Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
0Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
SBGF_2283

SBGF_2283

Ratings: (0)|Views: 0 |Likes:
Published by Kristian Torres
Schlumberguer
Schlumberguer

More info:

Published by: Kristian Torres on Jun 27, 2014
Copyright:Traditional Copyright: All rights reserved

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

06/27/2014

pdf

text

original

 
Análise de Velocidade por Inversão de Tempo de Trânsito
Wildney W. S. Vieira, Lourenildo W. B. Leite e Fernando S. M. Nunes, UFPA
Copyright 2010, SBGf - Sociedade Brasileira de Geofísica Este texto foi preparado para a apresentação no IV Simpósio Brasileiro de Geofísica,Brasília, 14 a 17 de novembro de 2010. Seu conteúdo foi revisado pelo Comitê Técnico do IV SimBGf, mas não necessariamente representa a opinião daSBGf oude seus associados. É proibidaa reproduçãototal ou parcial deste material para propósitos comerciais sem prévia autorização da SBGf.
RESUMO
O objetivo deste trabalho é a análise de velocidade pelainversão de dados sísmicos de reflexão marcados emseções arranjo ponto-médio-comum (PMC). O modelodireto é descrito como uma distribuição de camadas ho-mogêneas, isotrópicas, com interfaces plano-horizontaiscomo refletores. A aplicação é voltada a bacias sedi-mentares em ambientes marinhos. O problema de inver-são é não-linear, multivariado e resolvido por métodosde derivadas resultante da expansão em série de Tay-lor à primeira ordem. A marcação de eventos na seçãotempo-distância é de fundamental importância no pro-cesso de inversão, e os pontos marcados constituem osdados de entrada juntamente com as informações a pri-ori do modelo a ser ajustado. Os resultados em dadosreais são consistentes com a análise de velocidade sem-blance.
INTRODUÇÃO
OarranjoPMCeomodelodecamadasplano-horizontaisformam um conjunto básico para o processamento dedados sísmicos, e representam uma primeira justifica-tiva para a investigação deste problema objetivando aanálise de velocidade que é fundamental para o empil-hamento e o imageamento. A aplicação deste trabalhoé voltada a bacias sedimentares em ambientes marin-hos para se obter uma distribuição de velocidades paraa subsuperfície. O modelo é interpretado como sendoaplicado por partes limitadas pela abertura da configu-ração, e considerado como inicial em processos poste-riores. A anisotropia devido à estratificação não é con-siderada nas equações do modelo direto (Alkhalifah andTsvankin, 1995) (ver Figura 1).A descrição das propriedades estatísticas do operadordo tempo de trânsito é feito através da solução de umproblema de otimização onde a função objeto de mini-mização é dada pela raíz quadrada da soma dos desviosao quadrado entre o modelo do tempo de trânsito e osdadosobservados. Oproblemaéclassificadocomoajustede curvas não-linear multiparamétrico, e o método deotimização aplicado é o gradiente de segunda ordem.O problema sísmico original é apresentado convenien-temente na seguinte forma: Dado a seção sísmica ob-servada
 t
obs
(
x
)
 no espaço
 D
 dos dados, deseja-se en-contrar um modelo
m
no espaço
 M 
 dos parâmetros cujodados preditivos
 t
pre
(
x
;
v,
)
 ajuste aos dados observa-dos no sentido da norma-2.A praticidade e a importância de usar um modelo for-madoporcamadashomogêneas, plano-horizontais, coma finalidade de imagear bacias sedimentares e estru-turas crostais tem sido argumentado por vários autorescomo, por exemplo, (Roksandic, 1978). (Hubral, 1976)estende o modelo
 2
D
 para
 3
D
 para dar um conceitogeologicamente mais real. Em outros estudos, (Justice,1986) aponta o problema de inversão para dados tempo-distância, e (Macdonald, 1986) enfatiza o problema deinversão sísmica levando em consideração a amplitudee o tempo.O trabalho clássico de (Tarantola, 2005) usa, como umformalismo para o imageamento sísmico, princípios deprocessos estocásticos, enquanto (Parker, 1994) usa oformalismo do espaço vetorial de funções. Vários au-tores, entre eles (Lines, 1993), (Ross, 1994), (Rathor,1997) destacam o problema de ambiguidade na estima-tiva da distribuição de velocidade com a profundidade apartir de dados tempo-distância na reflexão sísmica.(Koren and Ravve, 2006) descrevem a inversão, aquidenominada Durbaum-Dix, sob a condição de vínculospara estimar a distribuição de velocidade intervalar
 v
 =
v
int
 no tempo, a partir de valores marcados de veloci-dade
 v
 =
 v
RMS
 (que pode ser usada como velocidadede empilhamento) e do tempo-duplo de trânsito corre-spondente
 t
0
. A relação entre as velocidades
 v
RMS
 e
v
int
 é escrita abaixo, e este par de equações é denom-inado de transformada Durbaum-Dix. Neste método, avelocidade intervalar é definida por
 v
int,n
 =
n
/
t
n
(intervalo temporal
 ∆
t
 =
 t
n
t
n
1
, e o correspondenteintervalo em profundidade
 ∆
 =
 z 
n
n
1
) onde os sub-scritos
 n
 e
 n
1
 indicam, respectivamente, base e topodos intervalos que não são necessariamente uniformes.O par de transformadas Durbaum-Dix, para o caso es-pecífico de pequenos afastamentos, é dado por:
v
RMS,n
 =
"
 n
X
i
=1
v
2
i
t
i
/
n
X
i
=1
t
i
#
1
/
2
 (1)
v
int,n
 =
»
v
2
RMS,n
t
n
v
2
RMS,n
1
t
n
1
t
n
t
n
1
1
/
2
.
Este par tem limitações sendo uma delas não levar emconsideração o efeito do comprimento do pulso na con-volução com a resposta do meio ao impulso para geraro traço sísmico. Considerando o modelo convolucional
 
