... A questão é de ética do repórter. O cara me pediu
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, é claro que háinformações e informações. Mas acho que essa questão é importante ser respeitada.Porque muitas vezes você não publica aqui, mas logo depois você vai ter umainformação privilegiada e, não necessariamente, nem tudo aquilo que você apura éaquilo que você publica. Você apura mais informações do que publica. Certasinformações você precisa comprovar com documentos. Às vezes você publica umacoisa e o processo tá ali. Eu mesmo acho que sou recordista de processos em funçãodisso (risos). Quando você faz uma denúncia, o cara tem o total direito de se sentirlesado. Então precisa fundamentar essa informação em
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. É mais a questão dofeeling do repórter mesmo de dizer se publica ou não. É geralmente complicado.Político adora um
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. São informações que servem para você apurar, não publicar. Elesvão soltando algumas pistas para você investigar. São fontes privilegiadas que sabemde coisas que até Deus duvida.
Como são feitas as coberturas de notícias inesperadas?
De várias formas. Acontece via jornal, acontece via internet. Tem sites quecobrem acontecimentos do dia, fazendo aquelas notinhas do dia, de plantão. Temcertos lugares onde você acha informação. Por exemplo, choveu pra caramba, liga praSucom. Pode ligar pra Sucom 10 vezes naquele dia, você tem novidade. Diariamente orepórter que é responsável pela ronda, ele fica solto e sem pauta. Ele liga para acentral de comunicações da polícia militar, a central (PM, civil e bombeiros), verifica setem informação do homicídio que aconteceu agora, do balanço do dia. Enfim. Aspróprias pessoas ligam para o jornal. E muitas vezes acontece de você estar na rua e ascoisas acontecerem. Ou você estar na rua e alguém te ligar dizendo para ir a algumlugar porque aconteceu tal coisa, porque aqui na redação alguém recebeu ainformação de alguma forma. Se tiver com o fotógrafo, a sorte é ainda maior.
Vocês costumam circular pela cidade em busca de notícia?
Sair para circular não. No movimento Polícia Legal a pauta era você circular pelarua e ver como está a questão da segurança, se os módulos estavam com policiais. Eufiz isso, circulamos em bairros periféricos.
Quais são os recursos usados pelos jornalistas e eles são suficientes?
Carro, motorista e fotógrafo. Fotógrafo sempre é insuficiente. É uma brigadiária, várias vezes você chega e não tem fotógrafo nem carro. O jornal passou por umprocesso de enxugamento na redação e hoje a gente tem menos fotógrafo e repórterdo que a gente tinha há um tempo atrás e o jornal continua do mesmo tamanho e faza cobertura da mesma forma. Mas também, imagina que se tiver 10 a mais, sobra. Masé uma equação que é meio complicada, porque tem dias e horários mais complicadosaqui. Mas falta, sempre. É raro um dia que sobra. É um recurso complicadíssimo.
Vocês costumam sair sem a identificação?
Depende da pauta. Há algumas pautas que saímos sem identificação, é bom. Euprefiro sair com identificação. É a sua segurança que tá ali. Mas tem vezes que não tem jeito, por exemplo um homicídio não sei onde. Talvez muita gente não saiba, mas hámuitos lugares em Salvador que você não entra. Então, você ta identificado, você tem
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