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Efeito Do Treinamento Aeróbico Sobre a Fc de repouso

Efeito Do Treinamento Aeróbico Sobre a Fc de repouso

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104
Rev Bras Med Esporte_Vol. 9, Nº 2 – Mar/Abr, 2003
 ARTIGODE REVISÃO
Efeitos do treinamento aeróbicosobre a freqüência cardíaca
Marcos B. Almeida
1
e Claudio Gil S. Araújo
1,2
1.Programa de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade GamaFilho – Rio de Janeiro, RJ.2.Clinimex – Clínica de Medicina do Exercício – Rio de Janeiro, RJ.Recebido em 27/11/022
a
versão recebida em 6/2/03Aceito em 14/3/03
Endereço para correspondência:
Dr. Claudio Gil S. AraújoClínica de Medicina do Exercício – Clinimex (www.clinimex.com.br)Rua Siqueira Campos, 93/10122031-070 – Rio de Janeiro, RJE-mail: cgaraujo@iis.com.br
informação prognóstica relevante. Aqueles que apresentamrecuperação mais lenta da
FC
no primeiro minuto pós-es-forço possuem risco de mortalidade aumentado. Não sãoclaros ainda os mecanismos envolvidos na modulação da
FC
em função de um programa de exercícios.
Palavras-chave:
Treinamento. Freqüência cardíaca. Sistema ner-voso autônomo. Exercício.
 RESUMEN  Efectos de los ejercicios aeróbicos en la frecuencia car- díaca
 La práctica de ejercicio físico regular representa un fac-tor importante para reducir los índices de morbilidad car-diovascular y las provenientes de otras causas. Sin embar-go, parece haber beneficios adicionales e independientesen la práctica regular de ejercicios físicos y en la mejoradel nivel de condición aeróbica. La frecuencia cardiaca(
FC 
) está dada principalmente por la actividad directa delsistema nervioso autónomo (
SNA
), a través de la vía delsimpático y del parasimpático sobre el ritmo del nódulosinusal, predominando la actividad del vago (parasimpá-tico) en reposo y del simpático durante el ejercicio. El com- portamiento de la
FC 
ha sido ampliamente estudiado endiferentes tipos y condiciones asociadas al ejercicio. Unareducción de la acción cardiaca del vago y en consecuen-cia la variación de la
FC 
en reposo, independiente del tipode medida, está relacionada a la disfunción autónoma, aenfermedades crónico-degenerativas y al aumento del ries-go de mortalidad. Individuos con buena condición aeróbi-ca tienden a presentar 
FC 
de reposo más baja, concomi-tantemente con una mayor actividad parasimpática o menor actividad simpática. A pesar de esto, no se puede afirmar que ésta sea una consecuencia directa del ejercicio, puesotras adaptaciones inherentes al condicionamiento aeró-bico pueden influir en el comportamiento de la
FC 
en re- poso. La respuesta de la
FC 
al iniciar el ejercicio, permiteestudiar en su integridad la acción cardiaca del vago, así como la recuperación de
FC 
después de un esfuerzo tanto
RESUMO
O exercício físico regular representa um importante fatorpara reduzir índices de morbimortalidade cardiovascular epor todas as causas. Entretanto, parece haver benefíciosadicionais e independentes da prática regular do exercíciofísico e da melhora no nível de condição aeróbica. A fre-qüência cardíaca (
FC
) é mediada primariamente pela ativi-dade direta do sistema nervoso autônomo (
SNA
), atravésdos ramos simpático e parassimpático sobre a auto-ritmi-cidade do nódulo sinusal, com predominância da atividadevagal (parassimpática) em repouso e simpática durante oexercício. O comportamento da
FC
tem sido amplamenteestudado em diferentes tipos e condições associadas aoexercício. Redução do tônus vagal cardíaco e, conseqüen-temente, da variabilidade da
FC
em repouso, independen-temente do protocolo de mensuração, está relacionada àdisfunção autonômica, a doenças crônico-degenerativas eao risco de mortalidade aumentado. Indivíduos com boacondição aeróbica tendem a apresentar
FC
de repouso maisbaixa, concomitantemente a maior atividade parassimpáti-ca ou menor atividade simpática, mas não se pode afirmarque esta seja uma conseqüência direta do treinamento, poisoutras adaptações inerentes ao condicionamento aeróbicopodem influenciar o comportamento da
FC
em repouso. Aresposta da
FC
no início do exercício permite estudar a in-tegridade da ação vagal cardíaca. A recuperação da
FC
apósesforço tanto máximo como submáximo também denota
 
