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CIV 15 - A Responsabilidade Civil

CIV 15 - A Responsabilidade Civil

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DIREITO CIVIL
15
 
A ResponsabilidadeCivil
Introdução
Noções Gerais
Noções Iniciais:
 Denomina-se responsabilidade civil a obrigação imposta a uma pessoa de ressarcir os danos sofridospor alguém em razão de ato por ela mesma praticado, por pessoa por quem ela responda, por algumacoisa a ela pertencente ou simples imposição legal.
Responsabilidade Contratual e Extracontratual:
 A responsabilidade pode ser contratual ou extracontratual. A responsabilidade contratual tem origemnuma convenção e rege-se pelos princípios gerais dos contratos. A responsabilidade civilextracontratual, também chamada “aquiliana”, baseia-se, em princípio, na culpa, tendo origem nainobservância do dever genérico de não lesar outrem.
 Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado arepará-lo.Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casosespecificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do danoimplicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.
Responsabilidade Civil e Responsabilidade Criminal:
 A responsabilidade civil é independente da criminal, não se poderá, porém, questionar mais sobre aexistência do fato, ou quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no crime.Não obstante a sentença absolutória no juízo criminal, a ação civil poderá ser proposta quando nãotiver sido, categoricamente, reconhecida a inexistência material do fato (art. 66, Código de ProcessoPenal).
www.concursosjuridicos.com.brpág.
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 Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar maissobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharemdecididas no juízo criminal.
Pressupostos da Responsabilidade Civil:
São pressupostos da responsabilidade civil:a) a ação ou omissão do agente;b) a culpa;c) o dano experimentado pela vítima;d) a relação de causalidade.
Ação ou Omissão do Agente
A ação ou omissão do agente, para constituir ato ilícito, envolve a infração de um dever legal,contratual, ou social. É o ato humano, comissivo ou omissivo, ilícito ou lícito, voluntário do próprioagente ou terceiro, animal ou coisa inanimada, que cause dano a outrem.
A Culpa e suas Modalidades
Noções Iniciais:
A culpa é a não observância de um dever que o agente podia conhecer. Em termos deresponsabilidade civil.
Classificação:
A culpa classifica-se em:a) grave: quando resulta de dolo ou de negligência crassa;b) leve: quando a conduta se desenvolve sem a atenção normalmente devida;c) levíssima: quando o fato só teria sido evitado mediante cautelas extraordinárias.No direito civil, em regra, responde-se até por culpa levíssima (“in lege aquilia et levíssima culpavenit”), por se ter em vista a extensão do dano e não o grau da culpa. Existem casos, porém em que ograu da culpa influi na própria existência da responsabilidade. Assim, o empregador só responde porindenização comum em caso de culpa grave; no transporte gratuito a responsabilidade deve limitar-seaos prejuízos resultantes de culpa grave; a pena de sonegados só se aplica a herdeiro que tiver agidocom dolo, etc. Nos danos morais, o grau da culpa pode influir no “quantum” indenizatório arbitrado,por não se tratar propriamente de um ressarcimento, mas de uma compensação satisfatória, comoveremos adiante.
Modalidades:
Os doutrinadores costumam referir-se também às seguintes modalidades de culpa:a) culpa “en eligendo”: má escolha de representante ou preposto;b) culpa “en vigilando”: falta de vigilância de pessoas ou de coisas;c) culpa “en custodiendo”: falta de guarda devida de coisa, animal ou pessoa;d) culpa “in concreto”: exame da culpa em relação ás condições pessoais do réu;e) culpa “in abstracto”: exame da culpa em relação a um padrão ideal de diligência;f) culpa “in ommitendo”: culpa por omissão;g) culpa “in committendo”: culpa por ação.
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Teoria do Risco:
 
Em certos casos, a responsabilidade é objetiva, sem culpa, ou de presunção absoluta de culpa,bastando a relação de causalidade entre a ação e o dano, como no caso de coisas caídas de umahabitação. Em regra, a responsabilidade objetiva fundamenta-se no risco criado por determinadaatividade (teoria do risco criado). O dever ressarcitório existe sem a necessidade de se apurar sehouve ou não um erro de conduta. A obrigação de indenizar é assim imposta por lei a certas pessoas,independentemente da prática de qualquer ato ilícito.
Responsabilidade Subjetiva Responsabilidade Objetiva
A obrigação de indenizar depende da prova de culpa Independe da prova de culpa
O Dano
Noções Iniciais:
O dano é um dos pressupostos da responsabilidade civil, contratual ou extracontratual, visto que nãopoderá haver ação de indenização sem a existência de um prejuízo. O dano pode ser material oumoral.
1) Dano Material:
Chamam-se danos morais ou patrimoniais os prejuízos econômicos sofridos pelo ofendido. Aindenização deve abranger não só o prejuízo imediato (danos emergentes), mas também o que oprejudicado deixou de ganhar (lucros cessantes). Se um caminhão abalroa um táxi, o dono do táxipode reclamar não só as despesas de oficina (danos emergentes), mas também o que deixou deganhar, por ficar parado (lucros cessantes).
2) Dano Moral:
 
A expressão dano moral tem duplo significado. Num sentido próprio, ou estrito, refere-se ao abalodos sentimentos de uma pessoa, provocando-lhe dor, tristeza, desgosto, depressão, perda da alegriade viver, etc. E num sentido impróprio, ou amplo, abrange também a lesão de todos e quaisquer bensou interesses pessoais (exceto os econômicos), como a liberdade, o nome, a família, a honra, e aprópria integridade física. Por isso, a lesão corporal é um dano moral, no sentido técnico do termo.Vê-se assim que a expressão dano moral não é adequada. Melhor seria classificar os danos empatrimoniais e pessoais. Mas dano moral é a expressão consagrada para os danos pessoais, e dela nãopodemos fugir. O Código Civil brasileiro não consigna expressamente as palavras “dano moral”. Masdo exame de vários de seus dispositivos, infere-se, com segurança e certeza, que o estatuto admite eprevê o dano moral. Tanto que estipula com freqüência duas verbas paralelas e independentes para omesmo fato, uma referente ao dano material e outra ao dano moral. A doutrina admite francamente odano moral, de modo quase unânime. Mas na jurisprudência nacional predomina a corrente que sóconcede indenização por dano moral quando houver reflexos econômicos. Tal colocação éinadequada, pois, como observam os doutrinadores, indenizar o reflexo econômico é indenizarapenas o dano material, e não o dano moral. Todavia, nota-se ultimamente na jurisprudência umatendência cada vez mais estável e forte pela admissão do dano moral puro, com a abstração dosreflexos econômicos. Além disso, deve-se observar também que os tribunais concedem muitas vezesindenização por dano moral, mas de forma não expressa, sob o rótulo inconveniente de dano materialpresumido, dano material indireto, dano material futuro, ou dano material eventual. E outras vezesenglobam-se as verbas, sem se destacar a parte referente ao dano material e a parte referente ao danomoral. O dano moral tem encontrado opositores. As principais objeções dos negativistas referem-se àimoralidade de compensar uma dor com dinheiro e à impossibilidade de uma rigorosa avaliação. Mas
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