cenaberta
cha
técnica
Director
António Augusto Barros |
Coordenação e Fotograa
Augusto Baptista |
Redacção
Augusto Bap
-
tista, Patrícia Almeida, Pedro Rodrigues |
Concepção gráca
Ana Rosa Assunção |
Revisão
Soa Lobo|
ISSN 1645-9873 | N.º 8 distribuição gratuita |
Tiragem
2500
exemplares |
Impressão
Tipograa Ediliber
|
Propriedade
Cena Lusófona, Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral, Rua António Joséde Almeida, n.º 2, 3000 - 040 COIMBRA, PORTUGAL | Tel. e Fax (+351) 239 836 679| teatro@cenalusofona.pt | www.cenalusofona.pt
A
Cena Lusófona
é uma estrutura nanciada por:
cenaberta
2
É uma das notícias deste cenaberta: Abel Neves venceu a III edição do PrémioLuso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva. A discrição com que oacontecimento foi divulgado nos órgãos de comunicação social dos dois países, paraalém de particularmente injusta para o premiado, é um bom exemplo da forma
como as relações de cooperação cultural entre os países de língua portuguesa têmsido pensadas e concretizadas.
Nos anos de 2005 e 2006, foram assinados cinco acordos, programas e proto
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colos de cooperação cultural entre Portugal e o Brasil, envolvendo os Ministériosdos Negócios Estrangeiros e da Cultura dos dois países, bem como instituições quedeles dependem: o Instituto Camões e o Instituto das Artes, do lado português, ea Funarte, do lado brasileiro. Os objectivos, comuns a todos os documentos, sãoclaros: “encorajar o diálogo cultural bem como o intercâmbio, a circulação, a in
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vestigação e a produção artística”. Quatro anos depois, seria útil avaliar a execuçãoconcreta destes acordos, para além das boas vontades formalmente expressas. Eperceber que a instituição de um Prémio, por importante que seja, parece real
-mente pouco para tanta preparação anterior e tantas declarações de intenção. Mas
é ainda mais intrigante que, havendo
um
resultado concreto destas parcerias, ele
seja tão timidamente divulgado por quem o cria e não sejam aproveitadas todas as
suas potencialidades. Uma co-produção entre Portugal e o Brasil, a partir de umtexto seleccionado por um júri luso-brasileiro, patrocinado por instituições ociais,deveria ser um acontecimento ímpar na vida teatral dos dois países, capaz de darvisibilidade e de incentivar outras formas de intercâmbio e de cooperação, deveria
ter um efeito galvanizador e assumir-se como projecto exemplar.
Ao nível multi-lateral, a situação não difere muito. As cimeiras dos Minis
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tros da Cultura dos países da CPLP são momentos-chave para a denição e aprossecução de uma estratégia cultural comunitária. Desde 2000, os Ministrosreuniram-se ocialmente por seis vezes. Dessas reuniões resultaram sempre decla
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rações ociais. Na primeira delas, realizada no Estoril, em Maio de 2000, convocadapelo ministro português Manuel Maria Carrilho, foi mesmo assinado um importantePlano de Acção (transcrito nas páginas deste cenaberta), com medidas sectoriaisconsideradas fundamentais para “o fomento dos intercâmbios culturais, o reforço
dos laços históricos e a promoção de iniciativas comuns que valorizem o espaço de
expressão linguística comum a que pertencem”. Passados sete anos, na última des-tas cimeiras, na cidade da Praia, os responsáveis pela Cultura dos países da CPLPreconheciam, no entanto, as “diculdades diversas constatadas na implementaçãodas Declarações de Estoril a Bissau” e voltavam a apresentar como projectos váriasdas iniciativas consideradas prioritárias em 2000. Assim, a pequena história destascimeiras acaba por ser um claricador diagnóstico.
Como uma das instituições que há largos anos trabalham na concretização de
circuitos de intercâmbio, de co-produções, de planos de formação, de redes es
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táveis de cooperação, atrevemo-nos a apontar uma das principais razões para estadiscrepância entre os discursos ociais e as condições e a atenção que são dadas
aos agentes no terreno. A actuação dos organismos responsáveis pela aplicação dasmedidas politicamente enunciadas faz-se demasiadas vezes de costas voltadas para
aqueles que as podem tornar concretas – no caso, os artistas e as estruturas decriação. Sem eles, sem o seu envolvimento activo, não adiantará nunca pensar-se
em estreitar laços culturais.
É por isso que, na altura em que retomamos a nossa actividade regular e emque, por coincidência, vários dos países da CPLP estão a iniciar novos ciclos políti
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cos da sua vida democrática, organizamos em Coimbra o Encontro Internacionalsobre Políticas de Intercâmbio. Para que, com o contributo de todos, através de
um indispensável diálogo entre decisores políticos e agentes culturais actuantes e
situados no terreno, possamos começar a construir uma muito concreta, possível e
frutuosa comunidade cultural de língua portuguesa.Cena Lusófona
editorial
Colecção Cena Lusófona
As Virgens Loucas
de ANTÓNIO AURÉLIO GONÇALVESCabo Verde
Teatro do Imaginário Angolar
de FERNANDO DE MACEDOSão Tomé e Príncipe
Supernova
de ABEL NEVES
Portugal
As Mortes de Lucas Mateus
de LEITE DE VASCONCELOS
Moçambique
Teatro I e II
obra dramatúrgicade JOSÉ MENA ABRANTES
(dois volumes)Angola
Mar me quer
de MIA COUTO e NATÁLIA LUIZA
Portugal / Moçambique
Teatro
obra completa
NAUM ALVES DE SOUZABrasil
Revista Setepalcos
(esgotados números 0, 1 e 2)N.º 3 – Setepalcos especial sobre TEATRO BRASILEIRON.º 4 – Setepalcos especial sobre TEATRO GALEGON.º 5 – Setepalcos especial sobre RUY DUARTE DE CARVALHO
Floripes Negra
Floripes na Ilha do Príncipe, em Portugal e no mundode AUGUSTO BAPTISTAÁlbum Fotográco / Reportagem / Ensaio
edições.cena
À venda na sede da Cena Lusófona e no Tea-
tro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra,ou via encomenda postal, após solicitaçãopor telefone, fax, ou e-mail.
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