Análise de Velocidade por Inversão de Tempo de Trânsitosimples, as interfaces seriam representadas por funçõesDelta de Dirac (impulsos) com amplitude proporcionalao contraste de impedância. O par representa tambémum exemplo de inversão direta (propriamente dita), não-vinculada, explicita, naqualavelocidadeinstantânea(lo-cal na seção profundidade) é admitida constante por in-tervalo. É comum a descrição na literatura que a trans-formada Durbaum-Dix pode produzir valores não realís-ticos e oscilantes, até mesmo para variações pequenasde velocidade
 v
RMS
.
MODELO DIRETO
A descrição de aspectos físicos e geométricos dos mod-elos para o cálculo teórico do tempo duplo de trânsitopõe em destaque modelos de camadas plano- horizon-tais. Para o modelo clássico formado de camadas plano-horizontais (homogêneas e isotrópicas), com uma fontepontual esfericamente simétrica, o espalhamento de en-ergia obedece a uma descrição dependente do tempoduplo de trânsito vertical de cada camada,
 t
0
. Para ocaso de afastamento qualquer, o tempo duplo de propa-gação,
 t
(
 p
)
, é dado em função do parâmetro horizontaldo raio,
 p
, com
 i
 representando o índice da camada,
 v
i
a velocidade,
 ∆
t
i
 o tempo simples de trânsito vertical,
 z 
i
a espessura e
 n
 o índice do refletor, como ilustrado naFigura 1. Considerando o caso de afastamento nulo, otempoduplodepropagação,
 t
(
 p
)
, emfunçãodoparâmetrohorizontal do raio, é dado por:
t
(
 p
 = 0) = 2
n
X
i
=1
t
i
 = 2
n
X
i
=1
i
v
i
.
Para um afastamento arbitrário, o tempo duplo,
 t
(
 p
)
, eo afastamento correspondente,
 x
(
 p
)
, são calculados deforma independente e dados por:
t
(
 p
) = 2
n
X
i
=1
i
v
i
1
 p
2
v
2
i
e x
(
 p
) = 2
n
X
i
=1
v
i
 pz 
i
1
 p
2
v
2
i
,
(2)onde
 p
 = sin
θ
0
/v
i
 é a vagarosidade, ou parâmetro hori-zontal do raio, e
 θ
0
 é o ângulo de partida (
θ
|
π/
2
|
).Na forma prática de trabalho se deseja que a equaçãotemporalsejaescritaemfunçãodoafastamentonaformageral
 t
 =
 t
(
x
)
, onde participam os parâmetros das ca-madas envolvidas (velocidade,
 v
; espessuras,
 z 
). Comoconsequência, a correção ao afastamento nulo utilizaa trajetória expressa pela lei hiperbólica que relacionadiretamente ao afastamento fonte-receptor (Sheriff andGeldart, 1982) segundo a equação:
t
(
x
) =
t
20
 +
 x
2
v
2
RMS
.
 (3)Na equação (3),
 v
RMS
 é a velocidade média quadráticaparaomodelodecamadasplano-horizontaise
t
0
 étempoduplo:
v
RMS
 =
266664
n
X
i
=1
v
i
in
X
i
=1
i
v
i
377775
1
/
2
e t
0
 = 2
n
X
i
=1
i
v
i
.
 (4)AFigura1ilustraocasodecamadasplanaseospamet-ros envolvidos nestas equações.Figura 1: Modelo de camadas plano-horizontais, ho-mogêneas, isotrópicas, onde estão indicados: a fonte(
), o sensor (
G
), a velocidade da camada
 i
 (
v
i
), aespessura da camada
 i
 (
i
); o tempo de trânsito ver-tical simples (
t
i
) e o ângulo de incidência vertical(
θ
i
1
). Está representado em traço vermelho um eventoprimário. Eventos que não obedecerem a este critério,ou geometria, são considerados como ruído coerente,como as múltiplas.
MODELO INVERSO
O método de otimização é o gradiente de segunda or-dem, e a função medida de desajuste,
 φ
(
m
)
, é expressapor:
φ
(
m
) =
uut
1
X
i
=1
[
t
obsi
 
t
prei
 (
m
)]
2
,
 (5)e o princípio da inversão é representado pela figura 2.IV Simpósio Brasileiro de Geofísica - Brasília 2010
 
