Spagnolo, Di Pietro e Fasanella, (1991), citado por Leone, Privitera e Cunha(2001), perante essas exigências e para melhor definir as normas de comportamento profissional, foram propostos, a seu tempo, diversos Códigos de Deontologia aplicada àenfermagem, quer a nível nacional, quer internacional, e, nas escolas para enfermeiros profissionais, dedica-se um espaço cada vez mais amplo ao ensino da ética profissional.Todavia, os Códigos de deontologia profissional não abrangem toda a ética, jáque parte desta ética se refere essencialmente a todos os valores do Homem e só outra parte se limita a sublinhar os deveres do profissional, inspirando-se em princípiosmorais baseados em teorias éticas diferentes e favorecendo opções operativas que,muitas vezes, se opõem umas às outras.De acordo com Sgreccia (1991) citado por Leone, Privitera e Cunha (2001, p.383)
(…) enquanto profissão empenhada numa assistência personalizada (que visao doente na sua unicidade e irrepetibilidade individual) e global(que considera todoo contexto em que o paciente vive, para melhor compreender as suas necessidades),a enfermagem deve ter como referência primária o próprio Homem, o valor da pessoa humana, desde a concepção até à morte, e exigir a participação do pacientena própria gestão das decisões sobre a sua saúde, e ver, na vida física e corporal, ovalor em que se baseiam os outros valores da pessoa.
Leone, Privitera e Cunha (2001, p.384) referem que
do reconhecimento de uma exigência na área da enfermagem, deriva aurgência da formação ética dos enfermeiros, como meio importantíssimo paramanter sempre vivos os profundos ideais ínsitos, desde sempre, no serviço deenfermagem, ideais que nunca poderão desaparecer, enquanto a Humanidade sededicar à assistência dos doentes.
A pessoa como sujeito de direitos e deveres
Para Pacheco (2002), a pessoa é um ser único, singular, livre e autónomo. Ser único e singular porque, apesar de cada pessoa – enquanto ser biológico – ter emcomum vários aspectos, todos eles idênticos em qualquer ser humano, ésimultaneamente diferente de todas as outras pessoas. Ser livre e autónomo por estar dotado de liberdade e vontade própria, o que lhe confere desde logo direito à suaautonomia e a participar em todas as decisões que lhe dizem respeito. Estascaracterísticas específicas de todos os seres humanos levam-nos imediatamente aafirmar que qualquer relação entre pessoas é sempre muito mais complexa, na medidaem que, por um lado somos também todos seres com autonomia e vontade própria.
Leave a Comment