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Diagnósticos de Enfermagem em pacientes com hipertensão arterial em acompanhamento ambulatorial

Diagnósticos de Enfermagem em pacientes com hipertensão arterial em acompanhamento ambulatorial

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08/20/2013

 
Rev Paul Enf,
v. 21, n. 3, set./dez., 2002
269
ARTIGOARTIGOARTIGOARTIGOARTIGOORIGINALORIGINALORIGINALORIGINALORIGINAL
Diagnósticos de Enfermagem em pacientescom Hipertensão Arterial emacompanhamento ambulatorial
1
Isabel CristIna Kowal Olm Cunha
2
Maria Isabel Sampaio Carmagnani
3
Victoria Kehdi Cornetta
4
RESUMO
Identificou-se junto a cinqüenta pacientes adultos hipertensos em tratamento ambulatorial num centro de Saúde Escola da cidade de São Paulo 197 diagnósticos de enfermagem em 29 categorias dentro de 8 padrões de resposta humana, utilizando a taxonomia I revisada e traduzida da NORTH AMERICAN NURSING DIAGNOSES ASSOCIATION – NANDA.O padrão de resposta humana 
trocar 
teve a maior freqüência de diagnósticos, e o 
déficit de conhecimento 
é o que mais foi identificado (96%), seguido de distúrbio no padrão do sono, nutrição alterada: ingestão maior do que as necessidades corporais e disfunção sexual. Foram encontrados associações estatisticamente significantes entre sexo e nutrição alterada, sexo e disfunção sexual. Os resultados estão relacionados entre outros aspectos, à pouca orientação do paciente, a fatores de risco, a adesão do paciente ao tratamento e aos efeitos colaterais dos medicamentos,que apontam a necessidade de maior atuação dos profissionais de saúde.
UNITERMOS:
Pressão Alta; Diagnóstico de Enfermagem; Planejamento da Assistência ao Paciente..
ABSTRACT
A hundred ninety seven nursing diagnosis in twenty nine categories within eight human response patterns, using revised and translated NANDA Taxonomy I were identified in fifty adult patients under High Pressure treatment in a center of Health School in the city of São Paulo. The pattern of human response “exchanging” had the major diagnosis rate, and “knowledge deficit” was the most identified diagnosis (96%), followed by 
“ 
sleep pattern disturbance”, “altered nutrition: more than body requirements”, and “sexual dysfunction”. Significant statistically associations between gender and sexual dysfunction and sex and sexual dysfunction were found. This results, among other aspects, are related to the deficient orientation of the patient, to risk factors, to patient adhesion to the treatment, and to medication side- effects, that point the necessity of a better performance of the health professionals.
KEYWORDS:
High Pressure; Nursing Diagnoses; Patient Care Planning 
.
RESÚMEN
En 50 pacientes adultos hipertensos seguidos en ambulatorio, fueron identificados 197 diagnósticos de enfermería,dentro de 29 categorias en 8 padrones de respuesta humana de acuerdo con la taxonomia I revisada de la NORTH AMERICAN NURSING DIAGNOSES ASSOCIATION – NANDA. El padrón de respuesta cambiar 
 
