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O Amor Ágape O texto abaixo foi tirado do Livro "A Linguagem de Deus - Um cientista apresenta evidências de que Ele existe". Vale refletir:

"Era uma vez uma idosa que costumava meditar às margens do Ganges. Certa manhã, ao encerrar sua meditação, ela avistou um escorpião flutuando indefeso na forte correnteza. À medida que era arrastado para mais perto, prendeu-se nas raízes que se ramificavam para dentro do rio. O escorpião lutava freneticamente para se libertar, mas cada vez ficava mais emaranhado. Imediatamente a senhora aproximou-se do escorpião que se afogava e este, assim que ela o tocou, cravou-lhe o ferrão. A mulher afastou a mão, mas, após ter recobrado o equilíbrio, tentou de novo salvar a criatura. Todas as vezes que ela tentava, porém, o ferrão na cauda do animal a atingia com tamanha gravidade que suas mãos sangravam e seu rosto distorcia-se de dor. Um transeunte que via a idosa lutando com o escorpião gritou com ela:

- Qual o seu problema, sua tola? Quer se matar salvando essa coisa feia?

Olhando nos olhos do estranho, ela retrucou:

- Só porque é da natureza do escorpião ferroar, por que eu deveria negar a minha própria natureza de salvá-lo?"

Não devemos praticar a bondade esperando algum benefício em troca. O altruísmo não é um toma lá, da cá. A bondade é dar-se sem egoísmo aos outros, com sinceridade, sem nenhuma intenção secundária. Temos grandes exemplos de pessoas que se doaram sem nada em troca: Oscar Schindler colocou sua vida em grande risco para proteger mais de mil judeus do extermínio nazista e, por fim, morreu pobre; Madre Teresa de Calcutá é tida como uma das pessoas mais admiradas no mundo, embora sua pobreza auto-imposta e sua dedicação extrema aos enfermos e moribundos sejam um drástico contraponto ao estilo de vida materialista que domina nossa cultura.

Quando citamos o texto acima, queríamos lembrar que a maioria das pessoas, sem dúvidas, já experimentou um chamado interno para ajudar um estranho em necessidade, mesmo sem nenhuma possível vantagem pessoal. E, se de fato agiu guiada por esse impulso, teve como conseqüência uma sensação confortável de "ter feito a coisa certa".

A própria Bíblia nos mostra a natureza desse amor generoso, incondicional, que chama de "ágape", palavra derivada do grego, que difere dos outros três tipos de amor:

a) Storge = amor de pai para filho; b) fília ou philos = amizade; e c) Eros = sexual ou carnal.

Veja a passagem de João 21: 15-17, quando Jesus interroga Pedro sobre seu amor por Ele. Na terceira resposta, podemos ver que Pedro declara este amor ágape a Jesus.

O ágape é o amor de Deus. É incondicional, não está dependente de uma resposta positiva: Eu te amo, se tu me amares também.

Não! O amor de Deus diz: Eu te amo, mesmo que tu me rejeites, que fales mal de mim, que me persigas, que tu me faças mal.

Este amor diz: Eu amo aquela pessoa de qualquer jeito, de qualquer maneira, tal e qual como ela é. Eu amo aquela pessoa quer ela me tenha feito bem ou não, quer ela me venha a fazer bem ou não.

É um amor que não é baseado nos sentimentos, nem em interesses pessoais. Veja que Jesus ama qualquer pessoa, mesmo sem ela O amar. Nós fazíamos coisas desagradáveis aos seus olhos, porém, ele continuou a amar-nos esperando que um dia, nos reconciliássemos com Ele, e fizéssemos a Sua Vontade.

O amor ágape considera uma pessoa valiosa e preciosa independentemente, da sua maneira de ser, daquilo que ela é ou faz.

Conta-se de uma história que passou durante a segunda Guerra Mundial. Aconteceu num Campo de Concentração onde um prisioneiro fugiu. Quando as autoridades descobriram, forçaram os companheiros de cela a confessarem como ele tinha fugido. Mas, como ninguém ousava falar, então o oficial mandou fuzilar metade daqueles prisioneiros. A lista foi feita, e entre os condenados estava um homem, que costumava maltratar os cristãos que estavam com ele na mesma cela. No dia seguinte, levaram todos os prisioneiros a assistir a execução. Exclamou o oficial: "Assim acontecerá, a todos aqueles que tentarem fugir deste Campo...". Foi quando um destes cristãos que estava na mesma cela, o interrompeu dizendo: "Eu não fui condenado, mas se me é permitido, eu tomo o lugar daquele homem que sempre me criticou por eu ser crente ...".

Assim aconteceu há 2.000 anos atrás. Jesus não era condenado, nem tão pouco prisioneiro. Ele era livre, mas nós estávamos condenados. Ele tomou sobre si a nossa condenação e deu-nos a sua liberdade. Ele morreu em nosso lugar, desceu ao inferno no nosso lugar. Mas, ao ressuscitar Ele venceu o nosso opressor (o diabo). Hoje, todo aquele que recebe Jesus passa da condenação para a liberdade, da morte para a vida. Este é o Tipo de Amor de Deus.

Devemos lembrar que DEUS É AMOR. Em 1 João 4:8, temos: "Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor". A excelência deste amor está traduzida em 1 João 4:19: "Nós amamos porque Ele nos amou primeiro".

Assim meu dileto leitor, acho que aquele que está caído, deitado na lama, só vai puxar quem está em pé se ele próprio, o caído, não conhecer Deus. É a regra de ouro ou Regra áurea descrita no versículo: Lucas 6:31: "Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o também a eles".

Este é o princípio afirmado por vários pensadores antigos: NÃO FAÇAS A OUTREM AQUILO QUE NÃO QUERES QUE TE FAÇAM. Jesus tornou esta obrigação positiva.

Se você amar alguém, será leal para com ele, custe o que custar. Sempre acreditará nele, sempre esperará o melhor dele, e sempre se manterá em sua defesa.

Pense nisto!

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