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Código Penal comentado (autor desconhecido)

Código Penal comentado (autor desconhecido)

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DIREITO PENAL – PARTE ESPECIAL
TÍTULO IDOS CRIMES CONTRA A PESSOA
CAPÍTULO IDOS CRIMES CONTRA A VIDA
(são julgados pelo Tribunal do Júri, exceto o “
homicídio culposo
”)
HOMICÍDIO
Art. 121
 -
Matar 
 
alguém
:
Pena
 - reclusão, de 6 a 20 anos.
- é “
crime hediondo” 
 quando praticado em atiidade t!pica de grupos de exterm!nio, mesmo que por uma s" pessoa#
Caso de diminuição de pena (Homi!dio p"i#i$e%iado&
§
 
-
 Se o agente comete o crime
impelido por motivo de relevante valor social
 
(di$ respeito a interesses dacoletiidade, como, por exemplo, matar traidor da p%tria, matar bandido perigoso, desde que não se trate de atua&ão de justiceiro)
 ou
moral
 
(re'ere-se a sentimento pessoal do agente, como no caso da eutan%sia)
, ou
sob o domínio de violenta emoção logoem seguida a in!usta provocação da vítima
 
(existncia de emo&ão intensa - ex# tirar o agente totalmente do sério* injusta prooca&ão da !tima - ex# xingar, 'a$er brincadeiras de mau gosto, 'lagrante de adultério* rea&ão imediata - “
logo em seguida
”)
, o juiz pode
(dee)
 reduzir a pena de 1/6 a 1/3.
Homi!dio 'ua$iado
- é “
crime hediondo
”#
§
 
2º -
 Se o homicdio ! cometido:
" - mediante paga ou promessa de recompensa
, ou por outro
motivo torpe
 
(motio il, repugnante, quedemonstra depraa&ão moral do agente - ex# matar para conseguir +eran&a, por rialidade pro'issional, por ineja, porquea !tima não quis ter rela&ão sexual etc#)
"
""
 -
por motivo #$til
 
(matar por motio de pequena importncia, insigni'icante* 'alta de propor&ão entre a causa e o crime- ex# matar dono de um bar que não l+e seriu bebida, matar a esposa que teria 'eito jantar considerado ruim etc#)
"
"""
 -
com emprego
 de
veneno
,
#ogo
,
e%plosivo
,
as#i%ia
,
tortura
 ou outro
meio insidioso
 
(é o uso de umaarmadil+a ou de uma 'raude para atingir a !tima sem que ela perceba que est% ocorrendo um crime, como, por exemplo,sabotagem de 'reio de e!culo ou de motor de aião)
 
ou cruel
 
(outro meio cruel além da tortura - ex# morte proocada por pisoteamento, espancamento, pauladas etc#)
, ou de
&ue possa resultar perigo comum
 
(ex# proocar desabamento ou inunda&ão)
"
"'
 -
( traição
 
(quebra de con'ian&a depositada pela !tima ao agente, que desta se aproeita para mat%-la - ex# matar amul+er durante o ato sexual)
, de
emboscada
 
(ou tocaia* o agente aguarda escondido a passagem da !tima por umdeterminado local para, em seguida, alej%-la)
, ou
mediante dissimulação
 
(é a utili$a&ão de um recurso qualquer paraenganar a !tima, isando possibilitar uma aproxima&ão para que o agente possa executar o ato +omicida - ex# uso dedis'arce ou método an%logo para se aproximar da !tima, dar 'alsas proas de ami$ade ou de admira&ão para possibilitauma aproxima&ão)
ou
outro recurso &ue di#iculte ou torne impossível a de#esa do o#endido
 
(surpresa* e'etuar disparo pelas costas, matar a !tima que est% dormindo, em coma alco"lico)
"
'
 -
para assegurar a e%ecução
 (ex# matar um seguran&a para conseguir seqestrar um empres%rio . +omic!dioquali'icado em concurso material com extorsão mediante seqestro), 
a ocultação
 
(o sujeito quer eitar que se descubraque o crime 'oi praticado)
,
a impunidade
 (o sujeito mata alguém que poderia incrimin%-lo - ex# morte de testemun+a docrime anterior)
ou
vantagem de outro crime
 
(ex# matar co-autor de “
roubo
” para 'icar com todo o din+eiro ou a pessoa que estaa 'a$endo o pagamento do resgate no crime de “
extorsão mediante seqüestro
”)
.
 
