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Bullying escolar perguntas e respostas - Versão sem figuras

Bullying escolar perguntas e respostas - Versão sem figuras

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REFERÊNCIA: FANTE, Cleo; PEDRA, José Augusto.
Bullying 
escolar 
: perguntas &respostas. Porto Alegre: Artmed, 2008. ISBN 978-85-363-1366-5
Cleo Fante: Pedagoga e historiadora.
É
pioneira nos estudos e nas publicações sobre o tema
bullying 
escolar no Brasil. Autora do programa
antibullying 
 
Educar para a paz. Vice-presidente do CentroMultidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o
Bullying 
 
Escolar - Cemeobes, Brasília/DF.Consultora educacional, docente e coordenadora de cursos de capacitação e pós-graduação em
bullying 
 
escolar.José Augusto Pedra: Teólogo e psicólogo clínico. Especialista em inteligência multifocal aplicada àreestruturação da educação. Autor de diversos cursos, dentre eles: A saúde emocional do educador eo gerenciamento do estresse; Otimização de performance de atletas; Preparação de candidatos aconcursos; A pedagogia da roda dos sonhos. Presidente do Centro Multidisciplinar de Estudos eOrientação sobre o
Bullying 
Escolar - Cemeobes, Brasília/DF. Docente em cursos de pós-graduaçãoe de capacitação.
APRESENTAÇÃO
Sabemos que a maneira pela qual os estudantes se relacionam entre si e comseus professores é decisiva para o
 
desenvolvimento do processo socioeducacional.Durante as aulas e fora delas é comum o
 
surgimento de "zoações" e alguns tiposinusitados de brincadeiras, que tornam o ambiente escolar mais descontraído eatrativo. Segundo os alunos, são “o
 
que há de melhor na escola". Porém, muitasvezes, essas brincadeiras são travestidas de crueldade, prepotência e insensatez,ultrapassando em muito os limites suportáveis, que variam de acordo com o
 
grau detolerância de cada indi
víduo,
e se convertendo em atos de violência. Quandorepetitivos, intencionais e deliberados, com o
 
intuito de intimidar e causar sofrimentoa outro(s), são atos de
bullying.
O
bullying é
diferente de uma brincadeira inocente, sem intenção de ferir; nãose trata de um ato de violência pontual, de troca de ofensas no calor de umadiscussão, mas sim de atitudes hostis, que violam o
 
direito a integridade física epsicológica e à dignidade humana. Amea o
 
direito à educação, ao
1
 
desenvolvimento, a saúde e a sobrevivência de muitas vítimas. As vítimas sesentem indefesas, vulneráveis, com medo e vergonha, o
 
que favorece orebaixamento de sua auto-estima e a vitimização continuada e crônica.Em todo o
 
mundo milhões de estudantes deixam de comparecer às aulas por medo de sofrer 
bullying.
Somente nos Estados Unidos, 160
mil
 
estudantes nãocomparecem
(página 9)
às aulas diariamente por causa do
bullying.
No Brasil, nãotemos dados quantitativos que nos possibilitem esse conhecimento, porém sabemosque o
 
índice de absentismo e alto. O
bullying 
interfere no processo de aprendizageme no desenvolvimento cognitivo, sensorial e emocional. Favorece o
 
surgimento deum clima escolar de medo e insegurança, tanto para aqueles que são alvos comopara os que assistem calados às mais variadas formas de ataques. O baixo nível deaproveitamento, a dificuldade de integrão social, o
 
desenvolvimento ouagravamento das síndromes de aprendizagem, os altos índices de reprovação eevasão escolar têm o
 
bullying 
como uma de suas causas.Essa forma de violência, muitas vezes interpretada como "brincadeiraspróprias da idade", traz uma série de prejuízos, que se refletem não apenas noprocesso de aprendizagem e socialização, mas, sobretudo, na saúde do indivíduo.Diariamente, milhares de estudantes em nosso país procuram atendimento medicoapresentando sintomas psicossomáticos - dores de cabeça e de estomago, febre,diarréia, vômitos, alergias, taquicardia -, transtornos do sono e do apetite, estresse,depressão, além de inúmeras doenças, inclusive de ordem psiquiátrica.Muitos daqueles que são vítimas de
bullying 
por um período prolongado detempo manifestam tendências suicidas ou dão cabo à própria existência. Outrostantos reproduzem a vitimização contra terceiros ou integram-se às gangues com ointuito de revide. Alguns, após anos de sofrimentos, chegam ao limite de suas forçase, não suportando mais as humilhações que lhes são imputadas, entram armados naescola, protagonizando grandes tragédias.Nos Estados Unidos, dos 37 tiroteios que ocorreram em escolas, dois terçosdos autores cometeram seus crimes como vingança por causa da vitimização
bullying.
Columbine e Virgínia Tech são exemplos de instituições onde o
 
bullying 
levou a conseqüências lamentáveis. Em ambos os casos, os protagonistas eramridicularizados na escola e excluídos do convívio social. Ao todo, foram 45 mortos edezenas de feridos, am de inúmeros traumatizados necessitando deacompanhamento psicológico (ver a resposta à pergunta 39, no Capitulo 3). NoBrasil, o
 
