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CARTA ABERTA

CARTA ABERTA

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11/12/2012

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CARTA ABERTAA/CMINISTÉRIO DA EDUCAÇÃOPARTIDOS POLÍTICOS COM ASSENTO PARLAMENTARSINDICATOS E DEMAIS ASSOCIAÇÕES SOCIOPROFISSIONAISCOMUNICAÇÃO SOCIALCOLEGAS
 
Definitivamente, é chegado o momento de dizer BASTA!...Os professores estão saturados de assistir, diariamente, ao espectáculodeprimente protagonizado pela Sra. Ministra da Educação e pelos seusSecretários de Estado, fingindo não perceber as razões que desencadearam aindignação dos professores e manifestando uma impudência e uma cegueirainauditas face aos fundamentos discricionários, gratuitos e, insuportavelmente,injustos em que assenta este modelo de avaliação, retirando-lhe a credibilidadee a consistência.O que começa por revoltar os professores, para além da prepotência e datruculência incompetente desta equipa ministerial, é a circunstância de oEstado ter patrocinado uma divisão sem critério e vergonhosa da carreiradocente entre "professores titulares" e apenas "professores", dando coberturalegal às injustiças gritantes que daqui decorreram, com professores maiscompetentes, mais qualificados e com mais experiência profissional a verem-se, agora, confrontados com o inacreditável constrangimento de irem ser avaliados por um colega menos capacitado e com menos currículo.Desafiamos qualquer pessoa a dar-nos um exemplo de um sistema deavaliação, seja de uma organização ou de um país, em que estas situaçõesaconteçam. A Sra. Ministra da Educação pode agitar as cortinas de fumo quequiser, mas não vai credibilizar este modelo de avaliação, nem, por arrastamento, apaziguar a revolta que grassa nas escolas, enquanto nãoacabar com esta injustiça. Ao designar os "professores titulares" como um
 
"corpo altamente qualificado", a Sra. Ministra da Educação indignou osprofessores e semeou o mal-estar nas escolas.Como tal, não venha a Sra. Ministra da Educação e os seus Secretários deEstado com os subterfúgios da dificuldade das escolas na implementaçãodeste modelo de avaliação. Essa postura paternalista é outro factor deindignação dos docentes, pois transmite para a opinião pública a imagem,falsa, da impreparação dos professores e das escolas. De uma vez por todas,façam um esforço de compreensão e tenham presente que não se trata dedificuldades técnicas na concretização do modelo,
MAS DA REJEIÇÃO, PORPARTE DOS PROFESSORES, DESTE MODELO DE AVALIAÇÃO EMCONCRETO
, porque o mesmo não assegura a maior qualificação do avaliador,imputa ao professor variáveis que ele não pode controlar, não está orientadopara a melhoria das aprendizagens, consubstanciando uma aventurairresponsável, uma vez que dá cobertura a deslumbramentos de pequenoavaliador, a favorecimentos pessoais, a uma balcanização da avaliação, desdefichas bem concebidas a verdadeiras aberrações, além de que não se ajusta àmulticomponencialidade da docência.
É assim tão difícil perceber e aceitar esta realidade incontornável?...
Num momento em que se começa a equacionar o retorno ao diálogo entre oMinistério da Educação e os Sindicatos, urge tornar bem claro que toda aenvolvência em torno das questões que se prendem com a educação/ensino e,mais concretamente, com os professores, não se esgota, única eexclusivamente, num hipotético adiamento/simplificação do processo deavaliação do desempenho de professores. Neste sentido, preocupa osprofessores o facto de os Sindicatos e as demais organizações representativasse poderem vir a deixar enredar na falácia do adiamento da implementação domodelo de avaliação. Assim sendo, lembramos, mais uma vez, àqueles quenos representam que o problema deste modelo de avaliação de desempenhonão está no calendário de aplicação, mas nos fundamentos e na substância domesmo.Às razões anteriormente referenciadas, acresce, ainda, a tentativa de aplicaçãode um modelo de gestão impositivo e não democrático, bem como um estatutodo aluno, totalmente, irresponsável.

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