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Colossesnses

Colossesnses

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06/19/2010

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original

 
I
NTRODUÇÃO
COLOSSENSES
 Autoria
Os pais da igreja já consideravam Paulo como autor dessa carta à liderança da Igreja em Colossos.No século XIX, entretanto, alguns pensadores, entendendo que a heresia tratada pelo apóstolo, nocapítulo dois, seria o gnosticismo do segundo século, levantaram suspeitas quanto à originalidadeda autoria paulina. Contudo, uma análise ainda mais profunda deixa claro que a heresia combatidapor Paulo era uma espécie de embrião do que viria a ser o gnosticismo delineado durante os séculosII e III pelos mestres gnósticos. A própria epístola aos Colossenses declara ter sido escrita por Paulo (1.1), e está cravejada pelasmarcantes verdades e idéias paulinas.
ropósitos
 A Igreja em Colossos ainda alimentava uma preocupação errônea e exagerada em relação àguarda religiosa e cerimonial dos ritos tradicionais judaicos do passado. Além disso, os cristãos deColossos eram muito vulneráveis às crenças místicas e superstições de todos os tipos. Essa falta deconfiança absoluta na fé cristã e no senhorio de Cristo criou um ambiente fértil para o surgimentode uma heresia que juntava elementos judaicos com teorias e doutrinas de um gnosticismo aindaem formação.Paulo trata do problema dessa f dbia e volvel dos colossenses, afirmando-lhes o incomparvelcaráter de Jesus Cristo, o Messias e Filho de Deus. Em uma passagem notável, ele faz veementereferncia obra de Cristo em relação redenção e reconciliação do ser humano cado a Deus. Oapóstolo, ainda, defende a preeminência do Senhor, e afirma que Cristo é a perfeita imagem do Deusinvisível, por meio do qual tudo fora criado. Ele é o cabeça da Igreja.Cristo, portanto, é totalmente suficiente e satisfatório. Dele, o crente recebe a plenitude do SeuEspírito (2.10). Em absoluto contraste, a heresia que se difundia na comunidade cristã de Colossosera uma filosofia totalmente insatisfatória, obscura, insegura e inverídica (2.8), sem a menorcapacidade de corrigir a inclinação maléfica do ser humano caído (2.23).Sendo assim, o tema central de Colossenses pode ser resumido na plena suficiência de JesusCristo, em oposição às limitações e incapacidades de qualquer filosofia ou crença produzida pelosseres humanos.
ata da primeira publicação
 Assim como as cartas destinadas aos efésios, filipenses e a Filemom, esta epístola aos colossen-ses também foi escrita durante o primeiro período de prisão de Paulo, por volta do ano 60 d.C., emRoma, onde passou pelo menos dois anos em prisão domiciliar unto à uarda pretoriana local At8.16-31). Alguns teólogos modernos sugerem que Paulo poderia ter escrito Colossenses em fesoou mesmo em Cesaréia, entretanto, a maior parte das evidências confirma a cidade de Roma como olugar onde o original foi produzido pelo apóstolo, a exemplo do que ocorreu com todas as chamadas“cartas da prisão”: Efésios, Colossenses, Filipenses, 2 Timóteo e Filemom.
sboço geral de Colossenses
1. Saudação e ação de graças (1.1-8)2. Oração de Paulo pelos colossenses (1.9-12)3. Exposição da obra de Deus em Cristo (1.13-23)A. Quanto à nossa absoluta redenção (1.13,14)B. A perfeita excelência de Cristo (1.15-19)C. A total reconciliação com Deus (1.20-23)4. O ministério do apóstolo Paulo (1.24 – 2.3)
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5. Paulo expõe e reprova os falsos ensinos (2.4-23)A. Caminhando diariamente com Cristo (2.4-7)B. A obra concluída de Cristo (2.8-15)C. Censura contra o cerimonialismo (2.16-23)6. Como viver a vida cristã (3.1 – 4.6)A. Os ressuscitados devem buscar o alto (3.1-11)B. O exercício cotidiano das virtudes cristãs (3.12-17)C. Os relacionamentos familiares e sociais (3.18 – 4.1)D. Exortação à oração e à prática da sabedoria (4.2-6)7. Saudações finais (4.7-18)A. A missão de Tíquico (4.7-9)B. Saudações dos companheiros (4.10-17)C. Saudação pessoal e bênção apostólica (4.18)
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COLOSSENSES