Pena
 - reclusão, de 12 a 30 anos.
- +aendo mais de uma quali'icadora no caso concreto, o jui$ usar% uma para quali'icar o +omic!dio e as demais como agraantesgenéricas#
Homi!dio u$poso
§
 
)º -
 Se o homicdio ! culposo:
Pena
 - deten#ão, de 1 a 3 anos.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Art. 302, CTB
 - /raticar +omic!dio culposo na dire&ão de e!culo automotor
Penas
 - deten&ão, de 0 a 1 anos, e suspensão ou proibi&ão de se obter a permissão ou a +abilita&ão para dirigir e!culo automotor#
§ úni!
 - 2o +omic!dio culposo cometido na dire&ão de e!culo automotor, a pena é aumentada de 345 6 340, se o agente
I
 - não possuir /ermissão para 7irigir ou 8arteira de 9abilita&ão*
II
 - pratic%-lo em 'aixa de pedestres ou na cal&ada*
 
III
 - deixar de prestar socorro, quando poss!el 'a$-lo sem risco pessoal, 6 !tima do acidente*
I"
 - no exerc!cio de sua pro'issão ou atiidade, estier condu$indo e!culo de transporte de passageiros#
Art. 30#, CTB
 - :o condutor de e!culo, nos casos de acidentes de trnsito de que resulte !tima, não se impor% a prisão em 'lagrante,nem se exigir% 'ian&a, se prestar pronto e integral socorro 6quela#-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Aumen)o de pena
§
 
*º -
 $o
+omicídio culposo
, a pena ! aumentada de 1/3, se o crime
resulta de inobserv,ncia de regra técnica depro#issão arte ou o#ício
 
(ex# médico que não esterili$a instrumento cirúrgico, dando causa a uma in'ec&ão da qual decorre amorte da !tima)
, ou se o
agente dei%a de prestar imediato socorro ( vítima
 
(se a !tima é socorrida imediatamente por terceiro* se ele não é prestado porque o agente não possu!a condi&;es de 'a$-lo ou por +aer risco pessoal a ele* se a !timaestier morta - não incide o aumento da pena)
,
não procura diminuir as conse&ncias do seu ato
 
(ex# ap"s atropelar a!tima, nega-se a transport%-la de um +ospital a outro, depois de ter sido ela socorrida por terceiros)
, ou
#oge para evitar prisão em #lagrante
. Sendo doloso o homicdio %
+omicídio doloso
&, a pena ! aumentada de 1/3, se o crime
épraticado contra pessoa menor de 1* anos
.
§
 
/º 0Perdão !udicial -
 $a hip'tese de
+omicídio culposo
,
o !ui poder3 dei%ar de aplicar a pena se asconse&ncias da in#ração atingirem o pr4prio agente de #orma tão grave &ue a sanção penal se tornedesnecess3ria
.
- a senten&a que recon+ece e concede o perdão tem nature$a declarat"ria da extin&ão da punibilidade, não existindo qualquer e'eitosecund%rio, inclusie a obriga&ão de reparar o dano#-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
$ %assi&ia'(! )!*trin+ria
 
comum
 (pode ser praticado por qualquer pessoa),
simples
 (atinge apenas um bem jur!dico),
de dano
 (exige ae'etia lesão de um bem jur!dico),
de ação livre
 (pode ser praticado por qualquer meio, comissio ou omissio),
instantâneo de efeitos permanentes
 (a consuma&ão ocorre em um s" momento, mas seus e'eitos são irreers!eis) e
material 
 
