Mielite transversaTabela 1
. Espectro de Doenças Neuroimunológicas
DoençaAbreviaçãoReferências
MúsculoPolimiosite PM27DermatomiositeDM107Junção NeuromuscularMiastenia Grave MG25Nervo PeriféricoPolineuropatia Desmielinizante Inflamatória Crônica PDIC108, 109Polineuropatia Desmielinizante Inflamatória Aguda PDIA/GBS13, 79Medula EspinhalMielite TransversaMT/MTA1, 3, 19, 36Paraparesia Espástica TropicalPET/MAH28, 29Rigidez Muscular Espasmódica RME24Medula Espinhal e Nervo ÓpticoNeuromielite óptica NMO26, 101Nervo ÓpticoNeurite óptica NO110Medula Espinhal e CérebroEsclerose Múltipla EM9Encefalomielite paraneoplásica –111, 112CérebroEncefalomielite Disseminada Aguda ADEM113Doenças pediátricas auto-imunes neuropsiquiátricas associadas à infecção estreptocócicaPANDAS20, 21Encefalopatia de Hashimoto –22Encefalite de Rasmussen ER114, 115pacientes com a MT tem a doença monofásica, mas até20% dos pacientes sofrerão de episódios inflamatóriosrecorrentes na medula espinhal (estudo de séries de casodo JHTMC, 11, 12).
3. O ESPECTRO DAS DOENÇASNEUROIMUNOLÓGICAS
Os achados clínicos, imunológicos, epatológicos em pacientes com a MT classificam estadoença junto com uma variedade de doençasneuroimunológicas (Tabela 1). Em cada doença, há umaalteração adquirida no sistema imunológico inato ouadquirido, resultando na disfunção e/ou na lesão celulardas células do sistema nervoso.Muitas das doençaspodem ser pós-infecciosas (MT, ADEM, SGB,PANDAS), sugerindo que o agente infeccioso induz aruptura da tolerância imunológica para auto-antígenos.Na SGB, um agente infeccioso precedente (muitas vezeso Campilobacter jejuni), pode codificar uma moléculaimitadora que parece com um hospedeiro gangliosideexpressado em nervos periféricos, resultando em lesõesimunomediadas (13-15). Na ADEM e na MT, a ativaçãode linfócitos T mediada por superantígenos pode ser umevento importante na ruptura da tolerância imunológica(16-190). NasPANDAS, evidências atuais sugerem que odesenvolvimentode anticorpos antineuronais seguido dainfecção com estreptococos beta-hemolíticos do grupo A(EBHGA) resulta nadisfunção do glângio basal (20, 21).Do mesmo modo, a NMO,a MT recorrente, a RME, aencefalomielite paraneoplásica, a MG,e a encefalopatiade Hashimoto, têm distúrbioshumorais proeminentes quepodem contribuir à disfunção neural(para pesquisas,veja (19, 22-26)). Outras doenças neste grupo, como apolimiosite, a PET/MAH, a encefalite de Rasmussen, e aMT, têm distúrbios proeminentes dos linfócitos T (parapesquisa, veja (27-29)). Foi mostrado recentemente que aEM tem múltiplos subtipos patológicos distintos comgraus diferentes de linfócitos T, macrófagos, anticorpos, econtribuições complementares (9). Em muitas das outrasdoenças, também é pouco provável que apenas umcomponente do sistema imunológico seja o únicoresponsável pela doença clínica, e uma mistura dadisfunção de linfócitos T, linfócitos B,macrófagos/células microgliais e até das células NKpodem contribuir à doença. Do mesmo modo, osmecanismos da lesão neural podem involver múltiplasvias, incluindo a destruição das células neurais peloslinfócitos T, a lesão das citocinas, a ativação de viasmicrogliais tóxicas, a deposição de imunocomplexos, e alesão neural excitotóxica ou apoptótica. Apesar da MTestar relacionada com várias doenças neuroimunológicas,as explicações dos detalhes distintos dessas doenças nãosão claras. Possíveis explicações incluem a representaçãoúnica de antígenos numa área focal da medula espinhal, otráfico distinto de células causadoras imunológicas numaregião específica da medulla espinhal, ou diferençasregionais específicas na resposta imunológica (porexemplo, a elaboração diferencial de citocinas ou aapresentação eficiente de antígenos no sistemaimunológico da medula espinhal).
4. HISTÓRIA DA MIELITE TRANSVERSA (MT)
Vários casos de “mielite aguda” foram descritosem 1882, e análises patológicas revelaram que alguns sedeviam à lesões vasculares e outros à inflamações agudas.(30). Subseqüentemente, a ocorrência de mais de 200casos deencefalomielite pós-vacinal foi relatada entre1922 e 1923 na Inglaterra, uma complicação da vacinaçãocontra varíola e raiva (31). Análises patalógicas de casosfataisrevelaram células inflamatórias e desmielinização
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Wanda Lucia Barbalho Barbalholeft a comment
Alexy Rangel replied:
Alisson Laraleft a comment
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