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Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
 
HC 4423 YP
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HABEAS CORPUS 
: 2008.059.04423IMPETRANTE: MARCELO PINHEIRO BRAUNEPACIENTE: GRACINETE DE SOUZA NOGUEIRA  AUTORIDADE COATORA: JUIZ DE DIREITO DA VARA ÚNICA DE MANGARATIBA RELATOR: DESEMBARGADOR GERALDO PRADOEMENTA:
HABEAS CORPUS 
. PROCESSO PENAL. JUSTA CAUSA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL.
 ADENÚNCIA COMO QUALQUER PETIÇÃO INICIALCONTÉM “DESENHO ESTRATÉGICO SUBJACENTE,QUE SUGERE UM PLANO DE DESENVOLVIMENTODA ATIVIDADE PROBATÓRIA E UMA PROPOSTADE LEITURA DE PREVISÍVEL RESULTADO DESTA ATIVIDADE DIRIGIDA AO JULGADOR”.INADMISSIBILIDADE DE AÇÃO PENAL SEMSUPORTE EM UM MÍNIMO DE INFORMAÇÕES QUE ASSEGUREM TRATAR-SE DE DEMANDA NÃOLEVIANA OU TEMERÁRIA (ARTIGO 395, III, DOCÓDIGO DE PROCESSO PENAL CONFORME AREDAÇÃO DA LEI 11.719/08) CONSTRANGIMENTOILEGAL CARACTERIZADO QUANDO A DENÚNCIARECEBIDA PROPÕE A CONDENAÇÃO DAPACIENTE COM BASE EM MEIO DE PROVA DEPLANO INCAPAZ DE AUTORIZAR A EMISSÃO DEDECRETO CONDENATÓRIO. Paciente
 
denunciada comoautora de crime de apropriação indébita porque supostamenteteria permanecido em imóvel alugado pela vítima, e na possede bens móveis que também supostamente guarneceriam oreferido apartamento. Alegação de que a paciente seapropriou destes bens. Investigação criminal que não logroudeterminar a relação de locação ou empréstimo do imóvel
 
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pela suposta vítima à paciente, a propriedade ou a posse doimóvel pela vítima e a existência de bens móveis de que apaciente pudesse se apropriar. Lastro probatório consistenteem sintéticas declarações da vítima (fl. 04 do apenso).Pretensão do Ministério Público de demonstrar aresponsabilidade penal da paciente apenas pela reproduçãojudicial destas declarações. Atividade probatória em processopenal que em verdade busca “fazer coincidir a realidadeprocessual com a realidade empírica” (Perfecto AndrésIbáñez,
in 
 Valoração da Prova e Sentença Penal, Ed. Lumen Juris, Rio de Janeiro, p. 35). Exigência de conjunto de meiosde prova que se apóiam reciprocamente de forma a gerar noespírito do julgador a convicção da existência do crime (Maria Thereza Rocha de Assis Moura
in 
A Prova por Indícios noProcesso Penal, Ed. Saraiva, São Paulo, p. 79). Inexistênciasdestes indícios de autoria e materialidade da infração penalque impõe a extinção do processo por falta de justa causa namedida em que o “chamado
status dignitatis 
” (Afrânio Silva Jardim
in 
Direito Processual Penal Revista e Atualizada, Ed.Forense, Rio de Janeiro, p. 313) atingido pela simplesinstauração do processo penal, que somente se justificariadiante da “sólida demonstração,
 prima facie 
, de que a acusaçãonão é temerária ou leviana, por isso que baseada em ummínimo de prova” (Afrânio Silva Jardim, obra citada, p. 313).Constrangimento ilegal reconhecido e ordem concedida paraextinguir o processo por falta de justa causa.
ORDEM CONCEDIDA.
 
 
Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
 
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 ACÓRDÃO
 Vistos, relatados e discutidos estes autos de
Habeas Corpus 
 nº. 2008.059.04423, em que é impetrante
MARCELO PINHEIRO BRAUNE
e paciente
GRACINETE DE SOUSA NOGUEIRA. ACORDAM
,
por unanimidade
, os Desembargadores queintegram a Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em sessão de julgamento realizada no dia 25 de setembro de 2008, emjulgar procedente o pedido e
CONCEDER A ORDEM,
para extinguir oprocesso por falta de justa causa,
 
nos termos do voto do DesembargadorRelator. A sessão de julgamento foi presidida pelo DesembargadorSérgio de Souza Verani. Participaram do julgamento como vogais osDesembargadores Cairo Ítalo França David e o Desembargador Nildson Araújoda Cruz.Rio de Janeiro, 16 de outubro de 2008.
DESEMBARGADOR GERALDO PRADORELATOR RELATÓRIO
 Trata-se de pedido de
habeas corpus 
em favor de
GRACINETE DESOUSA NOGUEIRA 
em razão de alegado constrangimento ilegalconsubstanciado no recebimento da denúncia em face da paciente, pela práticado crime definido no artigo 168,
caput 
, do Código Penal.O impetrante postula a revogação da prisão preventiva e a extinçãodo processo penal sem apreciação do mérito (“trancamento da ação penal”)fundada na ausência de justa causa para a ação penal.
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