Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more ➡
Download
Standard view
Full view
of .
Add note
Save to My Library
Sync to mobile
Look up keyword
Like this
2Activity
×
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
11 Atenção Básica em Saúde comparação entre PSF e UBS por estrato de exclusão social no município de São Paulo

11 Atenção Básica em Saúde comparação entre PSF e UBS por estrato de exclusão social no município de São Paulo

Ratings:

5.0

(2)
|Views: 10,832|Likes:
Published by bioestatistica
Artigo para trabalho final
Artigo para trabalho final

More info:

Published by: bioestatistica on Mar 28, 2008
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See More
See less

06/17/2009

pdf

text

original

 
633
 R I   G O  R I   C 
Atenção Básica em Saúde:comparaçãoentre PSF e UBS por estrato de exclusãosocial no município de São Paulo
Primary Health Care:a comparison ofPSFand UBS units per stratum ofsocially excludedusers in the city ofSão Paulo
1Centro de Estudos deCultura Contemporânea.Rua Airosa Galvão 64,Água Branca,05002-070São Paulo SP.cedec@cedec.org.br2Departamento deMedicina Preventiva,FMUSP.3Instituto de Saúde,Secretaria de Estadoda Saúde de São Paulo.4Fundação GetúlioVargas de São Paulo.5Programa de Mestradoem Saúde Coletiva,Universidade Católicade Santos.
Paulo Eduardo Elias
1,2
Clara Whitaker Ferreira
1
Maria Cecília Góis Alves
3
Amélia Cohn
1,2
Vanessa Kishima
4
Álvaro Escrivão Junior
1,4
Adriana Gomes
1,5
Aylene Bousquat
1,5
Abstract
Within the baseline studies ofthePROESF,this article aims to compare the assis-tance modalities PSF and the traditional UBS per stratum ofsocially excluded users in São Paulo.The study is considering the opinions ofusers,health professionals and managers.The tool used for this comparison was the Primary Care Assess-ment Tool (PCAT),which contemplates eight di-mensions ofprimary care.The questionnaire wasanswered by several professionals ofthe 384 pri-mary care units.The best evaluated PSF and UBSunits (Basic Care Index – BCI) were selected fromeach ofthe three groups and socially excludedstratums.An opinion survey was carried out ineach one ofthese units.The study resulted in scoresofperception ofusers,managers and health pro- fessionals in each modality,focusing the eight di-mensions ofprimary care.With exception to onestratum,the opinions ofmanagers and health professionals were found very similar with regardto all studied dimensions and,compared with theopinion ofusers,they were always better,especial-ly as refers to orientation towards the family andthe community.The comparison ofPSF and UBSwith regard to the different socially excluded stra-tums shows no differences between the opinionsofmanagers and professionals.The BCI foundbased on the opinion ofusers however was higher  for the PSF than for the traditional UBS units.
Key words
Primary health care,PSF,Assess-ment ofprimary care
Resumo
Dentro dos Estudos de Linha de Base doProesf,este artigo compara as modalidades assis-tenciais Programa de Saúde da Família (PSF) eUnidade Básica de Saúde (UBS) tradicional por estrato de exclusão social no Município de SãoPaulo,considerando as opiniões de usuários,pro- fissionais de saúde e gestores.O instrumento utili-zado,Primary Care Assessment Tool (PCAT),con-templa oito dimensões da atenção básica.O ques-tionário foi respondido por diversos profissionaisde 384 unidades de saúde.Foram escolhidas as uni-dades PSF e UBS mais bem avaliadas (Índice de Atenção Básica – IAB) de cada um dos três agru- pamentos de estratos de exclusão social.Em cadaunidade foi realizado inquérito de opinião comusuários,num total de 1.117 questionários.O es-tudo resultou na elaboração de escores de percep-ção de usuários,gestores e profissionais para cadamodalidade,abrangendo as oito dimensões daatenção básica.À exceção de um estrato,as percep-ções dos gestores e profissionais são muito seme-lhantes para todas as dimensões estudadas e,emcomparação às dos usuários,são sempre melhores,especialmente no enfoque familiar e orientação co-munitária.A comparação entre PSF e UBS nos di- ferentes estratos de exclusão social não apresentadiferenças para profissionais e gestores.Contudo,oIAB aferido por meio dos usuários é mais elevadonas Unidades PSF do que nas UBS tradicionais.
Palavras-chave
 Atenção básica,PSF,Avaliaçãoda atenção básica
 
