• Embed Doc
  • Readcast
  • Collections
  • CommentGo Back
Download
 
O Reino dos Céus© 1998 Dennis AllanDistribuição Gratuita - Venda ProibidaEstes artigos foram publicados originalmente na revista norte-americana ChristianityMagazine, na edição de Setembro/Outubro de 1996. A edição brasileira foi traduzidapor Arthur Nogueira Campos. Agradecemos aos autores e redatores pela permissão datradução e publicação em português.Publicado em 1998 por Dennis AllanC. P. 60804São Paulo, SP05786-990A15© Dennis Allan, 1998Direitos ReservadosTodos os autores retêm seus direitos ao próprio trabalhoImpresso no Brasil1998O Reino dos Céuspor Sewell HallSe lhe pedissem para explicar o reino dos céus, o que você diria? A maioria de nósacharia mais fácil dizer o que não é o reino do que dizer o que ele é. Algunssimplificariam demais a matéria, dizendo apenas que o reino é a igreja. O assuntomerece uma explicação bem mais completa.A importância deste assunto pode ser percebida pelo fato do Novo Testamento contermais de 100 referências ao reino. Jesus passou os três anos e meio de seu ministério “pregando o evangelho do reino” (Mateus 4:23). Tudo o que ele disse e fez duranteesse peodo de sua vida estava relacionado com o reino. Enquanto narrativasparalelas mostram Jesus falando sobre “o reino de Deus”, Mateus cita-o 33 vezes,dizendo “o reino dos céus”.A designação reino dos céus é bem apropriada. Ela reforça lindamente a explicaçãoque Jesus deu a Pilatos a respeito de seu reino, quando disse: “O meu reino não édeste mundo” (João 18:36). Positivamente, “O reino veio do céu; seu governo, suasleis, seu modo de vida, de pensamento e de adoração são aqueles do céu; a grandenação da qual os santos são cidadãos está agora centrada no céu (Filipenses 3:20);[e] olha para o céu como seu lar, sua pátria” (Caffin, Pulpit Commentary).O reino é a igreja? É certamente verdade que aqueles que estão na igreja estão noreino, e que aqueles que estão no reino estão na igreja. Se é correto chamar a igrejao corpo de Cristo, também tem que ser correto falar dela como o reino. Contudo, apalavra reino tem sentidos que não atendem à palavra igreja. Enquanto igreja chamaa atenção para as pessoas que aceitaram o chamado do céu, reino concentra-se maisno rei, seu governo e seu donio. Seria extremamente embaraçoso, se oincorreto, substituir a palavra reino, nas muitas passagens onde é encontrada, pelapalavra igreja.W. E. Vine diz que a palavra traduzida como reino “é principalmente um substantivoabstrato significando soberania, poder real e domínio...; e daí, transformando-se numsubstantivo concreto para indicar o território ou o povo sobre quem o rei domina... Éusado especialmente para o reino de Deus e de Cristo. O reino de Deus é: a) a esferado domínio de Deus,... b) a esfera em que a qualquer dado momento, seu domínio éreconhecido” (Expository Dictionary of New Testament Words).Rabinos pensantes, mesmo antes dos dias de Jesus, entenderam algo referente aoque verdadeiramente seria o reino de Deus. De acordo com o Pulpit Commentary, umcerto rabino, Berequias, disse que quando Moisés perguntou a Deus por que somenteIsrael, dentre todas as nações, estava entregue aos seus cuidados, a resposta foi, “Porque eles tomaram sobre si o jugo de meu reino no Sinai, e disse, ‘Tudo o quefalou o Senhor faremos e obedeceremos’” (Êxodo 24:7). Diversos estudiosos relatamuma opinião comumente mantida que se Israel fizesse perfeitamente apenas por um
 
