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Boletim da Educação no Brasil, 2009
(versão resumida)
 
 Apresentação
Entender os principais aspectos da educação no Brasil se tornou importante para profissionais das maisvariadas áreas de atuação. Seja para orientar escolhas na vida pessoal ou no trabalho, seja para compreendercomo o país se insere no contexto internacional, pais, gestores públicos, economistas e empresáriosprecisam e querem conhecer os indicadores do ensino no país. Quais são os resultados dos alunos? Estamosavançando? A mão de obra chega ao mercado de trabalho bem qualificada? Quanto investimos nas escolas?
O Boletim da Educação no Brasil: Saindo da inércia? 
foi elaborado justamente para responder a essasperguntas. O objetivo é apresentar a um público leigo informações atualizadas e confiáveis sobre a situaçãoda educação no Brasil.Inspirado nos documentos utilizados nas escolas para avaliar os alunos, o
Boletim
dá notas a nove temas,divididos em dois grupos: Diagnóstico e Perspectivas. No primeiro, são apresentados os indicadores dematrícula, permanência, desempenho dos alunos e equidade. Na segunda parte, são analisados os avanços naimplementação de políticas públicas em cinco áreas consideradas indispensáveis para o desenvolvimento daeducação. São elas: padrões educacionais, sistemas de avaliação, autoridade e responsabilidade no nível daescola, carreira docente e investimento em educação básica.Elaborado pela Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos, voltada para a melhoria da educaçãopública no país, o
Boletim da Educação no Brasil 
faz parte de uma iniciativa do Programa de Promoção daReforma Educativa na América Latina e Caribe (Preal), que já publicou mais de 25 boletins da educação naregião.Nesta versão resumida, encontram-se as notas atribuídas a cada tema e os principais dados e comentáriosapresentados no documento. A íntegra da publicação está disponível em www.fundacaolemann.org.br.  O panorama é preocupante. Esperamos que com as informações em mãos, seja mais fácil fazer pressão pelasmudanças necessárias
e urgentes.
 
 
O boletim da educação no Brasil
Disciplina Conceito Tendência Comentários
MatrículasB
 Aumentaram sensivelmente, mas ainda hámuitas crianças e jovens fora da escola,especialmente no ensino médio 
PermanênciaC
 Apesar de frequentar a escola por alguns anos,os estudantes não conseguem completar 12anos de estudo 
DesempenhoD
Os alunos não aprendem o esperado para suaidade e estão em clara desvantagem deaprendizado em comparações internacionais 
EquidadeC
 As desigualdades de acesso diminuíram, masas oportunidades de educação de qualidadeainda não são distribuídas de forma equitativa para toda a população
PadrõeseducacionaisD
Existem referências curriculares, mas aindanão há padrões claros e detalhados que garantam um mínimo de qualidade em todasas salas de aula
Sistemas deavaliaçãoB
São bastante avançados em relação a muitos países, mas seus resultados ainda não sãousados para melhorar a qualidade da sala deaula 
 Autoridade eresponsabilidadeC
Houve descentralização no atendimento, masas escolas ainda não podem decidir sobrevariáveis cruciais para o serviço que oferecem 
Carreiradocente D
 A escolarização dos professores aumentou,mas a qualidade dos cursos de formação aindaé precária. Como consequência, os professoresnão estão preparados para a sala de aula
Investimentoem educaçãobásicaC
Os recursos públicos disponíveis mostram queeducação ainda não é prioridade para osbrasileiros
Conceitos:A
ExcelenteB
BomC
RegularD
InsatisfatórioTendência:Melhorando
 
Sem tendência definidaPiorando
 
1.
 
Diagnóstico: como estão os indicadores de matrícula, permanência, desempenho eequidade
1.1.
 
Matrículas: Aumentaram em todos os níveis, mas o ensino médio ainda é um desafio
-
 
Começamos a universalização da educação atrasados e ainda não terminamos.
Entre 1970 e 2007,foram criadas mais de 29 milhões de vagas da creche ao ensino médio, sendo dezesseis milhões somente noensino fundamental (Gráfico 1). Apesar do avanço, ainda hoje, menos da metade dos jovens entre 15 e 17anos estão matriculados no ensino médio (Gráfico 2).
Gráfico 1: Evolução do número de matrículas, por nível de ensino (1970-2007)
Fonte:
AnuáriosEstatísticosIBGE e INEP/MEC.
Gráfico 2: Evolução das taxas líquidas de matrícula, por nível de ensino (1992-2008)
Fonte:
PesquisaNacional por Amostrade Domicílios/IBGE.Estimativa do Institutode Estudos doTrabalho e Sociedade(IETS).
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