Rev Bras Med Esporte_Vol. 9, Nº 2 – Mar/Abr, 2003
105
máximo como moderado, incluyendo un pronóstico parauna información de carácter relevante. Aquellos que pre-sentan una recuperación más lenta de la
FC 
en el primer minuto pos-esfuerzo, poseen un mayor riesgo de mortali-dad. Aún no son claros los mecanismos relacionados conla modulación de la
FC 
en función de un programa de ejer-cicios.
 Palabras clave:
 Ejercicio. Ritmo cardiaco. Sistema nervioso autono-mo. Entrenamiento.
INTRODUÇÃO
Apesar de o exercício físico regular constituir um im-portante fator para reduzir os índices de morbimortalidadecardiovascular e por todas as causas
1,2
, parece haver tam-bém benefícios adicionais e independentes da prática re-gular do exercício físico e da melhora da condição aeróbi-ca
3-6
, valorizando sobremaneira sua prática cada vez maisfreqüente. Um posicionamento institucional recente da
 American Heart Association
recomenda que os indivíduosrealizem exercícios físicos na maioria dos dias da semana,se possível todos os dias, com intensidade variando entremoderada e vigorosa, de acordo com sua aptidão física,por um período de tempo igual ou superior a 30 minutos
7
.Muito embora exercícios moderados já contribuam parao aprimoramento da saúde, há evidências consistentes erecentes de que exercícios de alta intensidade ou vigoro-sos produzem efeitos positivos ainda mais importantes so-bre o perfil lipídico
8
, com reduções de até duas vezes nastaxas de mortalidade em período superior a uma década
9-12
.Os efeitos agudos e crônicos do exercício físico sobre ofuncionamento do corpo humano têm sido alvo de inúme-ras pesquisas nas últimas décadas
13-18
, sendo identificadoscomo respostas ao exercício como, por exemplo, a acele-ração da
FC
no transiente inicial do exercício, e adaptaçõesao treinamento, como
FC
mais baixa para uma mesma in-tensidade de esforço submáximo, respectivamente.Pela facilidade de mensuração, o comportamento dafreqüência cardíaca (
FC
) tem sido bastante estudado du-rante diferentes tipos e condições associadas ao exercício.A
FC
é controlada primariamente pela atividade direta dosistema nervoso autônomo (
SNA
), através de seus ramossimpático e parassimpático sobre a auto-ritmicidade do nó-dulo sinusal, com predominância da atividade vagal (pa-rassimpática) em repouso, que é progressivamente inibidacom o exercício
19
, e simpática quando do posterior incre-mento da intensidade do esforço (figura 1). Diferentesmecanismos operam para ajustar a
FC
nos distintos mo-mentos de um exercício físico. Por exemplo, o mecanismo
ParassimpáticoSimpático
...
RepousoExercíciosubmáximoExercíciomáximo
       F     r     e     q       ü       ê     n     c       i     a     c     a     r       d       í     a     c     a
 Fig. 1
– Controle autonômico da freqüência cardíaca no repouso e noexercício. Participação parassimpática diminui com o aumento da in-tensidade do exercício, enquanto o contrário ocorre com a simpática.
pelo qual a
FC
aumenta nos quatro primeiros segundos doexercício físico já foi extensivamente estudado, inclusivesob efeito de bloqueio farmacológico
20-22
, sendo quase ex-clusivamente mediado pela inibição vagal sem participa-ção simpática expressiva
20
, em parte decorrente dos dife-rentes tempos de latência dos dois ramos a esse estressefisiológico.A variabilidade da
FC
foi originalmente estudada por Hone Lee
23
em recém-nascidos e vem sendo alvo de inúmeraspesquisas nos últimos anos. Em uma busca com as pala-vras-chave
heart rate variability
no
 MedLine
, mais de seismil referências aparecem, sendo cerca de 32% só entre osanos de 1999 a 2002, demonstrando como este tema vemganhando destaque recentemente junto ao meio acadêmi-co/científico. As variações ou a variabilidade da
FC
podemser mensuradas nos domínios do tempo e da freqüência,com protocolos específicos para cada domínio
24-30
, inclu-sive com especificidade suficiente para a avaliação isoladado tônus vagal cardíaco (ramo parassimpático) na transi-ção entre o repouso e o exercício dinâmico
20
.Uma redução do tônus vagal cardíaco e conseqüente-mente da variabilidade da
FC
, independentemente do pro-tocolo de mensuração, está relacionada a disfunção auto-nômica, a doenças crônico-degenerativas e a risco demortalidade aumentado
31-37
e representa, dessa forma, umimportante indicador do estado de saúde
38,39
. A diminuiçãoisolada da variabilidade da
FC
expressa aumento de três acinco vezes do risco relativo de mortalidade por eventocardíaco
33,40
; quando associado a depressão significativa dasensibilidade do barorreflexo (< 3ms/mmHg), este riscorelativo sobe para até sete vezes
33
. Por outro lado, indiví-duos com insuficiência cardíaca congestiva que apresen-tam aumentos de variabilidade da
FC
, embora pequenos,em alguns índices, como por exemplo, o desvio padrão de
 
