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Manejo de resíduos sólidos urbanos em aterros sanitários

Manejo de resíduos sólidos urbanos em aterros sanitários

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2MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOSATERROS SANITÁRIOS
2.1Conceitos gerais
Segundo a Norma Brasileira (NBR 10.004) resíduos sólidos ou semi-sólidos são aqueles que “resultam da atividade da comunidade de origemindustrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição.Considera-se também resíduo sólido os lodos provenientes de sistemas detratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações decontrole de poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidadestornam inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos d’águaou exijam, para isso, soluções técnicas e economicamente inviáveis, em face àmelhor tecnologia disponível” (ABNT 1987).Os resíduos podem ser classificados segundo a sua origem (Tabela 2.1),como consta no capítulo primeiro do artigo quarto da política estadual de gestãointegrada de resíduos sólidos do estado de São Paulo, ou, considerandoaspectos ecológicos, sanitários e econômicos, e as características físicas dosresíduos (Tabela 2.2), de acordo com a norma brasileira (NBR 10.004).
Quanto a Origem
Resíduos UrbanosResidências, atividades comerciais, varrição de ruas,podas de árvores e similares.Resíduos EspeciaisGerados pelos processos de transformação: Industriais,Agrícolas, Radioativos, provenientes dos Serviços deSaúde e da Construção civil.
Tabela 2.1 – Classificação dos Resíduos Sólidos segundo a sua origem.
Os Resíduos Urbanos são gerados nas áreas urbanas, enquanto que osEspeciais são gerados em processos de transformação. Estes, em virtude dofato de possuírem características peculiares, necessitam de cuidados maisespecíficos quanto à coleta, acondicionamento, transporte, manipulação edisposição final.
   P   U   C  -   R   i  o  -   C  e  r   t   i   f   i  c  a  ç   ã  o   D   i  g   i   t  a   l   N   º   0   2   1   0   2   2   9   /   C   A
 
Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos Aterros Sanitários 29
Resíduos Descrição
Classe I(materiais perigosos)Características de toxicidade, inflamabilidade,corrosividade, reatividade, radioatividade epatogenicidade que podem apresentar riscos à saúde pública ou efeitos adversos ao meioambiente.Classe II(materiais não inertes)Materiais que não se enquadram nas classes Ie III. Os resíduos desta classe podem ter asseguintes propriedades: inflamabilidade,corrosividade, reatividade, toxicidade oupatogenicidade.Classe III(materiais inertes)Materiais que não se solubilizam ou que nãotêm qualquer componente solubilizado emconcentrações superiores aos padrõesestabelecidos (NBR 10.006 – Solubilização deResíduos)
Tabela 2.2 – Classificação dos Resíduos Sólidos segundo as suas características físicas.
As características dos resíduos podem ainda variar, segundo Zanta eFerreira (2003), em função de fatores que distinguem as comunidades entre si,como sociais, econômicos, culturais, geográficos e climáticos, além dos aspectosbiológicos e químicos. O conhecimento destas características possibilita umaescolha mais apropriada na seleção de processos de tratamento e técnicas dedisposição final a serem utilizadas.A composição gravimétrica dos resíduos é outro dado de grandeimportância, no que diz respeito ao seu gerenciamento, e pode contemplar várias categorias como mostra a Tabela 2.3. É importante explicitar ainda o teor de umidade presente, devido ao fato de que o peso dos resíduos orgânicos édeterminado em condição úmida, (Zanta e Ferreira, 2003).É necessário ainda, além dos aspectos qualitativos, o conhecimento daquantidade produzida por dia (ton/dia; m
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/dia) e a produção per capta(ton/hab.dia). Dados a serem empregados nas fases de planejamento doGIRSU. Utiliza-se, nesta prática, as quantidades referentes aos resíduoscoletados, Zanta e Ferreira (2003).
 
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Categoria Exemplos
MatériaorgânicaputrescívelRestos alimentares, flores, podas de árvores.PlásticoSacos, sacolas, embalagens de refrigerantes, água e leite,recipientes de produtos de limpeza, beleza e alimentícios,esponjas, isopor, utensílios de cozinha, látex, sacos deráfia.Papel e papelãoCaixas, revistas, jornais, cartões, papel, pratos, cadernos,livros, pastas.VidroCopos, garrafas de bebidas, pratos, espelhos, embalagensde produtos de limpeza, beleza e alimentícios.Metal ferrosoPalha de aço, alfinetes, agulhas, embalagens de produtosalimentícios.Metal não-ferrosoLatas de bebidas, restos de cobre e chumbo, fiaçãoelétrica.MadeiraCaixas, tábuas, palitos de picolé e de fósforos, tampas,móveis, lenha.Panos, trapos,couro eborrachaRoupas, panos de limpeza, pedaços de tecido, bolsas,mochilas, sapatos, tapetes, luvas, cintos, balões.ContaminantequímicoPilhas, medicamentos, lâmpadas, inseticidas, raticidas,colas em geral, cosméticos, vidro de esmaltes, embalagenspressurizadas, canetas com carga, papel carbono, filmefotográfico.ContaminantebiológicoPapel higiênico, cotonetes, algodão, curativos, gazes epanos com sangue, fraldas descartáveis, absorventeshigiênicos, seringas, lâminas de barbear, cabelos, pêlos,embalagens de anestésicos, luvas.Pedra, terra ecerâmicaVasos de flores, pratos, restos de construção, terra, tijolos,cascalho, pedras decorativas.DiversosVelas de cera, restos de sabão e sabonete, carvão giz,pontas de cigarro, rolhas, cartões de crédito, lápis de cera,embalagens longa-vida, embalagens metalizadas, sacos deaspirados de pó, lixas e outros materiais de difícilidentificação.
Tabela 2.3 – Exemplos básicos de cada categoria de resíduos sólidos urbanos.
Fonte: Adaptado de Pessin, et al.
(2002)
É de responsabilidade do GIRSU ações gerenciadoras relacionadas àsetapas de geração, acondicionamento, coleta e transporte, reaproveitamento,tratamento e destinação final dos resíduos sólidos, apresentados a seguir: 
Geração de Resíduos - que promove a não geração de resíduos e amudança do padrão de consumo da sociedade. Incentivando o consumo deprodutos mais apropriados ambientalmente, e a segregação dos resíduos combase em suas características, evitando, o quanto possível, a mistura de resíduosque contamine materiais reaproveitáveis. Valorizando os resíduos epossibilitando uma maior eficiência nas demais etapas do processo.
 
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