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Resenha Do Livro: História das Guerras

Resenha Do Livro: História das Guerras

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MAGNOLI, Demetrio. História das Guerras. São Paulo: Contexto, 2006, 480 p.
MAGNOLI, Demetrio. História das Guerras. São Paulo: Contexto, 2006, 480 p.

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137REVISTA DA ESCOLA DE GUERRA NAVAL
Capitão-de-Mar-e-Guerra (RM1) Joaquim Arinê Bacelar RegoRESENHA DO LIVRO:HISTÓRIA DAS GUERRAS
MAGNOLI, Demetrio.
História das Guerras
. São Paulo: Contexto, 2006, 480 p.
Capitão-de-Mar-e-Guerra Joaquim Arinê Bacelar Rego é colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos e foi Diretor do Serviço de Documentação da Marinha.
Guerra: sacrifício, sofrimento,morte; são idéias que logo sãoassociadas àquela calamidade. Masseria a guerra algo mais do que umflagelo, permeado de horrores?Vários centros de pensamento,assim como estudiosos isolados,sintonizados com a síntese da“inteligência clausewitziana” de que a“guerra é a continuação da política poroutros meios”, acreditam que essefenômeno, tão antigo como a própriahistória da humanidade, há muitodeixou de ser um assunto decompetência exclusiva dos militares.Verifica-se que esse juízo é coerentequando se faz uma análise dasconseqüências geopolíticas dosconflitos, as quais impuserammudanças, por vezes definitivas, naorganização política, econômica esocial de várias nações. Portanto,conhecer as guerras no seu contextohistórico se impõe como umanecessidade, não só para o poderpolítico de qualquer país, mas,sobretudo, para a sua sociedade.Nesse sentido, o livro “Históriadas Guerras”, organizado pelo geógrafoDemétrio Magnoli, a pedido daEditora Contexto, é uma obrafundamental, pois aborda a guerracomo um fenômeno total eeminentemente humano. Para a suafeitura, foi escolhido um conjunto dehistoriadores, especialistas emgeografia política, jornalistas emilitares brasileiros. Com um poderde síntese adequado e uma linguagemclara e agradável, os autoresperpassam cerca de 2500 anos dehistória, analisando quinze dos maisproeminentes conflitos.O professor Magnoli por meiode visões diferenciadas, desde opensamento do general chinês Sun Tzuaté o entendimento estadunidense e atradição européia, tratadas no seubreve ensaio introdutório “No espelhoda guerra”, incita o leitor a fazer umaviagem pela história dos conflitos.Quando cita Heráclito: “a guerra é opai de todas as coisas” e conclui que “éapenas realista reconhecer que nãosomos muito diferentes dos gregos de25 séculos atrás”, Magnoli sintetiza, deforma precisa e direta, o papel daguerra na história.O périplo histórico,engendrado no livro, se inicia pelaGuerra do Peloponeso, excursionapelas Conquistas Bárbaras, pelas
 
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Cruzadas na Idade Média, pelosprincipais conflitos dos séculos XVII,XIX, XX e termina nas Guerras doGolfo.A “Guerra do Peloponeso”,conflito transcorrido de 432 a 404 a.C.,que opôs Atenas às demais cidades-estado gregas de Esparta, Tebas,Corinto e a Liga do Peloponeso, foianalisada pelo historiador Pedro PauloFunari. O autor contextualiza ocenário geopolítico do conflito – aGrécia do século V a.C. – apontandoas suas causas estruturais eidentificando as alianças militares,permeadas por rivalidades étnicas eculturais. Ao final, são identificadas asconseqüências da guerra, destacadas asinovações diplomáticas e estratégicase mostradas como, ao longo da históriada humanidade, a Guerra doPeloponeso tem despertado ointeresse dos estudiosos da arte daguerra.Entre 264 e 146 a.C., Roma eCartago se opuseram em trêsconflitos, que ficaram conhecidos,posteriormente, como as “GuerrasPúnicas”; denominação que é derivadada expressão latina
 punicus
, quesignifica “os habitantes de Cartago”. Ahistoriadora Renata Senna Garraffonidesenvolveu o tema, optando poranalisar cada um dos três conflitosseparadamente, em face de as suascausas e repercussões serem bemdistintas. Discorre sobre os romanose a guerra, Cartago e a expansãoromana e incursiona sobre as conquistasde Roma daquele então. Ao final doseu texto, a autora busca identificar olegado das guerras, apontando como“do ponto de vista militar, as GuerrasPúnicas propiciaram odesenvolvimento de novas técnicas etáticas, apreciadas por generais aolongo da história”.No capítulo seguinte, ohistoriador José Rivair Macedoapresenta as “Conquistas Bárbaras”.Rivair é claro na análise do períododa história em que o Império Romanoenfrentou as invasões bárbaras aos seusdomínios. O autor destaca os povos daÁsia Central e os germânicos e, porfim, analisa como a guerra influenciavaa vida das sociedades que se formaramnos reinos bárbaros.O próximo texto refere-se às“Cruzadas”. Na Idade Média, aexpansão da Cristandade latina choca-se com o projeto dos muçulmanos debuscar ampliar seus espaços dedominação e conversão islâmica,gerando uma Guerra Santa queenvolveu cristãos latinos, mulçumanose bizantinos nos limites da Cristandade(Síria e da Palestina) e na PenínsulaIbérica. Tal enfrentamento militar,longo e desgastante, é analisado pelahistoriadora Fátima Regina Fernandes.A autora aborda o contexto geradorde tal confronto, com suas causassociais, políticas e religiosas, asexpansões da Cristandade e dosmulçumanos e os interessesconflitantes. Fátima finaliza a suaanálise ao fazer um balanço domovimento das Cruzadas e apresentaros seus legados no imaginário atual.Coube à historiadora ElaineSenise Barbosa apresentar “GêngisKhan e as Conquistas Mongóis”. Oassunto é instigante, pois no
 