106
Rev Bras Med Esporte_Vol. 9, Nº 2 – Mar/Abr, 2003
intervalos
RR
normais (domínio do tempo), podem estardiminuindo o risco de mortalidade em até 20%
32
. Por essarazão e também pela sua predominância no repouso, a ati-vidade vagal cardíaca tem sido alvo de vários experimen-tos, especialmente quando relacionados à prática do exer-cício físico.Hoje, à luz da ciência, não se pode negar que o treina-mento aeróbico tende a proporcionar melhoras no consu-mo máximo de oxigênio
15,41,42
, provocadas, pelo menos emparte, por um aumento do débito cardíaco, principalmenteà custa de um aumento do volume sistólico. Já a
FC
máxi-ma não tende a se alterar, enquanto valores algo menorespodem ser vistos em repouso e, principalmente, duranteum exercício submáximo
43
, provavelmente relacionados amecanismos como aumento do retorno venoso e da contra-tilidade miocárdica
44
. Além disso, o consumo máximo deO
2
, tanto absoluto como relativo ao gênero e idade, repre-senta um destacado fator de promoção da longevidade, ouseja, quanto mais alta a condição aeróbica do indivíduo,menor o risco de mortalidade
3,45,46
(tabela 1). Essas adapta-ções no comportamento da
FC
advindas do treinamento fí-sico, especialmente o aeróbico, podem ser ainda decorren-tes de modificações no balanço simpático-vagal ou mesmode adaptações intrínsecas como melhora no sistema de con-dução atrioventricular
47
. Alguns estudos sugerem que ape-nas a prática regular de exercícios físicos parece não sersuficiente para a diminuição efetiva do risco de mortalida-de, sendo necessário que o programa de treinamento sejacapaz de promover adaptações tanto na condição aeróbi-ca
3,45,46
ou na função autonômica do indivíduo
48
.Permanece, contudo, ainda incerto se o aumento da con-dição aeróbica advinda do treinamento acarreta aumentodo tônus vagal cardíaco e, conseqüentemente, da variabili-dade da
FC
em repouso. Sendo assim, o objetivo desta revi-são é discutir os efeitos do treinamento aeróbico sobre osistema nervoso autônomo no controle da
FC
no repouso enos transientes inicial e final do exercício, ou seja, o po-tencial do treinamento aeróbico em induzir modificaçõesfisiológicas do tônus vagal cardíaco.Esta revisão baseou-se primariamente em estudos origi-nais em humanos de condições clínicas e físicas (níveis deatividade física) variadas, num escopo que contemplou decardiopatas graves, inclusive transplantados, até atletas dealto rendimento, passando por indivíduos saudáveis, po-rém sedentários.
EFEITOS SOBRE A FC DE REPOUSO
Uma
FC
de repouso baixa tende a representar um bomquadro de saúde, enquanto valores mais altos aparentementeestão relacionados a risco aumentado de mortalidade
49
. Umequívoco freqüente no meio desportivo é utilizar a
FC
derepouso como indicativa do grau de condicionamento ae-róbico, já que a associação entre
FC
em repouso baixa epotência aeróbia máxima é apenas modesta
 
e pode tam-bém ser conseqüência de maior atividade vagal em repou-so
50
, reduzindo a taxa de despolarização diastólica e, assim,prolongando a duração do ciclo cardíaco, primariamente àcusta de diástole proporcionalmente mais longa
13
. No en-tanto, será que o treinamento pode induzir maior atividadevagal em repouso e, conseqüentemente, ser também res-ponsável por
FC
de repouso mais baixa?Estudos sugerem que indivíduos bem treinados ou bemcondicionados fisicamente (aerobicamente) possuem
FC
derepouso mais baixa, sugerindo maior atividade parassim-pática
51-55
, ou menor atividade simpática
56
, como a expli-cação fisiológica para esse fato. Contudo, à exceção doúltimo, a característica transversal desses estudos não nospermite afirmar que o treinamento tenha sido responsávelpor essa adaptação sobre o
SNA
. Nesses trabalhos não fo-ram levados em consideração o nível de condicionamentoaeróbico e a função autonômica dos atletas antes de inicia-rem o treinamento e, sabendo-se que há uma influênciagenética importante na determinação da variabilidade da
FC
57
, poder-se-ia especular que aqueles indivíduos teriammelhor adaptação cardiovascular ao treinamento em fun-
TABELA 1Risco relativo de mortalidade deacordo com a condição aeróbicaCondiçãoRRaeróbica*(IC 95%)
Laukkanen
et al.
, 2001> 10,61,0 (ref)(indivíduos assintomáticos)9,3-10,60,71-3,017,9-9,21,44-5,39< 7,92,02-7,32Kavanagh
et al.
, 2002< 4,21,0 (ref)(indivíduos com doença4,2-6,30,54-0,71cardiovascular)> 6,30,33-0,47Myers
et al.
, 20021,0-5,93,0-6,8(indivíduos assintomáticos)6,0-7,91,5-3,88,0-9,91,1-2,810,0-12,90,7-2,2> 13,01,0 (ref)Myers
et al.
, 20021,0-4,93,3-5,2(indivíduos com doença5,0-6,42,4-3,7cardiovascular)6,5-8,21,7-2,88,3-10,61,4-2,2> 10,71,0 (ref)
*Condição aeróbica medida em METs.RR: Risco relativo de mortalidade cardiovascular.Ref
.:
Valor de referência.

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