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Conferências Bilderberg e a frequência portuguesa desde 1988

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Há 21 anos que começou a participação de pagens portugueses nas conferências Bilderberg. Veja quem têm sido. Balsemão é o palafreneiro que apresenta os lusitanos confrades e, talvez essa posição esteja presente nos motivos de Sócrates para não deixar falir o BPP onde Balsemão tem aplicado muito dinheiro. Vítor Constâncio esteve lá em 1988 e no ano seguinte acertou com Cavaco a revisão constitucional que lançou as privatizações.
Há 21 anos que começou a participação de pagens portugueses nas conferências Bilderberg. Veja quem têm sido. Balsemão é o palafreneiro que apresenta os lusitanos confrades e, talvez essa posição esteja presente nos motivos de Sócrates para não deixar falir o BPP onde Balsemão tem aplicado muito dinheiro. Vítor Constâncio esteve lá em 1988 e no ano seguinte acertou com Cavaco a revisão constitucional que lançou as privatizações.

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Conferências Bilderberg e a frequência portuguesas desde1988
O texto que se segue foi extraido do “Notícias daAmadora” (Edição 0040 - 2006-02-02)São 39 os portugueses escolhidos pela comissão de direcção do grupoBilderberg. O social-democrata Francisco Pinto Balsemão escolhe osconvidados desde 1988, procurando que em cada ano se sentem à mesa daelite mundial do capitalismo representantes do PSD, do PS, dos gruposeconómicos, das universidades e da comunicação social.Nessa instância supranacional o definidas as estratégias para agovernação do mundo. Aí são escolhidos os actores que formados à medidahão-de desempenhar os papéis que lhes forem confiados. Em 17 anos deencontros secretos, a elite portuguesa assegurou pela mão do militantenúmero 1 do PSD a 10ª posição em número de participações no conjuntodos 35 países que, em cada ano, se reuniram no continente americano ouno europeu. Participação essa que se torna mais relevante se foremconsiderados apenas 15 países do núcleo duro.Além de seis dos sete países do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos daAmérica, França, Itália e Reino Unido), a Áustria, Bélgica, Dinamarca, Grécia,Holanda, Noruega, Suécia, Suiça e Turquia fazem o pleno de presenças nos18 encontros de Bilderberg, dos quais existe informão disponível.Embora o secretismo que rodeia as conferências de Bilderberg possa estarna origem da ausência de Portugal na lista do encontro de 1982, é provávelque o seu exercício governativo no início da década fosse determinantepara a participão de Pinto Balsemão em 1988 e a sua ascensão àcomissão de direcção no ano seguinte. Também em 1988 passou a integrara Comissão Trilateral, de que foi membro até 1994. Desde então faz partedo grupo português.É, no entanto, provável que tenha havido outras assistências portuguesasantes de 1988, designadamente no decurso da viragem política ocorrida emPortugal, a partir de 1976. As negociões com o Fundo MonerioInternacional (FMI) e com a Comunidade Económica Europeia indiciam umamaior aproximão dos dirigentes poticos portugueses dos grupos eorganizações do capitalismo transnacional.Foi no II Governo constitucional (1978) e no IX Governo (1983-1985) que seconcretizou o acordo com o FMI e se entrou na fase decisiva dasnegociações para a adesão à Comunidade Económica Europeia (CEE), cujotratado foi subscrito em Junho de 1985. Mário Soares, primeiro-ministronestes dois governos, conduziu as negociações, em executivos em que o PSsurgiu coligado com o CDS (no primeiro caso) e com o PSD (no segundo).António Guterres, que foi em 1975 adjunto do ministro Mário Soares, viria aintegrar a Comissão Negociadora de Adesão de Portugal à ComunidadeEuropeia entre 1976 e 1979. Foi eleito secretário-geral do PS em 1982 e, noano seguinte, membro da Comissão Parlamentar de Demografia, Migrações
 
