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9_EVOLUÇÃO DOS CONHECIMENTOS

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METODOLOGIA DO ESTUDO E DA PESQUISA1. EVOLUÇÃO DOS CONHECIMENTOS
A literatura científica mostra que ao longo dos tempos a humanidade, num processolento, reuniu extensas informões que foram traduzidas como
conhecimento.
Anecessidade forçou o ser humano primitivo a observar o seu hábitat, ou seja, as plantas, osanimais etc. a criar objetos simples e a começar a praticar a arte da cura. E, para satisfazeras suas curiosidades, por meio da imaginação e interpretação, criou mitos que explicavam aseqüência dos acontecimentos. Segundo a experiência da vida cotidiana, o homem compôscultos mágicos para favorecer os espíritos, que, de acordo com suas concepções, dirigiam asforças do mundo. Foram introduzidos conhecimentos de astrologia e numerologia, entreoutros.A humanidade, aos poucos, baseada em superstição e no desejo de conquistar aliberdade de pensamento, abriu caminho para descrever os fenômenos que estavam aoalcance de sua inteligência, por intermédio da observação e da experimentação. Os povosantigos, como os dos vales do Tigre e do Eufrates, e das margens do Nilo, descobriramformas para medir áreas e volumes, baseados em cálculos numéricos; estabeleceram ocalendário para marcar a época dos principais acontecimentos e ainda fizeram o registro doseclipses.Um dos textos mais antigos que chegou até nós foi o Papiro
de Rhind
ou de Ahmés.Compilado por volta de 1700 ªC., por um escriba egípcio, de um manuscrito que se supõe serde 3400 ªC. Trazia o seguinte título: Instruções para obter conhecimentos sobre as coisasobscuras.Os conhecimentos empíricos dos egípcios foram organizados por Euclides, criador dageometria. Aristóteles, por sua vez, descobriu o movimento celular dos corpos celestes, quelhe deu fama e autoridade por vários séculos, preparou um estudo sobre as ciências naturaise, em biologia, descreveu e classificou os organismos, usando os dados disponíveis. Ametodologia apareceu em seu livro de lógica denominado
Organum
. Por volta de 1620,Francis Bacon escreveu
O novum organum
, referindo-se ao método científico, que deveriacomeçar com a experimentação.Em 1637, Descarte publica o Discurso do método, obra na qual mostra que a verdadepode ser obtida por meio de procedimentos racionais; iniciou pelo dado da própriaexistência, com a frase: Penso, logo existo. As normas cartesianas do método apontavamque tudo deveria iniciar a partir de um lado incontestável. Posteriormente, sua teoria foicriticada.
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Outra contribuição para o avanço do conhecimento veio de Galileu Galilei, que sepreocupou com a matemática nas ciências positivas. Foi muito popular por sua teoriaheliocêntrica e, por causa dela, intimado a comparecer ao temível Tribunal da Inquisição daépoca. A tarefa de indução e experimentação com a matemática foi reservada a Newton,para que o conhecimento científico da natureza só é obtido quando os dados fornecidos pelaexperimentação e pela observação puderem ser traduzidos pela simbologia matemática,quando expressarem regularidade, constância e relações entre os fenômenos em estudo.Os conhecimentos prosseguem. Na área social, aparece o francês Augusto Comte(1798-1857), com a Lei dos três Estados. Sua principal asserção era de que a sociedade deveser estudada por métodos objetivos e positivos. Comte divide, então, a sociologia em duasáreas, a estática e a dinâmica social, considerando um processo evolutivo para o intelectohumano por meio do estudo teológico, o estado metafísico e o estado positivo, denominadosos três estados. Com isso, destacou novos conhecimentos e novos métodos. Convémmencionar que, no século XIX, Stuart Mill aprofundou seus conhecimentos com base nométodo indutivo, e Claude Bernard ressaltou o papel da