Prefácio e saudações
Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, porvontade de Deus, e o irmão Timóteo,
2
aos santos e leais irmãos em Cristo queestão em Colossos: graça e paz a vós ou-tros, da parte de Deus, nosso Pai.
1
 A fé e o amor dos colossenses
3
Damos graças a Deus, Pai de nossoenhor Jesus Cristo, rogando semprepor vós,desde que ouvimos falar da vossa fé emCristo Jesus, e do amor que tendes portodos os santospor causa da esperança que vos estáreservada no céu, da qual já ouvistes pelaPalavra da Verdade, o Evangelho,
que vos alcançou, e da mesma forma estáchegando em todo o mundo, frutificandoe se espalhando, assim como ocorreu entrevós, desde o dia em que ouvistes e conhe-cestes a graça de Deus na verdade;
2
7
segundo fostes instruídos por Epafras,nosso amado conservo, leal ministro deCristo em nosso favor.Ele também nos contou do amor quetendes no Espírito.
3
 A oração de Paulo pelos fiéis
9
Por esse motivo, também nós, desde omomento em que soubemos desse fato,igualmente, não deixamos de orar por vóse de suplicar que sejais cheios do pleno co-nhecimento da vontade de Deus, com todaa sabedoria e entendimento espiritual.
10
E tudo isso, com o propósito de quepossais viver de modo digno do Senhor,agradando-lhe plenamente, frutificandoem toda boa obra, crescendo no conhe-cimento de Deussendo fortalecidos com todo o poder,segundo a maravilhosa força da sua gló-ria, para que, com alegria tenhais absolu-a constância e firmeza de ânimo
12
dando graças ao Pai que nos tornoudignos de participar da herança dos san-os no reino da luz.
 A suprema pessoa de Cristo
13
Ele nos resgatou do domínio das tre-vas e nos transportou para o reino do seuFilho amado,
 4
14
em quem temos a plena redenção pormeio do seu sangue, isto é, o perdão deodos os pecados.
15
Ele é a imagem do Deus invisível, oprimogênito sobre toda a criação;
16
porquanto nele foram criadas todas ascoisas nos céus e na terra, as visíveis e asinvisíveis, sejam tronos ou dominações,
 A expressão “santo” é usada somente por causa da morte vicária de Jesus Cristo, o Filho de Deus, em benefício eterno detodo aquele que cr (crente, cristão) que, portanto, passa a ser abençoado pela habitação do Esprito Santo em sua alma, seu Advogado e Conselheiro. O Espírito de Cristo é também a nossa garantia (marca, selo) de filiação a Deus, e santificador do crente,separando-o dia a dia (processo de santificação) das garras desse sistema mundial dominado por Satanás e seus comandados.Portanto, “santo”, assim como “perfeito”, tem a ver com a maneira como Deus, nosso Pai, nos vê a partir da pessoa e da obra doSenhor Jesus, além de serem alvos para nossas vidas cristãs (Jo 1.12; 14.16-24; 10.10; 1Co 13.13; 1Ts 1.3).Paulo usa uma figura de linguagem (hipérbole), com o objetivo de destacar a rápida propagação das boas novas doevangelho por todas as partes do vasto Império Romano, em apenas três décadas após o Pentecoste (v.23; At 2.1-4; Rm 1.8;10.18; 16.19). Mais de 2000 anos depois, o cristianismo se tornou, de fato, a maior religião do planeta, e Jesus Cristo continua afazer discípulos em todo mundo por meio da graça do Espírito de Deus (Mt 28.18-20).Paulo sempre demonstrou grande consideração por todos os seus cooperadores; apreciava cham-los de “conservos”,presentando dessa maneira aqueles que compartilhavam com ele das bênçãos e lutas no ministério (v.4.7). Epafras estabeleceus igrejas de Colossos, Laodicéia e Hierápolis, durante a jornada do apóstolo em Éfeso (4.13; Fm 23; Ap 3.14; At 19.10). O amorristão, em toda a sua exuberância, somente é possível a partir da ação poderosa do Espírito Santo na vida do cristão humilde.
 4
No original grego, a expressão “domínio ou império das trevas” tem a ver com o “poder total do Diabo e suas hostes malignas”(Lc 22.53; Ef 2.2; 6.12; Gl 1.4).Jesus Cristo é o nosso redentor, pois foi ele quem pagou, com sua morte vicária, o alto preço do resgate exigido pela Lei deDeus para a absolvição de todo pecador que cr sinceramente na pessoa e obra de Cristo. Paulo usa um conhecido hino da igreja
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