e Refugiados da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa.Francisco Pinto Balsemão, que ascendeu a primeiro-ministro após a mortede Sá Carneiro, ganhou protagonismo no país e estabeleceu contactos erelações externas no âmbito das negociações de adesão à CEE Em 1981 e1982 deslocou-se, designadamente, a Londres, Bruxelas, Luxemburgo,Dinamarca e Roma, onde foi inevivel o contacto com comissários epessoal da Comissão, que simultaneamente o membros do grupoBilderberg. E, em Dezembro de 1981, o Presidente da República francesa,François Miterrand, visitou oficialmente Portugal.ABRE PORTASHá uma coincidência relevante nas participações portuguesas de Bilderberg,que é, de resto, concordante com a tendência verificada relativamente aparticipantes de outros países. Bilderberg abre portas e impulsionacarreiras, proporciona contactos e relações internacionais, franqueia aentrada em círculos da elite capitalista.Os últimos quatro primeiros-ministros portugueses ascenderam ao cargoapós terem participado nos encontros. António Guterres participou, em1994, na conferência realizada em Helsínquia, na Finlândia, juntamente comDurão Barroso e com o advogado portuense e militante do PSD MiguelVeiga. No ano seguinte, em 1995, após a vitória do PS nas legislativas,Guterres é convidado a formar governo e Barroso, que era ministro dosNecios Estrangeiros no terceiro Governo de Cavaco Silva, passou àoposição.Decorridos seis anos, António Guterres demite-se do governo, na sequênciada derrota eleitoral do PS nas autárquicas de 2001. Eduardo Ferro Rodriguesassume a chefia do executivo até à realização de eleições legislativas etambém a liderança do PS. Jorge Sampaio — também ele um convidado deBilderberg, tendo participado na conferência de 1999, realizada em Sintra —marca as eleições para 17 de Março de 2002. O PSD ganha as eleições eDurão Barroso, presidente do partido desde 1999, é convidado a formargoverno.No ano seguinte, em 2003, Durão Barroso compareceu no encontro dogrupo de Bilderberg, realizado em Versailles, em França. Desta vez foiacompanhado por Eduardo Ferro Rodrigues. Mas perspectivou-se aí umanova missão para o primeiro-ministro. Barroso não leva o mandato até aofim e pede a demissão para desempenhar o cargo de presidente daComissão Europeia.Em 2004, Jorge Sampaio decide reconduzir o PSD, rejeitando a hipótese deconvocação de eleições antecipadas, o que leva Ferro Rodrigues a demitir-se de secretário-geral do PS. Pedro Santana Lopes, então presidente daCâmara Municipal de Lisboa, foi convidado a participar na conferência dogrupo Bilderberg, que se realizou no início de Junho, em Stresa, Itália. Ummês depois Santana Lopes forma governo, a convite do Presidente daRepública. Mas o novo presidente do PSD e novo primeiro-ministro não sedeslocou sozinho a Itália. Foi com ele José Sócrates, antigo ministro doAmbiente de Annio Guterres e que seria eleito três meses depoissecretário-geral do PS.Na delegação portuguesa de 2004, além do sempre presente FranciscoPinto Balsemão, participou também pela segunda vez numa conferência de
 
Bilderberg António Vitorino. A sua estreia ocorreu em 1996, em Toronto, noCanadá, quando era vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa do Governode Annio Guterres. Na altura, também o acompanhou a jornalistaMargarida Marante.Depois da saída de António Vitorino do governo, em 1997, ocupou nos doisanos seguintes o lugar de presidente da Portugal Telecom Internacional e ode presidente da assembleia geral do Banco Santander Portugal. Cargos quedeixou para ser empossado como comissário europeu, na Comissãopresidida por Romano Prodi. Na reunião de 2004, Vitorino era comissárioresponsável pela Justiça e Assuntos Internos em fim de mandato e o seunome era avançado como candidato possível à presidência da Comissãoeuropeia e à eleição de 2006 para a Presidência da República portuguesa.A estada de Santana Lopes no governo é breve. Dissolvida a Assembleia daReblica e convocadas eleições legislativas, Jocrates, enosecretário-geral do PS, conquista a maioria absoluta em 20 de Fevereiro de2005. Para a conferência Bilderberg, que decorreu em Maio deste ano, emRottach-Egern, na Alemanha, foram convidados o presidente da Comissãoeuropeia e mais dois candidatáveis, um a uma instância internacional eoutro à liderança do PSD.Durão Barroso acompanhou o seu amigo pessoal Nuno Morais Sarmento,que é, no entanto, ultrapassado em Portugal na corrida para a direcção doPSD por Ls Marques Mendes. Pelo contrio, António Guterres éconfirmado em Maio para o cargo de Alto Comissário da ONU para osRefugiados.Mas Bilderberg serve também para afastar quem não se enquadre nosobjectivos definidos. Foi o que aconteceu a Margareth Tatcher ao manifestarreservas a uma crescente integrão europeia. O mesmo podeteracontecido a Ferro Rodrigues, quando nas eleições de 2004 para oParlamento Europeu se manifestou contra a venda de 49 por cento docapital da empresa Águas de Portugal. Posição essa que contraria a políticacomunitária e os objectivos capitalistas. Em Agosto passado, José Sócratesnomeia-o chefe da delegação portuguesa junto da Organização deCooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) em Paris.Os acontecimentos o consisncia à tese da governão mundialcapitalista. Daí que se perceba o secretismo que envolve os conclaves deBilderberg. Para que o silêncio seja assegurado, participam nos encontrosrepresentantes dos maiores grupos de comunicação social, tantoadministradores como jornalistas. Mas participam igualmente para seinformarem sobre o que interessa à agenda mediática. Entre os portuguesescontam-se Margarida Marante (encontro de 1996), Nicolau Santos (1999)Nuno Brederode Santos (1993) e o próprio Pinto Balsemão, patrão do grupoImpresa.Um conjunto de jornalistas conseguiu, a partir do exterior, abrir algumasbrechas na cortina, relativamente a 18 encontros. Ficaram por revelar a listade presenças e a agenda de 35 encontros. Mais de três dezenas de anosque compreendem peodos importantes da história do mundo e dePortugal.BLOCO CENTRO-DIREITADo que se conhece, foi em 1988, em Telfs-Buchen, na Áustria, que FranciscoPinto Balsemão encetou uma participão ininterrupta de 17 anos de

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