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P.V.P.:
10
/
ISBN:
978-972-37-1453-1
Título:
EVOCAÇÃO DE SOPHIA
 Autor:
Alberto Vaz da Silva
Prefácio:
Maria Velho da Costa
Posfácio:
José Tolentino Mendonça
Colecção:
Testemunhos
 Ano de edição:
2009 /
Tema, classificação:
Biografia
Formato e acabamento:
14,5 x 20,5 cm, edição brochada
N.º de páginas:
112«Curiosa forma tem AlbertoVaz da Silva de abeirar-se aqui de Sophia, em evocação intensa, dilec-tíssima e discreta. “Quem tiver ouvidos para ouvir […]”. A visão inaugural é a de um jardim. Ainda nãose fala de livros, nem de versos, mas de uma adolescente num “maravilhoso jardim semi-abandonado eselvagem”, deslizando atrás do aroma “profundo, intenso, secreto, veludoso, insondável” que é a almado mundo e a nossa própria. Quando Sophia, recuperando a memória desse lugar, escrever que “ocorpodeAlexandredaMacedónia era, porsua natureza,aromático”, certamentere-corda ea-corda. Os jardins são, para a consciência, territórios de origem, patamares, cavidades maternais, propulsores devertiginosa passagem. A imagem do epílogo, por sua vez, é um traço do autor, a impressão do olhar perante Sophia queescreve, apenas isso: “Ali, naquela folha, arvorava o seu nome[…]”. Detenho-me no modo exacto e, to-davia, inesperado que Alberto Vaz da Silva propõe para enunciar, ou anunciar, o acto da escrita: “arvo-rava”. No princípio e no fim temos, assim, o jardim, pois a escrita é, ela também, singular forma de ar-borescência. A caligrafia é tatuagem orgânica, matéria com predicados vegetais: linha indivisa,ramificada, que se multiplica desde as raízes até ao alto (ou desde o alto até às raízes, como ensina aCabala). Escrever mantém uma equivalência misteriosa com o arborescer.Este é, se quisermos, um livro sobre jardins. Os que nos precedem, os que formam sem sabermosa nossa alma e os seus declives, os que silenciosamente se avistam nas várias formas de grafia, desdeaquela que cintila na vastidão silenciosa dos céus (e que também nos pertence), à nossa grafia íntima,feita de arranhões, de registos digitais, de textos, crateras.»
 JoséTolentino Mendonça
, no posfácio deste livro
 Assírio
editores e livreiros 
& Alvim
II
Rua Passos Manuel, 67-B1150-258 Lisboa
 
P.V.P.:
16
/
ISBN:
978-972-37-1358-9
Título:
CONTRARIAR, ESMAGAR, AMAR — A Família e o Estado Novo na obra de Paula Rego
 Autor:
Ruth Rosengarten
Colecção:
Arte e Produção
 Ano de edição:
2009 /
Tema, classificação:
Ensaio / Arte Contemporânea
Formato e acabamento:
16 x 22 cm, edição brochada
N.º de páginas:
176
«Vivendo e trabalhando em Inglaterra, onde se instalou definitivamente desde 1976, PaulaRego continua a elaborar as questões da formação da identidade em torno do país onde nasceu,inquirindo o modo como a cultura visual que moldou a sua infância em Portugal poderá hojeressoar junto de um público internacional mais vasto; como uma expressão na língua portu-guesa pode ser encenada como imagem; como a articulação da «Portugalidade» pode ser cons-tituída visualmente. Mas é sobretudo nas alusões ao Estado Novo que Rego evoca aPortugalidade com maior consistência: evoca-a enquanto passado e enquanto traço mnemó-nico. Pois o passado não é apenas um fardo que se carrega no presente: poderia dizer-se que aprópria existência dele se extrai da visão imediata.Isso tem ressonâncias num campo aparentemente muito distante do histórico: o da psica-nálise. Lá onde a repetição traz à luz algo que está oculto mas não inteiramente esquecido, Regoinvoca as imbricadas cronologias que informam o encontro entre o analista e o analisando nacena psicanalítica. Ao desdobrarem-se, tais narrativas trazem à luz uma anterioridade imersa emimediatez, onde a acção corrente substitui uma memória recalcada: faço
isto
em vez de recordar
aquilo
. Na base deste livro está pois o encontro entre duas disciplinas aparentemente díspares: ahistória e a psicanálise.»
Ruth Rosengarten
, na Introdução a este livro
 Assírio
editores e livreiros 
& Alvim
II
Rua Passos Manuel, 67-B1150-258 Lisboa
 
P.V.P.:
15
/
ISBN:
978-972-37-0119-7
Título:
OS PASSOS EM VOLTA — 10.ª Edição
 Autor:
Herberto Helder
Colecção:
A Phala
 Ano de edição:
2009 /
Tema, classificação:
Ficção
Formato e acabamento:
14 x 20 cm,
edição encadernada 
N.º de páginas:
200
 Aparentemente um livro de contos, histórias de enredos simples, mas romanticamentetranscendentes, representam os passos de um homem em torno da sua existência, sem res-postas paradigmáticas, num vazio que se procura transformar em matéria. Sobeja-lhe ocorpo, divino, prodigioso eredentor, onderegressa sempre.«Talvez pudesse ouvir passos junto à porta do quarto, passos leves que estacariam en-quanto a minha vida, toda a vida, ficaria suspensa. Eu existiria então vagamente, alimen-tado pela violência de uma esperança, preso à obscura respiração dessa pessoa parada. Oscomboios passariam sempre. E eu estaria a pensar nas palavras do amor, naquilo que sepodedizerquandoaextremasolidãonosumtalentoinconcevel.Omeutalentoseriaoximotalentodeumhomemedeviareter,apenaspelasuaforçasilenciosa,essapessoade-frontedaporta,apoucosmetros,àdistânciadeumsimplesmovimentocaloroso.Masnesseinstante ser-me-ia revelada a essencial crueldade do espírito. Penso que desejaria somente apresença incógnita e solitária dessa pessoa atrás da porta. Ela não deveria bater, solicitar, in-quirir», conta-nos Herberto Helder na magnífica prosa a que nos habituou.Esta 10.ª edição surge agora com uma magnífica encadernação, preservando aindaassim o preço da edição anterior.
 Assírio
editores e livreiros 
& Alvim
II
Rua Passos Manuel, 67-B1150-258 Lisboa
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