       E       l       i     a     s  ,       P  .       E  .
  e   t  a    l
  .
634634634634634634634634634634634
Introdução
O Programa de Saúde da Família (PSF) emergeem 1994 e desde o final da década de 1990 vemsendo assumido pelo Ministério da Saúde co-mo a principal estratégia de organização daatenção básica à saúde no país.Em 2004
1
,oPSF abrangia 80,2% (4.492) dos municípios bra-sileiros,cobrindo apenas 36,4% (63.655.488)da população.A desproporção entre o percentual da po-pulação cadastrada e o de municípios abrangi-dos denota a disseminação do Programa nosmunicípios de pequeno e médio porte e tam-bém espelha o maior constrangimento para aconsolidação do PSF como modalidade orga-nizativa da atenção básica no País:atingir co-berturas universais das populações residentesnos municípios de grande porte,notadamentenaqueles com mais de 500.000 habitantes
2
.Na sua maioria,estes municípios possuemum histórico de oferta de serviços de saúde quese traduz na existência de redes com experiên-cias acumuladas em outras modalidades daatenção básica.É exatamente nestes municí-pios,nos quais o PSF não assume de pronto suafeição de ampliação de acesso,que esta modali-dade vem tendo maior dificuldade em se apre-sentar como estruturante da atenção básica.Desta forma,torna-se importante indagar emque aspectos a implantação do PSF nas metró-poles pode contribuir para o acesso à atençãobásica à saúde universal e igualitária e tambémquais são as vantagens comparativas desta no-va e das demais modalidades já incorporadasna rede de serviços.Para contribuir neste debate,o estudo dasmodalidades de atenção básica vigentes na me-trópole paulista certamente adquire relevâncianacional.Apesar de o quadro paulistano diferirdo encontrado na grande maioria das outrasgrandes cidades,uma vez que o PSF foi concebi-do como estratégia de reorganização da atençãoà saúde,o porte e a tradição de sua rede possi-bilita a coexistência de diversas lógicas assisten-ciais,propiciando o estudo dos constrangimen-tos e das potencialidades destas modalidades.Ademais,São Paulo aglutina as característi-cas mais marcantes das metrópoles dos paísescapitalistas periféricos,dentre as quais se des-tacam a economia dinâmica e inserida no cir-cuito internacional,a especialização financeira,o papel determinante das telecomunicações pa-ra centralização das funções de comando e apresença de um forte padrão de exclusão socialque adquire uma feição espacial,caracterizan-do um espaço urbano marcadamente hetero-gêneo
3,4
.No caso da saúde,essas heterogeneidades setraduzem no seu dinamismo,evidenciado naalta concentração tecnológica,na cobertura de47,2% da população por Planos de Saúde
5
,nagrande rede de serviços públicos e privados,so-mando mais de 5.000 estabelecimentos de saú-de,dos quais 183 hospitais
6
,e também pelasbarreiras impostas a parcelas importantes deseus habitantes no acesso à assistência à saúde,principalmente na atenção básica.Desde 2001,toda a rede de atenção básicaencontra-se sob o comando municipal e atual-mente a Secretaria Municipal de Saúde (SMS)se estrutura administrativamente em cinco Co-ordenadorias Regionais de Saúde (Leste,Su-deste,Centro-Oeste,Sul e Norte),às quais es-tão vinculadas 384 unidades de saúde,sendo173 (45%) com PSF.Vale sublinhar que as dire-trizes gerais para o funcionamento dos servi-ços de atenção básica são estabelecidas no nívelcentral da SMS,pela Coordenadoria Geral deAtenção Básica.A implantação do PSF priori-zou as regiões nas quais a renda familiar era deaté 5 salários mínimos.A forma operacionalutilizada baseava-se na parceria da SMS cominstituições privadas não lucrativas,com tradi-ção de atuação na área de saúde no municípiode São Paulo
7
.As unidades PSF contam com Equipes deSaúde da Família (ESF) em conformidade comas normas do MS e também obedecem ao pre-ceito da delimitação de área de abrangênciacom adstrição de clientela.Já as UBS contamem suas equipes com médicos (clínicos,pedia-tras e ginecologista-obstetras),enfermeiros,dentistas,auxiliares de enfermagem e pessoalde apoio técnico.Há também a presença demédicos de diversas especialidades (dentre osquais oftalmologistas,dermatologistas,cardio-logistas,pneumologistas),distribuídos irregu-larmente pelas unidades.A demanda atendidase apresenta como espontânea e/ou encaminha-da por outros serviços.Neste caso não há ads-trição de clientela,e a delimitação da área deabrangência se refere exclusivamente às açõesde vigilância à saúde.Para abordar as questões assinaladas,há ne-cessidade de se estabelecer um marco referen-cial de análise que resulte em um instrumentosuficientemente abrangente e ágil para o estu-do da atenção básica.Desta forma,optou-sepor utilizar o referencial proposto por Starfield
8
,
 
