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Sessão 5: Análise de indicadores e Plano de Avaliação
Fernando M. C. Rebelo
 
1
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Análise de indicadores de subdomínios(processo e impacto) e elaboração deplanos/metodologias de avaliação
1.
 
Notas Prévias
 _______________________________________________1.1. Domínios e indicadores
Sendo o MAABE, como já foi referido inúmeras vezes, uma matrizgeneralista a aplicar a uma miríade de realidades-escolas que, apesarde poderem ser categorizadas por critérios/variáveis objectivas nabase de dados da RBE, dificilmente encontrarão igual sentido práticoem todos os elementos (Factores Críticos, indicadores, acções demelhoria, etc.) elencados nos quadros síntese de cada domínio – a
flexibilidade
terá então de prevalecer sobre a utopia da completaestandardização. De outro modo, seria como tentar, por analogia comum acto de gestão curricular, reunir num só programa de uma formaarticulada, num só manual-instrumento, todas as disciplinas de todosos níveis de ensino.Assim, a minha escolha do domínio C foi um pouco arbitrária (noquadro das cotas do “exercício-simulação”) pois se, visto desde arealidade do meu trabalho diário, alguns subdomínios me parecemevidentes, outras há que resultam um pouco redundantes, demasiado
 
 
Sessão 5: Análise de indicadores e Plano de Avaliação
Fernando M. C. Rebelo
 
2compartimentados, outros até mesmo um pouco irrelevantes.Algumas “acções de melhoria”, por seu turno, parecem-meformuladas com um “o quê?” tão generalista que dificilmenteresponderão à pergunta mais importante que se impõe a quem estáno terreno: “como?” No entanto, como é evidente, os objectivos enunciados e osindicadores que os descrevem constituem um guião de utilidade, aser aferida/percepcionada nos/pelos destinatários das BEs (
valor
)que faz todo o sentido num quadro de
acountability 
que o nossocargo e os recursos postos ao nosso dispor exigem. Finalmente, estestrabalhos poderão ainda dar
feedback 
aos mentores daconceptualização sobre as possibilidades de construção de
road maps
 para a sua implementação real no terreno.
1.2. Processos e Impactos/resultados (
outcomes
)
Segundo entendi da leitura do guião da tarefa e, após a consulta dabibliografia de apoio, era pedido que tratássemos um indicador comoum processo e outro como um impacto/resultado nos actos degestão/avaliação das nossas BEs.Tenho alguma dificuldade em separar processos de resultados(impactos) no momento de realizar um plano de intervenção e ummodelo de aferição da sua eficácia. Por exemplo, relembrando arecolha de evidências anuais que tenho levado a cabo, relembro umpercurso onde dificilmente posso separar a cadeia deacontecimentos:1. Os utentes-alunos queixavam-se da falta de espaço para trabalharem grupo no questionário anual de satisfação dos utentes (evidência1)2. Foram reformuladas espacialmente as Zonas Funcionaisaumentando-se para o dobro (processo/acção de melhoria 1) acapacidade da zona de trabalho colectivo.3. Constatou-se o aumento de utilização da biblioteca para trabalhocolectivo duplicando-se o nº de utentes e de actividades curriculares(lectivas e extra-lectivas), o aumento do nº de professores queutilizavam meios informáticos para a leccionação (evidência 2).4. Após 5 anos, constatou-se (evidência 3) que o aumento da ZonaFuncional de grupos tornara por vezes impossível o trabalhoindividual (apesar de separado pela zona central –atendimento/leitura informal) devido ao ruído e sobrelotação,havendo queixas de colegas e alunos.5. Criou-se uma lotação máxima para a frequência da BE eimplementou-se junto dos professores uma prática de sensibilizaçãopara as regras de utilização dos espaços de modo a manter apolivalência (processo/ acção de melhoria 2).
 
 
Sessão 5: Análise de indicadores e Plano de Avaliação
Fernando M. C. Rebelo
 
36. Espera-se que no final deste ano a evidência recolhida pelasestatísticas de utilização e questionários de satisfação permitarecuperar a BE para o nº de utilizadores em regime individual quetinha vindo a perder e aumentar o seu nível de satisfação (evidência4).
2.
 
Análise dos indicadores do subdomínio C.1.
 _______________________________________________
Dentro deste domínio, escolhi tratar como
processo
o indicador
 C.1.2.: Dinamização de actividades de carácter livre e cultural
 e o
impacto
da gestão da BE na frequência e qualidade da
utilização autónoma e voluntária da BE: C.1.3.
A dinamização de actividades teve sempre da minha parte umaatitude de alguma reserva pois, se há domínio onde aeficácia/impacto muitas vezes ficou por demonstrar foi nas decisões eenergia dispendida na organização deste tipo de eventos. Pela minhaexperiência na BE e contacto com outras BEs, muitas destasactividades constituem-se como intervenções avulsas, o quedenomino de lindas “flores”, mais do que sólidas, mas menosvistosas, “árvores” que até, numa Primavera auspiciosa, podem “florescer”, mas que criam “raízes”, crescendo lentamente, dandoporém certamente “frutos” – se é permitida a intrusão do elementometafórico no meio de um discurso que se suporia essencialmentetécnico. Assim, antes de decidir gastar o meu tempo e energia emalguma dessas actividades de “animação cultural” tenho que decidir:a) é uma intervenção conjuntural ou estrutural?b) é determinante e prioritária tendo em conta o diagnóstico dosvários domínios?c) custo-benefício: que nº de destinatários consigo cobrir e porquanto tempo com essa intervenção, versus os recursoshumanos/materiais que terei de despender?Por outro lado, reportando-me ao outro indicador, a
autonomia (eadesão livre)
é sem dúvida uma palavra-chave no conceito deescola: a grande missão da escola e a utilidade última de todos osseus instrumentos (nos quais se inclui a BE) é a autonomização decada cidadão, que não é mais do que um sinónimo de “educação”, “desenvolvimento” e “crescimento”. Deste modo, nomeadamente aformação de utilizadores a diversos níveis tem sido um das principaislutas que tenho vindo a desenvolver neste longo processo como PB.

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