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DIREITO TRIBUTÁRIO

DIREITO TRIBUTÁRIO

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DIREITO TRIBUTÁRIO, DIREITO FINANCEIRO E LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA(RESUMO)
OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA
1. Conceito
Vimos, anteriormente, que
obrigação é
o poder jurídico pelo qual umapessoa(sujeito ativo), com base na lei ou no contrato (causa), pode exigir de outra, ou deum grupo de pessoas (sujeito passivo), o cumprimento de uma prestação possível,lícita, determinável e possuindo expressão econômica (objeto). Partindo desseconceito genérico de obrigação, podemos dizer que a
obrigação tributária
é o vínculo jurídico pelo qual o Estado, com base exclusivamente na legislação tributária, podeexigir do particular uma prestação tributária positiva ou negativa. Tal obrigação podeser definida também como o liame entre o devedor (contribuinte ou responsável) ecredor (Fisco) que tem que tem por prestação o tributo ou conduta de naturezatributária consistente em fazer ou não-fazer.
Peculiaridades da obrigação tributária
a) a obrigação tributária segue o regime de Direito Público: como o DireitoTributário é ramo do Direito Público, a obrigação tributária, sendo instituto destadisciplina, deve seguir seu regime;b) a obrigação tributária é legal ou ex lege: a obrigação em estudo emergediretamente da lei. Não surge, como as obrigões estudadas em Direito dasObrigações, diretamente da vontade das partes. De se ressaltar que a vontade daspartes (sujeito ativo ou passivo) é irrelevante para que surja a obrigação tributária. Ocomando legal é que faz surgir a obrigação e não há espaço à autonomia da vontade(art. 150, I, CF). Ainda, necessário lembrar que as normas gerais quanto àsobrigações tributárias são veiculáveis por lei complementar de competência da União,conforme dispõe o art. 146, III, “b”, da Constituição Federal;c) a prestação da obrigação tributária é indisponível: como a obrigaçãotributária surge da lei, reveste-se de obrigatoriedade a exigência do cumprimento desua prestação, quando configurados os pressupostos legais. Não cabe ao agentepúblico dispensar ou “suavizar” seu cumprimento, pois é bem indisponível, pertencenteao Estado. Poderá haver disposição sobre seu objeto apenas se existir disposição delei neste sentido. (v. “Tributo” no resumo Sistema Constitucional Tributário.) Nestesentido, duas disposições deixam explícita a não-adoção da discricionariedade quantoao tributo: arts. 3º e 142, parágrafo único, CTN.
2. ElementosOs elementos
da obrigação tributária são os seguintes:a)
sujeito ativo,
é
 
a pessoa jurídica de direito público ou privado competente paraexigir tributos, como será melhor explicado mais adiante; b)
sujeito passivo
é
 
a pessoafísica ou jurídica obrigada por lei ao cumprimento da prestação tributária, denominadacontribuinte ou responsável (CTN, art. 121); c)
causa,
a lei, em razão do princípio da
 
legalidade tributária, pelo que a vontade jurídica dos indivíduos é inapta para criá-la; d)
objeto,
o cumprimento de uma prestação positiva ou negativa determinada por lei.
Obs.: Responsável tributário:
Responvel tributário é um terceiro eleito como devedor da obrigaçãotributária, que, embora não lhe tenha dado origem, está a ela vinculada (art. 121,parágrafo único, II, e 128, do CTN).O responsável tributário, ao contrário do contribuinte, não está em relaçãodireta e pessoal com o fato gerador da obrigação tributária e é denominado, portanto,“sujeito passivo indireto”. Trata-se de terceiro porque é estranho à relação Fisco-contribuinte, embora esteja a ela vinculado de alguma forma.Não se trata de contribuinte de fato, como à primeira vista pode parecer, pois,analisando-se o conceito posto acima, nota-se que o responsável tributário é figuraprevista expressamente em lei, enquanto o contribuinte de fato não o é. Apenasaproxima-se do contribuinte de direito, por estar previsto em lei, porém não realiza ofato gerador e, por isso, recebe denominação própria de responsável tributário.A lei opta por eleger o responsável tributário por diversos motivos, dentre eles paraviabilizar a incidência do tributo, para simplificar a arrecadação ou para garantir-lheeficácia, como se dá, ilustrativamente e com freqüência, com os empregadores e asinstituições financeiras (bancos).
3. Espécies
O Código Tributário Nacional, em seu art. 113, classifica a obrigação tributáriaem principal e acessória.
3.1. Obrigação tributária principal 
Obrigação tributária
 principal 
é
 
