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ALEGORIA DO PATRIMÔNIO

ALEGORIA DO PATRIMÔNIO

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História da Arquitetura
História da Arquitetura

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ALEGORIA DO PATRIMÔNIO – Françoise Choay
Resumo/ interpretação: Ana Luisa CoelhoMonumento= Construção executada para ser monumento (
a priori
); lembra, toca a emoção por uma memória viva: acontecimentos importantes, sacrifícios, ritos e crenças. Funçãoantropológica. Com o passar do tempo, o ideal de memória é substituído por beleza.
Barthes= A fotografia é um monumento individual que permite a cada um a voltados seus mortos.Monumento Histórico= Invenção ocidental, construído como uma edificação comum etaxado como monumento histórico por amantes e estudiosos da arte e arquitetura – antiquário - (
a posteriori
).
Hoje, todo monumento do passado pode ser monumento, sem necessariamente eleter sido construído com esse propósito.
Época Medieval – séc. XII – XIII
As constrões gregas e romanas o destrdas ou aproveitadas de forma adeteriorar seus antigos usos, mas os monumentos (templos pagãos) são conservados pelos papas – conservar algo que remete à memória e destruir as demais construções sememoção.Móveis e imóveis da antiguidade (clássica) não desempenham papel de monumentohistórico, sendo reciclados, viraram cal para construções, e também, seus pedaços foramreaproveitados para construções novas.As obras de arte gregas e romanas começam a ser apreciadas por colecionadores dearte, que as compram e mandam buscar nas pedreiras e templos para adornar suas casas.
Quatrocento – séc. XIV – XV - Renascimento
A igreja aproveita-se da arquitetura antiga (clássica) como símbolo de fusão dacristandade com um passado temporal glorioso e os papas passam a proteger as construçõesantigas com bulas papais, subjugando e repreendendo severamente quem quer que seja dedegradação dessas construções. Os papas restauram as antigas cidades gregas e romanas, jáabandonadas e cheias de mato, retiram construções da idade média feitas ao redor ou nointerior das construções clássicas, desobstruindo estas.Ao mesmo tempo em que os papas protegem as construções clássicas dos outros,eles mesmos se aproveitam destas para decorar e adornar suas basílicas e igrejas, usando omármore dessas construções e peças de arte.
Séc. XVI – XVII
Antiquários – pessoas que amam a arte e a estudam - começam a estudar as obras dearte da antiguidade, não só a clássica, mas a egípcia, a mesopotâmica, macedônica, dentreoutras. Estudam através da comparação (não acreditam em obras de arte ilustrativas nemem inscrições antigas, só acreditam o que o olho vê). Negam o gótico (França). Na
 
Inglaterra, o gótico é muito valorizado e o estilo italiano chega tardiamente, sendo por alguns, evitado.
Quatreremère de Quincy= O gótico é excepcional na sua estrutura, mas horrível noacabamento.
Iluministas= Levam em consideração tanto a arte quanto a sensibilidade estética e ovalor material.
Séc. XVII –XVIII
Inicia-se uma onda de restauros com a substituição de peças antigas por novas que parecem antigas (Wyatt). Críticas. Poucos são os que conservam a arte
in loco
. Aarquitetura é levada em pedaços a galpões que seguem para coleções particulares.
Pierre Patt= Arquiteto de Luis XV – destruir tudo em prol da modernização.
Revolução Francesa
Preocupação em proteger monumentos arquitetônicos, salvando-os também pela fielrepresentação dos mesmos
in loco
, a partir de croquis e plantas de arquitetura e descriçãodos mesmos. Tombamento do patrimônio: bens móveis e imóveis da igreja, nobreza eemigrados passam a pertencer à nação e começa a inscrição dos mesmos (tombamento).
Bens móveis= Vão para coleções particulares, mais tarde, museus.
Bens imóveis= Vão para o museu dos monumentos da França (Alexandre Lenoir), pela acumulação de pedaços de monumentos históricos.A comissão de proteção ao monumento francesa coordena uma lei que proíbe adepredação dos mesmos e, por falta de recursos para o restauro e conservação dessesedifícios, recorre a novos usos para os monumentos.Com o estouro da revolução, começou o vandalismo e a depredão dosmonumentos históricos: Quem tinha monumentos em suas terras, poderia destruí-los parafazer material de construção ou para lotear terras; por decreto, toda a prataria e armações detelhados de chumbo e bronze das igrejas e basílicas poderiam ser transformadas em peçasde artilharia, assim como os sinos.Com a revolução ganha, todos os bens da igreja, monarquia e feudalismo tiveramum decreto para serem eliminados, para “apagar” o passado francês e começar uma novahistória.
1791 – Decreto para acabar com as depredações.
1792 – Comissão provisória das artes= Proíbe qualquer tipo de depredação eeliminação de monumentos ou obras de arte independente de qualquer motivo.
1820 – 1960: Consagração do monumento histórico.
A revolução industrial acelera as leis para a proteção dos monumentos históricos.Com a industrialização, não existia mais a obra, e sim, o produto.
1830 – Os inspetores dos monumentos históricos são criados para a proteção dosmesmos.
 