dia a vontade de Deus, o Messias teria vindo. Contudo, como Bob Waldron observa noartigo seguinte, Israel, como uma nação, jamais atingiu tal ideal. De fato, a vontadedo céu só pôde ser perfeitamente conhecida e praticada entre os homens quando “oVerbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1:14).Comentando sobre Mateus 3:2, M. R. Vincent afirma: “No ensinamento de Cristo enos escritos apostólicos, o reino do Messias é a própria realização da idéia proféticareferente ao domínio de Deus, sem nenhuma limitação nacional...Todos os seussentidos são somente perspectivas diferentes da mesma grande idéia: a sujeição detodas as coisas a Deus, em Cristo” (Word Studies in the New Testament).Alfred Edersheim, em seu livro Life and Times of Jesus the Messiah, observa: “Umaanálise de 119 passagens do Novo Testamento onde a expressão ‘reino’ ocorre,mostra que significa o governo de Deus; o qual foi manifestado em e através deCristo; é aparente na igreja; desenvolve-se gradativamente no meio de obstáculos; étriunfante na segunda vinda de Cristo (‘o fim’) e, finalmente, aperfeiçoado no mundopor vir” (página 270). É esse conceito que é refletido nos artigos que se seguem.A maioria do nosso ensinamento referente ao reino nos dias recentes tem sido refutara noção falsa de que o reino ainda está para ser estabelecido na terra. Tal refutaçãotem sido tanto oportuna como valiosa. Contudo, a melhor defesa contra um conceitofalso é um conceito acurado. Deixando, pois, as definições de estudiosos, voltemos àsEscrituras para ver como a idéia do reino de Deus se desenvolveu no VelhoTestamento e foi plenamente explicada na vida e ensinamento de Jesus e seusapóstolos. Sugerimos que voleia os artigos em ordem, uma vez que foramarranjados para seguir tão cronologicamente quanto possível a revelação de nossoSenhor sobre “os mistérios do reino.” O Reino do Velho Testamentopor Bob WaldronNo Velho Testamento lemos sobre o reino de Deus, mas também lemos sobre umreino que ele estabeleceria mais tarde (Daniel 2:44). Se não levarmos em contaambos os fatos, não podemos ter um entendimento claro do assunto.O domínio universal de DeusO Salmista escreveu, “O Senhor preside aos dilúvios; como rei, o Senhor presidirápara sempre” (Salmo 29:10). Ezequias, quando ameaçado pelos assírios, orou, “ÓSenhor, Deus de Israel, que estás entronizado acima dos querubins, tu somente és oDeus de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra” (2 Reis 19:15). Odomínio de Deus sobre os céus e a terra é eterno e universal, e é baseado em seupapel de Criador e Mantenedor.O Reino de Israel, o povo de DeusNo Monte Sinai, Deus disse a Israel: “Vós me sereis reino de sacerdotes e naçãosanta” (Êxodo 19:6). Evidentemente, Deus tencionava que Israel fosse um reino, masum reino sob seu domínio.Em Deuteronômio 17:14-20, Deus deu leis especificamente para os reis que Israelteria mais tarde. Por outras passagens, contudo, temos que concluir que Deus estavaprevendo a exigência prematura de Israel por um rei, e não sua voluntária concessãode um rei.Os que eram espiritualmente inclinados entre o Israel físico sabiam que Deus era overdadeiro rei de Israel. Quando Israel pediu um rei, o Senhor disse a Samuel: “Nãote rejeitou a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre ele” (1 Samuel 8:7; 12:12).Quando Saul fracassou, Deus escolheu outro líder, Davi. Ele não era um homem sempecado, mas sua atitude para com Deus era tal que Deus considerava Davi umhomem que lhe agradava (1 Samuel 13:14). Portanto, ele prometeu a Davi queestabeleceria seu trono, e o trono de seu filho para sempre (1 Crônicas 17:11,14). Odestino de Davi tornou-se entrelaçado com a vinda do Messias, de modo que Davi setornou um tipo, ou seja, uma sombra do Messias.Davi se viu como rei de Israel, mas ele e outros israelitas espirituais perceberam queele era realmente apenas um príncipe de Deus; o reino de Israel ainda era de Deus.Abias, filho de Roboão, reprovou a Jeroboão filho de Nebate e seus seguidores,dizendo: “Não vos convém saber que o Senhor, Deus de Israel, deu para sempre a
 
