'ndo momento" a criança 6á concentra s'a atenção no o'tro e estranha ela mesma *'ando se observa no espelho$ # beb? descobre s'a pr>pria imagem" o *'e inicialmente o ass'sta e depois propicia o reconhecimento de si mesmo$ .epois" na terceira (ase da matri& de identidade" a criança conseg'e se disting'ir dos o'tros$ Fa *'arta (ase a criança brinca de representar o o'tro" 3como se (osse ele71 (inalmente" na *'inta (ase" a criança representa o o'tro e v? a si mesma sendo representada por ele$ !omente a partir do reconhecimento do 3o'tro7 é *'e ela pode tornar)se capa& de ter empatia" o' se6a" de se colocar no l'gar do o'tro$etomando o primeiro 'niverso vinc'lar da criança" é necessário (risar *'e:3Qma das importantes características do primeiro 'niverso é a total amnésia *'e temos a respeito dos tr?s primeiros anos de nossa vida 4$$$5$ .evemos s'por *'e a criança procede a 'm a*'ecimento preparat>rio dos atos espontVneos" com 'm tamanho gra' de intensidade *'e todas as partíc'las do se' ser participam no  processo W *'e nem o menor (ragmento pode ser desviado para (ins de registro$ #nde não há registro" não é possível recordação7$ Moreno 4GNNS: GG;5$Moreno aponta *'e" *'anto maior (or a idade da criança" maior será s'a capacidade de reter as lembranças do passado$ Mesmo assim" ele cita *'e e2istem amnésias intermitentes e retroativas$ 3#  beb? está tão imerso na ação *'e não tem recordação do mesmo" ap>s t?)lo cons'mado$ Bon(orme dimin'i a (ome de atos" a'menta o alcance mn?mico da criança7 4M#EF#" GNO5$ A (ome de atos da criança é po'co 'sada por ela para recordar" 6á *'e o se' ego)a'2iliar 
8 
se oc'pa dessa tare(a por ela$ !e o ad'lto tem tr?s dimens<es temporais: o passado" o presente e o ('t'ro1 isso não é verdadeiro pra criança" *'e vive em ('nção de s'a (ome de atos" o *'e corresponde  ?n(ase dada  por ela ao momento presente$Ao contrário de %re'd" *'e s'p'nha *'e os sonhos 6á estão presentes no início da vida" Moreno  prop<e *'e os sonhos t?m 'm início *'e" por s'a ve&" estariam relacionados com a decrescente intensidade de (ome de atos da criança$ Bomo no primeiro 'niverso a criança vive 'm 'niverso
2
 
$
 Fa sit'ação Psicodramática o ego)a'2iliar tem d'as ('nç<es: a de retratar papéis re*'eridos pelo s'6eito e a de g'iar o cliente para s'as ansiedades" de(ici?ncias e necessidades" com o ob6etivo de orientá)lo$ A ('nção de ego)a'2iliar é  baseada na mesma relação *'e se estabelece entre mãe e (ilho 4M#EF#" GNNS5$

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