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Você temque capturar oleitor.
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outros, para filmar, vender pra TV,fotografar, vender pra jornalimpresso. Eu acho que esse tipode jornalismo não dura muitoporque é uma coisa que cansa,que desgasta, além de ser umacoisa horrível. É uma coisa feia.Você abrir um jornal e ver umamatéria extremamentesensacionalista. Eu não gosto.Conheço os outros meninos quefazem os programas desse tipomas, eu não assisto. Se você meperguntar o horário que passa, eunão sei.
Como você lida com a questãoética? Você já passou por alguma situação em que alguémlhe deu uma informação em “off “e você não pode publicar?
Ás vezes quando a gente recebe ainformação em “off”, a gentepublica mas não tem o nome dafonte. Quando eu fazia Polícia eurecebia muita informação assim, enão publicava. Inclusive uma vez,eu entreguei um cara que estavasendo procurado, ai o pai dessecara veio aqui, fazendo eacontecendo, liguei pra minhafonte, ele passou todo o históricodo cara, etc. Ai ele disse que iaentrar com uma ação, mas tudotava na minha mão. Polícia écomplicado (risos)
Atualmente, um dos assuntosmais discutidos pelosprofessores na faculdade ésobre o jornalismo on-line. Você acredita que a internetpoderá acabar com o jornalismo impresso?
Ainda não. Na minha época jáfalavam sobre o fim do jornalismoimpresso e ele não acabou. Eusempre quis trabalhar no jornalismo impresso. Eu acreditoque tem o seu espaço, o onlinetambém. Eles podem coexistir.Eles têm suas formas distintas deabordar a notícia. Na TV nãosaem tanto os detalhes que saemno impresso ou em um site. Agente do impresso tem queenxugar a notícia, mas de umaforma que tenha mais detalhes.
Como é que você lida quando o jornal te delimita um espaçopara a sua matéria?
Quando a gente sabe que temque escrever aquilo é mais fácilporque você mesmo faz a suaseleção e coloca só o que éimportante. Hoje mesmo, minhamatéria ficou com duas fontes defora porque já tava grandedemais. Com o tempo você vaiaprendendo, articulando aspalavras. Uma frase que é grandevocê reescreve de outra formasem reduzir o impacto que elacausaria. Quando a gente nãosabe a quantidade de linhas écomplicado porque às vezesescrevemos uma grande matériae ela é cortada. Mas tem vezesque você termina de fazer amatéria e o editor pede pra vocêreduzir. É um problema porquevocê já está com tudo pronto etem que mudar muitas coisas ourefazer. Mas é pior quando elesmesmos cortam. Quando vocêabre o jornal e tá lá sua matériadecepada. A gente semprepergunta quantas linhas e elesdão mais ou menos uma média. Eque sair um pouco disso. A gentetenta ao máximo fazer isso, mastudo é notícia. Tudo a galeraquer saber, e tem que saber mesmo.
Como vocês lidam com aconcorrência?
Local é muito tranqüila. Não temmuito disso. Agora no de Polícia,tem. A gente se dá muito bemné? O pessoal dos outrosveículos, a gente se conhece, sefala na rua mas em questão defuro, ninguém passa para ooutro. Se eu sei de uma coisa...agente fala de Polícia porque ascoisas são muito imediatas. Seeu soube de uma morte que teveem tal lugar, e se eu perceber que a coisa é “pesada” eu nãoaviso para os meus colegas enem eles me avisariam setivessem. A gente pode seencontrar, mas não avisa não.
Como é seu relacionamentocom seus colegas naredação?
É tranqüilo, ótimo. Aqui naTRIBUNA, tem um diferencialentre os outros dois jornaisbaianos, por ser um jornalmenor, então a gente se dámuito bem. Os outros são umpouco maiores, as pessoas têmo ego muito elevado. Eu gostomuito daqui.
Você acredita que paraconquistar um leitor, um jornal tenha que usar dosensacionalismo?
Não, muito pelo contrário. Osensacionalismo não prende amaioria dos leitores. Quer dizer,prende, mas não é a maioria.Também eu acho que aspessoas que são atraídas pelosensacionalismo são menosseletivas. Elas estão muitopreocupadas na desgraça dos
Veja
| 24 de novembro,2009
Entrevista
KARINA BARACHO
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