hipótese como uma idéia que dirigea investigação.Por meio do aperfeiçoamento dos métodos, o mais poderoso processo de raciocínio, osconhecimentos dos povos antigos foram aprimorados até chegarem aos conhecimentos dasociedade contemporânea. Os cientistas modernos proporcionaram um grande avanço aosmétodos de pesquisa, às técnicas, à ordenação formal das coletas de dados, conquistandonovos conhecimentos em todas as áreas do saber.Sabe-se que os conhecimentos estão sendo alterados de forma cada vez mais rápida eintensa, exigindo dos pesquisadores mudanças de pontos de vista que pareciam imutáveissob determinada ciência. Ainda que o pesquisador aceite uma teoria como base para seuestudo, no decorrer de sua pesquisa novos fatos contestadores poderão surgir. Nesse caso, arevisão e a mudança se fazem necessárias, novos conhecimentos serão introduzidos e aciência.Cia semoldada ou modificada. As ciências nem sempre tiveram os mesmosresultados atuais. É bem verdade que em algumas áreas do saber houve avanços científicosmais que outros, porém, existe certa integração entre elas.As ciências formais têm relações com as ciências factuais. Também chamadas defáticas ou reais, as ciências factuais relacionam-se com a área das ciências naturais e comum elenco das ciências sociais; daí dizer-se que elas interagem. O entrosamento é evidentequando se examina uma pesquisa científica, pois os cientistas, direta ou indiretamente,trabalham de mãos dadas.
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2 TIPOS DE CONHECIMENTO
O progresso científico, de forma geral, é produto da atividade humana, para a qual ohomem, compreendendo o que o cerca, passa a desenvolvê-lo para novas descobertas. E,por relacionar-se com o mundo de diferentes formas de vida, o homem utiliza-se de diversasformas de conhecimento, por intermédio dos quais evolui e faz evoluir o meio em que vivetrazendo contribuições para a sociedade.Dentre esses tipos de conhecimentos encontram-se o filosófico, o teológico, o empíricoe o científico.
2.1 CONHECIMENTO FILOSÓFICO
A filosofia teve seu início na Jônia, Ásia menor, com Tales de Mileto, e na Magna Grécia,sul da Itália, no século VI ªC.Após o sucesso de Atenas na luta contra os persas, desviou-se e expandiu-se asabedoria na Grécia, e tiveram grande destaque nesses conhecimentos Sócrates (por voltade 469-399 ªC.), Platão (mais ou menos 427-347 ªC.) e Aristóteles (por volta de 384-322 ªC.).Por conseguinte, o pensamento filosófico foi difundindo-se por todo o mundo civilizado, comuma tradição que prevalece até os dias atuais.O grande mérito da filosofia é justamente desenvolver no ser humano a possibilidadede reflexão ou a capacidade de raciocínio. Ela não é uma ciência propriamente dita, mas abusca do saber. A filosofia, ou seja, a reflexão crítica deve ser uma atitude de todas aspessoas que se propõem a fazer qualquer estudo, pois exercita e educa o intelecto; caso ohomem não se esforce para isso, seu raciocínio tende a atrofiar-se.Em filosofia, podemos falar principalmente em duas fases que conduzem à reflexão. Aprimeira tem como ponto de partida os objetos reais e é denominada realismo; a segundatem como ponto de partida as idéias, e é designada idealismo. Ambas as fases são criticadaspelos estudiosos.O problema do alcance do conhecimento é distinto, porque o fato certo de que somoscapazes de chegar ao verdadeiro deixa substituir à questão de saber que verdades ou quecoisas somos efetivamente suscetíveis de conhecer. Podemos, aqui, distinguir duas opiniõesque contém muitas variedades: uma afirma que podemos conhecer idéias (idealismo) eoutra admite que conhecemos as coisas reais (realismo).O idealismo proposto por Descartes consiste em dizer que o homem não conhecedireta e imediatamente a não ser seu próprio pensamento. O idealismo faz as seguintescolocações:
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