(s" se consuma com a e'etiaocorrncia do resultado morte, ou seja, com a cessa&ão da atiidade ence'%lica)#- a proa da materialidade é 'eita atraés do c+amado “
exame necroscópico
”, que é elaborado por médicos legistas e atesta a ocorrnciada morte bem como suas causas#
$ !-! )i&ereniar a 
tentativa de homicídio
/ *an)! a 1ti-a s!&re %eses !r4!rais )! ri-e )e
lesões corporais
/5
 . em termoste"ricos é extremamente '%cil, j% que na tentatia o agente quer matar e não consegue e no crime de les;es corporais o dolo do agente éapenas o de lesionar a !tima* na pr%tica, deemos analisar circunstncias exteriores como o objeto utili$ado, o local onde a !tima 'oiatingida, a quantidade de golpes etc#- quando 'or considerado “
crime hediondo
” torna-se insuscet!el de anistia, gra&a, indulto e liberdade prois"ria* o cumprimento da penase dar% integralmente em regime 'ec+ado* o liramento condicional s" ser% poss!el se cumpridos 045 da pena e se o agente não 'or reincidente espec!'ico* o jui$ deer% decidir 'undamentalmente se o réu pode apelar em liberdade#-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
INDU*IMENTO+ AU,ÍLIO OU INSTI-A./O AO SUICÍDIO (OU PARTICIPA./O EM SUICÍDIO&
Art.
 
122
 -
"nduir 
 
(participa&ão moral* signi'ica dar a idéia do suic!dio a alguém que ainda não tin+a tido esse pensamento)
ou
instigar 
(participa&ão moral* signi'ica re'or&ar a inten&ão suicida j% existente)
alguém
 
(pessoa ou pessoas determinadas)
a suicidar-se
 ou
prestar-l+e au%ílio para &ue o #aça
 
(participa&ão material* signi'ica colaborar materialmente com a pr%tica do suic!dio, quer dandoinstru&;es, quer emprestando objetos para que a !tima se suicide* essa participa&ão dee ser secund%ria, acess"ria, pois se a ajuda 'or acausa direta e imediata da morte da !tima, o crime ser% o de “
homicídio
”)
:
Pena
 - reclusão, de 2 a 6 anos, se o suicdio se consuma" ou reclusão, de 1 a 3 anos, se da tentati(a de suicdioresulta lesão corporal de natureza gra(e.
Aumen)o de pena
§ $nico
 - ) pena ! duplicada:
" -
se o
crime é praticado por motivo egoístico
 
(ex# para 'icar com a +eran&a da !tima, com o seu cargo)
"
""
 - se a
vítima é menor 
 ou
tem diminuída por &ual&uer causa a capacidade de resistncia
 
(ex# !tima est%embriagada, com depressão)
.
- não existe tentatia deste crime* o legislador condiciona a imposi&ão da pena 6 produ&ão do resultado, que no caso pode ser a morte ou alesão corporal grae#- consuma-se no momento da morte da !tima ou quando ela so're les;es corporais graes* resultando les;es lees o 'ato é at!pico#- dee +aer rela&ão de causa e e'eito entre a conduta do agente e a da !tima- dee +aer seriedade na conduta do agente* se alguém, em tom de brincadeira, di$ 6 !tima que a única solu&ão é “se matar” e elae'etiamente se mata, o 'ato é at!pico por ausncia de dolo#- a !tima dee ter capacidade de entendimento (de que sua conduta ir% proocar sua morte) e resistncia* assim, quem indu$ crian&a de pouca idade ou pessoa com grae en'ermidade mental a se atirar de um prédio responde por “
homicídio
”#
 
- %rias pessoas 'a$em roleta-russa em grupo, uns estimulando os outros, os sobreientes respondem por este crime#- duas pessoas 'a$em um pacto de morte e uma delas se mata e a outro desiste, o sobreiente responder% por este crime#- duas pessoas decidem morrer juntamente, se trancam em um compartimento 'ec+ado e uma delas liga o g%s, mas apenas a outra morre,+aer% “
homicídio
” por parte daquele que executou a conduta de abrir a torneira do botijão de g%s#
IN0ANTICÍDIO
Art. 12) - Matar sob a in#luncia do estado puerperal
 
