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intercâm-bio cultural entre ospaíses de língua portuguesatem sido objecto de várias res-
oluções ociais, projectos de in
-tervenção e iniciativas pontuais.
Permanece, contudo, a sensação
de que há muito por fazer na aproxi-mação e no inter-conhecimento en-tre os agentes culturais dos diversospaíses e na capacidade de articularmeios e vontades em nome deste in-teresse comum.Quando caminhamospara a celebração do 15º aniversário
da CPLP (em 2011), e num momento
em que vários dos oito palcos lusófonos
(aos quais se junta, como parceiro privi
-
legiado, a Galiza) estão a iniciar um novociclo político (Angola, Portugal, Guiné-Bissau e Moçambique), a Cena Lusófona
promove um encontro entreresponsáveis insti-tucio-
Rua António José de Almeida n.º 2, 3000 - 040 COIMBRA Portugal telf. e fax (+351) 239 836 679
| teatro@cenalusofona.pt | www.cenalusofona.pt
 
Cena Lusófona
n.º 8 Dezembro 2009
 
distribuição gratuita
 
ISSN 1645-9873
 A Cena no Café 
Braga e Coimbra
enono nenaona soe oí ase neâmo
3   4   5   6  D  e  z  e  m  b  r  o  
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09 
imagens deum festival
 À conversa com
Walter Cristóvão
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cenaberta 
cha
técnica
 
Director
António Augusto Barros |
Coordenação e Fotograa
Augusto Baptista |
Redacção
Augusto Bap
-
tista, Patrícia Almeida, Pedro Rodrigues |
Concepção gráca
Ana Rosa Assunção |
Revisão
Soa Lobo|
ISSN 1645-9873 | N.º 8 distribuição gratuita |
Tiragem
 
2500
exemplares |
Impressão
 
Tipograa Ediliber
 
|
 Propriedade
 
Cena Lusófona, Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral, Rua António Joséde Almeida, n.º 2, 3000 - 040 COIMBRA, PORTUGAL | Tel. e Fax (+351) 239 836 679| teatro@cenalusofona.pt | www.cenalusofona.pt
A
Cena Lusófona 
é uma estrutura nanciada por:
cenaberta 
2
É uma das notícias deste cenaberta: Abel Neves venceu a III edição do PrémioLuso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva. A discrição com que oacontecimento foi divulgado nos órgãos de comunicação social dos dois países, paraalém de particularmente injusta para o premiado, é um bom exemplo da forma
como as relações de cooperação cultural entre os países de língua portuguesa têmsido pensadas e concretizadas.
Nos anos de 2005 e 2006, foram assinados cinco acordos, programas e proto
-
colos de cooperação cultural entre Portugal e o Brasil, envolvendo os Ministériosdos Negócios Estrangeiros e da Cultura dos dois países, bem como instituições quedeles dependem: o Instituto Camões e o Instituto das Artes, do lado português, ea Funarte, do lado brasileiro. Os objectivos, comuns a todos os documentos, sãoclaros: “encorajar o diálogo cultural bem como o intercâmbio, a circulação, a in
-
vestigação e a produção artística”. Quatro anos depois, seria útil avaliar a execuçãoconcreta destes acordos, para além das boas vontades formalmente expressas. Eperceber que a instituição de um Prémio, por importante que seja, parece real
-mente pouco para tanta preparação anterior e tantas declarações de intenção. Mas
é ainda mais intrigante que, havendo
um
resultado concreto destas parcerias, ele
seja tão timidamente divulgado por quem o cria e não sejam aproveitadas todas as
suas potencialidades. Uma co-produção entre Portugal e o Brasil, a partir de umtexto seleccionado por um júri luso-brasileiro, patrocinado por instituições ociais,deveria ser um acontecimento ímpar na vida teatral dos dois países, capaz de darvisibilidade e de incentivar outras formas de intercâmbio e de cooperação, deveria
ter um efeito galvanizador e assumir-se como projecto exemplar.
Ao nível multi-lateral, a situação não difere muito. As cimeiras dos Minis
-
tros da Cultura dos países da CPLP são momentos-chave para a denição e aprossecução de uma estratégia cultural comunitária. Desde 2000, os Ministrosreuniram-se ocialmente por seis vezes. Dessas reuniões resultaram sempre decla
-
rações ociais. Na primeira delas, realizada no Estoril, em Maio de 2000, convocadapelo ministro português Manuel Maria Carrilho, foi mesmo assinado um importantePlano de Acção (transcrito nas páginas deste cenaberta), com medidas sectoriaisconsideradas fundamentais para “o fomento dos intercâmbios culturais, o reforço
dos laços históricos e a promoção de iniciativas comuns que valorizem o espaço de
expressão linguística comum a que pertencem”. Passados sete anos, na última des-tas cimeiras, na cidade da Praia, os responsáveis pela Cultura dos países da CPLPreconheciam, no entanto, as “diculdades diversas constatadas na implementaçãodas Declarações de Estoril a Bissau” e voltavam a apresentar como projectos váriasdas iniciativas consideradas prioritárias em 2000. Assim, a pequena história destascimeiras acaba por ser um claricador diagnóstico.
Como uma das instituições que há largos anos trabalham na concretização de
circuitos de intercâmbio, de co-produções, de planos de formação, de redes es
-
táveis de cooperação, atrevemo-nos a apontar uma das principais razões para estadiscrepância entre os discursos ociais e as condições e a atenção que são dadas
aos agentes no terreno. A actuação dos organismos responsáveis pela aplicação dasmedidas politicamente enunciadas faz-se demasiadas vezes de costas voltadas para
aqueles que as podem tornar concretas – no caso, os artistas e as estruturas decriação. Sem eles, sem o seu envolvimento activo, não adiantará nunca pensar-se
em estreitar laços culturais.
É por isso que, na altura em que retomamos a nossa actividade regular e emque, por coincidência, vários dos países da CPLP estão a iniciar novos ciclos políti
-
cos da sua vida democrática, organizamos em Coimbra o Encontro Internacionalsobre Políticas de Intercâmbio. Para que, com o contributo de todos, através de
um indispensável diálogo entre decisores políticos e agentes culturais actuantes e
situados no terreno, possamos começar a construir uma muito concreta, possível e
frutuosa comunidade cultural de língua portuguesa.Cena Lusófona
editorial
Colecção Cena Lusófona
As Virgens Loucas
de ANTÓNIO AURÉLIO GONÇALVESCabo Verde
Teatro do Imaginário Angolar
de FERNANDO DE MACEDOSão Tomé e Príncipe
Supernova
de ABEL NEVES
Portugal
 
