C i ê n c i a & S a ú d e C ol e t i v a ,1 1 ( 3 ) : 6 3 3 - 6 4 1 ,2 0 0 6
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que se desdobra em dimensões de avaliação daatenção básica à saúde,denominadas de:aces-sibilidade,porta de entrada,elenco de serviços,vínculo,coordenação,orientação familiar,orien-tação comunitária e formação profissional,com as correspondentes definições
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:Acessibilidade – presença ou ausência de bar-reiras financeiras,organizacionais,e/ou estrutu-rais para se conseguir atenção básica à saúde;Porta de entrada – o grau dos serviços em seconstituírem como porta de entrada para os ou-tros níveis de atenção,exceto em emergências;Vínculo ou longitudinalidade – diz respeito àutilização regular do estabelecimento pela popu-lação e o foco da equipe na população adstrita;Elenco de serviços – contempla o adequadofornecimento de um rol mínimo de serviços ade-quados às necessidades da população adstrita;Coordenação ou integração de serviços –contempla a facilidade em acessar os demais ní-veis de atenção e a integração com os serviçosde outros setores sociais;Centralidade na família – na assistência,con-templar o contexto e a dinâmica familiar;Orientação para a comunidade – a capacida-de da atenção primária em reconhecer e respon-der às necessidades da comunidade e promoverações intersetoriais nas ações comunitárias;Formação profissional – envolve o conteú-do e a extensão da capacitação da equipe deatenção básica à saúde.Segundo diversos autores,os sistemas de saú-de que cumprem os preceitos contidos nestasdimensões apresentam melhor desempenho
10,11,12
.Segundo Macinko
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,a efetivação dos pos-tulados destas dimensões é associada a melho-res indicadores de saúde,mesmo após se realizaro controle de variáveis como renda
per capita
,uso de tabaco e álcool e número de médicos.Dessa forma,as dimensões da atenção bási-ca propostas por Starfield se revestem de espe-cial importância para a análise das potenciali-dades das duas principais modalidades de aten-ção básica vigentes na metrópole paulista.
Objetivos
Comparar as modalidades PSF e UBS tradicio-nal por estrato de exclusão social,consideran-do as dimensões da atenção básica propostaspor Starfield e identificar as convergências e di-vergências de opinião de usuários,profissionaisde saúde e gestores por unidade de saúde.
Metodologia
Para a comparação das duas modalidades deassistência prevalecentes na rede de atenção bá-sica no município de São Paulo,optou-se pelautilização do instrumento Primary Care As-sessment Tool (PCAT)
R
,elaborado por Bárba-ra Starfield e James Macinko.Este instrumentofoi adaptado e validado para o Brasil por Al-meida e Macinko por meio de sua aplicação emmunicípio de médio porte no Estado do Rio deJaneiro
14,15
.O questionário,abrangendo osmesmos tópicos,apresenta versões dirigidas adiferentes informantes nos serviços de saúde(profissionais e usuários),de modo a propiciaro diálogo entre as opiniões dos dois segmentos.O PCAT se estrutura em oito blocos,cadaum abrangendo as dimensões propostas porStarfield para a análise de modalidade de assis-tência na atenção básica.O instrumento é com-posto por cerca de 100 perguntas,distribuídaspelos blocos correspondentes às dimensões daatenção básica.Cada pergunta contém setepossibilidades de resposta (nunca,quase nun-ca,algumas vezes,muitas vezes,quase sempre,sempre,não sabe),e a sua aferição se dá pormeio de escala,na qual 0 (zero) corresponde aopior desempenho e 5 ao melhor.A média arit-mética simples das questões de cada bloco apu-ra o índice daquela dimensão,e por sua vez,amédia aritmética simples destes leva ao Índicede Atenção Básica (IAB) da unidade de saúde.O campo da pesquisa se desenvolveu emduas fases:na primeira,foram apuradas as opi-niões de gerentes,médicos e enfermeiros das384 unidades da rede municipal de atenção bá-sica;na segunda foram realizados inquéritoscom usuários de unidades selecionadas.Na primeira fase,a partir do cadastro depessoal fornecido pela Secretaria Municipal deSaúde (SMS),foram enviados três questioná-rios para cada unidade de saúde,a serem res-pondidos pelo gerente,por médico e enfermei-ro,estes últimos escolhidos por sorteio dentreos profissionais lotados na unidade.Havia tam-bém a possibilidade de resposta ao questioná-rio via versão eletrônica,disponibilizada porInternet no portal RAPS (Rede de Análise dePolíticas de Saúde).Para poder dar esta formade resposta,cada entrevistado recebia juntocom o questionário uma identificação e senhapara acesso a este portal.Após o preenchimen-to do questionário na versão impressa,os par-ticipantes o enviavam em envelope lacrado pa-ra a Coordenação Regional de Saúde,de onde