tueve la mayor frequencia e o diagnóstico deficit de conocimiento 
 
fue identificado en 96% de los pacientes, seguidos de los disturbios del sueno, nutrición alterada y disfunción sexual. Asociaciones estadisticamiente significativas fueron encontradas entre sexo y nutrición alterada y sexo y disfunción sexual. Los resultados estan relacionados, entre otros, a la insuficiente orientación de los pacientes, factores de riesgo, adesión del paciente al tratamiento y a los efectos colaterales de los medicamientos que indican la necessidad de mayor actuación de los profesionales de salud.
UNITÉRMINOS
: Presión alta; Diagnostico de Enfermería; Planificación de la atención al paciente.
CUNHA, ICKO; CARMAGNANI, MIS; CORNETTA, VK. Diagnósticos de Enfermagem em pacientescom Hipertensão Arterial em acompanhamento ambulatorial.
Rev Paul Enf
, v. 21, n. 3, p. 269-71, 2002.
Recebido em: 30/10/2002 Aprovado em: 19/12/2002
Nursing diagnoses in patients with Arterial Hypertension in outpatient attendanceDiagnóstico de enfermería en pacientes hipertensos seguidos en ambulatorio
1
E
xtraído da tese “Diagnósticos e Intervenções de Enfermagem em pacientes com hipertensão arterial em acompanhamento ambulatorial” apresentada a Faculdade de Saúde Pública da USP.
Enfermeira, Doutora em Saúde Pública, Diretora da Faculdade de Enfermagem da UNISA, Professora Adjunta da UNIFESP 
Enfermeira, Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana. Professora Adjunta da UNIFESP.
Advogada, Livre Docente da Faculdade de Saúde Pública da USP, Orientadora do trabalho. E-mail: icunha@unisa.br 
 
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v. 21, n. 3, set./dez., 2002
INTRODUÇÃO
As doenças cardio-circulatórias tais como o infartodo miocárdio, a insuficiência cardíaca, ashemorragias e embolias cerebrais dentre outras,constituem-se na principal causa de mortalidade emnosso meio desde a década de sessenta (CURYJR.,1996; SOCIEDADE BRASILEIRA DEHIPERTENSÃO; SOCIEDADE BRASILEIRA DECARDIOLOGIA; SOCIEDADE BRASILEIRA DENEFROLOGIA, 2002).A hipertensão arterial é uma doença crônica quese caracteriza pelo aumento dos valores da pressãosistólica e/ou diastólica, afetando cerca de 20% dapopulação mundial adulta (MION JR; TINUCCI,1991). No Brasil, embora inexistam estudos intensos,ARAÚJO (1999) afirma que a estimativa é de queexistam quase vinte milhões de pessoas com estaalteração.Diversos autores indicam abordagens quepodem ser desenvolvidas visando atingir ospacientes hipertensos, na tentativa de sua adesãoao tratamento e conseqüente controle da doença(CURY JR,1996; SANTELLO; KRASILSIC; Mion,1996). Neste contexto, CURY JR (1996) afirmou que“a abordagem do paciente hipertenso deixa, portanto,de ser da competência de uma única especialidade,e numa visão mais ampla, até mesmo de um únicoprofissional”.O enfermeiro como profissional de saúderesponsável pela assistência preventiva e cuidativanecessita estar preparado para assistir a estaclientela específica , direcionando-a para o auto-cuidado, objetivando o controle da hipertensão e amelhoria da qualidade de vida . E qualidade de vidahoje é um “indicador competente do resultado dosserviços de saúde”(CIANCIARULLO, 1998 ).O enfermeiro ao planejar a assistência deenfermagem para a sua clientela utiliza o