 C i   ê  n c i   a  &  S  a  ú  d  e  C  ol   e  t  i   v a  , (   3  )   :  6  3  3 - 6  , 0  0  6 
635
que se desdobra em dimensões de avaliação daatenção básica à saúde,denominadas de:aces-sibilidade,porta de entrada,elenco de serviços,vínculo,coordenação,orientação familiar,orien-tação comunitária e formação profissional,com as correspondentes definições
9
:Acessibilidade – presença ou ausência de bar-reiras financeiras,organizacionais,e/ou estrutu-rais para se conseguir atenção básica à saúde;Porta de entrada – o grau dos serviços em seconstituírem como porta de entrada para os ou-tros níveis de atenção,exceto em emergências;Vínculo ou longitudinalidade – diz respeito àutilização regular do estabelecimento pela popu-lação e o foco da equipe na população adstrita;Elenco de serviços – contempla o adequadofornecimento de um rol mínimo de serviços ade-quados às necessidades da população adstrita;Coordenação ou integração de serviços –contempla a facilidade em acessar os demais ní-veis de atenção e a integração com os serviçosde outros setores sociais;Centralidade na família – na assistência,con-templar o contexto e a dinâmica familiar;Orientação para a comunidade – a capacida-de da atenção primária em reconhecer e respon-der às necessidades da comunidade e promoverações intersetoriais nas ações comunitárias;Formação profissional – envolve o conteú-do e a extensão da capacitação da equipe deatenção básica à saúde.Segundo diversos autores,os sistemas de saú-de que cumprem os preceitos contidos nestasdimensões apresentam melhor desempenho
10,11,12
.Segundo Macinko
13
,a efetivação dos pos-tulados destas dimensões é associada a melho-res indicadores de saúde,mesmo após se realizaro controle de variáveis como renda
 per capita
,uso de tabaco e álcool e número de médicos.Dessa forma,as dimensões da atenção bási-ca propostas por Starfield se revestem de espe-cial importância para a análise das potenciali-dades das duas principais modalidades de aten-ção básica vigentes na metrópole paulista.
Objetivos
Comparar as modalidades PSF e UBS tradicio-nal por estrato de exclusão social,consideran-do as dimensões da atenção básica propostaspor Starfield e identificar as convergências e di-vergências de opinião de usuários,profissionaisde saúde e gestores por unidade de saúde.
Metodologia
Para a comparação das duas modalidades deassistência prevalecentes na rede de atenção bá-sica no município de São Paulo,optou-se pelautilização do instrumento Primary Care As-sessment Tool (PCAT)
R
,elaborado por Bárba-ra Starfield e James Macinko.Este instrumentofoi adaptado e validado para o Brasil por Al-meida e Macinko por meio de sua aplicação emmunicípio de médio porte no Estado do Rio deJaneiro
14,15
.O questionário,abrangendo osmesmos tópicos,apresenta versões dirigidas adiferentes informantes nos serviços de saúde(profissionais e usuários),de modo a propiciaro diálogo entre as opiniões dos dois segmentos.O PCAT se estrutura em oito blocos,cadaum abrangendo as dimensões propostas porStarfield para a análise de modalidade de assis-tência na atenção básica.O instrumento é com-posto por cerca de 100 perguntas,distribuídaspelos blocos correspondentes às dimensões daatenção básica.Cada pergunta contém setepossibilidades de resposta (nunca,quase nun-ca,algumas vezes,muitas vezes,quase sempre,sempre,não sabe),e a sua aferição se dá pormeio de escala,na qual 0 (zero) corresponde aopior desempenho e 5 ao melhor.A média arit-mética simples das questões de cada bloco apu-ra o índice daquela dimensão,e por sua vez,amédia aritmética simples destes leva ao Índicede Atenção Básica (IAB) da unidade de saúde.O campo da pesquisa se desenvolveu emduas fases:na primeira,foram apuradas as opi-niões de gerentes,médicos e enfermeiros das384 unidades da rede municipal de atenção bá-sica;na segunda foram realizados inquéritoscom usuários de unidades selecionadas.Na primeira fase,a partir do cadastro depessoal fornecido pela Secretaria Municipal deSaúde (SMS),foram enviados três questioná-rios para cada unidade de saúde,a serem res-pondidos pelo gerente,por médico e enfermei-ro,estes últimos escolhidos por sorteio dentreos profissionais lotados na unidade.Havia tam-bém a possibilidade de resposta ao questioná-rio via versão eletrônica,disponibilizada porInternet no portal RAPS (Rede de Análise dePolíticas de Saúde).Para poder dar esta formade resposta,cada entrevistado recebia juntocom o questionário uma identificação e senhapara acesso a este portal.Após o preenchimen-to do questionário na versão impressa,os par-ticipantes o enviavam em envelope lacrado pa-ra a Coordenação Regional de Saúde,de onde

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->