1837 - É criada a primeira comissão de monumentos históricos na França,separando os valores de monumento em: antiguidade, idade média e castelos.
Ruskin= A arquitetura é o único meio para conservar o laço que nós temos com o passado, identificando-nos com ele. O primeiro a indicar não só obras antigas, mastambém, conjuntos habitacionais como monumentos históricos.Surgimento de 02 doutrinas sobre o restauro: Intervencionista (França) e anti-intervencionista (Inglaterra). Além de uma volta à restauração fidedigna da obra econstrução com Scott, predecessor de Wyatt.Ruskin e Morris: Completamente contra a reforma. Restauração= “a mais completadestruição que um edifício pode sofrer (...) restaurar é impossível, é como ressuscitar ummorto”. O monumento pode, contudo, receber formas de conservação que sejamimperceptíveis. O destino final do monumento é exatamente a ruína.Violet le Duc: Restaurar um edifício é restituí-lo a um estado completo que podenunca ter existido num momento dado. A favor da restauração copiando os materiaisiniciais, que esta fique imperceptível. Restaurar com hipóteses, procura pensar como oarquiteto.Merrimèe: Intervenção e restauro apenas quando estritamente necessário.Victor Hugo e Vitet: Deve-se estudar a fundo todas as partes da história de ummonumento para restaurar com indícios e evidências, e não, com hipóteses, como le Duc.Camilo Boito: Não se deve conservar apenas a pátina antiga dos monumentos, mastambém, as restaurações feitas ao longo dos séculos. A restauração só é aceita quando asoutras formas de salvaguarda não funcionarem mais; restaurando, deve-se distinguir omaterial usado no restauro dos demais materiais originais, e deixar clara a época dorestauro. Camilo Boito inventou 03 tipos de restauração, sendo estes:1-Monumentos antigos: restauração arqueológica exatidão científica e no caso dereconstrução, considerar apenas massas e volumes.2-Monumentos góticos: restauração pitoresca – concentrada no esqueleto da obra, deixandoem degradação as estátuas e decoração.3- Monumentos clássicos e barrocos: restauração arquitetônica – restaurar tudo.Alois Reigl: Adota novos valores à obra: valores de rememoração – ligado ao passado e sevale de meria; valor de contemporaneidade presente/ valor de uso; valor deancianidade – idade do monumento.
Séc. XIX – XX
O espaço urbano não tinha sido pensado como histórico até a época de Haussmann,antes, os estudiosos só viam monumentos isolados e obras de arte. Haussmann destróimalhas antigas da França para dar lugar a largas avenidas e construções salubres, adequadasà moradia, poupando os monumentos históricos mais importantes.Ruskin pensou em proteger as malhas antigas, pois são as essências destas cidades.Os centros antigos devem continuar habitados.Camilo Sitte: Cidade pré-industrial= passado, necessidade de transformação para aacomodação de novo tipo de vida (não existe mais o prazer estico). As cidades

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