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POEB Legislação Municipal - Regimento Comum das Escolas Municipais de São Paulo.

POEB Legislação Municipal - Regimento Comum das Escolas Municipais de São Paulo.

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Subsídios críticos para elaboraçãodo Regimento Escolar 
 A Portaria nº 1971/98 publicada pela SME no dia 3 de junho, estabeleceu as normascomuns a serem seguidas por todas as escolas na elaboração dos seus Regimentos.A ausência do debate necessário entre os profissionais de educação faz parte da políticaadotada pela atual secretária, Hebe Tolosa, segundo a qual as questões pedagógicas nãodevem ser discutidas pelos funcionários da rede de ensino.O
SINPEEM
considera tal ponto de vista equivocado e autoritário, ao excluir do processode mudança os principais agentes dessa mudança: os educadores.Defende, ainda, a autonomia das escolas em elaborar o Regimento, o que está previstona própria Lei de Diretrizes e Bases. A seguir, considerações críticas feitas pelo
SINPEEM
sobre a proposta da SME, a fim de enriquecer o debate entre as escolas.  ________________________________________________________________________  ___________ 
 I – O QUE SIGNIFICA A DIVISÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL EM DOIS CICLOSNA REDE MUNICIPAL DE ENSINO? 1 -
Subordinar o sistema municipal de ensino aos planos educacionais da SecretariaEstadual de Educação, o que é muito questionado pelos profissionais de educação, pais ealunos, tanto do ponto de vista administrativo como pedagógico. A LDB, no seu artigo 11,prevê a integração dos sistemas de ensino municipais aos planos educacionais do Estadoe da União, e não a subordinação.
2 -
Facilitar o processo de municipalização.
3 -
Implantar na rede municipal de ensino a reorganização das escolas, igual a queocorreu na rede estadual, podendo provocar desemprego e impossibilitar o acúmulo decargos.
4 -
Substituir a proposta de ciclo atual, sem nenhuma avaliação e contestação dos seusfundamentos, por outra, sem fundamentação.
5 -
Retroceder à antiga polarização entre formação polivalente e especializada numa redeonde esta integração é bastante aprofundada e produtiva. Temos carreira unificada paratodos os níveis e, modalidades de ensino municipal, temos reuniões de JEI envolvendoprofessores de nível I e nível II, temos classes de nível I e II funcionando no mesmoperíodo. Há, inclusive, uma reivindicação de maior integração entre os professores deeducação infantil e os professores do ciclo inicial.
6 -
Significa também alterar a organização dos ciclos atual sem resolver a maior fragilidade hoje existente: ausência de recuperação paralela, indispensável em todos osmomentos da aprendizagem.
7 -
Além de todos estes aspectos, nega toda a discussão acumulada sobre os problemasdecorrentes das rupturas bruscas entre os níveis de ensino, e acentua esta ruptura,retomando de forma disfarçada o limite até a 4ª série, como era antes da Lei nº 5692/71. 
II - OBJETIVOS E METAS DA POLÍTICA EDUCACIONAL DO GOVERNO
 A implantação dos dois ciclos nas redes municipal e estadual objetiva atender a principalmeta do governo federal expressa no PNE (MEC):
 
“elevar em pelo menos 70% o número de alunos que concluem o ensino fundamental,para o que se torna necessário:a) diminuir a 5% ao ano as taxas de repetência e evasão.b) regularizar o fluxo escolar de forma a reduzir para nove anos o tempo médio paraconclusão do ensino fundamental”.Hoje há no Brasil um índice de repetência de 33% ao ano. É consensual a necessidadede reduzir este índice, mas há duas formas distintas de atingir esta meta:a) a do governo federal é a de criar mecanismos que eliminem a repetência sem alteraçãoda qualidade das condições do trabalho educacional, sem melhoria das condições deaprendizagem e sem aumento das verbas para a educão. Os dois ciclos omecanismos eficientes para atingir tais objetivos. O aluno terá possibilidade de retençãoapenas na 4
a
série e se chegar até a 8
a
série, ainda que com aprendizagem insuficiente,dificilmente será retido, atingindo assim a meta dos 9 anos prevista no plano nacional deeducação.O governo podeapresentar bons índices de concluo do ensino fundamental,ampliando o atendimento sem o aumento do número de vagas e sem aumentar osrecursos financeiros destinados à educação.b) a proposta que defendemos é a de reduzir a repetência através da democratização daaprendizagem, aumentando os recursos financeiros, materiais e humanos das escolaspara atingir este objetivo. O ciclo não é um mero mecanismo para acabar com arepetência e sim uma forma de priorizar as necessidades de aprendizagem dos alunos.Não há como falar em ciclo sem recuperação paralela, sem avaliação diagnóstica e semelaboração de projetos pedagógicos que respeitem os grupos de idade e as vivências dosalunos. 
III - A ORGANIZAÇÃO DO ENSINO EM DOIS CICLOS E A FORMAÇÃODOS PROFISSIONAIS EM EDUCAÇÃO DO ENSINO MUNICIPAL
O único eixo de sustentação da divisão do ensino fundamental em dois ciclos é achamada tradição pedagógica brasileira que justifica a formação diferenciada dos antigosprofessores primários (polivalentes) e dos professores especialistas em disciplinas.A política do governo prioriza a chamada capacitação em serviço em detrimento daformação inicial do professor, e projetos de capacitação são facilitados com a separaçãodestes dois grupos de professores.Esta política de formação continuada não apenas ignora como combate todas as políticasexperimentadas em sistemas públicos de ensino que implicaram na elaboração deprojetos de formação permanente integrando professores polivalentes e especialistas,com resultados relevantes do ponto de vista pedagógico. Fazemos questão de destacar alguns deles:- conseguiu disseminar e legitimar dentre todos os professores do ensino municipal, anoção de alfabetização como um processo mais abrangente que o domínio do códigoescrito;- conseguiu generalizar a idéia de que o desenvolvimento da língua oral e da escritapassa por todas as áreas do currículo;- conseguiu firmar a idéia de que todo professor de ensino municipal, seja polivalente ouespecialista, é um alfabetizador e trabalha com conhecimentos culturais, científicos esociais significativos;- também generalizou a idéia de que o domínio do código escrito não é um processo queprecede o processo de aquisição de conceitos cienficos, ao contrio ocorremsimultaneamente.
 