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imaginário das pessoas vem a figurade um bárbaro sanguinário que, nosséculos XII e XIII, espalhou terror edestruição desde a China à EuropaOriental, passando pela Pérsia e peloOriente Médio. Como ponto departida, a autora faz uma comparaçãoentre as sociedades nômades e assedentárias. Procura também mostrarcomo surgiu Gêngis e seu exército,que se transformaria numa máquinade guerra quase imbatível, bem comose formou o que teria sido o maiorImpério do mundo. Por fim, buscadesvendar o fenômeno da expansãomongol, associando-o sempre aGêngis Khan – o grande líder nômadede uma sociedade sem Estado.A longa guerra travada entre1618 e 1648, a “Guerra dos TrintaAnos”, que teve efeitos tãodevastadores para a Alemanha como aprópria Segunda Guerra Mundial, éanalisada pelo historiador HenriqueCarneiro. O autor, ao abordar o tema,incursiona sobre a Guerra Civil alemã,verifica os aspectos religiosos eeconômicos do conflito e avalia asituação de Alemanha, Espanha,Holanda, França, Suécia e Polônia. AGuerra dos Trinta Anos, ao debilitar aEspanha, ensejou a retomada daindependência portuguesa, em 1640,o que trouxe conseqüências para oBrasil. Ao final da guerra, em 1648,os Tratados de Westfália estabeleceramuma nova ordem na Europa, na qual a“razão de Estado” sobrepõe-se sobreos demais princípios, gerando umsistema internacional de Estados. Aoconcluir, Henrique assevera que arecuperação da Alsácia pela Alemanha,como conseqüência da Guerra Franco-Prussiana (1871), “é uma das fontesdecisivas da ruína do equilíbrioeuropeu e do desencadeamento dasduas guerras mundiais no século XX”.O historiador Marco Mondaini,quando trata das “GuerrasNapoleônicas”, busca sintetizar a obrado famoso general e estadista corsoNapoleão Bonaparte, a qual não éimportante somente no aspectohistórico-militar, mas, sobretudo, doponto de vista político. Mondainiprocura contextualizar o leitor nomundo contemporâneo de Napoleão,abordando a revoluções Industrial eFrancesa e o Império construído porBonaparte; não deixa de analisar oGrande Exército francês (GrandeArmée) e as grandes batalhas, tantoterrestres como navais, destacando acampanha napoleônica na Rússia e adecisiva batalha de Waterloo. Aoterminar o trabalho, discorre sobre asheranças das Guerras Napoleônicas,quando aborda as conseqüências parao mundo ocidental dos 25 anos deconflito europeu e o legado deNapoleão Bonaparte.Entre 1861 e 1865 ocorre nosEUA a “Guerra de Secessão”; primeiroconflito moderno da história, segundoalguns estudiosos. Esta guerra civil,que ceifou a vida de cerca de 620 milestadunidenses e deixou 400 milferidos ou mutilados, é analisada pelogeógrafo André Martins. Nessecapítulo, o autor apresenta o mundo eos EUA em 1860, faz uma explanaçãosobre o início da guerra e a evoluçãodos combates e não deixa de abordara logística, fundamental naquela

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