dia a vontade de Deus, o Messias teria vindo. Contudo, como Bob Waldron observa noartigo seguinte, Israel, como uma nação, jamais atingiu tal ideal. De fato, a vontadedo céu só pôde ser perfeitamente conhecida e praticada entre os homens quando “oVerbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1:14).Comentando sobre Mateus 3:2, M. R. Vincent afirma: “No ensinamento de Cristo enos escritos apostólicos, o reino do Messias é a própria realização da idéia proféticareferente ao domínio de Deus, sem nenhuma limitação nacional...Todos os seussentidos são somente perspectivas diferentes da mesma grande idéia: a sujeição detodas as coisas a Deus, em Cristo” (Word Studies in the New Testament).Alfred Edersheim, em seu livro Life and Times of Jesus the Messiah, observa: “Umaanálise de 119 passagens do Novo Testamento onde a expressão ‘reino’ ocorre,mostra que significa o governo de Deus; o qual foi manifestado em e através deCristo; é aparente na igreja; desenvolve-se gradativamente no meio de obstáculos; étriunfante na segunda vinda de Cristo (‘o fim’) e, finalmente, aperfeiçoado no mundopor vir” (página 270). É esse conceito que é refletido nos artigos que se seguem.A maioria do nosso ensinamento referente ao reino nos dias recentes tem sido refutara noção falsa de que o reino ainda está para ser estabelecido na terra. Tal refutaçãotem sido tanto oportuna como valiosa. Contudo, a melhor defesa contra um conceitofalso é um conceito acurado. Deixando, pois, as definições de estudiosos, voltemos àsEscrituras para ver como a idéia do reino de Deus se desenvolveu no VelhoTestamento e foi plenamente explicada na vida e ensinamento de Jesus e seusapóstolos. Sugerimos que você leia os artigos em ordem, uma vez que foramarranjados para seguir tão cronologicamente quanto possível a revelação de nossoSenhor sobre “os mistérios do reino.” O Reino do Velho Testamentopor Bob WaldronNo Velho Testamento lemos sobre o reino de Deus, mas também lemos sobre umreino que ele estabeleceria mais tarde (Daniel 2:44). Se não levarmos em contaambos os fatos, não podemos ter um entendimento claro do assunto.O domínio universal de DeusO Salmista escreveu, “O Senhor preside aos dilúvios; como rei, o Senhor presidirápara sempre” (Salmo 29:10). Ezequias, quando ameaçado pelos assírios, orou, “ÓSenhor, Deus de Israel, que estás entronizado acima dos querubins, tu somente és oDeus de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra” (2 Reis 19:15). Odomínio de Deus sobre os céus e a terra é eterno e universal, e é baseado em seupapel de Criador e Mantenedor.O Reino de Israel, o povo de DeusNo Monte Sinai, Deus disse a Israel: “Vós me sereis reino de sacerdotes e naçãosanta” (Êxodo 19:6). Evidentemente, Deus tencionava que Israel fosse um reino, masum reino sob seu domínio.Em Deuteronômio 17:14-20, Deus deu leis especificamente para os reis que Israelteria mais tarde. Por outras passagens, contudo, temos que concluir que Deus estavaprevendo a exigência prematura de Israel por um rei, e não sua voluntária concessãode um rei.Os que eram espiritualmente inclinados entre o Israel físico sabiam que Deus era overdadeiro rei de Israel. Quando Israel pediu um rei, o Senhor disse a Samuel: “Nãote rejeitou a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre ele” (1 Samuel 8:7; 12:12).Quando Saul fracassou, Deus escolheu outro líder, Davi. Ele não era um homem sempecado, mas sua atitude para com Deus era tal que Deus considerava Davi umhomem que lhe agradava (1 Samuel 13:14). Portanto, ele prometeu a Davi queestabeleceria seu trono, e o trono de seu filho para sempre (1 Crônicas 17:11,14). Odestino de Davi tornou-se entrelaçado com a vinda do Messias, de modo que Davi setornou um tipo, ou seja, uma sombra do Messias.Davi se viu como rei de Israel, mas ele e outros israelitas espirituais perceberam queele era realmente apenas um príncipe de Deus; o reino de Israel ainda era de Deus.Abias, filho de Roboão, reprovou a Jeroboão filho de Nebate e seus seguidores,dizendo: “Não vos convém saber que o Senhor, Deus de Israel, deu para sempre a
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