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1 de Dezembro de 2009
SEGUNDA PÁGINA
Year XXX, Number 1076, Dec 1, 2009
Falta de liderança
EDITORIAL
A
proveito este espaço paravos falar do jantar anualda Fundação Portuguesade Educação do Centroda California, celebrando os seus 18anos de existência, realizado no Sa-lão de Nossa Senhora da Assunçãocom o propósito de entregar Bolsasde Estudos.O mestre de cerimónias da noite foiJoão Dias, um veterano destas an-danças. Reconheceram-se tambémdiversas entidades, tais como:
Empresários do Ramo da Agro-Pecuária
- Irmãos Martins (JoséManuel, António Luís e George), deHilmar.
Empresário do Ano
- Manuel Pires,de Modesto
Cidadão do Ano
- Monsenhor IvoRocha, de Tracy.
Alunos do Ano
- Luís e Rute Teixei-ra, de Turlock.
Educadora do Ano
- Maria Freitas,de Hilmar.Foram 55 as Bolsas de Estudo entre-gues a jovens prestes a singrar nosestudos universitários, para se tor-
narem competentes prossionais nas
artes e ciências que escolheram.O total de donativos deste ano foi de$23,000 dólares.A Fundação já distribuíu $175,947dólares em 439 bolsas de estudo.Diversas organizações da nossa Co-munidade e empresas do Vale qui-seram mais uma vez contribuir naajuda destas bolsas de estudo. O quenão compreendemos ainda muito bem, é porque razão um maior nú-mero de individualidades da nossacomunidade não fazem o mesmo, podendo assim o número de donati-vos aumentar exponencialmente.Dá ideia de se ter criado a ilusão deque sómente as nossas organizaçõese empresas é que devem dar donati-vos e não os próprios pais dos alu-nos, os amigos e tantos outros.Por outro lado, como membro destacomunidade custa-nos ver que todosos bolsistas, uma vez recebedoresdestes donativos, se esquecem daFundação e nem sequer participamna noite mais importante dela.Calculem que desde há 18 anos que aFundação dá bolsas. Deram-se pertode 500 bolsas até agora.Se todos eles pudessem colaborar com $20.00 cada um, teríamos umvalor de $10.000.00. Parece incrível-mente simples? É pura matemática. Não podemos acreditar que ninguém possa não dar $20.00 anuais parauma entidade que tem por objectivoajudar alunos a prosseguir os seusestudos.Caso o produto bruto dos donativosfosse substancial, poderiam as Fun-dações entregar bolsas de estudo devalores mais compatíveis com as ne-cessidades actuais dos alunos. Não podemos estar a exigir que asFundações, quer esta, quer a Luso-American Education Foundation,trabalhem tão árduamente, se nãotiverem a compreensão de toda acomunidade e de todos aqueles que
beneciaram da sua ajuda.
Sentar-mo-nos numa cadeira e ver-mos as nossas organizações entrega-rem o que podem às Fundações e nósnão nos atrevermos a fazer o mesmo,
como indíviduos, ca mal, ca mes
-mo muito mal.Grão a grão enche a galinha o papo.O mesmo se aplica às nossas Funda-ções de Educação.Elas só poderão subsistir, se todos,mas todos, tivermos a compreensãode participar por muito pouco que possamos dar.O que conta é o gesto. A multiplica-ção dos gestos fará crescer a monta-nha.
No nal da noite, o novo Cônsul-
Geral de Portugal em San FranciscoAntónio Costa Moura, falou (seteminutos apenas e tão só) para dizer que acabava de chegar, queria apren-der a relacionar-se bem com a co-munidade e criar uma solidariedademútua.
É sempre pena
que os artistas con-vidados para estes eventos (o mesmoacontece com as festas da LAEF)não possam exprimir a sua arte emfrente às trezentas ou quatrocentas pessoas presentes. Mal acabam osdiscursos, as pessoas vão-se embora. Não é verdade meus caros Zé Duartee Roberto Lino?Que pena...As crises são boas muitas das vezes para mostrar quemé que é lider, e quem é que faz o seu trabalho sem arte esem ciência. Na crise que estamos a atravessar, a Educação é das pri-meiras a sofrer os percalços das más decisões, quer dos políticos, quer mesmo dos educadores.As notícias que nos chegam do Sul da California àcercados brutais aumentos de 32% nas Universidades Estadu-ais, levam-nos a pensar que algo está mal, quando educa-dores que são pagos a peso de ouro (muitos deles ganhammais que o Presidente Obama) vão obrigar alunos a repen-sar o seu futuro.As cabeças bem pensantes desses educadores deveriamver o seu trabalho terminado e darem lugar a quem se inte-ressa verdadeiramente pela Educação e pelos seus alunos.E não me venham com a cantilena do costume, que isso sóse aplica a quem tiver X e Y de rendimento anual.A falta de liderança nota-se mais nestes tempos de crise.Quem não puder com ela que desista. Há tanta gente boaà espera da sua vez.
Anal o sistema dourado de um País que parecia ser o
mais feliz do mundo e onde a construção fazia inveja atodos os maiores países do mundo, não passou de uma mi-ragem.
Os belos edicios são verdadeiros mas o resto é tudo falso.
O Dubai está na bancarrota. Quem diria.O Dubai era o sonho de qualquer arquitecto moderno, por-que lá havia expectativas para todos os sonhos de grandesartistas.
Anal o Dubai não passava de uma miragem falsa onde
o dinheiro parecia nascer do mar e agora desapareceu naareia. O “homem” continua sendo uma grande “incógnita”em qualquer lugar onde esteja. jose avila
Crónicas do Perrexil
J.B.CastroAvila
Fundação Portuguesa
de Educação
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