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Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de JaneiroEI – JG 064
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EMBARGOS INFRINGENTES Nº 2008.054.00064EMBARGANTE: VALDIR ANTONIO PASSOSEMBARGADO: MINISTÉRIO PÚBLICO JUÍZO DE ORIGEM: 35ª VARA CRIMINAL DA CAPITALRELATOR: DESEMBARGADOR GERALDO PRADOEMENTA: EMBARGOS INFRINGENTES. VOTO VENCIDOQUE ABSOLVEU O ACUSADO DA IMPUTAÇÃO DEFALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO, ALÉM DE ABRANDAR O REGIME FIXADO PARA O ABERTO ESUBSTITUIR A PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. PREVALÊNCIA DO VOTO VENCIDO. ACUSADO QUE REPRODUZIU POR MEIO DETÉCNICA REPROGRÁFICA CARTEIRA FUNCIONAL DA POLÍCIA MILITAR E ALI INCLUIU SUA FOTO. A FALSIFICAÇÃO SE DEU EM CÓPIA NÃO AUTENTICADA,QUE NÃO CONSTITUI DOCUMENTO PÚBLICO.CONDUTA ATÍPICA. MANUTENÇÃO DA PENA REFERENTE AO CRIME REMANESCENTE. ABRANDAMENTO DO REGIME PARA O ABERTO ESUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADEPOR RESTRITIVA DE DIREITOS.
O embargante foi condenadono juízo da 35ª Vara Criminal da Comarca da Capital pela prática daconduta definida nos artigos 297 do Código Penal e 16, parágrafoúnico, inciso IV, da Lei 10.826/03 às penas de cinco anos de reclusão,em regime fechado, e vinte dias-multa. Voto vencido que dava parcialprovimento à apelação defensiva para absolver o acusado da imputaçãodo artigo 297 do Código Penal, mantendo a condenação remanescente. Além disso, votou por abrandar o regime e substituir a pena privativade liberdade por restritiva de direitos (fls. 271/3). Sustentou sua posiçãono fato de o acusado ter sido condenado por ter adulterado a cópiareprográfica da carteira funcional da Polícia Militar deste Estado
 
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expedida em nome de VALMIR ARAÚJO DE LUCENA e a cópiareprográfica não constituir documento público e, por isso, a condutaseria atípica. De fato, o acusado fez uma reprodução (xérox) dedocumento público original e ali incluiu sua foto. O ato de falsificaçãose caracteriza pela fabricação de um documento similar a um modelo verdadeiro ou pela fabricação de um documento ao qual nãocorresponda um verdadeiro semelhante. O acusado adulterou a cópiareprográfica de um documento público ao trocar a foto do titular dacarteira funcional. Ocorre que a cópia reprográfica não constituidocumento público e, assim, a conduta se mostra atípica. Não se olvidaaqui que a evolução das técnicas de reprodução tenha aperfeiçoado detal modo o produto final que termine por dotar este produto final dealto grau de aptidão para enganar. A reprovação penal deste fato,todavia, está a depender da criação legal de um tipo penal específico.Cabe, pois, absolver o acusado da conduta definida no artigo 297 doCódigo Penal e, conseqüentemente, abrandar o regime para o aberto,substituindo a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
PROVIMENTO DOS EMBARGOS. ACÓRDÃO
 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Embargos Infringentes nº2008.054.00064, em que é embargante VALDIR ANTONIO PASSOS e embargado oMINISTÉRIO PÚBLICO. ACORDAM,
por unanimidade
, os Desembargadores que compõem aQuinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em sessãode julgamento realizada no dia 11 de dezembro de 2008, em conhecer os embargos e dar-lhes provimento para absolver o acusado da imputação referente ao crime de falsificaçãode documento, abrandar o regime fixado para o aberto e substituir a pena privativa de
 
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liberdade por prestação de serviços à comunidade pelo prazo da condenação, no que tocaao crime remanescente, nos termos do voto do Desembargador Relator.
Por maioria
, manteve-se integralmente o voto vencido quanto àdetração do período de prisão, votando vencidos os Desembargadores Rosa HelenaPenna Macedo Guita e Cairo Ítalo França David. Expeça-se alvará de soltura.
Presidiu a sessão o Desembargador Sérgio de Souza Verani.Participaram do julgamento os Desembargadores Leony Maria Grivet Pinhocomo revisora e Rosa Helena Penna Macedo Guita, Maria Helena Salcedo eCairo Italo França David como vogais. 
Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 2008.
DES. GERALDO PRADORELATOR DES. ROSA HELENA PENNA MACEDO GUITA  VOTO VENCIDODES. CAIRO ÍTALO FRANÇA DAVID VOTO VENCIDO
 VOTO
 A Defesa interpôs embargos infringentes em favor do acusado, que foicondenado no juízo da 35ª Vara Criminal da Comarca da Capital pela prática daconduta definida nos artigos 297 do Código Penal e 16, parágrafo único, inciso IV,da Lei 10.826/03 às penas de cinco anos de reclusão, em regime fechado, e vintedias-multa.Pugna a Defesa pela prevalência do voto vencido.
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