aquela que surge com a ocorrência do fatogerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente (CTN, art. 113, § 1º). Esse dispositivomerece algumas considerações.Primeiro, quando diz que a obrigação tributária surge com a ocorrência do fatogerador, não está negando a natureza legal da obrigação tributária porque somente alei, em sentido estrito, pode definir uma dada situação como hipótese de incidência dotributo (CTN, art. 97, III). Assim, deve-se interpretar a afirmação constante da parteinicial do mencionado dispositivo legal no sentidode que a obrigação tributária,prevista de forma abstrata e genérica na lei,
concretiza-se
com a ocorrência do fatogerador.Segundo, a obrigação tributária principal consiste em uma obrigação de naturezapatrimonial, que é a de
dar coisa incerta
porque antes da ocorrência do fato gerador oobjeto da prestação tributária não está especificamente individualizado, sendo apenasindicado pelo seu gênero, prestação pecunária, e esta não é determinada, masdeterminável. Disso resulta que a obrigação tributária prevista abstramente na lei econcretizada com a ocorrência do fato gerador tem a natureza de obrigação ilíquida,porque somente o lançamento fará com que evolva para obrigação líquida.
 
Terceiro, o § 1º do art. 113 do CTN, ao fazer essa mesma afirmação de que aobrigação tributária nasce com a ocorrência do fato gerador, consagra
a-naturezadeclaratória do lançamento,
que visa a declarar uma situação pre-existente, qual seja,aquela existente no momento da ocorrência do fato gerador.Quarto, o dispositivo em tela reza ainda que a obrigação tributária principal tempor objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. O legislador incluiu opagamento de penalidade pecuniária como objeto da obrigação tributária principal pelasimples razão de consistir, tal qual o pagamento de tributo, em uma obrigação de dar,tendo igualmente natureza patrimonial. Paulo de Barros Carvalho critica o legislador por colocar o pagamento da pecuniária como objeto da obrigação tributária principalporque estaria negando a cláusula do art. 3º do CTN, quando afirma que o tributo nãoconstitui a sanção do ato ilícito, embora o tributo e a penalidade correspondam a umaprestação de natureza patrimonial.Quinto, a cláusula final do § 1º do art. 113 prescreve que a obrigação principalextingue-se com o crédito dela decorrente.Para que se possa melhor entender essa cláusula do referido dispositivo legal,torna-se necessário que se explique as diversas
fases
da obrigação tributária: a lei, ofato gerador e o lançamento. A lei contempla a obrigação tributária de forma abstrata,definindo de uma hipótese de incidência, ao prescrever, por exemplo, que o impostode transmiso incide na alienação de um bem imóvel. Tal obrigação seconcretizará quando efetivamente ocorrer o
fato gerador,
ou seja materializar-se asituação prevista na lei, alienação do bem imóvel, transformando a obrigação tributáriade abstrata e concreta. Nessas duas fases a obrigação tributária ainda tem naturezailíquida porque o fisco não sabe que ocorreu o fato gerador, quem é o sujeito passivo,etc. Há a necessidade, portanto de o lançamento, que é o conjunto de medidasadotadas pela autoridade administrativa para verificar a ocorrência do fato gerador,determinar a matéria tributável, calcular o montante de tributo devido e identificar osujeito passivo. O laamento formaliza e individualiza a obrigão tributária,transformando-a em uma obrigação líquida, constituindo o crédito tributário. Todavia, ocrédito tributário só se tornará exigível depois que o sujeito passivo for regularmentenotificado para a ciência do laamento e deixar transcorrer o prazo legal semimpugná-lo. Em resumo, a obrigação tributária surge de forma abstrata com a lei,concretiza-,se com o fato gerador e individualiza-se com o lançamento.Como se pode observar, a obrigação tributária e o crédito tributário nascem emmomentos distintos, fato gerador e lançamento. Se o contribuinte paga o tributo ouocorre uma das causas referidas no art. 156 do CTN, o crédito tributário ficará extinto,provocando igualmente o fenecimento da obrigação tributária. Assim, não
 
existecrédito tributário sem obrigação tributária procedente. Mas pode existir obrigaçãotributária sem crédito tributário, como no caso em que o fisco decaia do direito deconstituir o crédito pelo lançamento (CTN. art. 173).
3.2. Obrigação tributária acessória A obrigação tributária acessória
decorre da legislação tributária e tem por objetoo cumprimento de prestações, positivas ou negativas, nelas previstas no interesse daarrecadação ou da fiscalização dos tributos (CTN, art. 113, § 2º).

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