aspectos mais importantes desta análise estariam no destaque para os capitais comoatores fundamentais e aos interesses como motivações imprescindíveis para acompreensão das políticas do Estado (MARQUES, 2000).A quarta vertente é a dos Neoinstitucionalistas. Esta escola preserva a visãoda importância e insulamento das instituições estatais, mesmo em uma sociedadecapitalista, mas trazem a tona outros atores, as estratégias dos agentes e asarticulações entre instituições. Para estes, a efetividade das ações do Estadodepende de seus laços com a sociedade. Entendem que para compreender detalhadamente o insulamento, a autonomia e a permeabilidade seria necessáriodesagregar o estado e analisar os inúmeros atores nas múltiplas arenas dasociedade. Podemos dizer que ao contrário da visão clássica e da sua revisão, queidealizam muito o Estado e enxergam apenas um vetor de interesses a partir dosgrupos privados e direcionado para o Estado, esta outra visão percebe outro vetor emsentido contrário, buscando cooptar o setor privado para os interesses políticos, numcomplexo jogo de trocas (MARQUES, 2000).Outra contribuição para este estudo seria a “literatura corporativista”,baseada na experiência européia dos grandes acordos, com a formação de pactostripartite entre Estado, capitais privados e trabalhadores, em nível nacional, servindode sustentação política dos Estados de Bem Estar na Europa. Posteriormente, outrosestudos analisaram acordos do gênero de natureza sub-nacional ou setorial,chamado de “meso-corporativismo”. Este debate exerceu forte influência sobre aliteratura brasileira. As propostas de pacto social estavam na ordem do dia na décadade 1980, havendo inclusive a instalação das câmaras setoriais, e parecem querer ressuscitar na atualidade através das intenções do governo de Luiz Inácio Lula daSilva (MARQUES, 2000).No Brasil, alguns autores têm contribuído para uma melhor compreensãodos aspectos particulares da nossa sociedade. Fernando Henrique Cardoso revelouos “anéis burocráticos”, tendo sido esta a mais importante contribuição nacional aotema. Percebeu que o planejamento ou inércia estatal do período populista no Brasil(1945-1964) eram mecanismos políticos para suplementação dos interesses privadose que estes interesses fluíam através de “teias de cumplicidade pessoais”, sendoestas teias diferentes de lobbies, pois são mais difusas e mais orientadas por 110- 110 -
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