Davi a soberania de Israel, a ele e a seus filhos?” “Agora, pensais que podeis resistirao reino do Senhor, que está nas mãos dos filhos de Davi?” (2 Crônicas 13:5,8).O Reino do MessiasDeus não pensou em enviar seu Filho somente depois que Israel pediu um rei. Elepredisse através de Jacó que o “cetro” não se separaria de Judá até que Siló viesse, ea ele seria a obediência dos povos (Gênesis 49:10). Essa passagem estabelece tanto aidentidade real daquele chamado Siló e o domínio universal que ele teria. Muito tempoantes de Israel se tornar um reino, já estava no propósito de Deus enviar um Rei, oCristo.Assim como Israel fracassou em ser a nação santa que Deus desejou, também os reisdo Velho Testamento fracassaram em governar com perfeita justiça e eqüidade. Emcontraste, Deus disse, “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi umRenovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiçana terra” (Jeremias 23:5).Ainda que o domínio de Deus existisse antes da vinda de Cristo, havia algum sentidono qual o reino seria estabelecido de uma forma que não tinha existido anteriormente(Daniel 2:44). Seria o reino de Deus entregue nas mãos do Ungido de Deus. Numavisão, Daniel viu ser dado ao Messias, “domínio, e glória, e o reino” (Daniel 7:14).Esse reino o Messias partilharia com os santos (Daniel 7:18).Deus faria do Messias um rei: “Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santomonte Sião” (Salmo 2:6). Ele seria o governador escolhido por Deus: “de ti me sairá oque há de reinar em Israel” (Miquéias 5:2). Ainda que o Messias fosse rei, elegovernaria pelo Pai (Obadias 21).No reino messiânico, não haveria reino físico, nem identidade ou território físico.Portanto, no reino da nova aliança não poderá haver, nenhuma distinção entre ocristão e o verdadeiro cristão. Participar do reino de santidade exigiria que se fosseverdadeiramente santo (Zacarias 14:16-21).No reino de Cristo, Deus tem seu rei ideal, e tem sua nação santa, a nação que elequis desde a fundação do mundo.Profecias sobre um Novo Reinopor Rex D. BittleDeus é um governador. Ele domina porque é Deus. Através dos tempos, Deus temexercido sua autoridade sobre a humanidade e toda a criação. Começando emGênesis 1:1, Deus estabeleceu-se como aquele que tem o poder supremo sobre ouniverso inteiro, criando todas as coisas com o poder de sua Palavra (João 1:1-3).Nos dias do Velho Testamento, Deus tinha um reino entre os homens. Ele tinhaescolhido a nação judaica que veio de Abraão (Gênesis 17:6) para ser sua naçãosanta e um reino sacerdotal xodo 19:5-6). Mas no final os judeus acabaramrejeitando um rei que não podiam ver, que não os conduzia fisicamente na batalha,que não os representava entre outras nações com pompa e cerimônia; eles exigiamum rei diferente para dominar sobre eles (1 Samuel 8:6-9). Deus concedeu-lhes umrei humano, um sistema que se mostrou tão difícil como Deus tinha profetizado queseria. Deus estava desenvolvendo seu plano para um reino que jamais cairia e jamaiso rejeitaria como rei.Em Gênesis 17:6, a Abraão foi dito que muitas nações e reis descenderiam dele. Oreino de maior destaque a sair de Abraão foi a nação israelita; muitos grandes reisgovernaram essa nação, tais como Davi, Salomão, Ezequias e Josias. Mas o melhor reique já chegou a reinar sobre Israel foi Cristo, também descendente de Abraão(Mateus 1:1-17). Através do Rei constituído por Deus, o Ungido, o Cristo, todas asnações da terra o abençoadas (Gênesis 12:3). Japrofetizou que o cetro(autoridade) jamais se apartaria de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até queviesse Siló (Gênesis 49:10). Muitos homens que governaram como reis indicados porDeus vieram e foram através da linhagem de Abraão, Isaque e Jacó; mas é Cristoquem por último ocupou o trono de Deus e ainda permanece a dominar nesse tronohoje, porque ele vive para sempre (Salmo 45:6).O salmo 45 diz respeito a um grande rei sobre o povo de Deus. Mas esta passagem serefere a mais do que um mero homem. O versículo 6 exalta Deus como rei “para todo
of 00

Leave a Comment

You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...
You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...