Processode Enfermagem
para de forma ordenada e científicaorganizar suas ações e atingir seus objetivos(GEORGE, 1993). BARROS (1998),considera que“o processo de enfermagem é um método atravésdo qual a estrutura onde as necessidadesindividualizadas do cliente, familiares e comunidadepossam ser satisfeitas é aplicada à prática deenfermagem “. Essa mesma autora enfatiza aindaque “trata-se de uma abordagem deliberativa desolução de problemas, que exige habilidadescognitivas, técnicas e interpessoais e está voltada àsatisfação do cliente/família.”.HORTA (1971, 1979), precursora de um modelono Brasil baseado na Teoria das NecessidadesHumanas Básicas, propõe fases para ação doenfermeiro, que são: o histórico de enfermagem, odiagnóstico de enfermagem, um plano assistencial,um plano diário de cuidados, a evolução, e oprognóstico. Este modelo, norteou o ensino daassistência de enfermagem desde a década desetenta, constituindo-se num referencial para aenfermeira brasileira.O modelo de HORTA requersegundo palavras de FUGULIN et.al. (1998), “ oraciocínio e a utilização permanente do saber, dofazer e dos dados do paciente/cliente, num contínuofluir de informações, coordenadas pelo enfermeiroe transformadas em ações”.CRUZ (1993) destaca que apesar da forteinfluência que este modelo teve para as enfermeirasem nosso país, é consenso que a fase dediagnosticar foi esquecida ou colocada como semmaior importância ao se aplicar o processo deenfermagem na prática. Estudos que constataramessa dissociação foram desenvolvidos porCAMPEDELLI; GAIDZINSKI (1987) e MARIA et al.(1987). Todavia CRUZ (1995) ressalta a contribuiçãopositiva para a autonomia do enfermeiro que osdiagnósticos de enfermagem podem trazer, umavez que estes referenciam as intervenções deenfermagem, exigem um julgamento, favorecendoa exposição das ações do enfermeiro.Para GORDON (1994), “o diagnóstico deenfermagem ou diagnóstico clínico feito porenfermeiros, descreve problemas de saúde reais oupotenciais, os quais os enfermeiros em razão de suaformação e experiência são capacitados eautorizados a dar tratamento”.O diagnóstico aindano entender de CARMAGNANI (1999), pode serabordado como um resultado, ou seja, a segundaetapa do processo de enfermagem, ou como umprocesso complexo de decisões que exige um corpode conhecimentos específicos e habilidadescognitivas.A necessidade da uniformização da linguagemdesencadeou no Conselho Internacional deEnfermeiros – ICN, um movimento para se elaborarum sistema de classificação internacional para aprática de enfermagem, que já identificou váriastaxonomias . Estas nomenclaturas classificam osproblemas ou diagnósticos, as intervenções e osresultados que se esperam, em diferentes idiomas,voltados para diferentes clientelas (ICN, 1993;AFFARA; OGUISSO, 1995; CLARK, 1996; MARIA,1998; NIELSEN; MORTESEN, 1996, 1998).O esforço de enfermeiras americanas ecanadenses, desde a década de setenta, em procurar
CUNHA, ICKO; CARMAGNANI, MIS; CORNETTA, VK.Diagnósticos de Enfermagem em pacientes com Hipertensão Arterial em acompanhamento ambulatorial.
 