As Mortes de Lucas Mateus
de LEITE DE VASCONCELOS
Moçambique
Teatro I e II
obra dramatúrgicade JOSÉ MENA ABRANTES
(dois volumes)Angola
Mar me quer
de MIA COUTO e NATÁLIA LUIZA
Portugal / Moçambique
Teatro
obra completa
NAUM ALVES DE SOUZABrasil
Revista Setepalcos
 
(esgotados números 0, 1 e 2)N.º 3 – Setepalcos especial sobre TEATRO BRASILEIRON.º 4 – Setepalcos especial sobre TEATRO GALEGON.º 5 – Setepalcos especial sobre RUY DUARTE DE CARVALHO
Floripes Negra
Floripes na Ilha do Príncipe, em Portugal e no mundode AUGUSTO BAPTISTAÁlbum Fotográco / Reportagem / Ensaio
edições.cena
À venda na sede da Cena Lusófona e no Tea-
tro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra,ou via encomenda postal, após solicitaçãopor telefone, fax, ou e-mail.
 
cenaberta 
3
Dezembro 2009
cenaberta 
O intercâmbio cultural entre os países de
língua portuguesa tem sido objecto de várias
resoluções ociais, projectos de intervenção einiciativas pontuais. Permanece, contudo, a sen
-sação de que há muito por fazer na aproxima-ção e no inter-conhecimento entre os agentesculturais dos diversos países e na capacidade dearticular meios e vontades em nome deste in-teresse comum.Quando caminhamos para a celebração do
15.º aniversário da CPLP (em 2011), e num mo
-mento em que vários dos oito palcos lusófonos
(aos quais se junta, como parceiro privilegiado,
a Galiza) estão a iniciar um novo ciclo político
(Angola, Portugal, Guiné-Bissau e Moçambique),
a Cena Lusófona promove um encontro entre
responsáveis institucionais e agentes culturais,
ciente do papel relevante que o teatro pode de-
sempenhar também enquanto instrumento de
promoção da língua portuguesa.
Tal como a Cena Lusófona, várias outras
estruturas e personalidades têm desenvolvido
projectos nesta área ao longo dos últimos anos.Por razões várias, o diálogo regular entre elas
(condição basilar para uma intervenção susten-
tada, capaz de produzir resultados duradou
-ros) nem sempre tem sido possível. Por outro
lado, subsiste um grande desconhecimento, porparte das instituições ociais, do trabalho quetem sido feito no terreno, mesmo, por vezes,
dentro dos próprios países de onde emanam osprojectos.
O objectivo deste encontro é contribuir
para ultrapassar estes constrangimentos. Sem
o carácter ocial das cimeiras de Estados, mas
com a vantagem de juntar à mesma mesa res-
ponsáveis políticos, artistas e outros agentescom experiência no terreno, ele constitui uma
oportunidade para que nos possamos ouvir mu-tuamente. A partir deste conhecimento refor-
çado, e num contexto de diálogo informal, acre-ditamos que é possível realizar uma verdadeirareunião de trabalho, centrada não nos grandesprincípios e estratégias de actuação, mas nas
possibilidades concretas de articulação que es-tão ao alcance de todos.
Uma tentativa, se quisermos, de descobrir
os pequenos mas efectivos passos que temosde dar para conferir sentido e aplicabilidade aoscompromissos que ciclicamente são assumidos.
EncontroInternacionalsobre políticas deintercâmbio
A Cena Lusófona
Tal qual a CPLP, a Cena Lusófona nasceutambém em 1996, na sequência de um
programa de intercâmbio concebidoa convite do Governo Português.Quisemos construir um programa inte-
grado, capaz de encontrar âncoras emparceiros locais, de fomentar a partici
-
pação de todos os envolvidos, de criar
raízes.Trabalhando com todos os países da
CPLP, a Cena tem desenvolvido diversasactividades: circulação de espectáculos,planos continuados de formação, re
-
conhecimento e apoio à qualicação deespaços cénicos nos países africanos,
constituição de Centros de Intercâmbio
Teatral, edição e divulgação da drama
-
turgia de língua portuguesa, constituição
de um Centro de Documentação e Infor-
mação especializado, investigação sobre atradição oral, organização de um festivalitinerante pelos vários países, lançamento
de pontes para o diálogo entre o uni-
verso lusófono e a Galiza; a constituição,enm, de uma comunidade cultural delíngua portuguesa, como base imprescin-dível para o inter-conhecimento, para aidenticação das especicidades de cadacaso, para a reciprocidade, para o tra-balho conjunto, para a cooperação e para
a solidariedade.
Dez. 3 4 5 6COIMBRA 

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