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Figueira encantada

Figueira encantada

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Published by PaulaFrade
Lenda sobre a "Figueirea da Foz" /Venda do Pinheiro (é só trocar...)_ Por Paula Frade e ilustrações de José Lima
Lenda sobre a "Figueirea da Foz" /Venda do Pinheiro (é só trocar...)_ Por Paula Frade e ilustrações de José Lima

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Published by: PaulaFrade on Nov 27, 2009
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11/26/2009

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I Parte
Era uma vez uma cidade, com muitas ruas cheias de casas antigas e prédiosnovos, pessoas, carros e lojas. Falo da minha cidade, cheia de movimento, sons, músicae cheiro a mar.Chamo-me Duarte e moro na Figueira da Foz.1
 
 No cimo da minha rua existe uma igreja que tem um sino que quando libertaestridentes badaladas afuguenta os pombos e fazem-os voar apressadamente em bandonuma azáfama de pó. No outro lado da minha rua há uma pizzaria e por isso de vez em quandoaparece por lá clandestinamente um rato apreciador de queijo Italiano.Ao virar da esquina, mora o senhor Joaquim que é sapateiro. Passa os diassentado num banco pequeno à entrada da sua casa velhinha a martelar sapatos. Sempreque passo por ali pergunta-me: _ Olá Duarte! Já sabes atar os sapatos sózinho?A sorrir respondo-lhe que sim. Foi o senhor Joaquim que numa tarde me ensinoua dar nós e laços nas botas de Inverno. Na minha rua mora também a Rita, mas como é rapariga não costumamos passar muito tempo juntos. Às vezes vemos filmes de animação e vamos até à gelataria com asnossas mães. Na minha rua também mora a senhora Leonor que embora seja muito idosa, émuito bonita. Nunca se esquece de colocar nos lábios um baton discreto e de se perfumar com água de rosas. Usa um carrapito no cabelo e usa umas roupas engraçadasque embora sejam da alta costura acho que já não estão muito na moda. A mãe diz que asenhora Leonor é como se fosse uma princesa já velhinha. Na janela da sua casa existem vasos com sardinheiras de muitas cores. A umcanto do parapeito dorme com frequência o Seara, o seu gato gordo cor de mel. Chama-se assim porque quando fica chateado parece uma espiga de trigo eriçada.Acho que a senhora Leonor gosta muito de mim por já não ter família e achar que eu sou o seu melhor amigo. Quando a mãe me deixa lá ir a casa, bebemos juntoschá em belas taças de porcelana inglesa e comemos deliciosos bolos que ás vezes saiemno momento quentinhos do forno. Não sei como nunca tivemos uma dor de barriga! _ Beba o cházinho menino Duarte! Dizia-me a senhora Leonor enquanto regavaas suas camélias. _ Gosta de flores? _Pensando bem, acho que gosto de papoilas por serem vermelhas e frágeis etambém por crescerem nos campos onde o avô me leva a descobrir as tocas dos coelhos.Também gosto de girassóis porque se viram para o sol. Acho que todos nós devemos2
 
estar sempre voltados para as coisas e para as pessoas boas que nos fazem felizes. Nãoacha senhora Leonor? _Claro menino Duarte! Temos de procurar sempre a felicidade porque a vida passa depressa e às vezes perdemos tempo com coisas que não são importantes. Hojevai à praia menino Duarte?Perguntava-me a senhora Leonor enquanto arrumava cuidadosamente as suaschávenas de porcelana no seu louceiro dos cristais. _ Não sei. A mãe disse que à tarde ía lá o senhor António arranjar a torneira partida da casa de banho que já há muito tempo estava a pingar água. _ Devemos respeitar o ambiente! A água é dos bens mais preciosos do nosso planeta. _Sim. Respondia eu enquanto observava o gato que teimava em não fazer nada anão ser dormir. _ Sabe menino Duarte, se a sua mãe o deixasse, podia hoje ir comigo jantar acasa da minha amiga Carlota. A companhia do menino seria uma alegria entre duasvelhotas. A ideia é experimentar umas invenções gastronómicas e experimentar umascertas gulosices típicas que a Carlota descobriu num livro de receitas da sua bisavó. _ Claro que gostaria muito. Respondi eu a sorrir com água na boca e a pensar nocão da senhora Carlota que para além de ser meio estouvado também é parvo e feio. Foia primeira vez que vi um cão com uma camisola de lã quentinha e um gorro na cabeça.Também nunca tinha visto um cão com uma coleira cheia de corações no pescoço. E,confesso que fiquei pasmado quando vi o cão com um pijama cor de rosa deitado na suacama com uma venda nos olhos para não acordar com a luz do dia.A senhora Carlota de aparência mais reboliça que a senhora leonor que é magrae alta, é também mais extrovertida e fala habitualmente muito alto e a rir. A senhoraCarlota tem dez pares de óculos que usa consoante as diversas necessidades e ocasiões etambém consoante a roupa que veste. Gosto da senhora Carlota porque é sempre muitosimpática, atenciosa e cheia de sentido de humor.Quando chegámos a casa da senhora Carlota, fomos recebidos com grandealegria. _Boa noite meus caros amigos! Leonor minha amiga, olhe que está cada vezmais elegante, mais bonita. Dê-me o segredo! E o menino duarte! Que bonitinho egrande está! A sua mãe está bem? Depois mande-lhe comprimentos meus e agradeça-lhe o vaso das flores. Entrem! Entrem!3

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