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unificar a terminologia utilizada pela enfermagemresultou na criação em 1982 da North AmericanNursing Diagnoses Association - NANDA, parasistematizar os avanços nesta área. Esta associaçãoestruturou uma taxonomia de enfermagem com basena Teoria do Homem Unitário de Martha Rogers.Esta taxonomia tem sido revista e atualizada nasconferências bianuais que mobilizam enfermeirosde diversos países. Os diagnósticos de enfermagempropostos tem como base nove padrões de respostahumana (
Trocar, Comunicar, Relacionar,Valorizar, Escolher, Mover, Perceber, Conhecer,Sentir
), constituindo-se na taxonomia Iposteriormente revisada (CRUZ; CRUZ; SECAF,1991; GORDON, 1994; NANDA, 1992-1993). Estaclassificação, atualmente já em nova versão, foiinicialmente traduzida para nosso meio pelo trabalhode NÓBREGA; GARCIA (1994) e resultou em fontede muitos trabalhos para o aprimoramento dosdiagnósticos de enfermagem na prática diária doenfermeiro.Compartilhamos das crenças de diversos autorescitados sobre a importância de se oferecer umaassistência de enfermagem com qualidade para osnossos clientes e que para isso uma sistematizaçãodeve ser implementada com as fases delevantamento de dados, diagnóstico, prescrição eevolução. O levantamento de dados deve reunirinformações confiáveis e suficientes para aelaboração do diagnóstico de enfermagem. Aprescrição das intervenções deve objetivarresultados concretos e mensuráveis pela evoluçãoconstante do paciente. Todavia acreditamos quecomo escreveu CIANCIARULLO (1997), emboratenha direcionado uma nova forma de atuação doenfermeiro com competência, tanto o uso doprocesso como dos diagnósticos, “não asseguram aqualidade da assistência”. É necessário que todo oprocesso seja controlado e avaliado constan-tementepara que as possíveis distorções sejam identificadasrapidamente e correções possam ser efetuadas, poisé responsabilidade do enfermeiro assegurar aqualidade na assistência de enfermagem prestadaao cliente.Os objetivos deste estudo foram o de identificaros diagnósticos de enfermagem segundo aTaxonomia I da North American Nursing DiagnosesAssociation – NANDA apresentados por pacientesadultos portadores de hipertensão arterial emacompanhamento ambulatorial, e relacionar osdiagnósticos identificados à variáveis demográficas, sinais e sintomas, medicamentos em uso e fatoresde risco, e propor as intervenções de enfermagem.Neste trabalho estaremos abordando apenas os doisprimeiros.
METODOLOGIA
Esta pesquisa consistiu num estudo exploratório cujapopulação estudada foi a de pacientes atendidos noCentro de Saúde - Escola da Universidade de SantoAmaro, matriculados no Grupo de HipertensãoArterial.A amostra constituiu-se de 50 pacientesadultos matriculados no serviço.Após os trâmiteshabituais de aprovação, a coleta de dados foirealizada pela própria pesquisadora com a ajuda deenfermeiros docentes e assistenciais da própriainstituição, entre 1997 e 1998.A coleta de dadosconsistiu numa abordagem inicial ao paciente queestava aguardando a consulta médica, informando-o sobre a pesquisa e sobre seus direitos, solicitandoa autorização do mesmo para a realização. Oinstrumento utilizado foi o Histórico de Enfermagemmodificado do modelo proposto por CRUZ (1993).As modificações dizem respeito à adequação desteapós pré-teste, e consistiram de retirada da parteauto-aplicável, uma vez que a população do estudotinha baixa escolaridade, sendo dificultado o auto-preenchimento. No instrumento são destacados duaspartes:
I - Entrevista de Enfermagem :
A parteinicial continha dados de identificação do paciente,como nome, endereço, idade, sexo, escolaridade,profissão, ocupação, se trabalha atualmente e faixasalarial.A parte I constou de blocos de 46 perguntasabertas ou não, orientados pelos nove Padrões deRespostas Humanas que classificam os Diagnósticosde Enfermagem pela Taxonomia da NANDA a fimde facilitar a identificação posterior destes.
II -Exame físico direcionado para a patologiahipertensão arterial :
O exame físico era efetuadocom o paciente sentado na cadeira, após a realizaçãoda entrevista, estando o paciente portantodescansado. A verificação da pressão arterial eraefetuada conforme a técnica do manguito(ATKINSON; MURRAY, 1989).As fichas com os dados sobre os pacientes foramentão lidas e analisadas pelo pesquisador que após julgamento identificou os diagnósticos deenfermagem face aos problemas apresentados,registrando-os no impresso próprio, utilizando oreferencial da Taxonomia I - revisada da NANDA(NÓBREGA; GARCIA, 1994). Foram identificados31 Diagnósticos de Enfermagem nesta primeira fase,e submetidos à análise e apuração por doisenfermeiros especialistas que rejeitaram alguns epropuseram outros que não haviam sidoidentificados, o que foi aceito pela pesquisadora,resultando assim em 29. Após a coleta dos dados,retirou-se dos históricos de enfermagem algunsdados significativos demográficos e de interesse, esubmeteu-se à análise estatística. Foram aindafeitos cruzamentos com os 29 Diagnósticos de En-
CUNHA, ICKO; CARMAGNANI, MIS; CORNETTA, VK.Diagnósticos de Enfermagem em pacientes com Hipertensão Arterial em acompanhamento ambulatorial.

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