Análise de Velocidade por Inversão de Tempo de TrânsitoFigura 2: Representação canônica do princípio de inver-são.A expansão em série de Taylor multivariada é sobre afunção que representa os dados e o modelo,
 t
(
x
;
m
)
, eem termos dos parâmetros
m
. A série lineariza o prob-lema para permitir uma solução a partir de uma posiçãoconhecida
m
1
 e de suas derivadas e tem a forma:
t
(
x
;
m
2
)
t
(
x
;
m
1
) +
X
j
=1
∂t∂m
j
(
x
;
m
1
)∆
m
j
.
 (6)O tempo observado representa a variável aleatória:
t
(
x
;
m
2
) =
 t
obs
(
x
;
m
2
 =
 real
) =
 t
obs
(
x
)
.
 (7)E o tempo preditivo representa o modelo teórico:
t
(
x
;
m
1
) =
 t
pre
(
x
;
m
1
 =
 modelo
) =
 t
pre
(
x
)
.
 (8)A partir destes se escreve que:
t
obs
(
x
)
t
pre
(
x
) =
X
j
=1
∂t
pre
∂m
j
(
x
;
m
)∆
m
j
.
 (9)E na forma matricial:
t
(
x
;
m
) =
G
(
x
;
m
)∆
m
.
 (10)A equação (10) é a forma linearizada para a soluçãodo problema não-linear, onde
 
t
(
x
;
m
)
,
 (
Nx
1)
, é umvetor coluna que representa o desvio dos dados;
 
m
,
(
Mx
1)
, é um vetor coluna que representa o desvio dosparâmetros; e
 G
(
x
;
m
)
,
 (
NxM 
)
, é a matriz Jacobianado problema que tem os dados ao longo das colunas eos parâmetros ao longo das linhas e é dada por:
G
i,j
 =
 ∂t
pre
∂m
j
(
x
;
m
)
,
 (
i
 = 1
,
;
 j
 = 1
,
)
 (11)As derivadas da equação (11) representam as funçõessensibilidade da otimização com relação aos parâmet-ros.O problema é definido como sendo sobre-determinado(puro), uma vez que a quantidade de dados é consider-ada maior do que a de parâmetros a determinar,
 (
N >
)
, sendoresolvidoumareflexãodecadavez. Ométodode minimização é por derivadas na forma
 ∂φ
(
m
)
/∂ 
m
=0
, o que estabelece um mínimo local. A linearização doproblema de inversão estabelecido é dado pela equação
G
m
= ∆
t
, e a solução é da seguinte forma:
m
= [
G
G
]
1
G
t
.
 (12)A atualização dos parâmetros durante as iterações édada por:
m
(
k
+1)
=
m
k
+
 γ 
m
 (13)onde
 γ 
 é um fator de ponderação (atenuação ou amplifi-cação) da solução encontrada
 ∆
m
, e
 k
 indica o númerode iterações realizadas no processo de inversão.
RESULTADOS
Os dados reais são da Bacia Marinha Camamu, linhaL5519, PMC 237. A linha é composta de 1098 pon-tos de tiro, com arranjo unilateral direito. O intervalo deamostragem é 4ms. O espaçamento entre os geofonesé 13,34m com o primeiro geofone localizado a 300m dafonte. O espaçamento entre as fontes é de 26,68m.A marcação de eventos na seção tempo-distância é defundamental importância no processo de inversão, e ospontos marcados constituem os dados de entrada jun-tamente com as informações a priori do modelo a serajustado. A Figura 3 mostra a seção sísmica usada paraa marcação de pontos, e os eventos selecionados comoreflexões primárias. Sendo assim, a marcação deve,por princípio, evitar trechos que representem múltiplas,difrações e interseções. A Figura 4 representa a mar-cação realizada para 10 eventos.
01234
   T  e  m  p  o   (  s   )
500 1000 1500 2000 2500 3000Distancia (m)
PMC 237
Figura 3: Seção selecionada para mostrar os resultadosdas etapas do processo de marcação de eventos e in-versão. Observa-se na parte superior a onda direta eas ondas de superfície da água, e na parte inferior oseventos de reflexão.IV Simpósio Brasileiro de Geofísica - Brasília 2010

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->