A articulação entre o nível I e o nível II foi fundamental para os avanços que tivemos emnossa rede de ensino e a adoção dos dois ciclos pode levar novamente a uma política desegregação.
 IV - ATENDIMENTO AOS ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS:
O
artigo 58 da Lei 9.394/96
(LDB) entende a educão especial como umamodalidade de educação escolar que deve ser oferecida preferencialmente na rederegular de ensino. Entretanto, acrescenta no
§ 1
o
que haverá, quando necessário, serviçode apoio especializado na escola regular, e no
inciso III do
 
artigo 59,
diz que seráassegurado aos educandos com necessidades especiais professores do ensino regular,capacitados para integração desses educandos nas classes comuns. As normas fixadaspela SME simplesmente ignoram estes aspectos fundamentais.
 V - DIAS E HORAS LETIVOS: CARGA HORÁRIA MÍNIMA DIÁRIA SEMESTRAL EANUAL
 O artigo 4
o
da Portaria 1971 de 2/6/98 diz que todas as escolas municipais deverãogarantir a jornada mínima de efetivo trabalho escolar diária, anual e semestral. Entretanto,não faz nenhuma referência ao fato de que estas regras comuns só foram fixadas para oensino fundamental e médio conforme o artigo 24 da LDB.Defendemos os 200 dias letivos para as EMEI’s, mas não como uma imposição legal, nãodevendo ocorrer reposições aos sábados ou suspendendo atividades de planejamento ereuniões pedagicas para o cumprimento dos 200 dias letivos, quando ocorresuspensão de aulas não previstas no calendário.Em relação ao calendário do ensino supletivo, é preciso lembrar que o Parecer 5/97 doConselho Nacional de Educação afirma que a definição da estrutura e duração dos cursossupletivos é incumbência do sistema do ensino, impondo apenas os limites mínimos deidade para os cursos correspondentes ao ensino fundamental e ensino médio.Propomos que SME fixe como regra comum apenas a duração dos cursos supletivos,sendo 2 mil horas letivas para a suplência I e 1.600 horas para a suplência II. Aestruturação destas horas em semestres ou anos letivos ficará a critério da UnidadeEscolar em função da demanda existente e das necessidades específicas de seus alunos.Quanto ao curso noturno regular, a situação é mais complexa, pois há a obrigatoriedadede cumprimento das 800 horas dentro do que se determinar como ano letivo. O ConselhoNacional de Educação no Parecer 2/98 só oferece duas saídas: redução de turnos parainiciar o curso noturno às 19:00, ou prolongamento do ano letivo. As duas soluções sãoproblemáticas, porque a primeira prejudica o aluno trabalhador e a segunda interfere naatribuição de aulas de professor. 
VI - NÚMERO DE ALUNOS POR SALA
 A Portaria 1971/98 não fixou o número de alunos por sala. Defendemos que todas asescolas definam em seus regimentos o mínimo e máximo de alunos por sala, conformesugere o artigo 25 da LDB. 
VII - GESTÃO ESCOLAR
 O artigo 11 da Portaria 1971/98, ao referir-se ao Conselho de Escola não estabelecenúmero mínimo e máximo de participantes e nem coloca a paridade como um critério aser respeitado na composição deste Conselho. O número de representantes no Conselho

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