(é uma perturba&ão ps!quica que acomete grande parte das mul+eresdurante o 'en<meno do parto e, ainda, algum tempo depois do nascimento da crian&a* em princ!pio, dee ser proado, mas, se +ouer dúida no caso concreto, presume-se que ele ocorreu)
,
o pr4prio #il+o
,
durante o parto ou logo ap4s
:
Pena
 - deten#ão, de 2 a 6 anos.
A1ORTO
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
C!neit!
é a interrup&ão da graide$ com a conseqente morte do 'eto#
C%assi&ia'(!
- natural 
 . interrup&ão espontnea da graide$ (impun!el)#
- acidental 
 . em conseqncia de traumatismo (impun!el) - ex# queda, acidente em geral#
- criminoso
 . preisto nos arts# 301 a 30=#
- legal ou permitido
 . preisto no art# 30>#- os métodos mais usuais são ingestão de medicamentos abortios, introdu&ão de objetos pontiagudos no útero, raspagem ou curetagem esuc&ão* é ainda poss!el a utili$a&ão de agentes elétricos ou contundentes para causar o abortamento#- se o 'eto j% estier morto (
absoluta impropriedade do objeto
) ou o meio utili$ado pelo agente não pode proocar o aborto (
absolutaineficácia do meio
), é
crime impossível 
#-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
A2o")o p"o#oado pe$a %es)an)e (au)o3a2o")o& ou om seu onsen)imen)o
Art.
 
12*
 -
Provocar aborto em si mesma ou consentir &ue outrem l+o provo&ue
:
Pena
 - deten#ão, de 1 a 3 anos.
- a gestante que consente, incide nesse artigo, enquanto o terceiro que executa o aborto, com concordncia da gestante, responde pelo art#30?#- é crime pr"prio, j% que nelas o sujeito atio é a gestante* é crime de mão pr"pria, uma e$ que não admitem co-autoria, mas apenas participa&ão#
A2o")o p"o#oado sem o onsen)imen)o da %es)an)e
Art.
 
12/
 -
Provocar aborto sem o consentimento da gestante
:
Pena
 - reclusão, de 3 a 10 anos.
A2o")o p"o#oado om o onsen)imen)o da %es)an)e
Art.
 
125
 -
Provocar aborto com o consentimento da gestante
:
Pena
 - reclusão, de 1 a * anos.
§ $nico
 - )plica-se a pena do
artigo anterior 
, se a gestante não ! maior de 1* anos, ou ! alienada ou d!+il mental,ou se o consentimento ! o+tido mediante raude, gra(e amea#a ou (iolncia.
A2o")o 'ua$iado
Art.
 
126
 - )s penas cominadas
nos dois artigos anteriores 0arts. 12/ e 125
 são aumentadas de 1/3, se,
emconse&ncia do aborto ou dos meios empregados para provoc3-lo a gestante so#re lesão corporal de natureagrave7 e são duplicadas se por &ual&uer dessas causas l+e sobrevém a morte
.
A2o")o $e%a$ ou pe"mi)ido
Art.
 
128
 -
9ão se pune o aborto praticado por médico
:
"
 
0aborto necess3rio
-
se não +3 outro meio de salvar a vida da gestante
"
""
 
0aborto sentimental
 - se a
gravide resulta de estupro
 
(ou de “
atentado violento ao pudor 
”, j% que é poss!elem 'ace da mobilidade dos espermato$"ides - embora o 8/ não permite, mas é pac!'ico o entendimento de que pode ser aplicada a c+amada analogia “
in bonam partem
”)
 e o
aborto é precedido de consentimento da gestante ou&uando incapa de seu representante legal
.
CAPÍTULO IIDAS LES4ES CORPORAISLES/O CORPORAL
Art.
 
12:
 -
;#ender 
 
a integridade corporal ou a sa$de de outrem
:

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