bullying 
foi responsável pela tragédia de Taiúva, pacata cidade do interior paulista, onde um jovem obeso foi motivo de chacota durante toda a sua vidaacadêmica. Não suportando mais as humilhações, ele abriu fogo contra
50
(página10)
estudantes que estavam no pátio de recreio, feriu seis deles, a vice-diretora daescola e um funcionário, suicidando-se em seguida (ver a resposta à pergunta 40,no
Capi
tulo 3). Também em Remanso, no interior baiano, um jovem matou duaspessoas e feriu três, em decorrência de anos de ridicularizarão. Sua intenção erasuicidar-se, porém foi possível desarmá-lo.Muitos
bullies
(aqueles que praticam
bullying),
sejam meninos ou meninas,demonstram desde a infância suas habilidades de intimidação. Com o
 
passar dotempo, e sem intervenção, esse comportamento se fortalece e solidifica,comprometendo a aprendizagem de valores humanos, como a tolencia, asolidariedade, o
 
respeito às diferenças, a compaixão. Vários, quando adultos,praticam a violência doméstica e o
 
assédio moral no trabalho. Outros se envolvemem delinqüência, usa de drogas e criminalidade.Alguns fatores propiciam o
 
bullying,
sua banalização e legitimização: atitudes
2
 
culturais, como o
 
desrespeito, a intolerância, a desconsideração ao "diferente"; ahierarquização nas relações de poder estabelecidas em detrimento da fraqueza deoutros; o
 
desejo de popularidade e manutenção do status a qualquer preço; areprodução do comportamento abusivo como uma dinâmica psicossocial expansiva;a falta de habilidades de defesa, a submissão, a passividade, o
 
silêncio e sofrimentodas vítimas; a conivência daqueles que assistem e o
 
incentivo às ações cada vezmais cruéis e desumanizantes; a violência doméstica, a ausência de limites, apermissividade familiar, a falta de exemplos positivos; a omissão, o
 
despreparo, afalta de interesse e comprometimento de muitos profissionais e instituiçõesescolares; a impunidade, o
 
descaso e a falta de investimentos e políticas publicasvoltadas a educação e a saúde para o
 
tratamento e a prevenção, dentre outros.Como pesquisadores do fenômeno
bullying,
nosso objetivo é responder nestelivro as perguntas que mais comumente o formuladas por pais, alunos,profissionais da educação, jornalistas e todos aqueles que entram em contato com otema. Sua apresentação, por meio de perguntas e respostas, objetiva facilitar acompreensão, a conscientização, dar esclarecimentos e fornecer orientação paraminimizar os efeitos negativos do
bullying 
e desenvolver uma cultura de paz nasescolas.Além de responder as questões ligadas ao fenômeno
bullying,
o livro procuraesclarecer sobre o trote e o
(página 11)
assédio moral ou
mobbing,
que são formasde violência que ocorrem em outros ambientes, muitas vezes decorrentes doenvolvimento
bullying 
em época escolar. Outro aspecto abordado e o
 
que dizrespeito ao encaminhamento correto e seguro dos casos, a partir do qual acomunidade escolar contribuirá preventivamente para o esvaziamento do efeitoepidêmico do fenômeno.De forma inovadora, apresentamos na primeira parte do livro uma historia quefacilitara o
 
entendimento da dinâmica
bullying 
para crianças, professores e pais.Para as crianças, proporcionará identificação com situações cotidianas facilitando,assim, a compreensão das atitudes norteadoras da cidadania e da convivênciapacífica solidária. Aos pais e responsáveis, amantes da educação para a paz,instrumentaliza com esclarecimentos e orientações seguras de ações preventivasnas interações com os filhos. Aos professores, facilitará a introdução do tema emsala de aula, bem como o
 
trabalho de educar para a paz e de incentivar estratégiasde convivência pacifica solidária. Nos anexos, disponibilizamos atividades reflexivasrelativas ao texto, onde os alunos poderão expressar seus sentimentos e emoções,além de subsidiar os professores na identificação de possíveis envolvimentos em
bullying.
Nossa parceria há quatro anos resultou na criação do Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o
Bullying 
Escolar (Cemeobes), com sede emBrasília (DF), entidade pioneira no país, que se dedica exclusivamente ao estudo dofenômeno. O Cemeobes realizou em
2006 o I
Fórum Brasileiro sobre o
 
Bullying 
Escolar, resultando na Carta Aberta de Brasília
Essedocumento é um marco na luta contra esse mal, que assola desde há muito temponossas casas, nossas escolas, nossos locais de trabalho, enfim nossa sociedade.Em abril de
2007
(D.O.
24/04/2007),
foi qualificado pela Secretaria Nacional deJustiça, do Ministério da Justiça, como Organização da Sociedade Civil de InteressePúblico (OSCIP).A falta de consciência da natureza, extensão e seriedade do problemaacabam por legitimar o
 
bullying.
Portanto, se quisermos erradi-lo de nossoconvívio, é necessário o
 
estabelecimento de parcerias entre os diversos segmentos
3

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